Morro de São Paulo - Bahia - Brasil. Blog de turismo, viagens e férias conhecendo antes de viajar

O Morro de São Paulo – E VAI ROLAR A FESTA.

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Festa
Ivete Sangalo
Composição: Anderson Cunha
Festa no gueto
Pode vir, pode chegar
Misturando o mundo inteiro
Vamo vê no que é que dá…

Hoje tem
Festa no gueto
Pode vir, pode chegar
Misturando o mundo inteiro
Vamo vê no que é que dá…

Tem gente de toda cor
Tem raça de toda fé
Guitarras de rock’n roll
Batuque de candomblé
Vai lá, prá ver…

A tribo se balançar
E o chão da terra tremer
Mãe Preta de lá mandou chamar
Avisou! Avisou! Avisou! Avisou!…

Que vai rolar a festa
Vai rolar!
O povo do gueto
Mandou avisar…(2x)

Festa no gueto
Pode vir, pode chegar
Misturando mundo inteiro
Vamo vê no que Oh! Oh!…

Hoje tem
Festa no gueto
Pode vir, pode chegar
Misturando o mundo inteiro
Vamo vê no que é que dá…

Tem gente de toda cor
Tem raça de toda fé
Guitarras de rock’n roll
Batuque de candomblé
Vai lá, prá ver…

A tribo se balançar
E o chão da terra tremer
Mãe Preta de lá mandou chamar
Avisou! Avisou! Avisou! Avisou!…

Que vai rolar a festa
Vai rolar!
O povo do gueto
Mandou avisar…(2x)

Vem! Vem! Vem!
Na Na Na na na
Tá bonito, tá bonito
Tá beleza
Na Na Na Na Na
Na Na Na Na Na
Na Na Na Na Na
Simbora! Simbora! Simbora!…

Tem gente de toda cor
Tem raça de toda fé
Guitarras de rock’n roll
Batuque de candomblé
Vai lá, prá ver…

A tribo se balançar
O chão da terra tremer
Mãe Preta de lá mandou chamar
Avisou! Avisou! Avisou! Avisou!…

Que vai rolar a festa
Vai rolar!
O povo do gueto
Mandou avisar…(3x)

Que vai
Que vai rolar a festa
Vai rolar!
O povo do gueto
Mandou avisar…

http://www.morrodesaopaulohotels.com.br – Perfil de Morro de São Paulo

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Saiba tudo sobre Morro de Sao Paulo! As melhores hospedagens, as festas e fotos de Morro, as dicas de viagem por quem mora aqui!
No dia de Iemanjá da Bahia, saudar as águas do mar nos primeiros momentos do ano novo é um ritual indispensável… E para quem escolhe Morro de São Paulo para celebrar essa data, não poderia ser melhor. Para saber mais visite o site de Morro de Sao Paulo. WWW.morrodesaopaulohotels.com.br
A festa do Carnaval e ressaca em Morro de São Paulo, um dos locais mais charmosos do litoral baiano vai contar com a presença de artistas americano Piter Pan e Luk Souquete.

Morro de São Paulo – Bomba Eventos!

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RESSACA DE CARNAVAL EM MORRO É UMA BOA PEDIDA!
Muito agito e toda galera bonita que passou o Carnaval em Salvador por mais uns dias num paraiso natural

COMO CHEGAR EM MORRO DE SÃO PAULO?
A partir de SALVADOR
RESERVE ANTECIPADAMENTE SEU TRANSPORTE PARA MORRO DE SP, alta temporada nao ha lugares disponivies de ultima hora !

BARCO: R$120 IDA+VOLTA
A partir do Terminal Marítimo (em frente ao Mercado Modelo), em Salvador, existem várias embarcações que fazem o trajeto Salvador/Morro de São Paulo.
TEMPO DE VIAGEM : 2 horas POR TRECHO
Consulte horários ida e volta

TAXI AÉREO : R$344 IDA+VOLTA
TEMPO DE VIAGEM : 20 MIN POR TRECHO
Consulte horários ida e volta

HOSPEDAGEM EM MORRO DE SÃO PAULO:
todas sem reserva, valor sujeito à alteração e disponibilidade sem aviso prévio

Pousada do Encanto : em frente ao mar

http://www.morrodesaopaulohotels.com.br

RESSACA CARNAVAL (quinta a domingo) a partir de R$80 diária – apto duplo
DIÁRIAS fora do período acima – a partir de R$160 diária – apto duplo
PAGAMENTO: 50% na reserva e 50% no check in
* sujeito à alteração sem aviso prévio

Pousada Hotel Fazenda Encanto : Quinta Praia

http://www.hotelemmorrodesaopaulo.com.br/

RESSACA CARNAVAL (quinta a domingo) a partir de R$900 o PACOTE RESSACA – apto duplo
DIÁRIAS fora do período acima – a partir de R$ 165 diária – apto duplo
PAGAMENTO: 50% na reserva e 50% no check in
* sujeito à alteração sem aviso prévio

O Morro de São Paulo: ALTERNATIVA PARA CURTIR RESSACA

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MORRO DE SÃO PAULO É ALTERNATIVA PARA CURTIR RESSACA DO CARNAVAL

A programação de carnaval está nas ruas e muita gente já sabe o que fazer nos seis dias de festa. Mas como todo mundo sabe o verão da Bahia não termina com na quarta-feira de cinzas. Depois de uma verdadeira maratona atrás do trio elétrico o destino certo para o folião que quer dar uma esticadinha no clima momesco e recarregar as baterias é o Morro de São Paulo.

O local oferece lazer, descanso e nos dias 18 e 19 de fevereiro a tradicional Ressaca do Morro, no Village Paraíso Tropical, localizado na Terceira Praia. Serão mais de 16 horas com muita música e uma mega estrutura com todo o conforto de um super evento à beira mar.
Em sua décima edição, a festa traz este ano uma novidade. Além do tradicional show de André Lélis pela primeira vez, o evento terá uma noite dedicada à house music, com o melhor das pick-up nacionais.

Na primeira noite o modelo Thiago Mansur, sócio e DJ residente da Pink Elephant, uma das mais badaladas boates da noite paulistana, será acompanhado por um trio para ninguém botar defeito: a cantora Juliana Barbosa, Ale Rauen, eleita a Melhor DJ mulher do Brasil e Patrícia Haagensen, residente da Boate Pulsar.

Na segunda noite, a folia segue com André Lellis. O cantor, que já virou tradição em Morro, comanda a galera jovem mais bonita e animada do verão baiano.

Para quem quer curtir o carnaval pensando na ressaca é hora de programar. As vendas do primeiro lote já estão disponíveis com preço promocional nas lojas da Central do Carnaval ou através do site http://www.morrodeamores.com.br/. O valor da meia entrada é R$ 60,00 por noite e R$ 90,00 o passaporte para os dois dias.

SERVIÇO

Ressaca do Morro

Datas: 18 e 19 de fevereiro

Local: Village Paraíso Tropical (Terceira Praia – Morro de São Paulo)

Atrações: André Lélis, Thiago Mansur, Juliana Barbosa, Ale Rauen e Patrícia Haagensen.

Preço de meia entrada: R$ 60,00 (uma noite) e R$ 90,00 (passaporte para duas noites)

Vendas: Central do Carnaval ou através do site http://www.morrodeamores.com.br/

Ressaca do Morro de São Paulo comemora décima edição | O Morro de São Paulo.

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Em 10 anos muita coisa pode mudar. Mas, quando estamos falando de Ressaca do Morro, a alegria, descontração e animação daqueles que não querem deixar o Carnaval para traz, não muda.

Na 10ª edição da festa, outra marca que permanece inalterada e hoje já se constitui uma tradição é o show de André Léllis. Com 14 anos de carreira e 10 discos lançados, o artista vai agitar Morro de São Paulo pela décima vez. Ele comanda a festa no dia 19 de fevereiro, no Village Paraíso Tropical.

Se a apresentação de André Lellis é fundamental, para abrir a festança no dia 18, logo um dia após a quarta-feira de cinzas, o cantor convidou uma legião da música eletrônica para invadir a ilha paradisíaca. O modelo e DJ Thiago Mansur em conjunto com a vocalista Juliana Barbosa vão trazer o melhor da house music.

Além da dupla, Alê Rauen, que já foi considerada a melhor DJ mulher do país comanda a vibe do morro. Para completar o festival do “tuntz tuntz”, Patrícia Haagensen, residente da boate Pulsar, localizada no paraíso baiano, marca presença.

Pela primeira vez a Ressaca do Morro será realizada em dois dias. No primeiro dia, uma reunião de DJs renomados. No segundo, a simpatia, carisma, e acima de tudo, muita ferveção com o show de André Lellis. O objetivo é afastar qualquer desânimo pós-carnaval com mais de 16 horas de diversão.

Mais informações sobre o evento procurar a Central do Carnaval ou através do site www.morrodeamores.com.br .

O Morro de São Paulo – Ressaca do Carnaval em Morro de São Paulo

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Ressaca do Carnaval em Morro de São Paulo

O carnaval acaba oficialmente na Quarta-Feira de cinzas mas as festas se extendem até o final de semana com as “Ressacas do Carnaval”.
Uma delas será a “Sunset Day Party” que acontecerá em Morro de São Paulo num dos melhores espaços da ilha paradisíaca, a Toca.

No line up estarão presente os DJs Dark Sound Project, Santz e Daniel Victor que começarão a tocar às 16h30 extendendo até depois das 22h00. Serão mais de 6h de festa!

Como chegar
Transporte aéreo
Os aviões mono e bi-motores partem do Aeroporto Internacional de Salvador e chegam em cerca de 20 minutos à Terceira ou Quarta Praia de Morro de São Paulo. Na alta estação e feriados podem haver horários extras.
Salvador ••••> Morro de São Paulo
Horário Empresa Destino Freqüência Tempo vôo Tarifa
08:30 Addey Terceira Praia diário 20 min R$ 225,00
12:30 Addey Terceira Praia diário 20 min R$ 225,00
14:30 Aero Star Quarta Praia diário 20 min R$ 231,00
15:30 Addey Terceira Praia diário 20 min R$ 225,00
Tenho interesse em horário extra se houver, tal como: 08:00, 13:00, 10:00, 15:00, 16:30.

Morro de São Paulo ••••> Salvador
Horário Empresa Saída Freqüência Tempo vôo Tarifa
09:15 Addey Terceira Praia diário 20 min R$ 225,00
13:15 Addey Terceira Praia diário 20 min R$ 225,00
15:05 Aero Star Quarta Praia diário 20 min R$ 231,00
16:15 Addey Terceira Praia diário 20 min R$ 225,00
Tenho interesse em horário extra se houver, tal como: 08:40, 10:40, 13:10, 15:40, 16:10, 17:10
MARITIMO
Catamarã a Morro de São Paulo
A viagem de catamarã a Morro de São Paulo dura cerca de duas horas, por mar aberto. Catamarãs e lanchas saem do Terminal Marítimo do Mercado Modelo de Salvador, próximo ao Elevador Lacerda e Pelourinho.
Reserve seu bilhete antecipadamente:
Salvador ••••> Morro de São Paulo
Hora Dias Duração Tipo Empresa Valor
8:30 todos 2 h Lancha Ilha Bela –
9:00 todos 2 h Catamarã Biotur R$ 75,00
12:30* úteis 2 h Catamarã Biotur R$ 75,00
13:30 todos 2 h Catamarã Farol do Morro –
14:00 todos 2 h Catamarã Biotur R$ 75,00
*horário disponível a partir de 01/01/10, de segunda a sexta, exceto feriados.
Morro de São Paulo ••••> Salvador
Hora Dias Duração Tipo Empresa Valor
08:00* úteis 2 h Catamarã Biotur R$ 75,00
9:00 todos 2 h Catamarã Farol do Morro –
11:30 todos 2 h Catamarã Biotur R$ 75,00
14:00 todos 2 h Lancha Ilha Bela –
16:00 todos 2 h Catamarã Biotur R$ 75,00
*horário disponível a partir de 01/01/10, de segunda a sexta, exceto feriados.

TERRESTRE
Há três formas de chegar em Morro de São Paulo:
Aéreo
Partindo do aeroporto de Salvador, vôo de 20 minutos até Morro de São Paulo. Horários
Marítimo
Os catamarãs e lanchas marítimas partem do Mercado Modelo de Salvador, em viagem de 2 horas, por mar aberto. Horários
Terrestre
O ponto mais próximo de Morro de São Paulo ao continente é Valença, de onde partem lanchas.
Valença
Para quem vem de Salvador, tanto de carro como a pé, uma opção é fazer a travessia no ferryboat, que sai do Terminal Marítimo de São Joaquim, em direção a Bom Despacho, na ilha de Itaparica, com percurso de uma hora.
De Bom Despacho há ônibus para Valença (duas horas de percurso), e de lá, lancha para Morro de São Paulo (meia hora). Pode haver tempo de espera considerável entre os diversos meios de transporte.
Para quem vem de carro, tanto de Valença, Camamú, Salvador, ou pela BR 101, a melhor opção é deixar o carro no Atracadouro de Bom Jardim, próximo à Ponta do Curral, onde há estacionamento e lanchas que chegam em Morro de São Paulo em 10 minutos.
Taxi também pode substituir o transporte de Bom Despacho até Valença, reduzindo o percurso em 40 minutos, já que este vai poder ir para o atracadouro de Bom Jardim, onde a travessia de lancha é feita em 10 minutos, muito mais perto de Morro de São Paulo.

Onde Ficar

Confira no Link pousadas de morro de são Paulo. www.morrodesaopaulohotels.com.br

Por Regina Bessa

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São praias de grande beleza nesta ilha, que conheceu uma procura além de suas possibilidades.
Morro de São Paulo é um vilarejo com cerca de 2.000 habitantes, na Ilha de Tinharé.
O local é tão bonito, e tornou-se tão famoso, que o número de pessoas mais que dobra a cada temporada.
De antigas casinhas de pescadores surgiram restaurantes e pousadas de todos os tipos. A infra estrutura é precária e costuma faltar água.
Para sanar essas dificuldades, a Prefeitura de Cairu, município a que pertence Morro, cobra do turista uma “taxa de embarque e conservação” ao deixar a ilha.
Mas a beleza do lugar compensa todo e qualquer desconforto. Há quilômetros e quilômetros de praias desertas, com águas calmas, piscinas naturais, corais e coqueiros.

As praias são quase primitivas e não têm nome – são numeradas:

Primeira: Farol;
Segunda: A mais movimentada, com barracas de petiscos e bebidas;
Terceira: Hotéis-Fazenda;
Quarta: Piscinas naturais;
Encanto: tudo de bom nunca tinha visto lugar mais bonito em mina vida: Mata Atlantica, Coqueirais, semi deserta otima para nudismo.

Em povoado próximo, fica a praia de Gamboa.

Em Morro, tudo é permitido; porém, se você costuma se chocar facilmente, nem apareça por lá… é ôba-ôba puro, um lugar sem preconceitos.
O pessoal que freqüenta lá é bem relax, e não está nem aí para o que você vai pensar, fazer, ou falar.
Isso é muito legal, inclusive na parte do onde ficar: na pousada onde fiquei (esta viagem fiz com uma amiga, hetero e simpatizante também) a dona nos perguntou se queríamos quarto de casal ou solteiro. Pedimos o mais barato, desde que tivesse banheiro dentro (aliás, cuidado, porque há pousadas onde o banheiro é coletivo). A dona nos deu um quarto com uma cama de casal e uma de solteira, onde deixamos as bagagens.
Portanto, fique à vontade para circular fora do armário numa boa: ninguém vai olhar estranho.
A chegada lá é meio chatinha, demorada; eu fui para lá a partir de Itaparica, numa “lancha rápida” e só dei as caras por lá quase uma hora depois, aproximadamente.
Se você curte mordomias, vá de catamarã, se curte aventura, vá de lancha. Recomendo ir de lancha e voltar de catamarã, mas isso é com você.

Encare:

Pode ficar sossegada e paquerar/namorar numa boa; o pessoal não está nem aí para sua orientação sexual, portanto, ninguém vai chiar de te ver dando uns beijinhos na ficante/namorada/digníssima/dona da pensão/patroa/dona encrenca/etc.

Caminhar e se perder, lá é uma ilha, fácil voltar…

Conhecer Gambôa, um vilarejo lindo…

Moqueca de camarão no Gaúcho…Hummmmmm…

Um passeio às praias selvagens da Ilha de Boipeba.

Passe Batido:

Reclamar da falta de infra. Você já sabe o que te espera;

Ficar estressado com a demora no atendimento dos restaurantes… Se chiar, teu pedido pode ser “esquecido”…relaxa e aproveita…

Tomar um porre e acabar dando em cima de alguma gata que esteja acompanhada de homem: de repente, ela e ele são do babado, mas na dúvida, não arrisque: prevenção é bom e conserva os dentes.:-)

O#Morro# – Scuppie (Socially Conscious Upwardly-mobile Person)

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Scuppie (Socially Conscious Upwardly-mobile Person)

“Um dia, uma colega de trabalho ficou chocada ao saber que eu realizava trabalhos voluntários para pessoas sem teto. Olhando para meu Rolex e meu terno Armani, ela disse não acreditar que um Yuppie como eu faria qualquer coisa de graça. Eu respondi dizendo que era completamente possível unir consciência social e desejo de melhorar de vida, tudo ao mesmo tempo”. Assim surgiu o movimento Scuppie (Socially Conscious Upwardly-mobile Person), feito por pessoas que querem salvar o mundo, sem precisar abrir mão do estilo e dos confortos da vida moderna.
O criador do movimento e protagonista da história acima é o empresário americano Chuck Failla, um legítimo Scuppie. Eles consideram membros do grupo aquelas pessoas que se encaixam em algum lugar entre o Hippie e o Yuppie. Ou seja, são pessoas que prezam pelos prazeres da vida moderna, mas que também se preocupam com as questões ambientais e sociais que afligem o mundo.
Portanto, meu amigo, se você acredita que uma pessoa pode desejar o melhor que a vida tem a oferecer e ainda assim prestar serviços sociais e pensar de forma consciente, ou acha que as coisas mais importantes a serem buscadas na vida são paz, felicidade e riqueza (não necessariamente nessa ordem), e sabe que o amor pelo dinheiro não pode ser maior do que pela natureza e vice-versa, parabéns, você é um Scuppie (ou, pelo menos, tem uma forte tendência a ser).
Para os adeptos do movimento, o importante é fazer a sua parte de alguma forma. Pode ser comprando com um cartão de crédito que doe parte dos lucros para um fundo de preservação ambiental, vestindo roupas de grife super estilosas feitas 100% de algodão orgânico, cuidando dos cabelos com produtos sem CFC e que não foram testados em animais ou alternando sua bicicleta com seu carro híbrido para ir ao trabalho.
Quem se assume um autêntico Scuppie acredita que não deveria existir diferença entre conforto e conservação ambiental, luxo e sustentabilidade. Ambos podem andar lado a lado. Basta ter mais atenção nas escolhas diárias e pensar de forma verde.
Para orientar os novos adeptos, Chuck Failla criou um site e um guia sobre o tema. Ali é possível ver dicas de como planejar sua casa de forma sustentável, qual o melhor meio de transporte para ajudar a reduzir a poluição das grandes cidades, quais os melhores Green job disponíveis no mercado, além de dicas de alimentação, moda e diversão.
Para muitos especialistas esse grupo tem um forte poder de influência no mercado e tende a crescer muito nos próximos anos.
E se você se achava um caso perdido, só porque nunca tinha se preocupado com o aquecimento global até o seu ar-condicionado quebrar, aproveite e descubra que é possível ser ambicioso, gostar dos prazeres materiais e ainda assim, agir de forma consciente e responsável com o mundo em que vivemos.

Praia de Garapuá, Bahia – o#Morro#

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Praia de Garapuá, Bahia

“Roubei essa matéria de um blog de uma amiga, Inês Carvalho, e fiquei encantada com as fotos!!!!
Garapuá é assim: simplicidade, sossego e belezas naturais. Pegue sua câmera, registre o que a natureza lhe oferece e relaxe na areia branca desse paraíso ecológico. Paredão de coqueiros contorna a praia. A foto é de Gabriela Coutinho / Pousada Garapuá.Como chegar. Apesar de estar situada a apenas 58 km de Salvador, a viagem até Guarapuá é um pouco longa. Partindo da capital baiana há três opções de trajeto até Morro de São Paulo: através de aviões pelas empresas Addey Taxi Aéreo (              75 3652 1083         75 3652 1083) e Aerostar Taxi Aereo (              75 3652 1312         75 3652 1312); em catamarãs que partem diariamente do Terminal Marítimo de Salvador; ou de carro, através do ferry-boat até Bom Despacho, seguindo mais 100km até Valença pela BA-001, de onde saem barcos até Morro. Em Morro, é preciso pegar um translado até Garapuá. Táxis estão disponíveis no receptivo localizado na Segunda Praia, atrás da pousada Villa das Pedras ou pegar um barco até a vila.Onde ficar em GuarapuáHá pouca opção de hospedagem em Garapuá. A Pousada Garapuá (www.pousadagarapua.com.br) recebe visitantes durante todo o ano. Há ainda a opção de aluguel de casas. Quem quiser mais conforto, pode optar pelo Encanto Hotel (www.morrodesaopaulohotels.com.br), localizado na Praia do Encanto, a última de Morro de São Paulo. Porém, para chegar a Garapuá será preciso transporte pelo meio da ilha.

