Igreja Nossa Senhora da Luz

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Pontos Turisticos em Morro

A Igreja da N. Sra da Luz existente na praça de mesmo nome, foi concluída em 1845, ponto de descanso para quem sobe a ladeira vindo do cais, o resgate da história e fé.

A Igreja da N. Sra da Luz existente na praça de mesmo nome, foi concluída em 1845, ponto de descanso para quem sobe a ladeira vindo do cais, o resgate da história e fé.

Igreja Nossa Senhora da Luz

O resgate da história, por meio da fé católica em Morro de São Paulo está representado desde o século 17 através da Igreja Nossa Senhora da Luz. Desde os tempos em que a pequena capela de taipa foi erguida próxima ao alto do Farol, o templo em homenagem a padroeira do povoado, carrega uma trajetória  rica em prata, ouro, histórias e lendas. O espírito religioso de Morro de São Paulo durante estes quatro séculos de existência, foi responsável em manter viva a importância histórica da igreja.

Situada na vila, centro da ilha, a Igreja Nossa Senhora da Luz é considerada um patrimônio histórico, porém, não é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN). Em toda sua existência enfrentou períodos difíceis, como roubos de objetos sagrados e o principal: o desgate do  tempo. Desde o ano de 2004 passa por um processo de restauração que envolveu desde as instalações internas até as imagens sacras existentes no local. E é a fé da comunidade que mantém acessa a chama do templo.

Todos os trabalhos realizados em prol da paróquia são oriundos de doações da população e dos turistas que se encantam com a beleza da igreja.

A escadaria da igreja é parada obrigatória para descanso para quem enfrenta a ladeira de acesso do cais e em seus degraus moradores, nativos e turistas assistem o movimento da rua que é o ponto de chegada para quem vem à ilha via marítima. A festa em homenagem a Santa é celebrada dia 08 de setembro e por mais de uma semana a população envolve-se nas celebrações e comemorações para a padroeira. Além das missas e festas religiosas, a igreja já foi responsável por grande parte da sobrevivência deste antigo vilarejo. Em sua história está registrada o papel fundamental da Irmandade Nossa Senhora da Luz e algumas lendas como a existência de um cemitério localizado nos fundos da igreja. São  muitas as histórias e segredos que envolvem a Igreja Nossa Senhora da Luz e você poderá conferir todas a seguir.

 A História

Segundo antigos registros a  primeira capela em homenagem a Nossa Senhora da Luz foi construída no alto do Farol, em 1620 pela família portuguesa Saraiva. Era uma pequena capela de taipa. O templo  atual foi construído em 3 etapas: a primeira parte no ano de 1628 por Francisco Saraiva. Na ocasião foi feita a Capela Mor a fim de substituir a antiga capela, do Farol, pois esta havia desmoronado. Simão Barreto foi o responsável pelas obras e o zelador do templo após a conclusão do mesmo.

Em 1626 foi registrado um suposto milagre da Santa. O almirante holandês Pieter Pieterson Hiyr comandou um ataque a igreja com o objetivo de saquear o templo, conhecido na época por ser rico em ouro e prata. No entanto, o ataque fracassou devido a uma mobilização da população, que atribuiu esta resistência a um milagre de N. Sra. da Luz.  No ano de 1845  foram realizadas obras do templo atual e já no final do século 18 e início do século 19 começaram as obras da parte grande, a central.  Nesta época, foi construída também a “Torre Sinera”, que levou 10 anos até sua conclusão. Entre os anos de 1968 e 1985 o templo passou por algumas pequenas reformas que atingiram  o telhado, forros, altares e a pintura da fachada.

A igreja possui nave, capela-mor, sacristia e torre em lados opostos. O altar é uma cópia da igreja de São Francisco, em Salvador. No interior da igreja encontra-se talha neoclássica, típica do período de sua construção e os forros da nave e da capela-mor são ornados com pinturas religiosas. Entre as imagens, destacam-se as de N. S. da Luz, São Paulo, N. S. da Penha e a de Santo Antônio.

