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Profissionais de Saúde – Médicos – Redução do Estômago – Cirurgia …

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  • Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica
  • RODRIGO FABIANO GUEDES LEITE
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    Profissionais de Saúde » Médicos
    Especialidade:
    Cirurgiões, Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (31)33398000

    Avenida Raja Gabáglia, 1002 – Hospital Madre Teresa
    Gutierrez
    Belo Horizonte, MG
    CEP: 30380090

  • Arcris Assistência Médica
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    Cirurgiões, Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (11) 3255-1093

    R Barata Ribeiro, 237 – cj 111
    São Paulo, SP
    CEP: 01308000

  • Centro Médico Cid Pitombo
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    Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (21) 2579-0895

    Rua Visc Silva, 52 – an 10 sl 1003
    Botafogo
    Rio de Janeiro, RJ
    CEP: 22271090

  • Consultório Dr Robson Luís Ferreira de Melo
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    Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (35) 3222-9600

    Rua Da Zica, 202 – c A
    VL Pinto
    Varginha, MG
    CEP: 37010570

  • Instituto Marcio Cafe Centro de Obesidade
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    Especialidade:
    Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (71) 2108-4728

    Av Juracy Magalhães Jr, 2096 – Sl 603
    Rio Vermelho
    Salvador, BA
    CEP: 41940000

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Redução de estômago pode reduzir os riscos de câncer, indica estudo

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Redução de estômago pode reduzir os riscos de câncer, indica estudo.

A cirurgia de redução de estômago, além de permitir que os obesos mórbidos percam mais de 70% do excesso de peso e mantenham um peso mais saudável, pode reduzir seus riscos de desenvolver câncer…
UOL Notícias
A cirurgia de redução de estômago, além de permitir que os obesos mórbidos percam mais de 70% do excesso de peso e mantenham um peso mais saudável, pode reduzir seus riscos de desenvolver câncer, segundo estudo apresentado, neste mês, no encontro anual da American Society for Metabolic & Bariatric Surgery.
Diversos estudos vêm indicando que a obesidade é um sério fator de risco para o desenvolvimento de câncer. E a nova pesquisa da Universidade McGill, no Canadá, mostra que a cirurgia bariátrica pode reduzir, em mais de 80%, os riscos de câncer em obesos mórbidos.
No estudo, os pesquisadores compararam 1035 obesos mórbidos que se submeteram ao procedimento cirúrgico para redução do estômago com 5746 pacientes com o mesmo peso, mas que não passaram pela operação. E observaram que o primeiro grupo apresentou 85% menos diagnósticos de câncer de mama e 70% menos câncer de cólon e pancreático, além de menos casos de outros tipos de câncer do que aqueles que não fizeram a cirurgia.
“A relação entre obesidade e muitas formas de câncer é bem estabelecida” disse o Dr. Nicolas Christou, líder do estudo, acrescentando que “este é um dos primeiros estudos a sugerir que a cirurgia bariátrica pode prevenir o risco de câncer para uma porcentagem significativa das pessoas obesas mórbidas”.
De acordo com os autores, a obesidade afeta o corpo de formas múltiplas, por isso uma simples hipótese pode não explicar completamente os resultados. Mas eles acreditam que essa relação pode ser, em parte, explicada pelo fato do excesso de gordura corporal ser responsável por um aumento na produção de hormônios, importante fator de risco para os cânceres de mama e de cólon.
Por isso, a mudança no metabolismo hormonal com a perda de peso explicaria a diminuição na incidência de câncer entre os pacientes que se submeteram ao procedimento cirúrgico.

Como os resultados indicam que “a cirurgia bariátrica é uma ferramenta extremamente eficiente no tratamento da obesidade mórbida e suas conseqüências”, os autores esperam que as autoridades de saúde pública se sensibilizem para a importância do procedimento no combate às doenças associadas à obesidade.

Comentários

2 pessoas comentaram a notícia “Redução de estômago pode reduzir os riscos de câncer, indica estudo”

1° – maria
Data: 6/3/2009 às 13:39:22

Atividade: do lar
Cidade: são gonçalo rj
gostei muito da materia eu pressiso fazer cirugua bariatrica para ter mas saude ja tentei muita coisa.asolução e a cirugia.tenho plano de saude,mas não sei oque fazer .alquem pode me ajuda?

2° – fabíola
Data: 8/2/2010 às 12:36:02

Atividade: autonoma
Cidade: salvador
acabei um tratamento de cancer de mama, será que posse fazer a redução de estomago????

Faustão fez cirurgia de redução de estômago e espera perder até 35 kg

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Faustão fez cirurgia de redução de estômago e espera perder até 35 kg


Foto do Faustão - Apresentador fez cirurgia de redução de  estômago

Durante o programa “Domingão do Faustão” deste domingo, Fausto Silva, 59, falou sobre o procedimento que se submeteu no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, no dia 22 de julho.Segundo o apresentador, ele fez uma cirurgia bariátrica.

“Eu não só resolvo esses problemas causados pela diabetes e pela pressão alta como vou emagrecer de 20 a 30, 35 kg”, disse.

O apresentador ainda declarou que não pretende fazer apologia à redução de estômago e lembrou da importância de fazer os exames, para quem está interessado em fazer a cirurgia.

“O pós-operatório não é mole, precisa estar com a cabeça muito preparada”, aconselhou.

Faustão disse ainda que resolveu falar sobre o assunto para dar uma satisfação aos telespectadores.

Com bom humor, ele brincou dizendo que as bailarinas do programa vão trabalhar mais felizes, pois ele vai emagrecer e elas terão mais espaço no palco.

Outra versão

Na época da internação, a assessoria de imprensa do artista divulgou que ele havia feito somente uma videolaparoscopia, procedimento em que uma incisão é feita no abdome do paciente para a passagem de um tubo com uma câmera, permitindo ao cirurgião visualizar e extirpar pedras na vesícula.