O#Morro# – Mar Sem Fim

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Chegamos esta tarde, enquanto o reversor do Mar Sem Fim ainda estava sendo consertado.
Havia dúvidas sobre o quê, de fato, tinha levado a nova quebra do disco de encaixe, entortando o eixo do reversor, e estragando várias outras peças menores, tal qual aconteceu entre o Amapá e Belém. Algum erro sistêmico estava levando à repetição do problema, e eu não estava satisfeito com as explicações que recebia. Enquanto arrumava minhas coisas, me preparando para ir à Universidade Federal da Bahia, consegui tempo para ligar para o fabricante, no interior de São Paulo, a ZF, reclamando do diagnóstico do representante em
Salvador. Fui duro com ele. Prometi ” usar todos os meus direitos ” para ser atendido como deveria. Eu estava pagando uma nota preta, como se diz, pelo conserto. Tinha o direito de exigir que o representante da marca fizesse a instalação, já que qualquer milímetro de erro no encaixe poderia significar nova quebra. E além do mais, era a segunda vez que quebrava nesta viagem, coisa difícil de acontecer. Para resolver de vez, só sendo minucioso.
Desliguei e corri para a UFBA. Tínhamos duas entrevistas marcadas. A primeira com o biólogo Miguel Accioly, que entre outros, participou do projeto BMLP- programa brasileiro de intercâmbio em maricultura, que aconteceu entre os anos 1996 até 2001, envolvendo cinco universidades brasileiras e três canadenses. Cada um dos países deveria arcar com 50% dos recursos. Mas como disse Accioly ” só os canadenses acabaram entrando com o dinheiro “. Uma pena, segundo ele, porque ” o programa era muito bom, mas não conseguia interlocução com o governo “.
Comentei sobre minha decepção por ter descido desde o Amapá até aqui, e tudo que vi de maricultura foi à devastação causada pela carcinicultura, fora incipientes tentativas, como uma criação de algas em Fleixeiras, no Ceará, uma fazenda de ostras em Pirambu, Sergipe, e praticamente mais nada. O professor contou sobre uma criação de sururu, um tipo de molusco, no Maranhão, e outra, aqui na Bahia, de bijupirá, um tipo de peixe cuja demanda está alta no mercado internacional. Mas no geral concordou que é muito pouco para uma costa tão extensa, e com tantos ecossistemas diferentes. Segundo ele o problema não seria falta de pesquisa nas Universidades, mas transformá-las em políticas públicas, aplicando-as nas comunidades tradicionais que vivem pelo litoral, muitas vezes em situação de penúria, enfrentando já o problema da sobrepesca, e sentindo na pele a diminuição da variedade de espécies, e o encolhimento dos cardumes. “O governo não gosta dos pobres, só ouve os empresários”, resume Accioly. Em seguida, para exemplificar, ele nos fala da técnica de criação de camarões nativos, em gaiolas, portanto sem causar qualquer problema ambiental, desenvolvida na UFBA, e que acabou sendo aplicada com êxito no México, ” porque lá houve o apoio do governo, e aqui não” .
Outro caso parecido foi com Cuba, que se interessou pelo cultivo de ostras, desenvolvido pela mesma Universidade, e o está implantando com sucesso. Aqui os governantes parecem se interessar mais em agradar alguns poderosos políticos e empresários, para facilitar a vida deles e suas enormes fazendas de camarão, algumas vezes mudando a lei ambiental estadual, como fez a Bahia, para justificar empreendimentos como o da Lusomar.
O professor Accioly, ironizando, diz : “A carcinicultura dá mais lucro que plantar maconha no Nordeste. São duas ou três safras por ano. O terreno onde fica a criação não é seu, você não tem que desembolsar um tostão para comprá-lo, são áreas públicas. Os funcionários são poucos, parte das vagas é subemprego, e para estes não existe carteira assinada. Tudo bem que dura 4, 5 ou 6 anos, depois a gente pensa o que fazer para recuperar a área “.
No fundo ele tem razão, só isto justifica o que vimos no Nordeste, desde o Piauí, onde as criações começam no Delta do Parnaíba, e até aqui na Bahia, último estado desta região do país.
Miguel Accioly não deixou de falar na outra praga que assola esta região, e disparou o trombone ao comentar sobre os resorts. Ele não se conforma com o tipo agressivo das gigantescas construções, em estilos que não combinam com a tradição local, desfigurando a paisagem e isolando os hóspedes das comunidades. Alguns grupos empresariais trazem espécies invasoras para dentro de lagos, como carpas que certos hotéis utilizam em suas áreas internas, de modo que os estrangeiros que vêm ao país possam continuar a curtir sua própria fauna, e não ” estranhar a exótica ” .
Minha tese é que estes empreendimentos deveriam ser construídos em áreas já degradadas, que quase todos os estados costeiros têm, como Cubatão, em Santos, Sepetiba, no Rio de Janeiro, e no caso baiano algumas das ilhas, ou mesmo parte do continente, mas ao lado de áreas utilizadas no pólo petroquímico, ou outras similares. Já que os turistas não saem mesmo de dentro das muralhas dos hotéis, por que estragar paisagens paradisíacas, ainda sem nenhuma interferência humana ? Pode ser um tanto radical esta minha tese, e de fato é, mas assim me sinto quando vejo algumas destas construções em áreas até então intactas.
O professor ainda falou sobre vários outros assuntos, especialmente as dificuldades em relação à criação intensiva de algas, cujo comércio mundial está nas mãos de um oligopólio que controla os preços, ou dos problemas com a criação de ostras com espécies nativas, devido à impossibilidade de se distinguir as sementes. Elas são sempre coletadas nos mangues, mas existem várias espécies diferentes, “até uma africana, provavelmente introduzida no tempo da escravidão”. Isto faz com que um produtor possa ter uma boa safra da primeira vez, mas na próxima coleta de sementes, ” ao escolher outras, de tipo diverso, ele corre o risco de ver sua produção fracassar ” . E conclui : ” falta tecnologia para a reprodução de sementes em laboratório. E as do campo são aleatórias, por isto a dificuldade de uma safra para outra “.
Aproveitei o conhecimento do professor para passar a limpo uma história que para mim estava ” mal contada”. Quando entrevistei Max Stern, da Bahia pesca, ficou atravessado em minha garganta o entusiasmo com que ele falou de um de seus projetos, que trata da criação de tilápias em estuários. Para meu espanto Max vibrava ao comentar a alta produtividade que estão conseguindo, enquanto eu tentava imaginar o mal que poderia fazer mais esta espécie invasora aos mangues da Bahia. Agora eu poderia tirar minhas dúvidas.
Miguel Accioly não é um entusiasta. Já estudou a questão. Ele sugere que por trás desta iniciativa do governo, estão ONGs financiadas por empresas e empresários muito poderosos, dos ramos de mineração e petróleo, cujas atividades não são bem vistas pela população, e que por isto mesmo precisam trabalhar sua imagem… Ele conta que as comunidades envolvidas pensam que a prática é auto-sustentável, mas ela não é. Accioly estudou as planilhas e não encontrou valores para a aclimatação dos alevinos à salinidade, processo relativamente custoso, já que o peixe, além de africano, é de água doce…Ele conta como funciona : “A reprodução se dá em gaiolas, depois biólogos pegam os alevinos, e, nos laboratórios, fazem com que passem para tanques com diferente salinização, de modo a se adaptarem aos poucos, e isto tem um alto custo que nunca aparece “.
Fora este detalhe, a iniciativa é prejudicial ao meio ambiente por que a tilápia é como uma praga, “um competidor muito forte, que expulsa as espécies nativas, e toma seus nichos” . Além disto são peixes robustos, agüentam condições extremas, se reproduzem muito rápido, e para culminar sua ração é barata. Em termos de produtividade o resultado será sempre alto, em compensação o custo não é baixo, e os danos ambientais reais. O professor sugeriu que em nossa visita a uma fazenda, investiguemos as espécies nativas que desapareceram depois de iniciada a criação de tilápias. É o que faremos quando chegarmos em Camamu. Falamos com a assessoria de Max Stern, que nos passou o contato certo na região. É esperar para ver.
Em seguida, tivemos nova entrevista com a especialista em corais da mesma Universidade, Zelinda Leão. Precisávamos gravar porque em breve estaremos em Abrolhos, o mais rico banco de corais brasileiros.
No fim do dia voltamos para o barco. Então percebi que minhas reclamações surtiram efeito. Toda a gerência da firma representante estava a minha espera para garantir que está tudo cem por cento. O reversor está novo em folha. E a instalação será feita por eles.
A providência se mostrou acertada. Ao iniciarem o trabalho perceberam que o volante, derradeira parte do motor, no qual se faz o encaixe do reversor, estava ” fora de esquadro “. Se a caixa fosse instalada naquelas condições certamente quebraria de novo. Foi preciso comprar um novo, e então montar toda a seqüência de peças. Agora sim, este problema ficou para trás. Melhor assim.
Sexta- feira, 17- 02- 2006.
Às 9 horas da manhã estava no cockpit, de café tomado, pronto para a entrevista com jornalistas da Tribuna da Bahia. Conversamos por uma hora sobre nossa viagem, e os problemas que temos visto na ocupação da costa. Em seguida fomos até a sede do Ibama, entrevistar o Gerente Executivo, Julio César de Sá da Rocha.
Foi uma longa conversa. Julio também não se omitiu, e falou de todos os problemas da costa baiana, e ainda nos mostrou a perspectiva de alguém de dentro da máquina pública, que convive com seus muitos e inevitáveis conflitos. Sobre os resorts, por exemplo, ele disse que foi o Estado que incentivou os espanhóis ( do Iberostar, que comentamos no diário de bordo número 15 ), não só trazendo-os para cá, como dando licença ambiental, e indicando a área onde poderiam construir, que ficava defronte a lagoa Papa- Gente, uma das mais importantes da Praia do Forte. O Ibama embargou a obra, criando um sério conflito. Julio disse que foi acusado de abuso de autoridade, mas o Ibama não arredou pé, porque o “empreendimento estava se recusando a assinar um termo de compromisso com medidas mitigatórias da atividade”. Depois do embate o grupo Espanhol mudou a localização do prédio em cerca de dois quilômetros mais para o norte.
Perguntei quem tem a responsabilidade sobre a ocupação da costa, e mais uma vez o emaranhado da legislação brasileira, com várias alçadas de decisão, veio à tona. Segundo Julio, hoje 90% das licenças são dadas pelo Estado. Ao Ibama cabem temas regionais ou Federais, e licenciar atividades em bens de domínio Federal, como é o caso do espaço marítimo. Mas ele mesmo pergunta: cabe ao Ibama regular atividades na praia ? Não, claro. A competência fica a cargo do Município, e se este não tiver órgão ambiental, que é o que ocorre na maioria das vezes, a decisão passa a ser do Estado.
“Nós somos contra a carcinicultura feita no mangue e apicum ( área adjacente ao mangue, considerada parte dele ), por causa dos danos que provoca. Mas na maioria das vezes o empreendimento é autorizado pelo Estado ou Município, e eles não requisitam a anuência do Ibama, como seria obrigatório. Só nos resta multá-los. Foi o que fizemos com a Lusomar, mas acredite, o Judiciário liberou a multa, mesmo tendo a empresa apresentado uma licença vencida “.
Ainda sobre as responsabilidades, Julio explicou que compete ao Ibama exclusivamente regular atividades que envolvam mais de um estado, conceder licenças para atividades nucleares, extração de Petróleo, terras indígenas ou militares, e bens ou atividades que envolvam impacto regional ou nacional. E ele ainda reconheceu as limitações do órgão mesmo para estas tarefas.
Já o Estado passa a ser o responsável quando a atividade envolver mais de dois Municípios, ou quando um deles não tiver órgão ambiental.
Sobre minha análise da ocupação da costa, ele diz : ” você tem toda razão de se mostrar alarmado, mas é o tal conflito de interesses. Muitas vezes o Município, carente de atividades econômicas, se adianta, e mesmo não tendo poderes, acaba aprovando o empreendimento “.
Sobre a Bahia especificamente, Julio diz que a política aqui é baseada no coronelismo. ” Há uma tradição patrimonialista. O setor público se apodera do privado, e isto torna as coisas ainda mais difíceis”. Por estes motivos a tática do Ibama é atacar os grandes. ” Multamos a Lusomar, o Iberostar, e até o próprio Estado “.
E finaliza:”Tratar da questão ambiental é lidar com grandes interesses, e temos limitações “.
Ainda conversamos sobre outras regiões da costa baiana, visadas pelo turismo, pela especulação imobiliária, ou a carcinicultura. E ele nos contou das 25 multas que o Ibama aplicou em Morro de São Paulo, numa vistoria que foi feita em 27 estabelecimentos comerciais. Julio diz que alguns hotéis da segunda e terceira praias de Morro, “vão ter que se mudar”, por que foram construídos em áreas proibidas. Até hoje nunca vi uma demolição na costa. Agora prometem que farão tanto aqui, como na região do saco de Mamanguá, em Parati, Rio de Janeiro. Quero ver coragem. Se desde o começo tivessem agido com rigor, a questão não seria tão crítica como hoje se mostra.
Ainda sobre os conflitos, Julio fala sobre um que está a vista. É o caso da escolha, por parte do governo, da área de Caravelas para ser um dos maiores pólos de carcinicultura da Bahia, justamente “no entorno de Abrolhos”. Para controlá-lo, o Ibama vai propor que a área se torne uma reserva extrativista, ” que tem leis e normas que limitam o processo” . E conclui: ” Não é fácil fazer contraponto a interesses empresariais, especialmente quando ele está aliado ao Estado “.
A despeito de todos estes problemas, Julio consegue ser otimista. Ele reconhece que “a lógica capitalista combina muito pouco com proteção ambiental”, mesmo assim acha que fazemos progressos. O processo histórico é sempre demorado, diz. E conta com orgulho sobre um acordo que fez para capacitar a polícia federal para atuar no mar, especificamente em Abrolhos, já que o Ibama “não tem barcos para fiscalizar, e não temos preparo suficiente para lidar com o importante bioma costeiro”.
Passamos boa parte da manhã na entrevista, depois saímos para as compras de sempre no supermercado, abastecemos de diesel, pegamos gasolina para o motor de popa, enchemos nossos tanques de água doce, e colocamos gelo na geladeira. Estávamos prontos para a partida. Restava saber se o trabalho no motor havia acabado.
Assim que chegamos percebemos que não. Faltava ainda alinhar o motor do veleiro, trabalho que ficaria para o dia seguinte, não havia nada a fazer. Era de noite já, hora de relaxar e descansar…
Sábado, 18- 02- 2006.
Assim que o último mecânico deixou o barco, soltamos as amarras e começamos a navegar. Vamos para o fundo da BTS, para a sub-baía de Aratu, onde há mais de 50 anos foi instalado um dos primeiros pólos petroquímicos da era pós Petrobrás. Na vez passada, justamente em função do problema no reversor, não pudemos gravar na região. Vamos fazer isto hoje. Infelizmente o trabalho a bordo levou mais tempo que o previsto, e vamos ter que dormir no fundo da baía. Não vai ser possível tocar hoje mesmo para Morro de São Paulo, conforme eu esperava. No finalzinho do dia, ainda com luz suficiente, estávamos entrando em Aratu, antes passamos em frente à Base Naval da Marinha do Brasil. É impressionante como com toda esta ocupação, vários portos, refinaria de petróleo, estaleiros grandes e pequenos, dezenas de empresas, e ainda os três milhões de habitantes de Salvador, a água da Baía de Todos os Santos ainda esteja relativamente limpa. A sorte da BTS é seu tamanho : mil e cem quilômetros quadrados de superfície, por 200 km de perímetro, e tudo isto com uma intensidade de maré bastante razoável. Por esta condição peculiar, a baía é ” lavada ” todos os dias, o que faz com que sua água se mantenha com focos de poluição, mas nem de longe esteja poluída como a baía de Santos, ou a do Rio de Janeiro. Sorte dos baianos e de todos nós.
De noite dormiremos ao largo da ilha da Maré, quase em frente à baía de Aratu. Amanhã cedo vamos navegar até a ilha Madre de Deus, aqui ao lado, para filmarmos o segundo maior terminal portuário deste golfo. Em seguida rumamos para Morro de São Paulo.
Domingo, 19- 02- 2006.
Depois do café, sempre pronto na garrafa térmica, invariavelmente preparado pelo Alonso assim que o dia clareia, suspendemos em direção à Madre de Deus. Esta ilha fica ao lado da ilha da Maré, cerca de 6 milhas. Mas para irmos até lá, é preciso sair como se fosse em direção ao mar, e muitas milhas depois, cruzar a ponta sul da ilha da Maré, e então navegar em direção a Madre de Deus. Toda esta curva para safarmos os baixios da região. Com uma hora e meia estávamos chegando. De cara salta a vista o enorme terminal de atracação de navios, os depósitos de petróleo e gás da Petrobrás, e ainda um armazém de trigo. Logo que chegamos imensos rebocadores cruzaram conosco, uns quatro ou cinco, robustos e simpáticos. Seu trabalho consiste em ajudar outras embarcações, por isto a tripulação dos rebocadores tem uma espécie de carisma parecido com o dos bombeiros, por exemplo, só que por um trabalho desenvolvido no mar.
Na frente de Madre de Deus fica a ilha do Frade, e o vão entre ambas é formado por uma espécie de boqueirão. Ele é cercado por lindas praias, com areia bem branca, e coqueirais atrás. Mais para o interior surge o morro coberto de Mata Atlântica. Lugar exuberante para se ter um porto, mais próprio talvez para o ecoturismo, tal a beleza. No extremo norte da ilha do Frade há uma belíssima igrejinha, do Loreto, construída no século 17 (vide foto) . Navegando para adiante, passamos pela ilhota de Bom Jesus, e chegamos até a ponta onde fica o povoado. Ali, no meio de uma praça cercada por flamboyants floridos, mais uma bela igreja colonial sobressai na paisagem (vide fotos). Quer mais ?
Filmamos cada centímetro quadrado destas belezas que estavam em volta, e do porto inserido em meio a espetacular paisagem, e em seguida iniciamos a velejada de 40 milhas até Morro de São Paulo, na extremidade sul da Baía de Todos os Santos. Navegamos um bom tempo dentro da baía, passamos pela costa sudeste de Itaparica, até ganharmos o mar e rumar mais para o sul. O vento era um sueste de 15 a 17 nós, que nos pegava de través (de lado) ideal para o Mar Sem Fim velejar solto, gostoso, pegando segmento e deslizando como se fosse uma enorme locomotiva descendo uma longa e suave ladeira. No final do dia estávamos fundeando em frente ao Farol do Morro de São Paulo, por trás do morro que deu nome à localidade, protegidos do vento e das ondas. E tivemos uma noite espetacular, com brisa suave, e céu totalmente estrelado. Nestas horas penso em como é bom fazer o que se gosta, e assim ser remunerado para estar em lugares tão fantásticos como o que estamos agora.
Esta noite vamos dormir como bebês.
Segunda- feira, 20- 02- 2006.
Cedo desembarcamos para ver como anda a ocupação deste pedaço de terra tão visado, tão na moda. Não poderia ser diferente. O que foi nos primeiros séculos uma fortaleza para proteger Salvador dos navios que vinham do sul, ou mesmo vigiar a entrada para vilas importantes como Valença e Cairu, hoje virou point de turismo. Pousadas estão por todos os lados, felizmente respeitando as características locais, não se excedendo pelo tamanho, nem querendo bater recordes de estilos exóticos de arquitetura. Elas quase não aparecem. Mas o comércio que veio em seguida, os restaurantes, as lojas, supermercados, farmácias, etc, disputam espaço a tapa. Mais uma vez, repete-se o processo que detonou a Praia do Forte, com um adensamento irreal para a as possibilidades locais. Algumas casas e pontos comerciais foram construídos a três passos do mar, não trezentos metros como determina a resolução do CONAMA, e quase não têm recuo entre eles…Os hotéis trazem as inevitáveis barracas de sol, e as praias ficam lotadas com elas, não há perspectiva. Na orla, bancos de corais juntam-se às praias, dando ao conjunto uma beleza ainda maior, e turistas circulam aos montes de um lado para o outro. Difícil achar brasileiros no meio deles… Passeando por ali vimos montes de lixo depositados na praia, atestando que mais uma vez o poder público não acompanhou a ocupação, ficando para trás. Mais uns metros e atravessamos uma ponte, debaixo dela corria um filete de água negro, licoroso, de cheiro fétido, que rasgava a praia num zig- zag, e desembocava no mar. Nem preciso dizer que se trata dos dejetos deixados pelos visitantes…
Na volta para o barco ainda vimos casas de veraneio no topo do morro, local onde sabidamente não se pode construir, por que ao fazê-lo o cidadão tem que cortar a vegetação. Depois é só uma questão de tempo para começar a erosão provocada pelas chuvas, com os deslizamentos que todos conhecemos, e suas nefastas conseqüências . Não eram 11 horas da manhã quando saímos de Morro de São Paulo, em direção a Valença, cidade importante no passado, que se notabilizou pelas fábricas do século 19. Para irmos para lá era preciso sair do leito principal do rio, e pegar um secundário. Não demorou muito para nossa quilha roçar o fundo de lama. Fundeamos e fomos de botinho. Valença foi erguida nas margens do rio, neste enorme lagamar onde fica Morro de São Paulo, Cairu, e outras cidades importantes. Elas nasceram no caminho que passa entre as ilhas de Boipeba e Tinharé, e que leva até a baía de Camamu. Aqui, nos séculos 16 e 17, os portugueses do governo central na Bahia, vinham buscar madeira para as naus da carreira das Índias. E foi este o motor da economia naqueles tempos. Uma bela cidade, Valença, com suas pontes que com boa vontade lembram Veneza. No fim da tarde voltamos para o Mar Sem Fim, onde estava o Alonso, e tocamos para Cairu, a poucas milhas dali. Fundeamos em frente à vila, e fomos dormir. Amanhã temos muito para gravar por aqui.
Terça- feira, 21- 02- 2006.
Estava lá fora, no cockpit, onde sempre tem uma brisa para nos refrescar. Aqui dentro onde escrevo, sentado na mesa de navegação, muitas vezes o calor é forte. Depois de redigir sobre um dia inteiro, dou uma saída, fumo um cigarrinho, pois é (eu fumo infelizmente) , ouço o canto de umas cigarras lá longe na mata, vejo a quantidade assombrosa de estrelas, numa noite que qualquer um qualificaria como feérica, e volto para continuar.
Esta manhã levantei com chuva. A cabine de popa, local de dormir, tem uma gaiúta bem em cima de onde coloco o rosto no travesseiro. Se mirassem não fariam melhor. Quando chove as gotas caem justo entre os olhos… Acordei sonado e fechei a janelinha. Voltei pra cama em seguida.
Na tripulação sou sempre o último que acorda. O primeiro é o Alonso, com a luz do dia, que faz o café. O segundo é o Cardozo, por que ele dorme na sala e não há vedação contra a claridade. Em seguida nosso cinegrafista acorda a Agis, que depois de algum trabalho me põe de pé. Tomamos café, que varia entre frutas, sanduíches, chá e café, às vezes panquecas, às vezes cuscuz, que a Agis agora deu de cozinhar, sucos e cereais. E estamos prontos para um dia pesado, debaixo de muito sol, vento e calor, mas cheio de descobertas, através de um dos roteiros mais belos do mundo. Agora, por exemplo, acabo de voltar lá de cima. Era o Cardozo que me chamava para ouvir o respiro dos golfinhos que estão pescando a nossa volta. Foi de arrepiar. Não podíamos vê-los, apenas ouvíamos suas saídas à tona, e o barulho provocado pelo jato de ar que expelem depois de cada mergulho. São onze e pouco da noite, está um breu total, e estamos fundeados em frente à vila de Caravelas, no rio Cairu, na altura em que as ilhas Tinharé e Boipeba se encontram. Navegamos por dentro, entre as ilhas e o continente, em direção a Camamu.
Hoje acordamos com a visão do Convento Santo Antonio, de 1630, que existe em Cairu. Como a maioria deles, este também foi construído em cima de um morro que domina a paisagem, com ampla visão para o rio. É um espetáculo da arquitetura portuguesa no Brasil. Vale a pena ser visto. O teto da Igreja é pintado a mão, num trabalho que durou mais de 50 anos. Alguns altares laterais são entalhados com extremo requinte. Salas inteiras são azulejadas, em mosaicos que contam histórias, enquanto o teto exibe outro cenário pintado sobre madeira. É magnífico, das salas monumentais à cozinha, passando pelo pátio interno típico.
De lá voltamos para o barco, para seguirmos viagem. No caminho vimos as primeiras gaiolas das criações de tilápias, e paramos para gravar. Em seguida navegamos por mais cerca de 6 milhas, até a metade do caminho para Camamu, que curiosamente fica na altura da vila de Caravelas de que falei, onde estamos neste momento. Nossa chegada se deu lá pelas onze da manhã, quando um conhecido de outra viagem feita há dez anos, Geni, veio a bordo dar um alô. Para amanhã ele arrumaria um prático para nos levar até a barra do Carvalho, que dá acesso a baía de Camamu, como fez da primeira vez. Mas antes tínhamos Boipeba para conhecer.
Depois do almoço, no fim da tarde, já com sol mais fraco, pegamos o botinho e percorremos as 12 milhas que nos separam das praias oceânicas da ilha de Boipeba, na foz do rio do Inferno, tendo do lado a ilha de Tinharé. Na face virada para o mar, lindas praias, na outra, virada para o continente, as margens são totalmente ocupadas por manguezais. O resultado disto tudo é um conjunto formoso, muito bonito, e ocupado de forma não predatória. Estive aqui quando o turismo começava. Passados dez anos a ocupação é fato, mas neste caso ela preservou a paisagem. São pouco mais de uma dezena de pousadas, para todos os bolsos, que recebem os turistas. Todas são construídas atrás da primeira fileira de árvores do coco, ainda que não estejam a 300 metros de distância da preamar como determina a Resolução do CONAMA. Mesmo assim elas não contribuem para tirar o charme e a beleza natural, justamente por que ficam escondidas pelas árvores. Ficamos ali, de queixo caído, curtindo até o sol se pôr, quando finalmente retornamos para o Mar Sem Fim.
Ainda de noite descemos em terra para conversar com o encarregado da criação de tilápias, e ficamos sabendo que amanhã cedo vai haver despesca numa das seções de gaiolas. Estaremos lá para registrar.
Quarta- feira, 22- 02- 2006.
Às seis da manhã, seu Antonio, o prático que Geni nos arrumou, embarcou no Mar Sem Fim. Alonso deu motor. Na seqüência levantamos todos. Um rápido café, e já pegamos o botinho para ver a despesca na localidade de Torrinhas. Ao lado de um flutuante, fundeado próximo à fileira de gaiolas, estava atracado um barco de pesca que veio buscar a produção. Na plataforma cinco ou seis homens trabalhavam. Uns colocavam gelo em bacias do tamanho de piscinas, enquanto outros passavam o puçá e tiravam os sacos repletos de peixes, que iam direto para a bacia. Em pouco tempo estava cheia. Repetiam a operação com outra. Ao todo havia quatro, para dar conta de todo o pescado. Ficamos ali cerca de uma hora, tempo suficiente para gravarmos. Pudemos até observar um ou outro peixe que escapou do puçá, e por pouco não foi para a água. Este é o maior problema deste tipo de criação. Quero ver esta região daqui a alguns anos. É bem possível que esteja infestada de tilápias, e sem muitas das espécies que hoje nadam por estes rios. É no mínimo imprudente o que estão fazendo. Por enquanto os ribeirinhos estão satisfeitos, vamos ver no futuro. Conversamos com Luciano Freitas dos Santos, presidente da cooperativa de pesca de Caravelas. Ele nos contou sobre o início, há seis anos. Os dois primeiros anos foram de observação e aprendizagem, depois deste período a fazenda começou a deslanchar. Quem subsidia é a Fundação Odebrecht, que dá as gaiolas, a ração, os alevinos, e a assistência técnica. A Fundação também promove cursos de capacitação, tendo já formado 48 pessoas em três vilas distintas: Caravelas, Torrinhas e tal. Cada família interessada recebe dez gaiolas, com 900 alevinos cada. Depois de quatro meses, quando acontece a despesca, descontam todo o investimento primeiro, depois dividem o restante da seguinte forma: por cada peixe uma família recebe 50 centavos. Em média são cinco toneladas por despesca, o que, segundo Luciano, dá um montante de 2.400,00 reais por módulo.