Dentro da igreja, no piso, pode-se ver várias lápides, cujos restos mortais são de antigos nativos e moradores da ilha. A mais antiga destas pertence ao senhor Manoel Francisco Gomes e esposa, datadas de 1869. 

Em frente à igreja, no espaço gramado fica o cruzeiro. A devoção a Nossa Sra. da Luz nasceu em Portugal. Segundo a senhora Elze Moutinho Wense, uma antiga devota, em Portugal numa pedreira aparecia uma luz e as pessoas ficavam curiosas até que resolveram cavar e encontraram a imagem de Maria e a denominaram de Nossa  Senhora da Luz.

A igreja possui nave, capela-mor, sacristia e torre em lados opostos. O altar é uma cópia da igreja de São Francisco, em Salvador. No interior da igreja encontra-se talha neoclássica, típica do período de sua construção e os forros da nave e da capela-mor são ornados com pinturas religiosas. Entre as imagens, destacam-se as de N. S. da Luz, São Paulo, N. S. da Penha e a de Santo Antônio.

Dentro da igreja, no piso, pode-se ver várias lápides, cujos restos mortais são de antigos nativos e moradores da ilha. A mais antiga destas pertence ao senhor Manoel Francisco Gomes e esposa, datadas de 1869. 

Em frente à igreja, no espaço gramado fica o cruzeiro. A devoção a Nossa Sra. da Luz nasceu em Portugal. Segundo a senhora Elze Moutinho Wense, uma antiga devota, em Portugal numa pedreira aparecia uma luz e as pessoas ficavam curiosas até que resolveram cavar e encontraram a imagem de Maria e a denominaram de Nossa  Senhora da Luz.

O Roubo

Durante oito anos a igreja N. Sra. da Luz  foi vítima de um pecado imperdoável: o roubo de grande parte do acervo sagrado. De 1996 até 2004 a maior parte do tesouro, que incluía  alfaias, cálices de ouros, correntes e inclusive uma coroa comprada em Portugal no século 17, foi saqueada da igreja.

O templo foi roubado por um nativo que era o zelador do local. Segundo nos relata o Frei responsável pela Paróquia, Elias Feitosa, desapareceram diversos objetos em ouro e prata, datados de 1630 e doados pelos soldados sediados no Forte na época, além de imagens sacras.

Quando Frei Elias assumiu a paróquia e foi até o local para fazer um levantamento do que havia na igreja, descobriu o desfalque e também o suposto culpado. “A própria pessoa que guardava a igreja havia vendido muita coisa”, ressalta o Frei. O zelador confessou que vendeu 12 imagens, as mais preciosas e antigas. O processo está até hoje junto a Polícia Federal e não houve uma resposta nem retorno sobre as peças roubadas.

Hoje a Igreja não corre mais o risco de passar novamente por contratempos como este. O templo conta a ajuda de uma fiel escudeira e guardiã. A senhora Nice Mouitnho, que diz ter aproximadamente 70 anos, pois não lembra exatamente a idade. Dona Nice pode ter a memória fraca para recordar sua idade, mas é muito esperta e sempre alerta para preservar a igreja. Há quatro anos diariamente ela está de plantão, sempre sentadinha numa cadeira em frente a porta da frente da igreja. Das 6 horas da manhã até às 21 ou 22 horas, Dona Nice permanece ali, fiel como uma verdadeira guardiã. E o mais impressionante é que ela faz isso voluntariamente, sem receber nenhuma quantia em dinheiro.

Ela não desgruda o pé do local até que não tenha ninguém por volta da igreja. Dona Nice conta um episódio em que a imagem de São Gonçalo foi quase roubada. Ela estava sentada quando duas mulheres e um homem entraram na igreja para visitar. A guardiã ficou observando e ouviu os turistas elogiarem a imagem e dizerem: “Está bom de levar”. Pronto ! Ela levantou-se e a viram. Na mesma hora os visitantes levaram um susto e sairam, certamente envergonhados, da igreja.

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