Deu na GazetaWeb

.: Cirurgia Bariátrica: Qualidade de Vida aos Portadores …

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Cirurgia Bariátrica: Qualidade de Vida aos Portadores Diabéticos do Tipo 2

Cirurgia Bariátrica: Qualidade de Vida aos Portadores Diabéticos do Tipo 2
A medicina estuda a melhora da qualidade de vida de pacientes com doenças praticamente sem esperanças de cura. Dentro desta situação se enquadra o Diabetes tipo 2 e a evolução das cirurgias bariátricas, especialmente o By Pass Gastrointestinal com Y de Roux, como alternativa de tratamento para esta doença grave e considerada incurável.
A cirurgia de remoção de estômago teve seu início no século 19. O Dr. Cesar Roux, um dos pioneiros nesta operação, realizou a primeira cirurgia em 25 de maio de 1893. A partir desta data começou a ser utilizada a técnica do “Y” de Roux em pacientes com enfermidades como cânceres entre outras doenças do aparelho digestivo. Hoje no século 21 possuem outras nomenclaturas e adaptações sendo utilizadas para tratar, controlar ou reduzir o desenvolvimento de doenças que levariam o paciente a um triste final. A descoberta da aplicação para pacientes de diabetes foi ocasional. Com esta técnica começaram a desenvolver outras modalidades, que ainda hoje são bastante usadas nas cirurgias partindo sempre do principio do “Y” de Roux.
A PUCRS, no núcleo do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas, realiza pesquisas na área da cirurgia bariátrica e metabólica resultados da primeira série de cirurgias em diabéticos tipo 2, realizadas entre 2000 e 2007, aprovada em protocolo pelo Comitê de Ética da PUCRS (CEP), em pacientes com obesidade (índice de massa corporal acima 35 kg/m²) já publicada em revista internacional (Obesity Surgery)em 2008. Já para pessoas com IMC entre 25 e 35 Kg/mfoi iniciado protocolo também aprovado pelo CEP , Conselho de Bioética da Universidade e registrado no CONEP (órgão nacional que regula estudos deste tipo) e já foram operados 12 pacientes, nove tiveram alta hospitalar sem uso de medicamentos para o diabetes e os outros tiveram melhora significativa. Metade deles utilizava insulina a menos de uma década. Foram submetidos a técnica denominada Bypass gastrointestinal em Y de Roux por via laparoscópica (menos invasiva), ou aberta (corte no abdômen de 10 a 12 cm) que consiste na separação do estomago em duas partes e a realização de um desvio intestinal com o Y de Roux.
“Os resultados demonstram que o impacto da operação na doença ocorre na maioria das vezes em pouco espaço de tempo, independente da quantidade de peso que o paciente perde”, destaca o coordenador do protocolo e diretor do COM, Cláudio Mottin. De acordo com Mottin, o Centro é o primeiro do país a estar em conformidade com as exigências legais, éticas e bioéticas para a realização desta cirurgia em diabéticos dentro de protocolo clínico. “A cirurgia que realizamos é padronizada e aprovada pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Federal de Medicina para pacientes obesos acima de 35 kg/m², além de ter outras indicações, como nos casos de câncer gástrico e outras patologias do tubo digestivo. “A única diferença no protocolo é que o Bypass está sendo realizado com pacientes de IMC mais baixo”.
Para um paciente submeter a uma cirurgia e obter resultados positivos, deverá haver mudanças e melhorias tanto na condição de vida do dia a dia, como na transformação de massa corpórea levando o individuo hoje com obesidade ou sobre-peso que tem distribuição de gordura acima do normal numa pessoa com a relação gordura-músculo adequada o que o que é o conceito mais moderno de excesso de gordura. Nos DM 2 e em alguns casos quase a remissão total. Agora é importante salientar que para o paciente portador do diabetes tipo 2 ter resultados deve se submeter a uma avaliação rigorosa e ter os Pré requisitos que o classificam para a realização da operação. Atualmente por ter resultados com evidência comprovada, pode ser realizada em uma instituição diferenciada e por equipe com profissionais com equipe multidisciplinar completa que podem oferecer todo o suporte necessário.
Segundo Dr. Mottin, a população em geral não é submetida aos exames mais aprofundados de diagnóstico que identificam o diabetes com condição de ter bom resultado. Deve-se compreender que diabetes é muitas vezes hereditário, e quando não tratada precocemente mais difícil se torna a resolução ou controle da mesma. Para a cirurgia metabólica do Diabetes tipo 2, o paciente deve ter de 18 a 65 anos. E se submeter a exames que identifiquem ser realmente diabético tipo 2. Pré-diabetes; O individuo com propensão a obesidade deve procurar fazer uma consulta médica onde já a partir desta, são necessárias mudanças de hábitos alimentares e estilo de vida além das avaliações adequadas para a definição da doença. Em muitos casos são detectados a pré-disposição do diabetes. Pessoas com menos excesso de peso também podem apresentar diabetes e sem saber descompensada. Pessoas acima dos 40 anos devem se submeter a exames. Existem estudos que comprovam que pessoas acima do peso tem mais chance de adquirir a diabetes e por desconhecimento e alimentando-se inadequadamente isso é ainda pior. Existem várias etapas que o paciente deve seguir antes da intervenção cirúrgica. O paciente deve submeter-se a determinados exames pré-operatórios como o acompanhamento endocrinológico, psiquiátrico e orientação nutricional, que neste caso, passam a ser fundamentais para o sucesso desta operação. A manutenção e acompanhamento pós operatório, reuniões do grupo de apoio e a orientação passo a passo através dos especialistas de diabetes e de obesidade e da síndrome metabólica. Além de um termo de consentimento informado fundamentado na resolução 196 e em outras normas do CFM e Ministério da SaúdeDr. Cláudio Corá Mottin (Dr. Mottin) ( foto)
(Cirurgião)- Diretor técnico e coordenador cirúrgico do COM/HSL/PUCRS;
- Professor da Graduação e Pós- graduação da FAMED PUCRS
- Doutor em Cirurgia;- Titular da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica);- Titular do CBC (Colégio Brasileiro de Cirurgia);- Titular da SOBRACIL (Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica);- Doutor em Cirurgia;O Dr. Claudio Corá Mottin, Diretor Técnico e Coordenador Cirúrgico do COM/ HSL/ PURCS, concedeu essa entrevista exclusiva para a divulgação em jornais do interior através da jornalista Clara Schestatsky – Jornais da região do Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari. Matéria contendo dados da assessoria de imprensa do Hospital São Lucas e mais complementação a partir de redação própria. Para esclarecimento ao público em geral.
Clara Schestatsky. Resisada e aprovada a matéria pelo Dr. Claudio Corá Mottin