Tudo é enviado para Ilhéus, onde o pescado é processado, seguindo depois para Salvador, e de lá para os consumidores finais. Perguntei ao professor Accioly quais seriam estes consumidores, já que nunca vi tilápias à venda. Ele me respondeu que talvez eu já tivesse ouvido falar no nome “fantasia”, usado em restaurantes e que tais: Saint Pierre. Este sim, eu conheço.
Depois da seção de gravação, navegamos pelo rio Cairu uma boa hora, em direção ao sul, até chegarmos em Barra do Carvalho, uma baía que dá acesso a Camamu. Atravessamos esta enseada em direção a ponta Mutá, passando por dentro da Ilha de Camamu Grande, e continuamos a navegar entre margens ainda não excessivamente ocupadas, mas com sinais evidentes de perda de Mata Atlântica . Ao longe, nos morros, dava pra ver que havia mais pasto que floresta no horizonte. Sinal que deve haver muitas fazendas para o interior…
O dia quase todo foi assim. Eu queria navegar até o fundo da baía para poder ter uma boa idéia de sua ocupação, indo além da cidade de Maraú, e chegando até as Cachoeiras do Tremembé, pequena queda d’água que daria um bom cenário para nosso programa.
Paramos em Maraú apenas para deixarmos nosso prático, que queria voltar para casa ainda hoje. Mas ficamos desapontados. Não havia linhas de ônibus para a sua região. Seu Antonio vai ter que dormir conosco. Seguimos em frente mais uma hora e meia, até que chegamos na boca do rio, no fim do qual fica a famosa cachoeira. É bom que valha a pena, já que deu um trabalhão chegar até aqui. Vamos saber amanhã cedo.
Antes de deixar esta região quero passar em Cajaíba, vila que ficou famosa pela qualidade de seus estaleiros que construíam Saveiros. E se possível ainda ir até a barra do Senhinharem, ver um laboratório de alevinos de tilápias. Só depois seguiremos para Itacaré, nossa próxima parada.
Escrever hoje está sendo duplamente difícil. Como disse, estamos no fundo de uma grande baía. Quase não há vento. Luz, muito menos, a não ser as da sala do veleiro. E elas atraem insetos. São pequenos seres alados que se espatifam na tela de meu computador. Estabanados e nervosos, eles tentam alçar vôo de novo, e se chocam agora contra meu rosto, caindo aos magotes no teclado. Muitas vezes dou um peteleco num deles antes de usar determinada letra. A coisa toda está me tirando do sério. Não sei se me concentro nos bichos ou no texto. Assim não vai dar certo, melhor parar.
Quinta- feira, 23- 02- 2006.
Pela manhã, com a maré cheia, resolvemos entrar no pequeno afluente, no fim do qual fica a cachoeira, com o veleiro mesmo. No início parecia que não ia dar. Nossa quilha roçava o lodo do fundo do leito do rio. Mas depois de um início apertado, o Mar Sem Fim finalmente passou. Navegamos até a queda d’água, muito bonita, e ali ficamos quase toda a manhã. Não foi preciso fundear, nossa quilha batia no fundo, e fazia as vezes de âncora.
Filmamos, fotografamos, nadamos um pouco, descansamos, até que chegou o momento: vamos em frente, temos muito ainda a percorrer. Iniciamos a navegada de volta, com um dia maravilhoso, cheio de sol e vento forte, e lindas paisagens nas margens. Atracamos em Maraú para pegar água doce, já que os tanques do Mar Sem Fim estavam quase secos. Cidadezinha modorrenta esta, parada no tempo, sem movimento, quieta demais para os moldes da Bahia.
Uma hora depois, já reabastecidos, continuamos nosso trajeto em direção a Campinho, na entrada da baía, onde ficaria nosso prático. Ao chegarmos não encontramos nenhum barco. Alonso teve de levá-lo de botinho, até a cidade de Camamu, a maior da região, com 30 mil habitantes, e bem provida de condução que levasse seu Antonio até sua casa. Como a baía hoje é rasa, não dá pra chegar em Camamu de veleiro, por isto Alonso o levou de bote. Antes fundeamos num lugar de beleza paradisíaca, próximos a uma ilha com praias de areia branca como o sal, coqueiros deitados sob a areia, e água morna em volta. Um espetáculo. Dormiremos aqui. Amanhã vamos atravessar a baía até a vila de Cajaíba do Sul, em frente onde estamos, para gravar os estaleiros e seus mestres carpinteiros, que de tanto construir belos e bons barcos tradicionais, deram fama ao local.
Fiquei contente de rever toda esta região. A primeira vez que estive aqui foi com meu primeiro veleiro, o Tiki, já lá se vão vinte anos. E a região mudou pouco. Os mangues de Cairu, Valença, etc, estão em muito bom estado, parece que estão escapando das pressões inevitáveis do aumento do turismo, do crescimento das cidades, e da pressão econômica. Em toda esta área há poucas fazendas de camarão, por sorte. A Baía de Camamu também impressiona. Vê- se algumas casas de veraneio, mas não muitas, em geral construídas sem grandes agressões à paisagem natural. E onde há hotéis ou pousadas, elas são discretas. No entanto, como disse, onde antes havia mata hoje existem pastos… Esta é uma região muito grande, próxima de grandes centros, como Salvador (que fica a menos de 60 milhas ao norte) e Ilhéus (cerca de 50 milhas ao sul), e mesmo assim ainda resistem, mantendo sua beleza natural, e parte de sua rica biodiversidade. Bom sinal. Temos o que comemorar, apesar das ameaças do turismo de massa, e da fragilidade dos órgãos que cuidam do meio ambiente.
Sexta- feira, 24- 02- 2006.
Antes de dar meio- dia, já estávamos suspendendo em direção a Itacaré, 22 milhas ao sul da ponta Mutá, que marca a entrada da baía de Camamu. Pela manhã estivemos em Cajaíba, onde visitamos vários estaleiros, que construíam ao todo umas 15 grandes escunas, e apenas três saveiros. Dois deles bem pequenos, quase botes, e um de tamanho regular. Conversando com um carpinteiro, Joselito, ficamos sabendo do desinteresse em novos saveiros. Há pouca demanda. Em compensação as escunas vendem tanto que eles nem esperam a encomenda. Constroem direto, e acabam vendendo para empresas de turismo, na maioria dos casos. Um ou outro acaba virando iate particular. E o melhor de tudo: aqui o Ibama não tem atrapalhado. Joselito estava feliz ao falar da ausência da fiscalização, que no passado já andou criando problemas para estes profissionais. Aproveitei para relatar a conversa que tive com o gerente do órgão em Salvador, e a promessa que ele me fez de não impedir que os carpinteiros navais continuem exercendo sua profissão. Pelo sim, pelo não, deixei com Zelito o nome e telefone do gabinete do Julio Cesar, gerente regional, com a recomendação explícita de que, se aparecesse algum fiscal, eles tinham a promessa dele de que seriam liberados. Zelito agradeceu muito, e repetiu que todos ali “vévem” desta profissão, e não é justo serem punidos por trabalhar.
Visitamos também um artesão especializado em fazer miniaturas de barcos, Gilson, que é tão caprichoso, detalhista e habilidoso, que pode ser considerado um “modelista naval”, como se dizem os profissionais. As escunas de Gilson têm entre 30 e 60 centímetros, e são perfeitas. Cópias exatas e fiéis das maiores. Entrevistamos o homem, e eu acabei não resistindo, e comprando mais uma canoa baiana, com duas velas de pena, toda envernizada, que ele acabara de fazer. Uma beleza. Já nem sei mais onde pôr estes barquinhos que a cada etapa acabo levando para minha casa em São Paulo. Já não há mais espaço para eles. Ainda assim a cada vez que vejo um novo, não resisto, e acabo comprando.
Bem, entreguei o barco na mão do Alonso, me ajustei no cokpit, estirado numa almofada do lado direito, o da sombra, e pedi que me acordasse só ao chegar. Acho uma delícia estes deslocamentos de veleiro. São momentos em que posso de fato descansar, curtir o barco, as velejadas, dormir. Assim que chegamos em algum lugar começa a “contagem regressiva” : cumprir metas, entrevistar, procurar algo ou alguém, correr, andar direto debaixo do sol forte etc e tal.
Sábado, 25- 02- 2006.
Chegamos em Itacaré ontem, no fim do dia. A entrada é das mais fáceis para quem já investiu em lugares bem piores como nós. Aqui basta ficar próximo ao molhe de pedras, que existe do lado esquerdo da praia, e entrar na pequena baía, formada por praias, e o Rio das Contas. Um encanto de lugar, mas diminuto. Na baía não cabem mais de quatro ou cinco barcos fundeados. Por sorte só havia três quando entramos. Duas lanchas de 50 pés cada, e um veleiro de fora do país. Achamos nosso cantinho onde jogamos a âncora para passar a noite. Ainda tentei subir o rio das Contas, atrás de uma cachoeira que eu lembrava ter visitado quando estive aqui na primeira vez, mas não achamos o local de entrada.
Hoje cedo, com mais dicas de pescadores, finalmente chegamos na cachoeira que visitei faz tanto tempo. Agora a área está cercada, com placas indicativas, cestos de lixo pelo caminho, cordas esticadas à guisa de corrimão, e até entrada oficial, onde cada visitante paga dez merréis pelo ingresso. Até um restaurante se instalou na área, para aproveitar o afluxo de turistas. Valeu a pena de todo modo. O pequeno rio de entrada é um show. Ele é cercado por mangues, árvores maiores repletas de bromélias que muitas vezes formam túneis, e uma quantidade enorme de passarinhos. Diversos tipos diferentes de beija- flor cortavam os ares acima de nossas cabeças, enquanto os Martins Pescadores davam rasantes na flor da água. E em meio a esta exuberância toda, ainda chegamos a uma sucessão de três quedas d’água, cada uma delas formando uma piscina embaixo. Um espetáculo. E hiper refrescante tomar banho em suas águas geladas. Nenhum de nós resistiu.
São oito da noite e estamos de volta ao abrigo do Mar Sem Fim. Nesta tarde de carnaval estivemos passeando pela vila de Itacaré e suas belas praias. São três ou quatro no entorno da pequena cidade de 12 mil habitantes. A mais central é a praia da Concha, em forma de meia lua, logo em frente às casas da vila. Mais uns poucos metros para o sul fica a praia Tiririca, famosa pelas ondas perfeitas, onde passaram a realizar campeonatos de surfe, e finalmente há ainda a praia da Ribeira, um pouco mais ao sul. São praias pequenas em extensão, muito bonitas, cercadas de Mata Atlântica exuberante, fazendo lembrar a região de Ubatuba em São Paulo, mas cheias de turistas, especialmente em alta temporada, quando se atinge a lotação máxima.
No passado Itacaré era mais uma pacata vila de pescadores artesanais. Assim foi quando a conheci, em uma viagem que fiz com o Mar Sem Fim dez anos atrás. Naquele tempo a população mal chegava aos seis mil habitantes. Mas vieram os primeiros turistas. Pousadas foram abertas, restaurantes e bares em seguida, depois lojas. E a pequena vila cresceu.
Nas margens do rio das Contas, onde a cidade foi construída, não se vê apenas mangues, como é a regra, mas uma luxuriante Mata Atlântica, com rios de corredeiras onde se pratica o rafting, trilhas por entre a mata que terminam em fantásticas cachoeiras, etc. O local não poderia deixar de crescer com o turismo, e quase dobrou em número de habitantes de lá para cá. Mas não se descaracterizou tanto. Continua tendo o mesmo aspecto para quem chega do mar. As construções, felizmente, aconteceram para o interior e cresceram em quantidade, não em altura. No geral são discretas, não enfeando a paisagem. E mais além ainda existem dois pequenos resorts. O exclusivíssimo Txai, que fica a 19 km em direção ao sul, a Ilhéus. Na mesma direção, a 5 km da vila, fica o Ecoresort, cada um deles com capacidade para pouco mais de cem a cento e cinquenta hóspedes. Segundo um motorista que nos serviu, portugueses se preparam para erguer o terceiro resort, do lado sul da baía de Itacaré, mesmo lado em que estão os outros dois. A diferença parece que está na sexta estrela que este novo terá, além de uma capacidade maior. Tem outra novidade também, em relação à última visita que fiz : agora, com a estrada litorânea que passa por aqui, e através de uma balsa que cruza a baía, os carros podem seguir até Maraú. Mais um programa para os turistas, e mais uma fonte de renda aos locais, que dirigem até lá. No geral os moradores estão felizes com a nova situação. O turismo de natureza trouxe recursos para a região, movimentou a economia, gerou empregos, e ajudou a criar outros postos de trabalho na prestação de serviços aos visitantes.
O problema começa agora. Uma grande operadora de São Paulo, a CVC, trouxe o turismo de massa para cá, e aqui é que mora o perigo. Além da quantidade extra de pessoas, sem a infraestrutura necessária, a maioria dos programas opcionais, como caminhadas, rafting, e outros, são fechados em Ilhéus, com a operadora que trabalha em conjunto, portanto não incrementando a economia local, mas apenas entupindo mais as trilhas e ruas da cidade com muita gente. Em Itacaré existe uma certa grita contra o turismo de massa. Mas no geral os moradores estão felizes com a nova realidade, que não impediu, nem atrapalhou, que a pesca, atividade principal dos habitantes, continue a acontecer.
Esta é uma das mais ricas regiões da Bahia em termos de biodiversidade. Além da costa e do mar, há a Mata Atlântica com sua incrível diversidade, que faz com que aqui possam ser encontradas até 400 tipos diferentes de árvores por cada hectare de mata. Infelizmente toda a região do sul da Bahia, abaixo de Ilhéus, sofre muito com a monocultura do eucalipto. Até a divisa com o Espírito Santo, esta é a maior fonte de pressão. São inúmeras as empresas de reflorestamento que se instalaram entre o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia.Hoje os eucaliptos ocupam uma área estimada pelo CRA (órgão encarregado do meio ambiente na Bahia) em 100 mil hectares. Segundo os ambientalistas com quem conversamos, este número não é real. A área ocupada, segundo eles, já chega a expressivos 300 mil hectares.
Amanhã andamos mais por aqui. Vamos de carro checar as redondezas e os resorts .
Domingo, 26- 02- 2006.
Às 8 horas da manhã iniciamos nosso passeio. Havíamos contratado um motorista para nos levar até os dois resorts que ficam distantes da cidade. Queríamos ver como está a ocupação para o interior também, e neste caso ir de carro é bem mais fácil. A mata ao redor da estrada de rodagem é espetacular. Impressionante a altura das árvores, e a quantidade diferente de espécies num mesmo pedaço de terra. Ela é espessa. O tom é de um verde forte, muito vivo. E nas praias, mata e coqueirais se misturam. É maravilhoso. Chegamos bem próximos aos dois hotéis, e pudemos ver que ao menos o Txai, respeita o estilo de constução do local. O hotel é formado por pequenos chalés cercados de Mata Atlântica, e está localizado em cima de um platô, de onde se pode ver o mar. Deve ser linda a vista de lá. Não há conflito entre a paisagem e o hotel, eles se integram, e este é mais um exemplo que poderia e deveria ser seguido por todos os empreendedores. Ninguém tem o direito de escangalhar uma paisagem deslumbrante, que demorou milhões de anos para se formar, não ocupada, rica em biodiversidade, por um pretexto menor, exclusivo, em detrimento da maioria. E estes hotéis nesta região tão ” in ” , provam que é possível ocupar com bom gosto, de forma sustentável, sem destruir, e agregando valor. Fiquei feliz de conhecer e fotografar (vide seção de fotos desta viagem).
Na volta para a cidade, em compensação, vimos sinais de favelização. Bem para o fundo da vila, depois das primeiras 5 ou 6 ruas, há um espaço, logo quando se pega a estrada de rodagem, que não deixa dúvidas : é ocupado por aquelas casinhas de tijolo aparente, uma em cima da outra, cheias do famoso “puxadinho”, numa desordem que impressiona. As ruas são de terra, ao contrário das outras da vila. Não vi sinais de saneamento, enfim, o quadro conhecido de sempre. Não poderia ser muito diferente, porque um crescimento tão acelerado como este, acaba sempre trazendo algum prejuízo. O Estado, ou município, não consegue investir no mesmo ritmo, acaba faltando infraestrutura, e os menos favorecidos pagam a conta. No caso de Itacaré é dos menores que tenho visto, o prejuízo, mas ele existe e precisa ser citado.
Outro problema é que toda esta fama atrai novos investidores. Especuladores imobiliários sem escrúpulos, que esquartejam suas áreas em terrenos mínimos, constroem casinhas vagabundas, depreciam a região. Muitos deles não têm os benefícios que apregoam, e sua volúpia é avassaladora. Isto pode ser o começo do fim. Vimos algumas placas de condomínios pelo caminho, poucas, mas o suficiente para dar um friozinho na barriga. Torço para que uma região tão rica, tão bela, possa se manter como está agora. A comunidade precisa se organizar, – parece que muitos estão,- e fazer pressão em cima de prefeito e vereadores. É preciso haver limites, normas, obrigações. Caso contrário Itacaré corre o risco de ir para o mesmo caminho que a Praia do Forte (litoral norte da Bahia), Pipa (Rio Grande do Norte), Jericoacoara (Ceará), e tantas outras, e aí meu caro, dançou. Acaba antes de começar. Seria muito triste.
Eram 11 horas da manhã quando saímos do abrigo da baía de Itacaré, para nosso último destino nesta etapa: Ilhéus, 32 milhas ao sul.
O mar estava de pequenas vagas, em função do vento forte. O Nordeste sopra quase sem parar, e hoje na casa dos 18, 19 nós. Bom para nós, que vamos navegar na direção do vento e das correntes. O pessoal está cansado a bordo. Ninguém conversa muito, cada um faz sua parte, ajuda na hora da saída, puxando o ferro, arrumando os cabos, prendendo o que estiver solto. Depois se recolhe num canto qualquer. Cardozo dorme na sala, Agis na cabine. Eu aqui dentro, escrevo na mesa de navegação, e Alonso lá fora, piloto automático ligado, apenas fica sentado atrás da roda de leme, de braços cruzados, olhando o horizonte. Este sol constante, vento e calor, produzem às vezes uma espécie de torpor na tripulação. Todo mundo fica meio caído, é normal. Pelo pouco entusiasmo, vamos com motor mesmo, mais a mezena (vela menor, da popa), levantada, e genoa ( vela de proa ) aberta. A Mestra ( vela principal ) fica enrolada mesmo, porque em cima da sua retranca está armado o toldo do veleiro, que nos dá uma sombra essencial. Deixa como está. A galera de bordo não quer exercício hoje…Mesmo assim o GPS (sistema de navegação por satélite) marca descidas de ondas em que o Mar Sem Fim navega a 10.6 nós de velocidade. Excepcional. Vento e corrente a favor dão nisso : velocidades muito boas, e uma navegada ” de príncipe “.
Segunda- feira, 27- 02- 2006.
São três da tarde, dentro de mais algumas horas embarcamos para São Paulo. Desta vez cumprimos a meta, e gravamos três programas bem ricos, variados, diferentes. O último bloco, do derradeiro, será sobre Ilhéus, onde estamos ancorados. Nosso abrigo fica defronte ao Iate Clube, na mesma baía onde está o porto, protegido por um grande molhe de pedras.
Desembarcamos esta manhã para fazer as últimas gravações para mostrar um pouco do Patrimônio Histórico de Ilhéus. A cidade ficou famosa por ser o local de nascimento de Jorge Amado, e suas ruas, bares e gente, mais de uma vez figuraram como cenário de seus livros, em especial o clássico ” Gabriela, Cravo e Canela” . Até hoje o bar Vesúvio, local dos encontros de seu Nacib e Gabriela, vive lotado em função da fama produzida pelo romance, não necessariamente por méritos próprios. Estivemos lá. E gravamos também a casa de Jorge Amado, um sobrado alto e estreito, quase em frente ao Cine Teatro, a poucos metros do famoso bar.
Fomos até a orla, mas as praias da região urbana não têm nada de especial. São bem longas, com areia escura. Um retão a perder de vista. Antes de voltar para pegar nossas coisas, ainda gravamos outra meia dúzia de prédios históricos bem conservados. Depois almoçamos no Vesúvio. Para encerrar fomos até o Cabaré Bataclan, palco de memoráveis festins dos barões do cacau, tão bem descritos no romance de Jorge Amado.
Fora a importância histórica, e este conjunto de prédios, a cidade de Ilhéus não tem tão grande interesse e beleza, como Salvador, por exemplo, nem o charme das pequenas vilas, como Mangue Seco. Ela não é grande nem pequena, fica no meio- termo com seus 223 mil habitantes, distribuídos em 54 mil residências. E quanto à saúde da população, e sua responsabilidade com a poluição dos oceanos, Ilhéus não está de parabéns, mas também não está no fim da fila. 44% das casas são servidas de esgoto, e 64% contam com coleta de lixo. Talvez por isto, mais o movimento de barcos e navios provocado pelo porto, a água do mar aqui já não tem aquele tom especial, transparente, que se vê em Salvador. Ela é turva…
Aproveitei para comprar jornais e revistas, e me atualizar em relação às notícias pelo mundo, e aos últimos escândalos brasileiros. Vejamos : O Estadão publica na primeira página um levantamento que fez, para saber quantos cargos de confiança existem na máquina pública por parte da União, Estados e municípios. Espantoso : são mais de meio milhão. São eles que garantem a prática do nepotismo, e agravam a ineficiência do Estado brasileiro. Estão distribuídos entre as grandes estatais, até as menores subprefeituras, e é onde nossos políticos colocam suas mulheres, filhos, sobrinhos, etc, para ganharem uma boquinha a mais, já que dinheiro existe, nós, brasileiros comuns, pagamos altos impostos, só que em vez de serviços públicos de qualidade, temos em contrapartida um Estado mastodôntico, que nem saneamento básico, segurança pública, ou ensino, consegue garantir. Muitas vezes ao longo desta viagem, tenho comentado nestes diários de bordo, a inoperância dos órgãos fiscalizadores e gestores do meio ambiente, além da precariedade, ou mesmo ausência de saneamento básico nos Estados costeiros, que é um dos focos de atenção do Projeto Mar Sem Fim. Eis aí mais uma das causas deste fracasso. O nepotismo ainda agrava dois outros problemas brasileiros : a corrupção e a ineficiência da máquina pública. Na matéria, o professor José Luiz Pagnussat, da Escola Nacional de Administração Pública, em Brasília, diz o seguinte : ” O pior não é o aspecto moral. O maior preço que se paga é que, cada vez que se troca um chefe, grande parte da equipe é mudada, e esta rotatividade atrapalha a execução de políticas de médio ou longo prazo . O resultado é a ineficiência . ”
Já para o professor François Bremaeker, do Instituto Brasileiro de Administração Municipal, IBAM, ” os cargos de confiança são uma porta aberta para a corrupção. ”
Com enfado e dor de barriga, folheio as revistas semanais. Em Veja, leio uma matéria com o título, ” A Floresta pagou a conta do PT ” , cujo subtítulo era : ” CPI pede o iniciamento de cinco petistas acusados de facilitar o corte de madeira em troca de dinheiro para candidatos do partido ” . No corpo desta reportagem está escrito que o ” chefe do esquema de desmatamento ilegal no Pará o gerente executivo do Ibama no Estado, Marcílio Monteiro – INDICADO PARA O CARGO PELA SENADORA PETISTA ANA JULIA CAREPA, COM QUEM FOI CASADO ” ( grifo meu ) . Vejam aí, pois, que o alerta da matéria do Estadão é confirmado em seguida por esta de Veja. Mas não se apresse, tem mais. Segundo a revista, A CPI da biopirataria, que tem tudo a ver com nossa expedição, apurou que… ” parte da propina paga pelos madeireiros para conseguir autorizações para o desmate e o transporte ilegal de madeira era depositado em contas bancárias de uma assessora da senadora ” . Mais adiante há uma declaração do presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Mendes Thame, que diz : ” Apesar do esforço do PT em abafar as investigações, conseguimos desmontar um dos mais escabrosos casos de corrupção na área ambiental do país ” . Sete pessoas foram indiciadas, entre elas dois gerentes executicos do Ibama. Até agora eles continuam em seus cargos, e a ministra Marina Silva calada…
Outra matéria interessante, muito elucidativa sobre os problemas brasileiros, foi uma entrevista publicada pelo Estado, com o brilhante e lúcido economista Eduardo Giannetti da Fonseca, do Ibmec. Depois de elencar uma série enorme de problemas da nossa economia, e das reformas que ainda precisam ser feitas, ele diz ” que os juros altos são sintoma, não causa. A verdadeira doença da economia, que os juros refletem é a incapacidade de investimentos, por parte do Estado, para acompanhar os aumentos cíclicos de demanda.” E prossegue : ” De 1988 para cá, a carga tributária aumentou 14% do PIB. Isto é mais ou menos a carga tributária do México ” . E prossegue : ” O Estado arrecada da sociedade 37% do PIB. Em cima disto há um déficit nominal que, num ano normal, como o ano passado, fica em torno de 3% do PIB. Ou seja, 40% da renda nacional transita pelo setor público . E o mais surpreendente talvez, é que a capacidade de investimentos do setor público é ínfima ” .
Giannetti comenta vários aspectos que levaram a esta situação, aliado ao fato de que o governo Lula não mudou este quadro. E conclui : ” Vai ter que mexer em coisas espinhosas e dolorosas para a sociedade brasileira. Uma delas continua sendo a Previdência, tanto a do INSS quanto especialmente a do setor público, que gera um déficit para atender aos seus três milhões de inativos e pensionistas ( funcionários públicos, parênteses meu ) , MAIOR QUE TODO O GASTO DO ESTADO BRASILEIRO COM 37 MILHÕES DE CRIANÇAS NA ESCOLA PÚBLICA . ” Traduzindo : o déficit gerado pela Previdência Pública, causado por apenas três milhões de funcionários e políticos aposentados, é mais que o Brasil investe por ano com as 37 milhões de crianças que estudam nas escolas públicas. É, ou não é, um disparate ? E conclui o professor Giannetti : ” Um país que comete esta enormidade está se condenando à miséria e à ignorância perpétua. O ensino fundamental tem de se tornar prioridade neste país ” .
Como se vê, não faltam dados, estudos, pesquisas, ou análises de especialistas. O que falta é vergonha na cara, muito trabalho, e vontade política. É triste, muito triste, ver um potencial como o nosso jogado no ralo. Porque quem deveria dar o exemplo e fazer, não faz. Tem outras prioridades. Por falar nisto, na Veja desta semana vi outras fotos de nosso presidente, aquele ” que nunca sabe de nada, nem vê nada ” . Ele continua não trabalhando, ainda que um ministro tenha feito importante ressalva : ” Lula não bebe há 50 dias ” . E em eterna campanha. Primário como é, continua abusando do peculiar costume de se travestir . Desta vez a imagem mostrava sua excelência em palanque, com a cabeça coberta por um chapéuzinho de cangaceiro, cercado de cupinchas e incautos, em seu interminável, e inócuo, blá blá blá…
Hoje em dia dá engulhos acompanhar o noticiário. A cada parada nos portos fico mais enojado. Até dinheiro roubado é encontrado nas cuecas dos assessores dos chefes da Nação.
Ah, antes que esqueça, Paulina Chamorro me passou um correio onde conta da última resolução do CONAMA, aprovada em 22 de fevereiro, que flexibiliza e legaliza a ocupação irregular em áreas consideradas APPs, áreas de preservação permanente, uma conquista do último Código Flotrestal, de 1965, pisoteado agora por parte dos 111 membros do Conselho que aprovou tal disparate. O Conama demorou quatro anos discutindo esta questão, para chegar a este veredicto pífio, eleitoreiro, e desavergonhado. É o fim ! Vou me inteirar, e no próximo diário comento mais. Por hora estou enjoado demais. Acho que vou vomitar.
Na próxima etapa saímos em direção a Porto Seguro. Se tivermos sorte vamos parar em Canavieiras, depois entrar pela foz do Jequitinhonha, em Belmonte. Em seguida, na baía Cabrália, pretendemos gravar em Coroa Vermelha, onde foi rezada a primeira missa.
Não vamos demorar muito para retomar as viagens. É só o tempo de editar estes três programas. Dentro de poucos dias estaremos de volta.

O#Morro# – Hora do rush

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Hora do rush
A poltrona de Karina, no ônibus fretado, é ao lado da janela, no fundo do corredor. De olhos fechados e com a cabeça apoiada no encosto, ela ainda não atingiu o primeiro estágio do sono.

O motorista freia bruscamente em um cruzamento e Karina abre os olhos. Com o coração acelerado pelo susto, ela enruga a testa em uma expressão de raiva. Segundos depois, cruza os braços e se aconchega novamente na cadeira, enquanto o ônibus segue seu caminho.

De repente, algo a desperta do sono leve. Ela não sabe o que foi, mas percebe que está com a boca escancarada. Sem abrir os olhos, une os lábios e inclina um pouco a cabeça para baixo, para evitar a queda do queixo novamente.

O próximo incidente que a atrapalha é uma cabeçada no vidro da janela. Sua testa dói. Pensa em como é vergonhosa a situação. Todos os outros passageiros devem estar rindo de sua cabeçada. No entanto, ela permanece de olhos fechados e apenas inclina a cabeça para o sentido oposto. Por instinto, sente que agora há alguém sentado ao seu lado e envergonha-se ainda mais. O jeito é chegar a um estágio de sono profundo o quanto antes.

Ao lado de Karina está um homem poucos anos mais velho do que ela. Trajando um terno escuro e elegante, ele consulta livros e faz anotações em um caderno com atenção máxima. Só nota os deslizes do descanso de Karina quando a moça encosta a cabeça em seu ombro esquerdo.

Por um breve momento, o executivo sente-se constrangido. Olha para os bancos em frente para checar se ninguém os observa. Não há ninguém olhando para trás, provavelmente por estarem concentrados em seus próprios sonhos e leituras.

Então, o executivo olha para a moça. A expressão de Karina revela um sono tranqüilo. A paz que aquele rosto tão delicado lhe transmite o impede de acorda-la. Sente vontade de tocar naquela pele alva e macia. De protege-la de toda e qualquer interferência externa. Aquele momento poderia durar uma eternidade. Nada mais importaria.

Quando cai em si, o homem está abraçado a passageira desconhecida, fazendo carinhos na cabeça que se acomoda em seu peito, passando os dedos pelos cabelos negros da bela menina. Nesse quadro, a tensão do trabalho não está presente e o barulho do trânsito caótico de São Paulo é imperceptível. O cansado executivo sente-se feliz.

A magia do abraço é quebrada pela hora da despedida. Karina acorda na parada final, próxima a sua casa. Uma sensação estranha a invade. Antes de abrir os olhos, tinha certeza que estava dormindo em sua cama. Nunca atingira um estágio de sono tão profundo no trajeto do ônibus fretado. Ainda zonza, olha para a poltrona vizinha a sua. O lugar está vazio. Caído no chão, um cartão exibe apenas uma palavra: Obrigado.

O#Morro# – Carona

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Carona
Adilson sabia que aquela sexta-feira seria o pior dia da semana. Afinal, ele nunca tinha o privilégio de emendar feriados. Nem ele, nem outros tantos trabalhadores. Mesmo assim, as empresas de ônibus se sentiam no direito de reduzir a frota nas ruas.

Havia mais de quarenta minutos que Adilson e outros trinta passageiros esperavam no ponto por algum transporte. Foi quando um ônibus apareceu, finalmente.

As pessoas na calçada começaram a se empurrar, pois todos queriam ser primeiros a entrar no veículo. Mas de nada adiantou: o motorista fez um sinal com a mão indicando que estava lotado e nem reduziu a velocidade para passar pelo ponto.

- Filho da…

Os homens e mulheres ficaram exaltados. Xingavam o motorista, a empresa responsável pelos ônibus, o prefeito da cidade e até seus chefes, que poderiam demiti-los pelo atraso. Os próximos quarenta minutos de espera seriam de muitos resmungos. E mais trabalhadores chegaram ao ponto. Não havia mais espaço na calçada de tanta gente esperando.

Quando o segundo ônibus apareceu, também estava lotado, porém o motorista parou no ponto assim mesmo. As senhoras idosas empurravam os homens e mulheres mais jovens para garantir seu direito de sentar nos bancos reservados. Algumas pessoas eram arrastadas pela multidão, deixando uma mão no ar segurando a pasta ou a bolsa. O veículo partiu com as portas abertas, obstruídas por homens e mulheres pendurados, com quase todo o corpo do lado de fora.

Adilson não entrou nesse ônibus. Por ser magro e fraco, fora empurrado pela multidão para longe do transporte e ainda levara cotoveladas no estômago e pisões nos pés. Pensou em desistir. Contudo, não podia, pois tinha quatro filhos para sustentar.

Cinco minutos depois, um micro ônibus branco parou com uma freiada brusca na frente do ponto.

- Levo todos vocês de graça! – gritou o motorista com a porta aberta, rindo, parecendo ligeiramente exaltado.

Houve alguns segundos de hesitação entre os passageiros, mas em seguida eles entraram alvoroçados no micro ônibus. O carro tinha como destino um bairro útil para todos. Foram vinte e cinco passageiros sentados e quinze em pé.

- Eu acho que esse motorista está bêbado… Estou sentindo cheiro de cachaça… – cochichou uma senhora para Adilson.

Ele também havia sentido o cheiro quando entrou no micro ônibus. No entanto, Adilson até compreendia a situação do motorista: provavelmente ele também fora obrigado pelo patrão a trabalhar na emenda do feriado e resolveu tomar umas para se alegrar. Além disso, Adilson e os outros passageiros não estavam em condições de recusar a carona por um pequeno detalhe como esse.

O micro ônibus seguiu direto, sem parar em qualquer outro ponto. Quando chegou ao bairro de destino, os passageiros começaram a estranhar.

- Parar nos pontos? Mas vocês só descem no ponto final, fiquem tranqüilos! – foi a resposta do motorista, acompanhada por sua gargalhada.