O morro de Sao Paulo – 25 anos da Cirurgia Bariátrica no Brasil

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25 anos da Cirurgia Bariátrica no Brasil
Boa noite!
Pois é, ainda não fez uma década comigo trabalhando com os pacientes em pré e pós operatório e já estamos completando 25 anos de história!
A matéria abaixo eu deixo levemente comentada em negrito, como sempre!!!!
A obesidade é a segunda causa de morte passível de prevenção (é o que eu sempre digo: melhor prevenir do que remediar! Se a gente aqui no Brasil tivesse estrutura para já tratar o sobrepeso, a obesidade “leve”, poderíamos ter menos mortes por infarto e diabetes, por exemplo!).
Para combatê-la, um dos métodos utilizados é a cirurgia bariátrica, conhecida pelo público leigo como redução de estômago, que visa a reduzir o peso, melhorar as comorbidades a ela relacionadas, como diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono e, consequentemente, trazer mais qualidade à vida do indivíduo.
Os procedimentos são vários, todos distintos e estão popularizando-se a cada dia. Prova disso é o aumento na quantidade de procedimentos realizados em todo o mundo. Para se ter uma ideia, enquanto em 1998, nos Estados Unidos, foram realizadas 13.365 cirurgias deste tipo, o número subiu para 200 mil em 2007. Mas isso não significa que todo paciente com sobrepeso pode submeter-se à operação. Existem determinações legais que indicam sua realização apenas em pacientes com IMC acima de 35, com obesidade grau 2 (pra quem não sabe, o IMC é o Índice de Massa Corporal, calculado a partir do peso em quilos dividido pelo quadrado da altura em metros. Exemplo: se um paciente tem 123kg e 1,64m a conta fica: 123/1,64 X 1,64 = 45,73). Abaixo disto, podem ser realizadas em condições especiais, mas a princípio, devem ser tentadas outras formas de tratamento (atividade física, alimentação saudável, tratamento clínico multidisciplinar! É sempre importante tentar perder peso pela maneira “convencional”, pois é necessário ter força de vontade tanto dentro do tratamento convencional como com a cirurgia. Não é porque vai se fazer uma cirurgia que a dedicação, perseverança, prudência ficam para trás! Persistir sempre!).
Conheça as técnicas
As técnicas mais utilizadas atualmente são as cirurgias restritivas, que impedem o indivíduo de comer muito devido ao uso de um anel que restringe o estômago; as mal-absortivas, que não processa o alimento adequadamente, havendo perda de calorias e nutrientes nas fezes; e as mistas, que aliam os dois mecanismos (estas últimas consideradas padrão ouro da cirurgia bariátrica).
Pré e pós-operatório
Antes da cirurgia, cada paciente é avaliado de forma individualizada. Para os jovens, com obesidade mórbida simples e sem comorbidades, o preparo cirúrgico é relativamente simples. As complexidades existem à medida que o peso aumenta muito, assim como a idade, além das restrições respiratórias e as doenças associadas. Em geral, utilizar os protocolos de maneira generalizada acarreta em aumento de custos, uma vez que cada paciente deve receber aquilo que necessita (tem pacientes que precisam perder peso antes da cirurgia ou que precisam controlar melhor o diabetes ou a pressão arterial antes de operar. Ainda existem os casos em que é necessário corrigir anemia, deficiência de vitaminas mesmo antes de operar. Realmente cada caso é um caso e é muito importante avaliar cada pessoa com cuidado antes de indicar a cirurgia, que é considerada de grande porte).
Após a cirurgia, todo o paciente necessita de acompanhamento, o que varia é a frequência. Aqueles com modelos mais mal-absortivos precisam de observação contínua com suplementação de vitaminas e minerais mais intensa, enquanto os que não apresentam forte restrição nem má absorção normalmente têm perfis nutricionais mais saudáveis e estáveis; o que varia é com quem esse paciente deve ser acompanhado mais de perto. O componente alimentar nas cirurgias restritivas é muitas vezes o tendão de Aquiles na perda de peso. Por isso esses pacientes devem ser acompanhados mais de perto por nutricionistas. Outros pacientes possuem questões psicológicas que precisam ser resolvidas ou ao menos minimizadas ao longo do processo de perda de peso para se obter sucesso a longo prazo. O que é importante lembrar é que qualquer que seja a técnica cirúrgica, é imprescindível passar com o nutricionista pelo menos uma vez antes de operar e acompanhar no primeiro ano pós operatório com maior frequência.
Como nutrir?
Para a nutricionista que atende o paciente no pós-operatório é fundamental saber as diferenças entre os diversos procedimentos, tratando-os de forma individualizada (inquestionável! Isso é básico!!!). As complicações tardias mais frequentes, diretamente causada pelas cirurgias bariátricas, são de vertentes nutricionais (por isso que o acompanhamento no primeiro ano com nutricionista é tão importante!!!). Osteoporose, deficiência de elementos do complexo B, deficiência sub-clínica de zinco. A deficiência de vitamina D e vitamina A são descobertas bem recentes… não nos abandonem! Tenham qualidade de vida após a cirurgia!!!
Fontes:
Consenso bariátrico, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica: http://www.sbcb.org.br/pacientes_consenso_bariatrico.php.
Cirurgia Bariátrica no Âmbito do Sistema Único de Saúde: Tendências, Custos e Complicações: http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2917.
Nutritotal: www.nutritotal.com.br
Postado por AMANDA LOBO

Pesquisa mapeia resultados da cirurgia bariátrica no Brasil – O Morro de São Paulo

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Pesquisa mapeia resultados da cirurgia bariátrica no Brasil

O Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS está à frente de uma das maiores pesquisas cirúrgicas já realizadas no país, com apoio do Ministério da Saúde. O trabalho que começa a ser realizado neste semestre é inédito e pretende avaliar os resultados da cirurgia bariátrica no Brasil.

A primeira reunião do grupo foi coordenada pelo diretor do centro, Cláudio Mottin, durante o 10º Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, no último mês de novembro, em Recife (PE), e contou com representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde.

Especialistas identificam, atualmente, uma epidemia global de obesidade. No Brasil, estudos mostram que o número de casos vem crescendo, atingindo 40% da população adulta – cerca de 60 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, 2,8% dos homens e 6,9% das mulheres são obesos mórbidos. De acordo com Mottin, o panorama brasileiro ainda não tem dados tão específicos sobre a população ou o impacto da cirurgia na saúde pública, já que o problema está associado a doenças cardiovasculares.