Algumas pessoas levantaram, assustadas, de seus lugares. Os que estavam em pé aproximaram-se da porta. O bêbado considerou a pressa das pessoas e acelerou mais o carro.

O veículo branco só parou quando entrou em um asilo para doentes mentais. O pânico espalhou-se entre os passageiros a partir do momento em que enfermeiros aproximaram-se correndo do micro ônibus e começaram a carregar e arrastar homens e mulheres para dentro da casa. Não adiantava gritar: os enfermeiros, naquele momento, não acreditariam que aquelas pessoas não eram doentes mentais.

Adilson ficou em silêncio e evitou reagir à investida dos enfermeiros. Em pensamento, tentava entender o rumo daquele dia atípico. Talvez ainda estivesse dormindo. Sim, provavelmente aquilo era um pesadelo originado pela sua preocupação com a sexta-feira.

Foi um sonho ruim bastante longo, porque durou até a segunda-feira. Com a volta do ritmo normal após o feriado prolongado, os responsáveis pelo asilo descobriram o engano ocorrido com os passageiros do micro ônibus.

O motorista Carlos de Souza bebera tanto antes de buscar os doentes para fazer a transferência de asilos que via as pessoas daquele ponto de ônibus como seus passageiros alienados. Naquele momento, ele não avaliara de onde estava tirando o grupo, se de uma calçada ou de um pátio. Suas respostas àqueles homens e mulheres na sexta-feira eram típicas de seu espírito brincalhão, mesmo que os ouvintes com problemas mentais não entendessem as piadas.

Depois do episódio, boa parte dos passageiros perdeu o emprego. Os patrões não conseguiram acreditar na história de seus funcionários. Adilson era um dos desempregados. O pesadelo estava só começando.

Trambique contra o trambiqueiro – O#morro#

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Trambique contra o trambiqueiro
Guia turístico de uma grande agência do Rio de Janeiro, Roberto levava grupos de estrangeiros para passear no bairro de Santa Teresa aos sábados. Seu roteiro ecológico incluía uma trilha na mata, na qual talvez os gringos pensassem que conheceriam índios. Porém só encontravam os criminosos.

Roberto crescera no Morro Dona Marta junto a Falcão e Fumaça. Ao contrário dos dois amigos de infância, resolvera não dedicar tempo integral a vida do crime. Estudando com muita dedicação, conseguira uma bolsa de estudos em um curso de inglês. O dono da agência de turismo gostou tanto da sua fluência no idioma estrangeiro que o contratou logo na primeira entrevista.

Mas o salário fixo e o aprendizado obtido pelo contato com os turistas não eram suficientes. Roberto queria se vestir como um americano rico, ter as máquinas digitais com as quais os japoneses tiravam fotos, ser tão sofisticado quanto os europeus. O meio mais fácil para obter tudo isso era roubar o que seus clientes tinham.

Falcão liderava o grupo que vinha ganhando notoriedade entre os demais assaltantes do morro. Fumaça o seguia como se fosse um vice-líder. Mais três jovens os acompanhavam até a trilha na mata onde Roberto levava os turistas.

Os assaltos contra os grupos que Roberto guiava ocorriam a cada dois ou três meses, para não alardear a imprensa e, principalmente, a agência de turismo. Roberto também indicava o roteiro de outros guias por toda a cidade carioca, para manter o trabalho de Falcão e Fumaça ativo.

Os executores da ação criminosa ficavam com o dinheiro e Roberto ficava com os objetos. Durante os dias de folga, o guia turístico levava suas namoradas para passear no Corcovado e no Pão de Açúcar, sempre muito bem vestido, usando óculos caríssimos e registrando cada momento com câmeras digitais das mais atuais.

E tudo ia muito bem, até o dia em que o grupo de Falcão cresceu e ele deixou de fazer o assalto aos estrangeiros de Roberto pessoalmente. Fumaça estava tão cheio de fumaça na cabeça nesse dia, que esqueceu de avisar aos executores da ação que o guia era gente deles.

O jovem de apelido Nervoso liderava os demais. Ele havia se mudado há pouco tempo para a favela Santa Marta e não conhecia Roberto. Um estrangeiro reagiu quando um garoto encapuzado tentou lhe arrancar a corrente de ouro do pescoço e Nervoso logo deu um tiro no pé do atrevido.

- Seguinte, gringada: comigo não tem moleza, falô?

Roberto espantou-se ao ver a cena. Mas não podia despertar suspeita.

- Stay calm, stay calm… – foi tudo que pôde dizer aos demais turistas.

- Aê, guiazinho de merda! O próximo gringo que se metê a engraçadinho, o bicho vai pegá! Falô?

O falatório crescia em volta do turista com o pé ferido e isso deixava Nervoso vermelho de raiva. Roberto desesperou-se. Ao tentar explicar a situação aos estrangeiros, não conseguiu falar uma palavra em inglês. Engasgado, lançou um olhar de súplica em direção a Nervoso e encontrou o cano da arma a dois centímetros de sua cabeça.

- Tú tá de brincadeira comigo, rapá? – gritou Nervoso, de forma ameaçadora.

Lágrimas escorriam dos olhos de Roberto.

“Valeu a pena?” – pensou.

Ele não teve tempo de responder a pergunta. Uma bala o deixou inconsciente. Os assaltantes ainda levaram seus óculos americanos, sua carteira inglesa e seus sapatos italianos.

Morro de São Paulo – 6º dia

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas

Sábado, sete horas da manhã. Com decepção, abri a janela do quarto e observei a chuva caindo do lado de fora. Mesmo assim, não desanimei e fui me despedir das águas da Segunda Praia.

Apenas alguns cachorros da vila passeavam na areia, debaixo da garoa. Segundo o agente de turismo Lucas, a Prefeitura do Município de Cairú enfrentou certa vez o problema da superpopulação canina utilizando veneno. Enquanto eu caminhava até o mar, um vira-lata que lembrava levemente um pastor alemão cismou comigo e até afastou outro cachorro carente que também queria se aproximar. Quando voltei para a pousada, tive que dizer “tchau”, para ele não entrar comigo.

O mesmo rapaz que carregou nossas malas até a pousada no dia da chegada levou nossa bagagem até o Terminal Marítimo na hora da partida. Foi uma surpresa, mesmo com a chuva, encontrar o Terminal tão cheio às 11h de um sábado. Se em baixa temporada Morro de São Paulo tem tanto movimento, imagino na alta temporada. E ainda tivemos outra surpresinha: uma taxa de R$ 0,57 pelo uso do Terminal. Um absurdo, mesmo sendo um valor simbólico, já que a principal via de acesso à ilha é o mar.

As novidades não acabaram aí. Para nós, leigos no assunto, o mar nem parecia tão agitado, porém a Biotur, empresa responsável pelas catamarãs que pagamos, informou que parte do trajeto para Salvador seria por terra. Uma embarcação nos levaria até Valença; de lá, pegaríamos um ônibus da própria Biotur até Itaparica; do terminal de Itaparica, seguiríamos de catamarã até a capital baiana.

O barco simples que nos levou até Valença saiu com quase meia hora de atraso, porém não enfrentou nenhuma dificuldade. Nos olhares dos passageiros, a tristeza de deixar para trás os dias lindos passados em Morro de São Paulo. Rapidamente, chegamos ao local de onde sairiam um ônibus e um micro-ônibus para Itaparica.

Eu e meu marido preferimos a fila rápida próxima ao bagageiro do veículo maior. Além dos dois motoristas, havia apenas uma guia turística da Biotur e ela preferiu acompanhar os passageiros do micro-ônibus.

A estrada era de mão dupla e os poucos carros que passavam por nós abusavam da velocidade. Por ali não chovia e logo nosso motorista acelerou também, a ponto de ultrapassar o micro-ônibus que havia saído alguns minutos antes de nós. Mas sua pressa foi brecada pelo destino. Um barulho estranho do lado direito do ônibus obrigou-o a parar no acostamento. Uma fumaça preta soltou-se com força da parte de trás e assustou os passageiros.

Quando viajei de ônibus a Irecê, também no estado da Bahia, em 2003, vi alguns ônibus queimados na estrada e no estacionamento da empresa responsável. O que encontramos na estrada estava no estado de Goiás. O fogo tomara o veículo de forma tão rápida que não havia dado tempo dos passageiros retirarem suas bagagens. Felizmente, no entanto, ninguém havia se ferido. Segundo um motorista com o qual conversei na época, isso é causado pela falta de manutenção nos ônibus. E o fogo sempre se inicia na roda de trás, do lado direito do veículo.

No caso do nosso ônibus de Valença a Itaparica, o sinal de fumaça foi apenas um susto. Não houve incêndio. E o motorista com certeza não conhecia essas histórias de ônibus queimados, pois demorou a abrir a porta do corredor e liberar os passageiros.

Assim que descemos, retiramos nossas malas do bagageiro e o micro-ônibus nos alcançou. A recusa em seguir viagem naquele ônibus maior foi unânime, ainda mais com um motorista sem noção alguma de mecânica. A guia da Biotur ligou imediatamente para a empresa, então, e solicitou outro veículo.

A preocupação de boa parte dos passageiros era com o atraso para chegar ao aeroporto de Salvador. E aqui dou a primeira dica: nunca marque a catamarã e o vôo em horas muito próximas. Não há como adivinhar os imprevistos. Eu e meu marido estávamos tranqüilos, pois nosso vôo para São Paulo estava marcado para 00h10 e ainda eram 14h. Contudo, boa parte dos turistas que nos acompanhavam perderam vôos naquele dia.

A guia da Biotur, muito atenciosa, mas um tanto afoita, enrolava horrivelmente o portunhol para os estrangeiros. Graças a alguns brasileiros fluentes em inglês, duas holandesas e alguns outros europeus conseguiram avisar que seus vôos sairiam logo e a guia tentou entrar em contato com as companhias aéreas. Ela também pensou em colocar as pessoas com vôos imediatos no micro-ônibus e deixar os outros esperando o novo carro. Por telefone, seu supervisor a fez desistir dessa idéia.

Mais calmos, ríamos de nossa situação. Éramos um grupo grande de pessoas em pé ou sentadas, apoiadas em nossas bagagens, naquele estreito caminho de asfalto. Até cantamos o “Parabéns” para a guia, que nos revelou que nem deveria estar trabalhando no dia do seu aniversário, pois era sua oportunidade de passar mais tempo com a filha. Ela havia tentado trocar com outros colegas a escala do fim de semana, mas não conseguira.

O outro ônibus chegou mais novo e confortável. Aquele com certeza não apresentaria os mesmos problemas de manutenção e seguimos tranqüilos para Itaparica. A guia passou, então, o caminho todo desabafando com o novo motorista e era a única voz que se ouvia dentro do carro, pois a maioria dos passageiros resolvera tirar uma soneca.

Ao chegarmos ao terminal de Itaparica, a chuva veio nos receber. A estratégia de ficar na parte descoberta da catamarã para não enjoar seria utilizada por poucas pessoas no início da viagem; a maioria sentou-se na parte coberta para se proteger. Por um tempo, a navegação parecia tranqüila, apesar da paisagem assustadora do lado de fora – quem não acha assustador chuva fina e neblina em alto mar? Mas quando a agitação das águas fez a pesada catamarã pular, aí nos assustamos de verdade.

O intervalo entre as ondas foi diminuindo, fazendo a catamarã pular mais vez, e os passageiros começaram a enjoar. Alguns esqueciam o chuvisco e iam direto para o lado de fora, outros permaneciam no lugar, respirando fundo, e mal conseguiam levantar. Felizmente, não tenho estômago fraco e só me assustei com o balanço mais forte a medida que a hora passava. No entanto, vi pessoas ali com expressões bem preocupantes. E tive muita pena das crianças.

A guia equilibrava-se por toda catamarã para atender as dúvidas dos passageiros. Ela garantiu a todos que essas eram condições viáveis para a catamarã seguir de Itaparica a Salvador. Um passageiro ainda perguntou sobre os coletes salva-vidas, que não ficavam visíveis na embarcação. Quando ela mostrou os armários nos quais eles estavam guardados, alguns desinformados sobre o início da conversa se assustaram. Mas ela logo esclareceu que apenas estava tirando uma dúvida.

Na parte descoberta da catamarã, sentia-se com menos intensidade o impacto sobre as ondas. Conversei com um dos funcionários responsáveis pela condução da embarcação e, equilibrando-se apenas nos pés, ele me contou que o mar até estava calmo naquele momento. Na noite anterior, quando começou a mudar o tempo, os passageiros chegaram a sujar os dois corredores da parte interna do veículo com o enjôo. Senti mais segurança sobre a nossa situação com esse comentário. Mas realmente não é uma aventura que indico. Se for a Morro de São Paulo e o tempo mudar assim na hora de voltar para casa, procure não sair de lá.

Com a vontade de chegar mais rápido, Salvador nunca pareceu tão longe. Quando finalmente chegamos, mesmo debaixo de garoa, alguns rapazes de roupa social ofereciam serviços de táxi já na ponte de madeira, a caminho do terminal. Eram mais ou menos 16h, 16h30, mas meu marido, cansado das aventuras, quis ir direto para o aeroporto. Aceitamos a oferta de um rapaz e fechamos por R$ 50,00 a ida de táxi ao aeroporto. No meio do caminho até o carro, o rapaz nos indicou a um senhor e este carregou uma das malas até o lado de fora do terminal marítimo. Quando vimos seu Corsa preto com o vidro da porta do passageiro quebrado, a janela coberta com um pedaço de saco plástico preto, retiramos a mala de suas mãos imediatamente. Logo encontramos alguns táxis de uma frota de verdade e seguimos com o taxímetro rodando até o nosso destino.

Segundo nosso motorista, alguns malandros pegam seus carros particulares e estacionam no terminal para fazer um preço fechado até o aeroporto. Ele disse ainda: “Você vai com um desses, paga R$ 50,00, sendo que aqui vai dar uns R$ 52,00, no máximo, e não tem garantia de nada, nem se o cara vai te levar pro aeroporto mesmo, se ele não vai roubar sua bagagem; aí não tem seguro, sendo que, com o táxi da frota, a empresa se responsabiliza, e se o carro quebra eles mandam outro.” Ele tinha razão sobre a segurança, mas também descobrimos que pagamos caro o táxi no dia da chegada, porque aquele motorista do aeroporto também fora malandro ao jogar o preço fechado até o terminal por R$ 75,00. O segredo é não parecer marinheiro de primeira viagem.

Nosso taxista era bem simpático e nos revelou que já havia morado em São Paulo. Ele nasceu em Valença e hoje seus pais moravam em Gamboa, na Ilha de Tinharé. Ele não quis a calmaria do povoado e seguiu para as cidades grandes. Mas preferiu ficar em Salvador depois que morou em São Paulo.

Apesar das notícias de alagamento em Salvador durante aquele sábado, não pegamos muito trânsito até o aeroporto. O taxímetro marcou exatamente R$ 52,00 a corrida, como o motorista havia previsto. Teríamos mais de 6h de aeroporto pela frente.

Há boas opções de alimentação dentro do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães. Porém, nós estávamos com saudades do fast food estilo Mc Donald’s e fomos parar no Bob’s. Lá pude tomar um dos melhores sucos de cajá da viagem. Satisfeitos, seguimos passeando pelo Aeroshopping.

As lojas do Aeroporto Internacional são excessivamente atraentes para quem gosta de comprar lembrancinhas de viagem. Pimenta e cocada baiana, chocolates de Ilhéus, muitas e muitas porcelanas (especialmente bonecas baianas e personagens religiosos), objetos feitos com as fitinhas do Senhor do Bonfim, entre outras coisas. Não sentimos as horas passarem.

O embarque estava marcado para as 23h30, mas nas telas próximas aos portões fomos informados da previsão de atraso do nosso vôo. O avião para Guarulhos que deveria decolar as 00h10 talvez saísse entre 00h50 e 01h. Como no Aeroporto de Cumbica no dia do embarque para Salvador, não encontrávamos funcionários da TAM no portão de espera. Já passava da uma e meia da madrugada quando, sentados nas poltronas, ouvimos o piloto informar que a decolagem estava autorizada.

Para evitar áreas de maior turbulência, nosso piloto seguiu uma rota um pouco mais longa para Guarulhos. Cansados, sonolentos e com frio, chegamos em casa com o dia amanhecendo. Um amanhecer bem diferente dos dias no paraíso…

Morro de São Paulo (BA) – 5º dia

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Assim como a ida ao Forte e ao Farol, a caminhada pelas praias de Morro é uma ótima opção de passeio para quem quer economizar – afinal, não é necessário nenhum guia, nem transporte.

Saímos cedo, para aproveitar a maré baixa. Pudemos andar tranqüilamente pela Terceira Praia e, quando chegamos ao começo da Quarta Praia, observamos um considerável número de pessoas caminhando em direção ao mar. Logo descobrimos as belas e quentes piscinas naturais da Quarta Praia.

Parados e com a água batendo na altura dos joelhos, fomos rodeados pelos peixes em poucos segundos. Não tem preço um momento de paz e contato com a natureza como esse! Deixamos a hora passar, sentados na areia, dentro da água, vendo peixes pequenos e outros menores ainda nos rodearem. A maré subiu um pouco, lentamente, e continuaríamos mais tempo ali, se não tivesse aumentado o número de turistas com maior interesse no banho das piscinas do que na fauna marinha.

Saímos do meio da atração turística, porém continuamos caminhando pela água até um grande banco de areia mais à frente. Estávamos a uma distância para dentro do mar que seria considerada perigosa se a maré estivesse alta. No entanto, naquele momento, o banho era em águas rasas, em volta do banco de areia. Como ainda havia muito para caminhar até a Quinta Praia, demoramos menos por ali.

A extensa faixa de areia da Quarta Praia tem poucas pousadas, mas elas são grandes, bem maiores do que as da Segunda e Terceira praias. E ainda contam com muros de proteção em frente às fachadas, feitos de tocos grossos de árvores, para impedir que a maré alta invada os terrenos. Há também, no caminho, uma entrada que leva ao pequeno vilarejo Zimbo, de onde é possível seguir por trilhas até o Morro da Mangaba e ao povoado de Gamboa.

Havia pouco ou quase nenhum movimento de pessoas ao longo de todo o trajeto até a Quinta Praia. Contudo, vimos bastante lixo plástico espalhado, ofuscando a exuberante beleza da Quarta Praia. Falta de consciência dos moradores e dos visitantes da ilha.

Depois de um breve banho de mar para nos refrescarmos do calor do sol e da caminhada, seguimos pela faixa de areia aberta por dentro de um manguezal. Rodeados pela mata, sentimos o ar ainda mais abafado e, quando chegamos ao riozinho que deveríamos atravessar para chegar a Praia do Encanto (ou Quinta Praia), observamos que em breve teríamos dificuldades para retornar, com a alta da maré. Se tivéssemos outro dia em Morro, teríamos seguido para a Praia do Encanto mais cedo, sem fazer paradas.

Quando chegamos a Terceira Praia, as águas do mar já alcançavam o muro de pedras que protege a calçada elevada, na qual ficam as pousadas e restaurantes dessa praia. Tivemos alguma dificuldade para atravessar em algumas áreas, mas conseguimos chegar tranqüilamente a Segunda Praia.

O jantar à luz de velas na pizzaria do Funny Beach, na Segunda Praia, já tinha gosto de saudade, naquela noite de sexta-feira. A boa e leve pizza de mussarela foi saboreada lentamente, enquanto observávamos pela última vez, nessa viagem, o pequeno Luau da praia mais agitada de Morro, com suas inúmeras barracas de frutas e batidas. Infelizmente, a ventania mais forte indicava mudança de tempo para a nossa volta a Salvador no sábado à tarde.

Morro de São Paulo (BA) – 4º dia

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Na quinta-feira, passamos a manhã curtindo as águas calmas e a areia quente da Segunda Praia e o início da tarde aproveitando a piscina da Pousada Brisa do Caitá. Por volta das três horas, caminhamos em direção ao Terminal Marítimo, na entrada da Vila, e de lá seguimos a trilha que começa ao lado do Portoló, em direção a Fortaleza de Tapirandu (ou Forte da Ponta).

Construído em 1630, o Forte tinha duas funções principais: proteger o canal de Tinharé e o escoamento da produção de importantes centros para a capital, e evitar que embarcações inimigas pudessem penetrar a chamada barra falsa da Baía de Todos os Santos. A maior parte da muralha, constituída de pedra e cal, ainda resiste ao tempo, assim como a construção que abrigava o corpo da guarda, os alojamentos dos oficiais, a prisão e a casa de pólvora (única parte coberta e escura, que deve ser aproveitada atualmente por alguns casais, já que há vários pacotinhos de camisinhas espalhados pelo chão).

A pequena Praia do Forte fica próxima as muralhas. Na hora em que descemos até ela, a maré ainda estava alta, começando a baixar, por isso havia uma área mínima de areia. De qualquer forma, valeu a pena a visita ao Forte e a Praia do Forte, pois levou nossa imaginação direto ao século XVII.