Saiba mais
> Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 15 capitais mostra Porto Alegre em segundo lugar no ranking das cidades com maior número de obesos (45,1%).
> O custo da intervenção cirúrgica varia de R$ 15 mil a R$ 25 mil. Dos 25 mil procedimentos feitos em 2008, apenas 2,7 mil foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente precisa de acompanhamento multidisciplinar nos períodos pré e pós-operatório.
> Levantamento do IBGE revela que mais de 50% dos homens de Porto Alegre estão acima do peso ideal, e cerca de 11% deles são obesos. As principais causas do aumento de peso, segundo a pesquisa, são a falta de atividade física e o intenso consumo de alimentos gordurosos, como, por exemplo, a carne e o bacon.
> O cirurgião Cláudio Mottin destaca que, com alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares, é possível diminuir de 5% a 10% do peso, melhorar os fatores de risco e a saúde como um todo. Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ajudar, mas os pacientes devem ser acompanhados por um médico.

Cirurgia Laparoscópica

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A cirurgia laparoscópica surgiu no Brasil em meados de 1990 e desde então tem tido cada vez mais indicações com excelentes resultados, incluindo a retirada da vesícula, correção de hérnia do hiato e, mais recentemente, as cirurgias bariátricas para o tratamento da obesidade.

Para a realização de uma operação por laparoscopia são realizadas algumas pequenas incisões de 0,5 a 1,2 cm. Insufla-se a cavidade abdominal com gás carbônico, criando assim espaço dentro dela para que o cirurgião possa trabalhar com o auxílio de uma videocâmara, instrumentos e grampeadores especiais. No entanto, a ausência de grandes cortes no abdômen não é a única grande vantagem da laparoscopia. Secundariamente às pequenas incisões, existe menor manipulação dos órgãos intracavitários e, conseqüentemente, a agressão cirúrgica é menor, acarretando enormes vantagens desse método quando comparado com a cirurgia convencional. A esses benefícios soma-se a menor intensidade da dor pós-operatória, medida diretamente pela menor quantidade de analgésicos consumida pelos pacientes no pós-operatório e, coroando as vantagens, a alta hospitalar mais precoce e o retorno mais rápido às atividades diárias.

Visto isso, a laparoscopia só tem vantagens? Obviamente não. A insuflação de gás carbônico no abdômen pode provocar alterações no organismo, mas essas são facilmente controláveis, efêmeras e reversíveis, principalmente se a equipe cirúrgica contar com um bom anestesista. Embora ainda possam existir limitações técnicas e anatômicas que dificultem a cirurgia laparoscópica, essas situações são cada vez menos freqüentes (mas ainda possíveis) com o passar do tempo e melhor treinamento do cirurgião.

Falando então da laparoscopia no tratamento da obesidade mórbida, observamos a tendência e consenso mundial comprovado em diversos estudos de que a perda de peso é semelhante na laparoscópica e convencional (em alguns trabalhos até melhor), com menor tempo de internação, menor intensidade de dor e índices de complicações iguais ou menores e com a vantagem da ausência de corte grande no abdômen. As hérnias dos cortes (hérnias incisionais) acontecem em até 30% das operações convencionais em obesos mórbidos, enquanto que na laparoscopia, como as incisões são diminutas, elas são bem menos freqüentes (0,2%).

A laparoscopia veio para ficar e cada vez mais será realizada para o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida e superobesidade. Após anestesia geral, utiliza-se normalmente 5 punções que variam de 0,5 a 1,2 cm. Os passos principais do bypass são a confecção do pequeno reservatório gástrico, que, em nossa prática, tem sido feita com o auxílio de endoscopia intra-operatória, e a interposição da alça intestinal entre o novo estômago e a continuidade do trajeto dos alimentos. Para isso são utilizados grampeadores e instrumentos especiais. A gastroplastia com bypass em Y de Roux por laparoscopia é uma operação difícil e somente cirurgiões bem treinados devem se propor a realizá-la.

Hoje, após muitos casos operados, o tempo médio de duração da operação é de 90 a 100 minutos e o índice de conversão para cirurgia aberta com incisão é baixo (2%). A média de internação hospitalar tem sido de 36 horas e o paciente alimenta-se com líquidos no primeiro dia de pós-operatório. A dor no pós-operatório de cirurgias laparoscópicas é de menor intensidade que das operações convencionais e tem fácil controle com analgésicos comuns.

A obesidade é uma doença epidêmica. Tem-se buscado soluções para a obesidade mórbida, que é de conhecimento geral causadora de morte e de doenças severas. Porém, o que é colhido nessa população de obesos severos (IMC maior que 35 com doenças associadas ou maior que 39, ou finalmente 40 kg acima do peso ideal) é um índice de insucesso de 95% em qualquer tratamento clínico, seja ele com dietas ou remédios.

Para a adoção de qualquer terapia médica, principalmente a cirúrgica, deve-se pesar muito equilibradamente o risco operatório versus o risco da doença a ser tratada. Na obesidade severa, é indubitável e estatisticamente comprovado que o risco da doença é infinitamente maior que os potenciais riscos do tratamento operatório.

O tratamento cirúrgico é a melhor opção hoje. Existem diversas opções adequadas para cada paciente. Porém, tem ficado cada vez mais claro que o acesso laparoscópico é o mais benéfico para o paciente, já que são reduzidos o tempo de internação, a dor e o período de afastamento das atividades diárias. As complicações do tratamento cirúrgico laparoscópico da obesidade são hoje menores que aquelas da cirurgia convencional, desde que ela seja realizada por equipe experiente.

Dentre as opções hoje no arsenal cirúrgico, contam principalmente 2 técnicas, a da banda gástrica ajustável, que é uma operação puramente restritiva, isto é não leva a nenhuma má absorção de nutrientes e o bypass gástrico em Y de Roux, que tem papel restritivo da câmara gástrica, associado a certo grau de má absorção de gorduras e carboidratos. A primeira, ainda não aprovada pelo Ministério da Saúde do Brasil e pelo FDA dos EUA, é uma opção que, apesar de ter menor porte operatório, acarreta, em boa parte dos pacientes, perda de peso limitada, cerca de 15 a 25% do peso em 12-18 meses, às custas de controles e insuflações periódicas da mesma para restrição gástrica. É uma opção com limites de indicação cirúrgica, por não dispormos ainda de dados que assegurem sua eficiência. Podem ocorrer algumas complicações severas no pós-operatório das bandas gástricas, como escorregamento da banda, erosão de estômago, esôfago, infecção do local de insuflação, vômitos e desconforto, além da falha na perda ponderal.