No caminho de volta ao Portoló, observamos melhor a danceteria local, Pulsar Disco, que fica no meio da trilha do Forte. Rodeada pela mata, a casa é alta, grande e, em sua maior parte, aberta. Deve ter alguns moradores também, porque havia varais cheios de roupas espalhados, e visíveis de onde estávamos. Não tivemos oportunidade de conhece-la à noite.

Do Portoló subimos a ladeira até a Igreja Nossa Senhora da Luz e pegamos o caminho que começa em frente à Igreja até o Farol Morro de São Paulo. Passamos por algumas pousadas bastante charmosas – havia uma que até prometia um bom pão de queijo mineiro em seu cardápio. Depois seguimos uma trilha pela mata, subindo através de degraus improvisados com tocos de madeira.

Não é permitida a entrada no Farol, que foi inaugurado em 1855 e é conservado pela Marinha. Há um banquinho próximo à entrada, estratégico para um repouso. Dali também é possível continuar por outra trilha no meio da mata até a Tirolesa, que desce até a Primeira Praia e não teve movimento durante a semana toda que estivemos em Morro.

Como havia pouco o que visitar por ali, voltamos logo para a Vila. À noite, não resistimos e fomos jantar novamente os crepes do Oh Lá Lá. Continuavam deliciosos! Na sexta-feira, a caminhada seria mais longa, pela Terceira, Quarta e Quinta Praia.

(Foto do Forte no fotolog www.fotolog.com/alexandrab. A partir de segunda-feira, 13 de novembro, colocarei uma foto nova por dia, incluindo, assim, todos os pontos turísticos citados aqui, nos textos sobre Morro de São Paulo)

Morro de São Paulo (BA) – 3º dia

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Na quarta-feira, amanheceu um lindo dia de sol! Estávamos prontos para o passeio Volta à Ilha de Tinharé (pagamos R$ 45,00 por pessoa).

Morro de São Paulo está situado no extremo norte da Ilha de Tinharé, que compõe, junto com Boipeba, Cairú e outras 23 ilhas menores, o Arquipélago de Tinharé. Cairú é o único município-arquipélago do Brasil. (Mapa do Arquipélago de Tinharé no fotolog www.fotolog.com/alexandrab)

Esqueci de comentar anteriormente sobre o café da manhã na pousada Brisa do Caitá. Muito bom! Todos os dias havia uma boa variedade de pães (com e sem recheio), bolos e frutas. Os alimentos ficavam em uma espécie de armário com portas de vidro, que eram mantidas fechadas para evitar o contato dos alimentos com moscas e outros insetos. Era bem higiênico. Tivemos a oportunidade de tomar sucos de cajá, graviola e até algumas misturas de diversas frutas. Uma funcionária da pousada observava o tempo todo se faltava alguma coisa e repunha imediatamente. Infelizmente, ela só não conseguia entender o que os hóspedes estrangeiros pediam (um deles não conseguiu esquentar o pão…).

Às nove horas, passamos no Funny Beach para encontrar com o Lucas, que nos acompanhou até a Terceira Praia, para mostrar em qual flexboat faríamos o passeio. Como a maré estava baixa, caminhamos pela água até a Lancha Vip Puro Prazer.

Já em alto mar, avistamos de longe a Quarta Praia e a Praia do Encanto (ou Quinta Praia) de Morro de São Paulo. A primeira parada foi nas piscinas naturais de Garapuá. O aluguel do snorkel estava incluso no preço que pagamos pelo passeio e pudemos admirar por muito tempo os peixes e corais das águas límpidas e rasas das piscinas naturais. Para mim e para o meu marido, sem dúvidas, foi a melhor parte de todo o passeio!

Quando saímos das piscinas de Garapuá, a água já estava na altura do pescoço, devido à maré alta. No caminho, avistamos de longe a plataforma de Petróleo que fica próxima a praia de Moreré, em Boipeba. Ao chegarmos próximos a Ilha de Boipeba, nosso guia Ricardo nos apresentou como opção a caminhada por dentro de Boipeba. Diante da recusa de todos os passageiros da Lancha, não me senti à vontade para dizer que eu gostaria de fazer a caminhada. Se eu ou mais alguém disséssemos sim, Ricardo deveria no levar até a praia de Cueira e quem fizesse a caminhada encontraria os demais passageiros mais tarde na praia da Boca da Barra, também em Boipeba. O guia que conduziria a caminhada deveria ser pago a parte, pois não estava incluso no valor do nosso passeio de lancha. Como Ricardo não precisou deixar ninguém em Cueira, seguimos direto para a praia da Boca da Barra.

Algumas lanchas, além da nossa, estacionaram no Rio do Inferno (que tem esse nome, porque as caravelas portuguesas costumavam encalhar quando passavam por ali). Em poucos minutos, as mesas dos restaurantes espalhadas pela areia ficaram ocupadas. Ficamos em uma mesa do Kiosk Brilho do Sol. Como o Rio do Inferno separa as ilhas de Boipeba e Tinharé, dali da Boca da Barra tínhamos a agradável vista da praia do Pontal, com o coqueiral de Tinharé.

As praias da Boca da Barra são realmente muito belas e conseguimos perceber que Boipeba é bem mais tranqüila, menos movimentada, do que o povoado de Morro de São Paulo. Muitos guias de Morro nos recomendaram passar um dia apenas em Boipeba, porque há muito que ver por lá, mas não tivemos oportunidade nessa viagem.

Durante o almoço, vimos alguns estrangeiros chegando para se hospedar em Boipeba e enfrentando a dificuldade de encontrar alguém que falasse pelo menos um pouco de inglês. Era um australiano falando “I don’t speak your language” e o carregador de malas perguntando “Vai ficar aonde?”. Infelizmente, não acompanhei o desfecho dessa história, porque lá na Boca da Barra, pela primeira vez na viagem, dois garotos encostaram-se a nossa mesa para pedir “um real”. Um dos garotos ainda permaneceu com os braços em cima da mesa, mesmo depois de dizermos que não tínhamos moedas, para nos intimidar. Depois de uns dez minutos ele foi embora.

Além do almoço, só gastamos para comprar um azulejo pintado a mão por uma moça que, pelo sotaque, era imigrante de algum outro país sul-americano. Ajoelhada na areia ao lado de nossa mesa, com apenas quatro cores e pintando com os dedos ela fez ali, na hora mesmo, aparecer uma bela paisagem no azulejo. Não nos arrependemos dos R$ 15,00 pagos pela arte.

Por volta das duas e quarenta da tarde, os passageiros retornaram a lancha para a continuação do passeio da Volta à Ilha de Tinharé. Ao passarmos por Canavieira, na Ilha de Tinharé, Ricardo também apresentou como opcional a parada para a degustação de ostras. Mais uma vez todos os passageiros disseram que não precisava parar e um único passageiro, que estava próximo a mim, comentou em tom baixo de voz para a namorada que ele gostaria de fazer a degustação. Nessa hora, confirmei minha opinião de que nada deveria ser opcional no passeio da Volta à Ilha…, porque quando a maioria não quer, a minoria acaba desistindo de satisfazer suas vontades. Eu, particularmente, não gosto de ostras, mas o lugar me pareceu interessante para fazer um passeio.

Nossa próxima parada foi no município de Cairú. Lá tínhamos a opção de visitar o Convento de São Francisco de Assis. Mal descemos no terminal de Cairú e inúmeros garotos, com idades entre 8 e 11 anos, nos cercaram para se oferecerem como guias a caminho do Convento (que é fácil de chegar). O preço do serviço deles, R$ 2,00, também não estava incluso no valor que pagamos pelo passeio Volta à Ilha…, assim como para entrar no Convento, cobrava-se um valor a parte. Eu e meu marido decidimos caminhar sozinhos, para podermos parar, fotografar, admirar quantas vezes quiséssemos, porém com a insistência e agressividade dos garotos atrás de nós, desistimos de chegar até o Convento. As outras ruas próximas ao terminal estavam tranqüilas como se fosse domingo na cidade.

Ao sairmos de Cairú, seguimos de volta a Morro próximos a grandes e belos canais de manguezais. Ainda pudemos admirar o brilho do sol de fim de tarde nas ondas formadas pelos dois motores da Lancha. Passamos por Galeão (Ilha de Tinharé) e, antes de chegar ao terminal de Morro, só paramos para abastecer a Lancha em um curioso posto flutuante em Manguinhos (continente).

Realmente a Volta a Ilha de Tinharé é um passeio essencial para quem vai a Morro de São Paulo. As belíssimas paisagens que tivemos a oportunidade de conhecer com esse passeio estarão para sempre em nossa memória!

À noite fomos jantar no Strega, um bom restaurante de massas na Vila. Eu pedi nhoque, meu marido pediu espaguete, ambos ao molho quatro queijos, e nos surpreendemos com pratos muito bem servidos. Saímos de lá bastante satisfeitos.

Uma das vantagens de Morro de São Paulo é a quantidade de lan houses. Uma delas, a Matrix, foi muito útil para nós, pois gravamos dois CDs de fotos e liberamos os cartões de memória para tirar mais fotos. Na quinta-feira, iríamos conhecer o Forte e o Farol de Morro de São Paulo.

Morro de São Paulo (BA) – 2º dia

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A terça-feira amanheceu nublada, então decidimos fazer a Caminhada Ecológica (R$ 25,00 por pessoa). O Lucas da agência nos apresentou ao William, que atenderia apenas a mim e ao meu marido como guia – provavelmente, apenas em baixa temporada há esse privilégio.

“O melhor turista é o turista brasileiro”, disse William logo no início do passeio. Trabalhando para todas as agencias de Morro de São Paulo, ele já guiou os mais diversos tipos de turista e sente maior dificuldade com os estrangeiros, devido ao idioma. “Turista estrangeiro gasta menos também”, acrescentaria ele mais tarde.

O primeiro monumento histórico que vimos foi a Fonte Grande, um dos maiores sistemas de abastecimento de água da Bahia colonial. Construída em 1746, ela providenciava a água usada pelos moradores para beber, lavar e cozinhar. É bastante interessante!

Depois seguimos a caminhada por dentro da ilha, tendo a oportunidade de ver as casas dos moradores da região (a maioria inacabada). William explicou que o terreno hoje custa em torno de R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00 e que há pouquíssimo tempo havia muito mais áreas de mata virgem por onde estávamos caminhando. Na minha opinião, esse crescimento deve ser controlado imediatamente.

“Por esse caminho aqui, vocês sobem uma escada de uns cem degraus para chegar ao Teatro, onde tem apresentação toda quarta-feira à noite”, informou William, apontando o começo de uma escada que continuava por trás de algumas construções. Não tivemos oportunidade de conhecer o Teatro, mas outras pessoas na ilha também nos recomendaram a apresentação às quartas.

Houve uma parada para tomarmos água de côco no bar Ponto do Céu. O pequeno estabelecimento de madeira não tinha movimento e, provavelmente por isso, o côco estava quente (também tinha pouca água). Quando reiniciamos a caminhada, William confessou que às vezes o povo desliga a geladeira, para não gastar muita energia. Pagamos R$ 2,00 por cada côco e William ficou assustado quando dissemos que a média do preço nas praias de São Paulo é de R$ 3,50 por côco – talvez nessa hora ele tenha adiado mais o seu sonho de conhecer a capital paulista, revelado anteriormente.

Continuando a caminhada, encontramos alguns moradores carregando materiais em burros. Segundo William, não há motos, nem bicicletas na vila. Precisávamos desviar de alguns montinhos de fezes dos animais pelo caminho. Depois seguimos por uma trilha de mata fechada até a Fonte do Céu, uma pequena cascata de água gelada no interior da ilha. O banho foi bastante refrescante, pois o mormaço já vinha esquentando o passeio havia mais de meia hora.

A trilha na mata – não recomendada para idosos, pois há um certo grau de dificuldades – continuou até o povoado de Gamboa, uma pequena vila de pescadores ao lado de Morro. Lá pudemos fazer o famoso banho de argila, da cabeça aos pés – algumas pessoas ficaram tão camufladas, que nem sabíamos se eram loiras ou morenas. Depois de um banho de mar para tirar a argila, realmente ficou a sensação de que estávamos com a pele mais lisa e macia.

Antes da parada para o almoço, passamos pelo centro de Gamboa. Uma grande árvore no meio da avenida proporciona a sombra ideal para o jogo de dominó dos idosos da região na parte da tarde. Pudemos conhecer também a Igreja de Nossa Senhora da Penha, pequena e simples, como o povoado.

Depois do almoço, com a maré alta, não pudemos voltar caminhando para a vila de Morro de São Paulo. Esperamos, então, uma embarcação que vinha de Valença e cobrava R$ 2,00 por pessoa o trajeto do terminal de Gamboa ao de Morro. Quando a embarcação chegou, foram descarregadas inúmeras caixas de alimentos, além de objetos e até móveis – a maior dificuldade foi para retirar um sofá de três lugares do barco. “O povo busca quase tudo no continente”, contou William.

Em poucos minutos, descemos tranqüilamente no Terminal de Morro. No final da tarde, ainda encontramos o William na Segunda Praia com sua turma do futebol. Em Morro de São Paulo, todos os moradores e trabalhadores se conhecem; contudo, não necessariamente quem trabalha em Morro mora por ali.

À noite fomos para a Vila ver a Feira de Artesanato, na praça principal. Infelizmente, havia poucos vendedores – muitos estavam espalhados pelas ruas da Vila e no caminho entre a Primeira e a Segunda Praia. Os objetos mais interessantes estavam nas duas mesas de trabalhos feitos com casca de côco.

Depois das compras, fomos jantar no Oh Lá Lá. Recomendo o ótimo crepe de quatro queijos – uma delícia! De sobremesa, o waffle com sorvete e chocolate também é bom.

Morro de São Paulo (BA) – 1º dia

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Aviso: Aproveitarei esse espaço para contar sobre a minha viagem com meu marido a Morro de São Paulo, na Bahia, em outubro de 2006. Registrarei aqui as minhas impressões sobre as praias, os passeios, os serviços oferecidos, entre outras coisas. Quem tiver oportunidade, vale a pena conhecer esse paraíso! Boa leitura!

Aeroporto de Cumbica, Guarulhos, três horas da madrugada de domingo para segunda-feira. Os cartões de embarque da TAM informavam que deveríamos aguardar no Portão 3. Diversas pessoas cochilavam nos bancos, outras se impacientavam com a previsão de atraso do vôo das três e meia para Salvador. Duas senhoras passaram pelo corredor falando alto, revelando a descoberta de que deveríamos aguardar no Portão 5 o embarque, e não mais no Portão 3.

Mesmo quem estava dormindo levantou-se depressa. Em poucos segundos, lotou-se a sala de espera do Portão 5. Também lá foi difícil encontrar algum funcionário da TAM para confirmar de onde sairia o avião rumo a Salvador. Perto das quatro horas da manhã, outra senhora se aproximou de um funcionário da TAM e confirmou com ele a volta do embarque para o Portão 3. E foi ela quem avisou em voz alta a todos a nova mudança, e não o funcionário perdido da TAM.

No Portão 3, decidimos formar uma fila, em vez de sentarmos novamente. A senhora que descobriu a volta àquela sala vinha com um grupo de senhoras e senhores da terceira idade, passando na frente de todos, para dar prioridade aos idosos. Nem todos os passageiros em fila gostaram da idéia. Mais de quatro horas da manhã, com um atraso de cerca de cinqüenta minutos e sem qualquer explicação por parte dos funcionários da companhia aérea, o vôo da TAM para Salvador deixou o Aeroporto de Cumbica. Ao menos no avião os funcionários da TAM foram atenciosos. Telas espalhadas pela aeronave mostravam o tempo todo nossa localização e em menos de duas horas descemos no Aeroporto de Salvador.

A primeira impressão foi ruim. Na área de desembarque, já era possível sentir o cheiro de urina no ar. Vinha dos banheiros do Aeroporto. Do lado de fora, quando perguntamos ao taxista quanto ficaria a corrida até o Terminal Marítimo, ele jogou alto: R$ 75,00. Fechamos por R$ 65,00 (e dias mais tarde, na volta, descobriríamos que com o taxímetro rodando o mesmo trajeto ficaria em R$ 52,00). Ele ganhou dinheiro com a nossa ignorância e ainda dirigia muito mal.

Aliás, vimos muitas barbeiragens pelo caminho. Os pontos de ônibus, às sete horas da manhã, em uma segunda-feira, estavam abarrotados, como devem ser na maioria das capitais do Brasil. Nosso trajeto não passava por nenhuma praia, então não tivemos oportunidade de conhece-las. Mas conhecemos três cartões postais da cidade, que ficam próximos ao Terminal Marítimo: o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda e a Fonte da Rampa do Mercado (Monumento de Mário Cravo).

O colorido forte e bonito dos cartões postais que tenho em casa (presente de amigos que já estiveram em Salvador) encobre a má conservação dos monumentos e a vizinhança decadente. Aquela segunda-feira também contava com um tempo encoberto e a falta de sol sempre deixa, aos meus olhos, as paisagens menos belas. Foi uma decepção com odor de urina, que vinha forte do Terminal Marítimo. Espero um dia ainda poder conhecer outros cartões postais de Salvador pessoalmente para tirar essa primeira má impressão da cidade.

Voltando à chegada ao quarteirão do Terminal Marítimo e do Mercado Modelo, mal o táxi parou e dois rapazes já vieram em nossa direção perguntando se tínhamos passagens de catamarãs para Morro de São Paulo – para chegar em Morro via mar é necessário pegar uma catamarã ou uma lancha em Salvador ou em Valença. Ficamos atordoados com a abordagem agressiva dos rapazes e quando vimos, já estávamos no caixa confirmando que eu havia comprado tudo em São Paulo, com antecedência. A senhora calma e simpática que nos atendeu não sabia nem qual era a cor do papel da passagem de ida e qual o da passagem de volta para ela preencher.

Na catamarã Biotur, não tivemos problemas. Todos os passageiros embarcaram com tranqüilidade. O mar não estava agitado, então ninguém sofreu com enjôos e foi possível até cochilar um pouco. Em menos de duas horas avistamos o Terminal de Morro de São Paulo.

Um festival de câmeras digitais não parava de registrar a chegada à bela Ilha de Tinharé, onde fica Morro. Porém, depois do desembarque, infelizmente, os turistas mal conseguem fotografar o Portoló do Morro, na entrada, pois diversos rapazes nos abordam para nos encaminhar as pousadas, carregando as bagagens em carrinhos de mão, daqueles usados em obras (alguns pintados com a palavra “Táxi”), cobrando em média R$ 7,00 por mala. E acredite, você vai precisar deles, porque é difícil carregar tudo nas ladeiras íngremes, ruas de areia e escadas de pedra que tem por lá.

Para chegar a nossa pousada, passamos pela Vila, onde está mais concentrado o comércio. Suas ruas estreitas e cobertas de areia, com lojas, restaurantes e algumas pousadas, são muito charmosas. Depois passamos por cima da Primeira Praia, que é a menor de todas e a menos freqüentada. Lá foram construídas as primeiras casas de veranistas da região, e hoje boa parte já foi transformada em pousadas. E, então, chegamos a Segunda Praia, a mais badalada da região e onde fica a Pousada Brisa do Caitá, na qual nos hospedamos.

Com tanta beleza a nossa volta, foi impossível dormir, mesmo depois de mais de vinte e quatro horas sem descanso. As tardes lá eram de maré alta, mas ainda assim as águas estavam calmas na Segunda Praia e eram um ótimo convite para um mergulho. Depois de tirar algumas fotos na Ilha da Saudade – entre a Segunda e a Terceira Praia -, paramos em um dos quiosques da Segunda Praia, chamado Pastel & Cia. É curioso ver que os quiosques vizinhos a ele também vendem pastéis e mais curioso ainda ver que todos vendem o mesmo pastel grande, com a mesma massa e recheio. Tem ainda um senhor que leva alguns pastéis em um cesto para vender ao longo da praia. À noite optamos por outro quiosque vizinho, no qual o destaque era o hambúrguer. O nome do quiosque era Barraca do Luau e o cheeseburger de R$ 3,00 vinha com três fatias de pão de hambúrguer, alface, tomate, além do hambúrguer e do queijo. Valeu a pena! E descobrimos que eles vendem açaí, mas não fazem, buscam de outro quiosque que vende apenas açaí. Uma concorrência parceira.

À noite, na Segunda Praia, também rola um pequeno luau na areia. Barracas de frutas com vendedores oferecendo caipirinhas e batidas ficam espalhadas por toda extensão da praia. E não importa se você passa duas, três, quatro vezes seguidas em menos de dez minutos na frente da barraca que eles te oferecerão bebidas como se nunca tivessem te visto antes. Destaque para os restaurantes da Segunda Praia, que formam um belo cenário com mesas externas a luz de velas.

Naquela noite ainda, por acaso, passamos no Funny Beach (uma espécie de praça com caixas eletrônicos e lojinhas) e entramos em uma pequena agência de turismo. O agente, Lucas, nos convenceu a fechar dois passeios para os dois próximos dias. Com muito conhecimento e muita sinceridade, ele nos apresentou os passeios através do mapa, nos indicou qual passeio era mais adequado para dia de sol ou dia nublado e deixou em aberto qual dos dois faríamos primeiro. O tempo da terça-feira iria nos dizer.