O Bypass Laparoscópico tem resultados excelentes no que tange à perda ponderal, com média de 30-40% do peso ou 70-80% do sobrepeso entre 12 e 18 meses. Complicações severas existem, mas são infreqüentes, como vazamentos das costuras entre o estômago e o intestino. Quando comparado com o bypass convencional, além de essencialmente serem as mesmas operações, a laparoscopia conta com virtualmente 0 (ZERO) complicações de incisão cirúrgica, já que elas são pequenas (de 0,5 a 11 mm). A cirurgia convencional tem cerca de 15 a 30% de hérnias na incisão cirúrgica além de tempo maior de hospitalização. Na laparoscopia ele é de em média 48 horas.

Falando-se de tempo de inatividade, as operações convencionais afastam o paciente em média de 2 a 3 semanas, enquanto que nas operações laparoscópicas a média de retorno às atividades é de 7 dias.

É consenso mundial que o tratamento cirúrgico da obesidade tem como futuro a via laparoscópica. A quase total substituição das grandes incisões só será mais lenta, por exemplo, do que foi a adoção da videolaparoscopia para a retirada da vesícula biliar (hoje nos EUA cerca de 96% das retiradas de vesícula são laparoscópicas) porque trata-se de cirurgia complexa e avançada, que tem curva de aprendizado lenta. Por isso é fundamental deixar bem claro que o tratamento cirúrgico por laparoscopia da obesidade é seguro e que tem excelentes resultados, desde que seja realizado por cirurgião treinado em laparoscopia avançada.

OBESIDADE MÓRBIDA

Hormônio PYY3-36 – Artigo escrito pelo endocrinologista Geraldo Medeiros
http://www.gordoabsolvido.com.br/guia_saude/guia_saude.html

Obesidade e co-morbidades – Equipe da Dra Maria Teresa Zanella (professora titular de Endocrinologia da UNIFESP)
http://www.rimehipertensao.com.br/obesidade.htm

PYY3-36, grelina e leptina – Artigo escrito pelo endocrinologista Geraldo Medeiros
http://www.gordoabsolvido.com.br/noticias/noticias.asp?id=1

Por que o obeso deve ser absolvido da culpa de ser gordo? Causas genéticas da obesidade – escrito pelo endocrinologista Geraldo Medeiros
http://www.gordoabsolvido.com.br/gordo_absolvido/gordo_absolvido.html

Morbid Obesity – What is morbid obesity
http://www.spotlighthealth.com/morbid_obesity/obesity_overview/what_is_morbid_obesity.html

Statistics related to overweight and obesity – Diabetes, hypertension, high blood cholesterol, cancer and mortality rate
http://www.niddk.nih.gov/health/nutrit/pubs/statobes.htm#other

Obesity-Online – A multi-disciplinary forum for research and treatment of massive obesity, including plastics, psychiatry, endocrinology, nutrition, nursing, dietetics and allied health
http://www.obesity-online.com/

Association for Morbid Obesity Support – Peer support and resources for morbid obesity and bariatric surgery

http://www.obesityhelp.com/morbidobesity/

ASPECTOS PSICOLÓGICOS

Aspectos psicológicos da obesidade mórbida: Alterações do comportamento alimentar, ansiedade, depressão e imagem corporal em pacientes com obesidade grau III – Artigo publicado na ABESO

http://www.abeso.org.br/revista/revista9/alteracoes.htm

Depressão Grave afeta 84% dos Obesos – Artigo do grupo de pesquisas da Unifesp

http://www.prometeu.com.br/noticia.asp?cod=106

Transtornos emocionais são inimigos na luta contra a obesidade Artigo sobre a pesquisa de mestrado da psicóloga Maria Isabel de Matos

http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed157/pesq7.htm

Compulsive eating and gastric bypass surgery: what does hunger have to do with it? – By Saunders R. – Dec 2001

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=11775577&dopt=Abstract

From the “pleasant fat person” to Stigma and to the “post-operation  slim person” – By Elisabeth Ardelt, Phychologisches Institut der Universität  Salzburg, Austria

http://www.obesity-online.com/article/ardelt.htm

CIRURGIA DE OBESIDADE

Laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass for the treatment of morbid obesity

By Ricardo Vitor Cohen , José Carlos Pinheiro Filho, Carlos Aurélio Schiavon, José Luis Lopes Correa, Philip R Schauer – June 2002

http://www.medigraphic.com/ingles/i-htms/i-endosco/i-ce2002/i-ce02-2/im-ce022c.htm

Bypass gástrico em Y de Roux: – Cirurgia minimamente invasiva para obesidade mórbida tem resultados favoráveis – Artigo publicado no Annals of Surgery em 16/10/2000

http://www.emedix.com.br/not2000/00out16upmc-mis-obesidade.shtml

American Obesity Society – Types of obesity surgery, general benefits and general risks

http://www.obesity.org/education/advisor.shtml#3

American Society for Bariatric Surgery – Rationale for the surgical treatment of morbid obesity

http://www.asbs.org/html/rationale/rationale.html

BAROS: an effective system to evaluate the results of patients after bariatric surgery

By Wolf AM, Falcone AR, Kortner B, Kuhlmann HW

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=11054250&dopt=Abstract

The Moorehead-Ardelt Quality of life Questionnaire (M-A QoLQ)

http://www.drmoorehead.com/index2.html

Bariatric surgery controversy – There is no “ideal” surgery

http://clos.net/controversy_in_surgery.htm

Bariatric surgery for severer obesity – By Sugerman HJ

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=11851201&dopt=Abstract

Complications occurred within 30 days following surgical treatment for severe obesity – Twenty-six active International Bariatric Surgery Registry members contributed data for the IBSR Winter 2000-2001 Pooled Report

http://www.asbs.org/html/rationale/rationale.html

Evolution of operative procedures for the management of morbid obesity 1950-2000 By Buchwald H, Buchwald JN

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=12448398&dopt=Abstract

Gastric bypass in patients with BMI < 40 but > 32 without life-threatening co-morbidities: preliminary report By Fobi M, Lee H, Igwe D, Felahy B, James E, Stanczyk M, Fobi N

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=11868299&dopt=Abstract

International Federation for the Surgery of Obesity – IFSO Statement on morbid obesity and its treatment

http://www.obesity-online.com/ifso/

Obesity Surgery Journal Website – Official Journal of American Society for Bariatric Surgery, International Federation for the Surgery of Obesity

http://www.obesitysurgery.com/

The risks of weight loss surgery – Relatively safe, but still a major operation

http://clos.net/risks.htm

The short term and long term complications of weight loss surgery – Relatively safe, but still a major operation

http://clos.net/complications/complications.htm

The story of surgery for obesity – From the first bariatric operation (amended 2002)

http://www.asbs.org/html/story/chapter1.html

Laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass – By Suter M, Giusti V, Heraief E, Zysset F, Calmes JM – Feb 2003

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=12582767&dopt=Abstract

Laparoscopic management of complications following laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass for morbid obesity By Papasavas PK, Caushaj PF, McCormick JT, Quinlin RF, Hayetian FD, Maurer J, Kelly JJ, Gagne DJ – Feb 2003

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=12582772&dopt=Abstract

Outcomes after laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass for morbid obesity By Philip R. Schauer, Sayeed Ikramuddin, William Gourash, Ramesh Ramanathan and James Luketich -  Oct 2000

http://www.upmc.edu/obesitysurgery/presentations/gastricBypass.pdf

Obesity Surgery Journal – Official journal of the International Federation for the Surgery of Obesity – (IFSO) and of the American Society for Bariatric Surgery (ASBS)

http://www.obesitysurgery.com

American Society for Bariatric Surgery – Organization with educational and support programs for surgeons and allied – health professionals

http://www.asbs.org/

Sociedad Española de la Cirurgía de la Obesidad – S.E.C.O. – Sociedad científica fundada por dirurjanos españoles dedicados – especialmente al tratamiento de pacientes con obesidad clínicamente severa.

http://www.seco.org

REEDUCAÇÃO ALIMENTAR

Dietnet – Vitaminas e minerais, pirâmide alimentar, receitas, etc

http://www.dietnet.com.br

Tabela Brasileira de Composição de Alimentos – Projeto Integrado de Composição de Alimentos: Banco de dados contendo informações sobre valores, nutrientes e alimentos específicos

http://www.fcf.usp.br/tabela/tbcamenu.php

Tabela de Composição Química dos Alimentos – UNIFESP

http://www.unifesp.br/dis/servicos/nutri/

Nutrient Data Laboratory – Informações em inglês sobre o valor nutritivo dos alimentos

http://www.nal.usda.gov/fnic/foodcomp/

SAÚDE E EXERCÍCIOS:

GEASE – Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercício Site contendo artigos sobre ganhos de massa muscular, alimentação, fisiologia, treinamento, etc

http://www.gease.pro.br/

OUTRAS CIRURGIAS

Hérnia do Hiato e Esofagite por Refluxo

A sensação de queimação no epigástrio, que se irradia para o tórax e o empachamento que piora com determinados alimentos e quando o paciente se deita, são características do quadro do portador de hérnia do hiato.

É uma doença que tem como causa, o alargamento da passagem do esôfago do tórax para o abdômen (o hiato esofágico) e a migração de parte do estômago para o tórax, levando ao refluxo do ácido gástrico para o esôfago, provocando a esofagite, que é o causador dos sintomas.

O tratamento inicial é basicamente clínico. Consiste em medidas de reeducação alimentar, seja da qualidade dos alimentos até orientação de como se portar após as refeições (não deitar , etc.) associado a medicações que estimulem o esôfago a se livrar do ácido refluído e de medicações que inibam ao máximo a secreção ácida do estômago com a finalidade de diminuir as conseqüências do refluxo gastro-esofageano. Porém, essas medidas não trazem benefício em cerca de 40 % dos pacientes, ou pelo menos controlam por pouco tempo os sintomas, levando o paciente a tratar o problema várias vezes ao ano, trazendo além do desconforto, desvantagens econômicas com o gasto em medicações caras.

Desde 1991, realiza-se com sucesso a correção videolaparoscópica da hérnia do hiato. A videolaparoscopia consiste, após anestesia geral, na introdução de microcâmera no abdômen e com punções que variam de 0,2 a 1,2 cm são utilizados instrumentos especiais e com a visualização através de um monitor de alta resolução o procedimento cirúrgico é completado com segurança.

A operação se fundamenta no fechamento do hiato e a confecção de válvula utilizando-se o próprio estômago para impedir o refluxo ácido e propiciar a cicatrização da esofagite.

A grande vantagem do tratamento por videolaparoscopia reside no fato que a cirurgia é de pouca agressividade e invasão ao paciente, permitindo alta hospitalar precoce (1 dia de internação) e retorno às atividades de trabalho em 5 a 7 dias. O insucesso do tratamento cirúrgico da hérnia do hiato e esofagite por refluxo é em média de 0,9% em 10 anos, de acordo com literatura médica nacional e internacional.

Tratamento videolaparoscópico das hérnias inguinais

As hérnias da região inguinal (virilha) são a segunda causa de indicação cirúrgica em consultórios e serviços de cirurgia. Afetam população jovem e produtiva e se manifesta com dor e abaulamento aos esforços. Toda hérnia inguinal tem indicação cirúrgica, pois as complicações (encarceramento e estrangulamento) podem ser fatais e devem ser evitadas.

Na população adulta, existe consenso mundial que para seu tratamento, telas sintéticas devem ser utilizadas. São de material sintético (polipropileno) e inertes.

Porque telas?

Vários estudos nacionais e internacionais provaram que se utilizarmos tecidos próprios do paciente para a correção da hérnia, a chance dela voltar em 10 anos é de 20 a 30%, enquanto que se as telas sintéticas forem utilizadas as recidivas caem para 0,7 a 1,5%.

As hérnias podem ser tratadas hoje, empregando-se as telas, de duas maneiras: – cirurgia convencional ou videolaparoscópica.

Qual a diferença?

Ambas técnicas seguem o princípio das telas, tem índices de recidiva semelhantes. Porém foi comprovado que os pacientes operados por videolaparoscopia voltam mais rapidamente ao trabalho e tem menor intensidade de dor.

É de consenso que as hérnias bilaterais e as recidivadas (isto é, aquelas que já foram operadas no passado e voltaram) têm muito melhor resultado quando operadas por videolaparoscopia.

Quando se pensa em hérnias inguinais no alvorecer do novo século, deve-se sempre associar seu tratamento a telas sintéticas e na grande parte dos casos à videolaparoscopia.


Cirurgia bariátrica. O que é isso? – o morro de sao paulo > Obesidade

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde

Cirurgia bariátrica. O que é isso?

O que é cirurgia bariátrica?

Em alguns casos mais graves, as mudanças alimentares e a prática de atividades físicas são impossíveis de serem implementadas. Nestas situações, apenas uma intervenção médica mais efetiva, como a cirurgia bariática (cirurgia para redução do tamanho do estômago1), deve resolver o problema. A maioria desses casos são aqueles em que o índice de massa corporal2 (IMC) atinge valores superiores a 40 kg/m².