Figuei Gravida na Praia do Encanto.

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita

ola a todos(as).eu e o meu namorado tb gostavamos de ir de Lua de mel. mas os preços ainda estao muito altos….gostavamos de ir as Mauricias ou a Morro de Sao Paulo-Brasil. Alguem ja la esteve?parece muito romantico e agradavel….praia…e o k nos queremos.

Olá Tânia, vi que é a tua primeira mensagem, bem vinda!

Eu estou por cá à pouco tempo, mas estou a adorar este fórum… acho que estou a ficar viciada

Nunca estive nas Mauricias, mas estive em Morro de São Paulo há uns anos. Para quem não sabe, é uma ilha ao pá de Salvador da Baía (não tem nada a ver com a cidade de São Paulo).

Nós fomos no mês de Maio, que lá é Outono. Quando chegámos estava um tempo espectacular, mas na primeira noite que passámos lá começou a chover torrencialmente e ficou assim nos 2 dias seguintes. No dia em que viemos embora, voltou a estar um tempo óptimo.

O tempo não costuma ser assim, toda a gente lá estva espantada. Choveu tanto que a única estrada da ilha ficou intransitável e só se podia passar pela praia.

É uma ilha muito engraçada, com quatro praias de seguida. A vila fica na primeira praia, nós ficámos no hotel da última praia (Praia do Encanto). Não há carros, só uns tractores com atrelado para levar os turistas e respectivas malas aos hoteis mais jä soube que tem automoveis 4×4 hoje. Mas há um aeroporto na Praia do Encanto. Quer dizer, há uma pista… o aeroporto é uma cabana com telhado de colmo e o avião tinha 9 lugares…

Vou ver se encontro aqui umas fotos para por, se bem que não mostram bem a beleza do local porque foram tiradas nos tais dias de chuva.

Beijinhos!

Esqueci-me de dizer 2 coisas: a praia na Praia do Encanto tem é magica. Quando está a maré cheia, tomas banho a saída do bar do hotel, é perfeito! Mas quando a mará fica vazia, tens que andar uns 100 metros para as piscinas naturaia, pois é fiqu gravida nesta piscina da Praia do Encanto! As outras praias pareceram-me não convinientes pelos barulhos da festa minha amiga ficou em uma destas paias e não conseguiu dormir.

A outra coisa é que o ambiente é espectacular, podes andar à vontade por todo lado (não há problemas de insegurança), andas descalça no hotel se quiseres (são bungalows), tens redes para dormires umas sonecas e os funcionários e outros clientes brasileiros são super simpáticos! Há poucos turistas estrangeiros (na altura estavamos 2 casais portugueses, 1 argentino e o resto eram brasileiros).

Nós estivemos só 4 dias lá (o resto das férias foi no Rio e em Salvador) e já eramos amigos dos outros hóspedes todos, faziamos grandes convívios com música espontânea, comiamos caranguejo, vinham-nos convidar para isto e aquilo… enfim esteve a chover a maior parte do tempo, mas tenho excelentes recordações!!!

Mensagem de Rosa Maria – O#morro#

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita

Rosa Maria
Amei o morro de Sao Paulo, mas ir a Morro e não se hospedar na pousada Do Encanto nao tem graça. A pousada é a mais linda, mais charmosa e bem localizada da Ilha. Fiz grandes amigos na pousada, fui muito bem atendida por todos. Os funcionários são show ! Carlos, Jose, Antonio< Ceara e tantos outros que nao vou lembrar o nome. Os funcionarios estao sempre alegres de bem com vida, e se tornam os seus melhores amigos. Tive Um reveillon com uma festa otima, preparado por Josete. Recebemos presentinhos surpresas no travesseiro todas as tardes e uma camiseta linda. Parabens para Sr. Luciano e Josete. Estou com saudades do Encanto, de tomar aquele café da manhã vendo o sol nascer ao som de Patricia Costa, de frente para quele mar azul, receber o bom dia de todos… eu posso estar aqui em Belo Horizonte,mas meu coraçao está ai.. no Encanto. Beijos para todos…. saudade. Rosa Maria ( Rosita )

Praia do Encanto Melhor Localização – Revista O Proficional em Viagem e Turismo

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita, Vai Viajar dicas

A Pousada está com os pes e as mãos na areia

Pousada Praia do Encanto foi eleita a “Melhor Localização – Brasil” !!Evidenciando o local no centro da Traquilidade e sosego, bem em frente a praia do mesmo nome em Morro de São Paulo – BA, com a piscina quase na areia…e o “Bar Molhado” a Noite com mesas na areia a luz de velas…uma combinação perfeita! Parabens Praia do Encanto ! Fotógrafo – Luis Prado – São Paulo

O que é taxa de turismo?

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas

É uma taxa aplicada sobre a utilização dos serviços, equipamentos públicos e infra-estrutura, postos à disposição do turista, em localidades denominadas destinos turísticos.
A taxa de turismo em vigor em Morro de São Paulo é regida pela Lei 211 do Município de Cairu. A aplicação da taxa foi votada na Câmara de Vereadores e sancionada pelo Prefeito Municipal. Ela está apoiada na Lei Orgânica do Município e fundamentada nas Constituições do Estado da Bahia e da República Federativa do Brasil.
No Brasil, diversas localidades em diferentes estados, inclusive na Bahia, cobram taxa de turismo.
What is the tourist tax?
This tax is charged for the use of services including public equipment and infrastructure for tourists.
The tax is now effective according to local law (Lei 211) of the Cairu Council. This law was passed and approved by the Mayor. It is also supported by the Organic Law of the Council and the Constitution of the State of Bahia and the Federal Republic of Brasil.
In Brazil in many different locations, including Bahia, the tax is charged for tourists.

Por que cobrar taxa de turismo
em Morro de São Paulo?
Apesar de ser o 2ª destino turístico mais visitado em toda a Bahia, Morro de São Paulo não produz a receita tributária necessária para a cobertura de seus próprios gastos.
As únicas fontes de recursos financeiros para a administração de pólos turísticos como Morro de São Paulo são os impostos e as taxas incidentes sobre a própria atividade turística.
A taxa de turismo surge como opção viável na geração de receita adicional para garantir o planejamento, desenvolvimento e manutenção das atividades essenciais para funcionamento deste destino turístico.

Why charge a tourist tax
in Morro de São Paulo?
Despite being the 2nd most visited tourist destination in Bahia, Morro de São Paulo does not produce enough income to cover the cost of the necessary essential services needed.
The only sources of income in tourist locations like Morro de São Paulo come from taxes that are generated from tourist activities.
The tourist tax is a viable option to guarantee planning, development and maintenance of the essential activities of Morro de São Paulo.

Quem paga a taxa?
Os turistas e visitantes de Morro de São Paulo. A taxa é individual e cobrada uma única vez para entrada em Morro de São Paulo. No pagamento da taxa é emitido um recibo em duas vias: um para controle de arrecadação e a cópia fica com o turista. Apenas crianças com menos de 5 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam.

Who pays the tax?
All tourists visiting Morro de São Paulo. The one-time tax is individual and should be paid upon entry. The tourist receives a copy of the receipt to keep durng his/her stay.
Only children under 5 and adults over 65 are exempt.

Quem controla a arrecadação?
A Prefeitura de Cairu.
A cobrança é feita pela empresa TWB S/A – Construção Naval, Serviços e Transportes Marítimos. Essa empresa detém tecnologia e experiência no dimensionamento e gestão de bilhetes eletrônicos e pode efetuar a cobrança e prestação de contas de forma ágil e eficiente. Os recursos são repassados à Prefeitura, através de depósitos em conta bancária independente das contas públicas do Município. Diariamente é apresentado um relatório com as informações sobre quantas pessoas efetuaram pagamento, e qual o total arrecadado.
Todo o processo, da arrecadação à utilização dos recursos é feito com a orientação e supervisão do Conselho de Administração Participativa – CAP – formado por representantes dos mais variados setores ligados à atividade turística em Morro de São Paulo.

Who is in charge of collecting the tax?
The Cairu City Council.
The TWB company collects the payment. This company has the technology and experience to control and report on, in an efficient and timely manner. The income is then transferred to the Council through banking deposits into a separate account for Morro de São Paulo. Everyday they provide a full report of the total number of people who have paid and the total amount received.
The whole process of collecting and using the income is done with the advice and supervision of the Community Participation Council – CAP – formed by representatives from the community.

Como esse dinheiro está sendo utilizado?
As premissas básicas para a arrecadação e utilização desses recursos são: planejamento, eficiência e responsabilidade.
Todo o valor arrecadado será utilizado apenas em Morro de São Paulo na implantação, desenvolvimento e manutenção de serviços ligados diretamente ao bem estar dos turistas, e que gerem benefícios para toda a comunidade.
As prioridades são: preservação do meio ambiente, limpeza eficiente dos logradouros públicos, vias principais e praias, funcionamento do posto de atendimento médico pré-emergencial 24h por dia – com serviço de lancha ambulância, contratação de guarda municipal, suporte ao policiamento e ações ligadas à educação e capacitação de mão de obra.

How will the money be used?
The basic principles that guide the collection and use of the money are: planning, efficient use and responsibility.
All the money collected will be used only in Morro de São Paulo to implement, develop and maintain services directly linked to the well being of tourists and members of the community.
The priorities are: conservation of the environment, cleaning of public spaces, main access and beaches, pre-emergency medical assistance with boat-ambulance 24h/day, district security guards and support to the police and also educational projects.

Isso é bom pra quem?
É bom para Morro de São Paulo. Para quem visita e melhor ainda para quem vive na localidade.
A cobrança de uma taxa aos turistas gera um senso de responsabilidade na comunidade. Um sentimento de que é preciso fazer mais e melhor tudo o que diz respeito a receber e agradar os turistas – fonte exclusiva dos recursos necessários para a existência da própria comunidade.
É bom para o Brasil que passa a ter mais um importante destino turístico a apresentar sinais de maturidade na gestão participativa para a solução de suas questões administrativas, além de servir como exemplo de ser possível preservar os patrimônios de uma comunidade, utilizando mecanismos auto-sustentáveis na garantia de sua sobrevivência.
This is good for who?
It is good for those who visit and even better for those who live in the community.
Charging this tax has created a sense of responsibility within the members of the community. There is a feeling that the community needs to do more and better than what is already being done for the tourists – the community’s only source of income.
It is good for Brazil that one more important tourist destination shows signs of maturity in terms of taking responsibility for solving its own problems. The location becomes an example of how its own values can be preserved using self sustained

Taxa de Turismo: R$ 6,50 (saiba para onde vai a sua contribuição

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas

Taxa de Turismo: R$ 6,50 (saiba para onde vai a sua contribuição) Não é possível chegar ao Morro de São Paulo de carro. Não existe acesso terrestre. Até algum tempo atrás era permitida apenas a circulação do trator de coleta de lixo, transporte de materiais e alguns poucos veículos para passeios distantes. Hoje em dia existem buggy/taxis que circulam pela estrada paralela às praias, pelo Zimbo, Campo da Mangaba e o vilarejo da Gamboa. Não é permitida a circulação dos veículos nas praias e nas vias principais (como a Rua Caminho da Praia ou a Fonte Grande).
A rede elétrica é 220V
Existe a cobertura de telefonia celular e telefones públicos bem como cybercafés com conexão Internet. Muitas pousadas oferecem conexão wireless.
Não existem agências bancárias em Morro de São Paulo, mas há um Caixa Automático do Banco do Brasil (no CIT), um BDN Bradesco (no Hotel Caitá) e uma Casa lotérica (Caixa Econômica Federal).
A maioria dos estabelecimentos como pousadas, restaurantes, lojas e supermercado aceitam cartões de crédito porém, para artesanatos e petiscos na praia é bom ter dinheiro trocado.
Em Valença você encontra agência dos seguintes bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco.
Chegando ao cais de Morro de São Paulo, você será abordado pelos carregadores de bagagens e guias. Como a ladeira é íngreme e depois vem uma ruazinha de areia (não dá para empurrar malinha com rodinhas..), você vai precisar do carregador. Negocie o preço antes. E se você ainda não fez reserva em Pousada, traga pelo menos uma lista das que mais te interessam.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
Área – 433 km² (Arquipélago)
Distância de Salvador – 308 km
Coordenadas Geográficas – 13º28’ lat. S 39º02′ long. O
Tipo climático – úmido
Temperatura média anual – 31,4 ºC máx. 21,8 ºC min. 25.3ºC média
Período chuvoso –Maio a Julho (Fonte: Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia)
CONTATOS
Secretaria de Administração de Morro de São Paulo
Secretário e Vice-Prefeito: Exmo. José Ribeiro de Souza Cunha Filho (Zeca Ribeiro)
josecunha1@hotmail.com
+55 75 3652 1077

Diretor de Adm. do M.S.P. : Sr Anilton Rosa
Superintendente Municipal: Sr. Marcos
Secretário de Segurança Pública: Sr. Geovane
Secretaria Municipal de Turismo de Cairu:
Secretária Municipal de Turismo: Sra. Petrusca Mello
Supervisor Municipal de Turismo: Luciano Neves
seturcairu@terra.com.br
+55 75 8139 3344
Prefeitura Municipal de Cairu:
+55 75 3653 2145 / 75 3653 2122
Secretária: Ilma. Jaqueline Palma
+55 75 9972 7960
CAP | Conselho de Administração Participativa
Diretora Executiva: Sra. Petrusca Mello
petruscamello@terra.com.br
Secretário: Luciano Neves
+55 75 8139 3344
Posto Médico de Morro de SP:
+55 75 9982 2619
Ambulancha 1 (Tinharé):
+55 75 9973 0908
+55 75 3653 7082
Sr. Jailton
Farmácia do Morro de SP:
+55 75 3652 1041
Posto Polícia Militar:
+55 75 3652 1647
+55 75 9925 0856
Delegacia de Cairú
+55 75 3653-2163
Viva Morro Associação de Agências de Viagens:
vivamorro@yahoo.com.br
AMOSP Associação dos Artesãos e Artistas Moradores de Morro de São Paulo:
Presidenta: Silvanisie Santos de Souza
+55 75 8195 2130
amospmorro@hotmail.com
Espaço Educação (13 anos) | Educação Infantil e Ensino Fundamental (1ºano a 5ºano):
Conveniada ao Sistema Positivo de Ensino há 6 anos
+55 75 3652 1492
Diretoras: Sandra/LisieneDurante a sua estadia ajude-nos a manter esta ilha limpa e preservada.

O Morro de São Paulo : Ressaca no Morro terá Andre Lélis …

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas

Ressaca no Morro terá Andre Lélis,Thiago Mansur e convidados
A programação de carnaval está nas ruas e muita gente já sabe o que fazer nos seis dias de folia. Mas como todo mundo sabe o verão na Bahia não termina na quarta-feira de cinzas. Depois de uma verdadeira maratona atrás do trio elétrico o destino certo para o folião que quer dar uma esticadinha e recarregar as baterias é Morro de São Paulo.
A ilha oferece lazer, descanso e nos dias 18 e 19 de fevereiro a tradicional Ressaca do Morro, no Village Paraíso Tropical, localizado na Terceira Praia. Serão mais de 16 horas com muita música e uma mega estrutura com todo o conforto de um super evento à beira mar.
Em sua décima edição, a festa traz este ano uma novidade. Além do tradicional show de André Lélis, pela primeira vez, o evento terá uma noite dedicada à house music, com o melhor das pick-up nacionais.
Na primeira noite o modelo Thiago Mansur, sócio e DJ residente da Pink Elephant, famosa em Nova York e também uma das mais badaladas boates da noite paulistana, será acompanhado por um trio para ninguém botar defeito: a cantora Juliana Barbosa, Ale Rauen, eleita a Melhor DJ mulher do Brasil e Patrícia Koremblit, residente da Boate Pulsar Disco.
Na segunda noite, a folia segue com André Lellis. O cantor, que já virou tradição em Morro de São Paulo, comanda a galera jovem mais bonita e animada do verão baiano.
Para quem quer curtir o carnaval pensando na ressaca é hora de programar. As vendas do primeiro lote já estão disponíveis com preço promocional nas lojas da Central do Carnaval ou através do site www.morrodeamores.com.br. O valor da meia entrada é R$ 60,00 por noite e R$ 90,00 o passaporte para os dois dias.

De ônibus pela Costa do Dendê – O#Morro#

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas

De ônibus pela Costa do Dendê

 

Ricardo Freire - O Estado de S.Paulo

NO MEIO DO CAMINHO – Entre Valença e Itacaré, Camamu é ótima parada para ir até Barra Grande

Divulgação

NO MEIO DO CAMINHO – Entre Valença e Itacaré, Camamu é ótima parada para ir até Barra Grande

Selo-Verao

 

A região imediatamente ao sul de Salvador, conhecida como Costa do Dendê, esconde algumas das praias mais bonitas do Brasil. Chegar até elas nunca é fácil. Morro de São Paulo está na Ilha de Tinharé, Boipeba também é uma ilha e a península de Maraú tem um acesso por terra tão precário que a maioria dos visitantes chega pelo mar. Na ponta sul da região, o vilarejo de Itacaré até há pouco não tinha nenhuma ligação terrestre direta com o resto da costa.

É um dos poucos trechos do litoral brasileiro onde não vale a pena passear de carro alugado, entrando de praia em praia. Quem fizer isso acabará pagando diárias à toa, pois o carro vai ficar em estacionamentos no continente, enquanto seus ocupantes aproveitam as areias de Morro, Boipeba ou Barra Grande. O custo do carro só compensa em Itacaré.

A Costa do Dendê é perfeita para ser esquadrinhada do jeito mais popular: de ônibus. Os horários são frequentes e as distâncias, relativamente curtas. Tendo algum tempo para perder ? digamos, meio turno a cada deslocamento ?, você pode pular de praia em praia sem se incomodar com placas, abastecimento ou estacionamento.

O Turista Profissional acaba de fazer esse trajeto e traz todos os detalhes para você.

A SAÍDA: FERRYBOAT

Um dos assuntos do momento na Bahia é a planejada construção de uma ponte ligando Salvador a Itaparica. Obra que teria o porte de uma Rio-Niterói. Enquanto a ponte não sai, o jeito menos complicado de sair de Salvador em direção à Costa do Dendê é pegar os ferryboats que ligam o Terminal de São Joaquim a Bom Despacho, na ilha. Há uma saída por hora (veja os horários em travessiasonline.com.br) e a viagem leva 50 minutos. Aproveite o tempo a bordo para comer um beiju fresquinho de tapioca com coco ou tomar um café com bolo de aipim. A passagem custa entre R$ 4,20 e R$ 5,10.

De Bom Despacho saem ônibus para todos os destinos da região, em horários coordenados com a chegada dos ferryboats. Você pode comprar a passagem na hora ou, por precaução, chegar com ela em mãos. Consulte os horários nos sites das companhias (www.aguiabranca.com.br  ou www.cidadesol.com.br) e compre por telefone (na Águia Branca também dá para comprar pela internet).
 
VALENÇA: HUB DO DENDÊ

A 1h45min de viagem (e R$ 15,30 de tarifa), Valença é a porta de acesso a dois destinos de perfis diametralmente opostos: a fervida Morro de São Paulo e a tranquila Boipeba. Desça na rodoviária e pegue um táxi, que cobra R$ 10 e leva cinco minutos até as lanchas.

Morro de São Paulo é servido por catamarãs a partir do Mercado Modelo, em Salvador, que vão direto à ilha, em viagens com duração de duas horas e meia. Mas o mar aberto é tão encrespado e desagradável que os habituês preferem ir mesmo por Valença. De lá partem lanchas rápidas a todo momento, para um percurso de apenas 30 minutos por águas calmas. A passagem custa entre R$ 12 e R$ 15.

De Valença também partem as lanchas rápidas para Boipeba ? um conforto implantado há apenas dois verões. Em menos de uma hora, navegando pelo belo estuário do arquipélago de Cairu, você desembarca no Porto de Velha Boipeba. Para garantir seu lugar na lancha é aconselhável pedir à sua pousada para fazer uma reserva.

CAMAMU: NO CENTRO

Com a inauguração do trecho que faltava da BA-001, Camamu viu-se repentinamente no meio do caminho entre Valença e Itacaré. De Valença até ali, a viagem de ônibus dura 1h40 (R$ 8). Desça para ir a Barra Grande, na ponta norte da península de Maraú. As lanchas rápidas levam 30 minutos e cobram R$ 25 (veja os horários em www.camamuadventure.com.br).

Pela estrada nova, Itacaré está a menos de uma 1h30 de ônibus (R$ 7). É uma linha particularmente útil no sentido oposto. Se você está em Itacaré, quer ir a Barra Grande e Taipus de Fora sem aderir aos extenuantes bate-voltas em off road vendidos pelas agências da vila, o ônibus é uma grande pedida. Em Barra Grande, pegue a jardineira a Taipus. Consulte antes a tábua das marés para se certificar de que vai estar em Taipus durante a maré baixa, quando aparece a piscina natural.