Nestes obesos, os inúmeros tratamentos e a oscilação ponderal, além do potencial genético, agravam o quadro clínico.

As doenças associadas à obesidade3 grau III (hipertensão arterial4 , artropatias, dislipidemias, diabetes5 , disfunções respiratórias, etc), geraram o termo “obesidade mórbida”, que deve ser abandonado.

Existe mais de um tipo de cirurgia bariátrica?

Existem dois tipos de cirurgia bariátrica. No primeiro, em que há redução do tamanho do estômago1, existem três variações denominadas: banda vertical ajustável, gastroplastia vertical, gastroplastia vertical com by-pass em y de Roux. Esta última, também chamada Capella ou Fobi-Capella, é a mais utilizada e foi desenvolvida por cirurgiões. Além da restrição causada pela diminuição do volume do estômago1, ocorre uma pequena disabsorção dos alimentos, porque eles deixam de passar pela primeira parte do intestino delgado6.

O segundo tipo é a cirurgia disabsortiva (ou Derivação bilio-pancreática), chamada de cirurgia de Scopinaro. Neste caso, o paciente terá mais liberdade de comer maior quantidade de alimentos, já que não há grande diminuição do estômago1, que fica com 2/3 do seu tamanho original. O que é feito aqui é um grande desvio do alimento, que vai para o intestino grosso7.

Estes pacientes submetidos à gastroplastia redutora devem ser acompanhados, recebendo orientações específicas para elaboração de uma dieta equilibrada. A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, colocando em risco o sucesso da intervenção a longo prazo.

Existem contra-indicações para a realização desta cirurgia como, por exemplo, cirrose8 hepática, algumas doenças renais e psiquiátricas graves, vícios (droga, alcoolismo) e disfunções hormonais. Todas devem ser avaliadas por profissionais com prática e conhecimento aprofundado neste assunto.

Em todos os casos você deverá, obrigatoriamente, ter pleno conhecimento das características, necessidades, riscos e limitações de cada cirurgia. Participe de reuniões com uma equipe multiprofissional e com pacientes já operados para poder ter certeza da sua decisão.

Quais os cuidados a serem tomados antes e após a cirurgia?

Os cuidados a serem tomados antes e após cada cirurgia vão depender de cada caso, mas no geral consistem em avaliações clínico-laboratoriais com exames de sangue9, radiografia de tórax, ultra-sonografia e/ou tomografia do abdômen, avaliação cardiológica, endoscopia10 digestiva com pesquisa de H. Pylori e avaliação da função respiratória (mais aprofundada quanto mais obeso ou complicado seja o caso). Caso o paciente tenha alguma doença que necessite tratamento e controle prévio, a cirurgia será adiada até que se obtenha a melhor condição clínica.

Os obesos que passam por uma cirurgia bariátrica necessitam de orientação nutricional permamente para suplementar a dieta com compostos ricos em proteínas11, vitamina12 B12 e ferro. Cuidados especiais para evitar casos de desnutrição13 após a cirurgia também são necessários.

Após a cirurgia, o paciente já sai do hospital, em média, com menos dois quilos. Nos primeiros meses, a redução no peso chega ser de sete a oito quilos. Os pacientes com quadro de diabetes5 tipo 2 podem precisar reduzir ou interromper o uso de insulina14. A complicação mais difícil de ser tratada é a pressão arterial. Ela demora mais a estabilizar e o paciente não interrompe o uso de medicamentos.

Todos os tipos de tratamento da obesidade3, do mais simples ao mais radical, exigem empenho e determinação. Será sempre necessário um suporte multiprofissional e a adequação da dieta às novas metas a serem alcançadas. Para garantir um bom nível de adesão e o sucesso terapêutico, sua motivação é essencial e pode ser auxiliada por orientações com embasamento técnico e científico de qualidade, ajudando na solução ou diminuição do problema.

Comentários

28/01/2010 16:25 – Comentário feito por Rosalinda
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
Realmente a matéria está bem esclarecedora.

18/01/2010 21:07 – Comentário feito por shirley
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
PARABÈNS, por esse artigo muito bem feito!Para uma pessoa leiga igual a mim ,achei o site muito bem explicado e cheio de informaçôes necessarias para todo o tipo de pessoas a qual precisam ou nao desse tipo de cirurgia.
Ah! se todos fossem assimmm!

31/05/2009 20:22 – Comentário feito por samuel oliveira
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
obrigado pelas informações.. achei muito interansante e vai me ajudar muito a concluir minha faculdade de fisioterapia.valeu mesmo…!

01/05/2009 21:46 – Comentário feito por claudia regina
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
estou interessada no assunto pois pretendo fazer.mas estou insegura.por isso essas informaçoes foram otimas.

29/04/2009 09:16 – Comentário feito por gessy bezerra de araujo
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
Estou pensando em fazer por isso leio tudo, gostei muito a explanação do assunto, onde sempre tiro duvidas.

05/04/2009 19:53 – Comentário feito por milena
Cirurgia bariátrica. O que é isso?

eu achei muito interessante.
e eu fiz um trabalho com essas informaçãoes!
gostei muito*
bjssss 