NOVIDADE: MORRO + ITACARÉ

Junto com a extensão da BA-001 entrou em operação uma linha entre Bom Despacho e Itacaré, em vários horários ao longo do dia (alguns com conexão no “hub” de Valença). Essa linha possibilita combinar numa mesma viagem dois destinos: Morro de São Paulo e Itacaré. O ambiente de festa e o público são parecidos nos dois lugares. Só a paisagem muda: coqueiros e mar calminho em Morro, mata atlântica e ondas em Itacaré. A viagem de Valença a Itacaré leva três horas e custa R$ 16,30.

Se você fizer este percurso, programe a sua volta de avião por Ilhéus, que está a apenas 65 quilômetros de Itacaré. Se gostou da experiência e quiser continuar de ônibus, dá 1h30 de viagem até a rodoviária, a R$ 10. Lá você pega um táxi para o aeroporto, por R$ 18.

VIAGEM FANTÁSTICA – UMA PÁGINA DA NECROSE

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita

VIAGEM FANTÁSTICA (Fantastic Voyage)
Com: Stephen Boyd, Raquel Welch, Edmond O’Brien, Donald Pleasance.
1966, 100 Minutos, Direção: Richard Fleischer

As possibilidades infinitas da ciência moderna e o clima de otimismo que cercam a constantes descobertas parecem ultrapassar todas as barreiras do possível. É esta inspiração que preside “Viagem Fantástica”. Os roteiristas Jay L. Bixby e Otto Klement conseguem com uma capacidade criadora extraordinária levar-nos à talvez mais fantástica viagem de todos os tempos.

Nesta obra o homem se aventura numa viagem ao centro de seu próprio corpo. Artérias, coração, capilares, pulmão, cérebro se transformam em vias e pontos turísticos… Viajamos dentro de nós mesmos, invadimos um mundo que até então pensávamos ser algo já descoberto, sem maiores atrativos.

No entanto, em virtude de uma inversão no referencial de grandeza, descobrimos um corpo inteiramente novo onde tudo é cor, movimento e luta incansável no ritmo da sobrevivência.

As personagens entram nesse “novo universo” com o tamanho de uma bactéria, para salvar a vida ultravaliosa de um cientista. E a nova descoberta apresenta as características apaixonantes de toda primeira viagem ao desconhecido: o medo e a revelação.

O roteiro original foi transformado em romance em 1966 por ninguém mais que Isaac Asimov, que aperfeiçoou o enredo e corrigiu alguns “erros” deixando a história mais rigorosa cientificamente.

O#morro# – / Viagens de Lazer

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas

Conheça o Brasil

Com profissionais altamente capacitados técnica e culturalmente, a Mello Faro Turismo presta assistência na montagem e operacionalização do seu programa de viagem.
Você já pensou em explorar a Borgonha ou a Provence, a Toscana ou a Riviera Ligure…, passeie pela Andaluzia, pelo Norte de Portugal, ou até mesmo dirigir na “contra-mão” pela Escócia, ou Nova Zelândia?
Deixe-nos apresentar as nossas sugestões para:

Leasing x Locação
Itinerários mais agradáveis, pitorescos e históricos
A melhor divisão de tempo entre as diversas cidades
O melhor percurso entre as cidades a visitar
As melhores acomodações em Inns, Chateaux, Pousadas, Paradores ou hotéis de charme em todo o mundo
Além da montagem de seu itinerário, a Mello Faro oferece material descritivo das localidades a serem visitadas, com dicas sobre restaurantes, “hot spots”, shows e espetáculos.

PACOTES DE VIAGEM

O conhecimento técnico e de mercado é condição essencial para quem vai adquirir um Pacote de Viagem. Saber escolher a melhor alternativa nem sempre é uma tarefa fácil.
Enquanto uma empresa operadora conhece e oferece apenas os seus próprios produtos, o agente de viagens conhece o mercado na sua totalidade e o produto de todas as operadoras. Somente ele poderá indicar com segurança, o produto certo pelo melhor preço.

A Mello Faro Turismo trabalha em total sintonia com o mercado e possui estreito relacionamento com as boas operadoras que nele atuam. Oferece a assessoria de profissionais experientes e bem informados, sem que para isto voce tenha que pagar mais na compra de um Pacotes de Viagem.

Não se deixe enganar pelas aparências. Consulte um especialista que, de forma isenta, poderá ajudá-lo em sua pesquisa pelo melhor produto e aconselhá-lo quanto às mais confiáveis alternativas disponíveis no mercado.

TOURS PELO BRASIL

A Mello Faro planeja e opera viagens pelo Brasil. Os tours sugeridos atendem aos principais pontos de interesse turístico no Brasil e poderão ser moldados, combinados ou acrescidos de outros destinos de acordo com o especial interesse e mediante solicita ção.

Conheça alguns tours sugeridos…

CRUZEIROS MARÍTIMOS

Nenhum outro segmento da Industria do Turismo reveste-se de tanto “glamour” como as viagens marítimas.
Mercado em expansão por todo o mundo, o Cruzeiro Marítimo tem sido a opção de férias e lazer preferida por muitos pois, conjuga de forma harmônica e completa o transporte, a hospedagem, as refeições, a diversão, o esporte e a boa companhia.

Por ser um mercado em expansão, inúmeras são as alternativas disponíveis para embarque nos mais diversos portos espalhados pelo mundo. Longa ou curta duração, sofisticados ou econômicos… cruzeiros marítimos constituem-se sempre numa agradável alternativa de viagem.

Congressos e Eventos

A experiência adquirida em algumas centenas de eventos realizados com sucesso capacita a Mello Faro Turismo a assumir as atividades de transporte, hospedagem e serviços complementares durante eventos técnicos, científicos, sociais ou culturais, realizados em São Paulo, por todo o Brasil ou em qualquer parte do Mundo.
Com infra-estrutura sólida e equipe técnica formada por profissionais de elevado nível de formação e treinamento, presta assessoria com qualidade e desenvoltura aos organizadores de eventos e oferece aos convidados e participantes o apoio necessário para a viabilização lógica e econômica da viagem e permanência nos locais onde os eventos se realizam.

Entre as principais atividades de nossa competência estão:

Assessoria completa na estruturação do evento, desde a sugestão dos locais tecnicamente compatíveis para sua realização até a logística necessária para a escolha, dimensionamento, negociação e contratação dos meios de hospedagem, do transporte aéreo e terrestre e dos serviços e profissionais envolvidos;
Atendimento a convidados e participantes durante a fase pré-evento, com o necessário controle do volume de serviços envolvidos e dotação de infra-estrutura compatível com a demanda. Emissão de vouchers, emissão e envio de bilhetes aéreos, controle de rooming-lists e atendimento às solicitações de tours e serviços opcionais;
Durante o evento, acompanhamento dos serviços contratados e controle rigoroso da qualidade dos serviços entregues pelos vários prestadores de serviços envolvidos – hotéis, guias turísticos, recepcionistas, cias. aéreas e empresas transportadoras. Atendimento no local do evento aos assuntos de nossa responsabilidade tais como reserva de hospedagem em última hora, remarcação de bilhetes aéreos, contratação de serviços de transporte, estruturação de programas especiais para acompanhantes e contratação de tours locais durante o evento ou mesmo de tours opcionais pós- evento;
Após o evento, apresentação de relatório das atividades exercidas e volume dos serviços prestados, valiosos indicadores estatísticos na realização de eventos futuros.

EVENTOS EM 2010

WMA – AMB 2010
De 01/02/2010 a 03/02/2010
The Ethics of Placebo Control In Clincal Trials

BIOFACH
De 17/02/2010 a 20/02/2010
World Organic Trade Fair

ECR 2010
De 04/03/2010 a 08/03/2010
ECR 2010 ANNUAL MEETING

SIMASP 2010
De 04/03/2010 a 06/03/2010
XXXIII Simposio de Oftalmologia da Unifesp

BELEZA SUSTENTÁVEL 2010
De 10/03/2010 a 11/03/2010
Beleza Sustentável

IMAGINE 2010
De 12/03/2010 a 14/03/2010
Imagine 2010

PEDIATRIA 2010
De 27/03/2010 a 30/03/2010
12º Congresso Paulista de Pediatria

PRÓTESE EXETER 2010
De 08/04/2010 a 10/04/2010
12º Curso Avançado da Prótese EXETER

RETINA E VÍTREO 2010
De 21/04/2010 a 23/04/2010
35º Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

JPR 2010
De 29/04/2010 a 02/05/2010
40º Jornada Paulista de Radiologia

CIRURGIA ESPINHAL
De 29/04/2010 a 01/05/2010
10º Congresso de Cirurgia Espinhal

GLAUCOMA 2010
De 14/05/2010 a 15/05/2010
VIII Curso Internacional de Glaucoma

ASNR
De 15/05/2010 a 20/05/2010
ASNR 48th Annual Meeting

GRAN FINALE
De 26/05/2010 a 30/05/2010
Gran Finale – Festival Nacional de Corais Infantis

WOC 2010
De 05/06/2010 a 09/06/2010
World Ophthalmology Congress

SANTA CASA 2010
De 18/06/2010 a 19/06/2010
XVII Simpósio Internacional de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo

LTR 2010
De 21/06/2010 a 23/06/2010
LTR

GERIATRIA 2010
De 28/07/2010 a 31/07/2010
XVII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia

ABTCP-TAPPI 2010
De 04/10/2010 a 06/10/2010
43º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel

CBR 2010
De 09/10/2010 a 11/10/2010
XXXIX Congresso Brasileiro de Radiologia

CIADICYP
De 12/10/2010 a 15/10/2010
XXI Encontro Nacional Tecnicelpa
VI CIADICYP – Congresso Iberoamericano de Investigação em Celulose e Papel

BIOFACH
De 03/11/2010 a 05/11/2010
Biofach América Latina

Viagens de Negócios

Nós nos preocupamos com todos os detalhes da viagem para que sua empresa possa dedicar-se inteiramente aos negócios.
Equipe de profissionais com larga experiência, atendimento sob medida, tecnologia avançada em sistemas de reservas, conhecimento do mercado nacional e internacional, segurança nas informações, eficiência nos sistemas de controle e faturamento, agilidade na velocidade do mundo globalizado – estas são características do nosso atendimento em regime de contas-correntes, especialmente voltado para empresas com demanda regular por serviços.
Viagens Corporativas
Relatórios e Faturas

PASSAGENS

Passagens aéreas
reservas “on-line” com acesso a tarifas promocionais e oferta de vôos em tempo real, disponibilizadas por todas as transportadoras aéreas ao redor do Mundo;
acordo comercial para emissão direta com praticamente todas as empresas transportadoras, o que permite maior agilidade na confirmação de reservas e emissão de bilhetes;
emissão de bilhete eletrônico, ordem de passagem ou bilhete físico, segundo as necessidades e características de cada itinerário;
filiação ao IATA-BSP, o que permite a manutenção de estoque próprio de bilhetes físicos e velocidade nas emissões de passagens nacionais e internacionais;
negociação de condições especiais de fornecimento em função do perfil de consumo do cliente;
possibilidade da utilização da conta EBTA – American Express para despesas com transporte aéreo;
Passagens rodoviárias e ferroviárias
seleção das alternativas disponibilizadas no mercado e intermedia ção na compra dos bilhetes;

HOSPEDAGEM

Reserva de hospedagem
amplo conhecimento do mercado nacional e internacional;
estreito relacionamento comercial com as grandes cadeias hoteleiras e com os mais expressivos empreendimentos hoteleiros independentes;
correspondentes pelo Brasil e em todo o Mundo, possibilitando o acesso a um maior leque de opções de hospedagem, às tarifas promocionais locais e possibilitando a negociação de tarifas especiais segundo a necessidade e objetivos do cliente;
manutenção de tarifas-acordo com os meios de hospedagem mais utilizados em cada destino, segundo o perfil de consumo próprio de cada cliente;
emissão de “voucher” próprio para a confirmação das reservas.

LOCAÇÃO DE VEÍCULOS

Locação de automóveis e veículos especiais
estreito relacionamento comercial com as principais locadoras e redes de locadoras nacionais e internacionais;
acesso a tarifas-acordo e a promoções especiais, inclusive com pontuação em planos de milhagem;
acesso a fornecedores de veículos diferenciados e especiais tais como os blindados, off-roads e veículos adaptados para deficientes físicos;
contrato de leasing para locações internacionais;
emissão de “voucher” próprio para a confirmação das reservas.
Permissão internacional para dirigir
obtenção de permissão internacional para dirigir, hoje obrigatória para muitos países.

OUTROS SERVIÇOS

Suporte em Aeroportos
como parte do nosso atendimento normal, incluímos a assistência profissional nos embarques em vôos internacionais partindo do Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos;
mediante solicitação específica, oferecemos assistência profissional nos embarques em vôos domésticos partindo de São Paulo, e em vôos domésticos e internacionais partindo de outras cidades brasileiras;
utilização dos “Balcões ABAV” nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas em S ão Paulo;
assistência bilíngüe sempre que necessária.
Documentação para viagem
orientação sobre a documentação necessária em viagens para qualquer destino: passaporte, vistos consulares, vacinas, autorizações para menores;
serviço de despachante terceirizado na obtenção da documentação;
seleção entre as várias alternativas disponíveis no mercado e contratação de seguros de viagem e de bagagem para passageiros individuais ou em grupos.
Serviços receptivos e atendimento local
ampla rede de correspondentes, assegurando qualidade nos serviços receptivos e atendimento local em qualquer parte do Brasil e do Mundo;
transporte individual ou em grupo;
operação de passeios e viagens técnicas;
veículos com motorista à disposição;
assistência bilíngüe sempre que necessária.
Administração da conta-corrente
subdivisão da conta-corrente por filiais, centros de custo, plataformas de negócios e produto, segundo a necessidade do cliente;
emissão de relatórios gerenciais customizados para o melhor acompanhamento dos serviços utilizados e custos comprometidos em viagens;
faturamento individualizado por centro de custo;
entrega motorizado de serviços.
Viagens de Lazer

C0m profissionais altamente capacitados técnica e culturalmente, a Mello Faro Turismo presta assistência na montagem e operacionalização do seu programa de viagem.
Você já pensou em explorar a Borgonha ou a Provence, a Toscana ou a Riviera Ligure…, passeie pela Andaluzia, pelo Norte de Portugal, ou até mesmo dirigir na “contra-mão” pela Escócia, ou Nova Zelândia?
Deixe-nos apresentar as nossas sugestões para:

Leasing x Locação
Itinerários mais agradáveis, pitorescos e históricos
A melhor divisão de tempo entre as diversas cidades
O melhor percurso entre as cidades a visitar
As melhores acomodações em Inns, Chateaux, Pousadas, Paradores ou hotéis de charme em todo o mundo
Além da montagem de seu itinerário, a Mello Faro oferece material descritivo das localidades a serem visitadas, com dicas sobre restaurantes, “hot spots”, shows e espetáculos.

PACOTES DE VIAGEM

O conhecimento técnico e de mercado é condição essencial para quem vai adquirir um Pacote de Viagem. Saber escolher a melhor alternativa nem sempre é uma tarefa fácil.
Enquanto uma empresa operadora conhece e oferece apenas os seus próprios produtos, o agente de viagens conhece o mercado na sua totalidade e o produto de todas as operadoras. Somente ele poderá indicar com segurança, o produto certo pelo melhor preço.

A Mello Faro Turismo trabalha em total sintonia com o mercado e possui estreito relacionamento com as boas operadoras que nele atuam. Oferece a assessoria de profissionais experientes e bem informados, sem que para isto voce tenha que pagar mais na compra de um Pacotes de Viagem.

Não se deixe enganar pelas aparências. Consulte um especialista que, de forma isenta, poderá ajudá-lo em sua pesquisa pelo melhor produto e aconselhá-lo quanto às mais confiáveis alternativas disponíveis no mercado.

TOURS PELO BRASIL

A Mello Faro planeja e opera viagens pelo Brasil. Os tours sugeridos atendem aos principais pontos de interesse turístico no Brasil e poderão ser moldados, combinados ou acrescidos de outros destinos de acordo com o especial interesse e mediante solicita ção.

CRUZEIROS MARÍTIMOS

Nenhum outro segmento da Industria do Turismo reveste-se de tanto “glamour” como as viagens marítimas.
Mercado em expansão por todo o mundo, o Cruzeiro Marítimo tem sido a opção de férias e lazer preferida por muitos pois, conjuga de forma harmônica e completa o transporte, a hospedagem, as refeições, a diversão, o esporte e a boa companhia.

Por ser um mercado em expansão, inúmeras são as alternativas disponíveis para embarque nos mais diversos portos espalhados pelo mundo. Longa ou curta duração, sofisticados ou econômicos… cruzeiros marítimos constituem-se sempre numa agradável alternativa de viagem.

Every art is immoral: Uma viagem que vai durar uma página inteira …

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita

Uma viagem que vai durar uma página inteira do meu blog.

Uma viagem inesquecível, que iniciou no dia 08 de Agosto.
Saímos de Santa Isabel e fomos rumo a Minas Gerais, eu, minha avó, meu avô, minha Tia e meu primo. Foram 6 longas horas de viagem, uma viagem muito cansativa com uma simples parada para um esticar de pernas.
Ao chegar lá uma recepção calorosa e enfim estávamos no nosso destino. Descansamos da viagem, mas não dentro de casa e sim com uma boa caminhada no calçadão da Cidade de Juiz de fora. Ao voltarmos para casa um ótimo café nos esperava. Ao terminar o café cada um foi se ajeitar em seus aposentos.
No dia seguinte um café da manhã e mais caminhada, algumas compras de frutas e bolachas. E ao chegarmos a casa fomos nos arrumar para uma festa que nem sabíamos que iria ter, mas nos arrumamos e seguimos rumo à casa de outra tia. Comemos muito, e como comemos, bom-bons, salgados, mini-pizza, uma delicia.

Ao voltarmos pra casa dormimos e no dia seguinte partimos para outra cidade desse mesmo Estado de Minas Gerais, fomos para Itamarati – dessa vez foram só 4 pessoas, eu, minha avó, meu avô e minha Tia meu primo preferir ficar com os avós deles na casa onde estávamos hospedados – ficamos na casa de uma prima que mora na parte rural da cidade, nada melhor que o sossego de uma casa no campo.

Almoçamos e conversamos e depois fomos dormir, pois no outro dia iríamos para mais uma cidade Cataguases onde almoçamos no restaurante de uma outra tia – são muitos os familiares no Estado de Minas Gerais e isso é ótimo, pois nos sentimos em casa – E após o almoço já tivemos que partir, pois ainda tínhamos mais dois parentes para visitar nessa mesma cidade antes de ir rumo a Rio Novo.

Visitamos também uma prima – mas essa visita foi rápida mesmo, pois ainda tínhamos que fazer mais uma visita e pegar a estrada por mais 1h30. Conversamos um pouco e fomos para a casa de uma sobrinha de minha avó que ela não via há muito tempo, só deu tempo de conversar e tomar um cafezinho.

Rumo a Rio Novo uma viagem muito linda, passamos por Descoberto onde nasceu minha avó, passamos por Três Rios e por outras cidades cujo nome não me vem a memória, mas que também são muito bonitas. Algumas paradas para perguntar onde era o caminho certo a seguir, mas nada de tão difícil. Chegamos a casa – onde eu passei alguns momentos muito especiais, onde varri o quintal por causa de uma simples folha que havia caído de uma das muitas arvores que por lá estavam, mas não só esse momento, mas muitos outros, tocadas de violão e passeios pela vizinhança. Mas voltando a viagem fomos recebidos com um delicioso café da tarde e fomos procurar nossos aposentos… Depois de conversarmos dei um passeio até a praça principal que fica a 2 minutos da casa da minha tia para comprar alguns remédios para dor de estômago, e logo que voltei fui para a cama ler um bom livro de depois dormir – porém fiquei até as 11h45min conversando com a minha Tia que dormiu numa casa de casal comigo…

No dia seguinte partimos rumo a Juiz de fora novamente, pois era de lá que sairiamos no dia 15 de Agosto para voltar para Santa Isabel.
Chegando a Juiz de fora nos arrumamos novamente e já saímos para bater perna para comprar as lembrancinhas para os amigos.
Nos dois outros dias em que estivemos por lá não saímos muito, somente para o necessário – algumas comprinhas que ainda faltavam – mas nada que demorasse muito.
Finalmente chega o grande dia de voltarmos para casa, dia 15 de Agosto, acordamos cedo e arrumamos as malas para colocá-las no carro, tomamos um café e recebemos uma visita de despedida de um primo querido e logo depois fomos pegar a estrada, mais 6 horas de viagem com a parada de praxe para comer algo. E logo estávamos em Santa Isabel com uma deliciosa recepção.

É isso pessoal, uma sinopse dessa grande jornada no Estado de Minas Gerais, uma jornada inesquecível para todos que estiveram presente.

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Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita

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