Dicas da Nutricionista: Terapia Nutricional na Cirurgia Bariátrica

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde

Terapia Nutricional na Cirurgia Bariátrica

A obesidade mórbida é uma síndrome crônica de difícil tratamento. O mesmo geralmente envolve dieta, atividade física, terapia comportamental, uso de medicamentos e, quando tudo isto falha, a cirurgia bariátrica. Esta cirurgia costuma ser indicada para indivíduos com IMC acima de 40kg/m2, que tenham feito tratamento clínico e acompanhamento nutricional por pelo menos 2 anos consecutivos sem sucesso e que apresentem co-morbidades como o diabetes, a pressão arterial elevada, a artrose ou a apnéia do sono. Mesmo optando-se pela cirurgia, o aconselhamento nutricional é muito importante visto que sem uma reeducação alimentar o risco de insucesso e ganho posterior de peso é grande.
A orientação nutricional no período pré-operatório tem como objetivos preparar o paciente para o programa de alimentação do período subseqüente à cirurgia e promover uma reeducação alimentar que possibilite a perda de peso sem que desenvolvam-se deficiências nutricionais.
Dependendo do tipo de técnica cirúrgica adotada o volume inicial aceitado pelo paciente varia entre 50 e 500mL por horário e a consistência da dieta é líquida para que o estômago não seja muito estimulado. Açúcar, gordura e laticínios são excluídos da dieta por aproximadamente 5 dias. Alimentos bem aceitos são água, água de coco, bebidas isotônicas, chás, sucos de frutas naturais coados, caldo de vegetais coados e gelatina diet. Após a primeira semana a dieta evolui e são introduzidos laticínios desnatados, sucos de frutas peneirados, sopa com carne liquidificada, temperos e pudins. Nesta fase os volumes ainda são pequenos e deve-se atentar bastante para a hidratação do paciente. Geralmente permanece-se com esta dieta por mais 15 dias, iniciando-se então uma dieta de transição para uma consistência mais pastosa. Pode-se incluir ovos cozidos moles, biscoitos misturados com leite, frutas raspadas ou amassadas e caldo de feijão.
A dieta pastosa pode ser necessária por mais 15 até 30 dias. É importante que a mastigação seja lenta e cuidadosa, que os líquidos sejam ofertados longe dos horários das refeições e que sejam escolhidos alimentos nutritivos, ricos em cálcio, proteínas, ferro, ácido fólico e vitaminas.
Seguindo-se a este período segue-se a dieta branda, com digestão facilitada pela cocção ou ação mecânica. Por isto excluem-se ainda alimentos muito fibrosos e consistentes e as refeições ainda são bastante fracionadas (6 a 9 vezes ao dia) com volumes pequenos. Esta fase costuma durar outros 15 dias quando o paciente torna-se apto a receber uma alimentação normal, ou aquela da família. Erros alimentares devem ser trabalhados e alimentos ricos em nutrientes devem ser escolhidos.
Na maioria das vezes a suplementação protéica e de vitaminas e minerais é necessária. Converse com seu médico e com seu nutricionista.
Fonte da imagem: http://azlapband.com/db5/00496/azlapband.com/_uimages/plaincolor.jpg

Postado por Andreia Torres

Nutrição e Cirurgia Bariátrica – O Morro

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde

Nutrição e Cirurgia Bariátrica

Após a cirurgia bariátrica, que tem como objetivo principal a melhora da qualidade de vida através da perda de peso, a nutrição tem um papel importante porque a quantidade e o tipo de alimentos a serem consumidos devem ser limitados.

O objetivo do acompanhamento nutricional é buscar o bem estar físico e emocional, através da seleção dos alimentos que contenham os nutrientes mais saudáveis e que estejam adequados às necessidades de cada indivíduo para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição.

De maneira geral, a principal mudança na alimentação após a cirurgia é uma diminuição importante na quantidade de alimentos consumidos diariamente devido a redução do estômago. Porém, outros cuidados com a alimentação são fundamentais. Pode-se dividir o cuidado com a alimentação em cinco fases após a cirurgia:

1º fase – fase da alimentação líquida: esta fase compreende as duas primeiras semanas após a cirurgia e caracteriza-se com uma fase de adaptação. A alimentação é liquida e constituída de pequenos volumes (em torno de 50 mL por refeição) e tem como principal objetivo o repouso gástrico, a adaptação aos pequenos volumes e a hidratação. Como conseqüência da alimentação liquida, a perda de peso é bastante grande nestas duas semanas, devendo-se introduzir o uso de complementos nutricionais específicos para evitar carências de vitaminas e de minerais. A orientação nutricional deverá ser iniciada pelo médico e nutricionista já no hospital, antes da alta hospitalar.

2º fase – fase da evolução de consistência: de acordo com a tolerância e as necessidades individuais, a alimentação vai evoluindo de liquida para pastosa com a introdução de preparações liquidificadas, cremes e papinhas ralas. A evolução de cada paciente é variável de forma que a escolha de cada alimento deve ser acompanhada cuidadosamente para evitar desconforto digestivo como dor, náuseas e vômitos, esta fase tem um tempo de duração diferente para cada indivíduo porém, em média, dura em torno de 02 semanas.

3º fase – fase da seleção qualitativa e mastigação exaustiva: passado o primeiro mês após a cirurgia, inicia-se uma fase onde a seleção dos alimentos é de fundamental importância pois, considerando que as quantidades ingeridas diariamente continuam muito pequenas, deve-se dar preferência aos alimentos mais nutritivos escolhendo fontes diárias de ferro, cálcio e vitaminas. O paciente deverá receber um treinamento para reconhecer quais são os alimentos mais ricos neste nutrientes de forma a ficar mais independente para escolher as principais fontes de minerais e vitaminas encontradas nas suas refeições diárias. Como a alimentação passa a ser mais consistente deve-se mastigar exaustivamente. A duração desta fase também varia individualmente e dura em média 01 mês.

4º fase – fase da otimização da dieta: nesta fase a alimentação vai evoluindo gradativamente para uma consistência cada vez mais próxima do ideal para uma nutrição satisfatória. Geralmente, esta fase ocorre a partir do 3º mês após a cirurgia quando, quase todos os alimentos começam a ser introduzidos na alimentação diária. O cuidado com a escolha dos alimentos nutritivos deve continuar pois, as quantidades ingeridas diariamente continuam pequenas. Nesta fase o paciente pode ser capaz de selecionar os alimentos que lhe tragam mais conforto, satisfação e qualidade nutricional. Somente não são tolerados alimentos muito fibrosos e consistentes.

5º fase – fase da adaptação final e independência alimentar: esta fase deve acompanhar o paciente a partir do 4º mês e , como nas fases anteriores, também evolui de acordo com as características individuais podendo iniciar-se um pouco antes ou um pouco depois do 4º mês. A partir desta fase, um acompanhamento periódico faz-se necessário somente para o acompanhamento da evolução de peso e levantamento de informações para identificar se existem carências nutricionais como, por exemplo, a anemia. O paciente já tem bastante segurança na escolha dos alimentos e está apto a compreender quais são os alimentos ricos em proteínas, glicídios e lipídios, cálcio, ferro, vitamina A, vitamina C, folatos além de outras propriedades nutricionais.

ALGUNS ASPECTOS IMPORTANTES

O CONSUMO DE LÍQUIDOS. A rápida perda de peso leva a uma aumento transitório dos níveis de ácido úrico na circulação. Quando a hidratação não é suficiente poderá haver formação de litíase renal (pedra nos rins). Por este motivo o consumo de líquidos deve ser monitorado para evitar que a urina fique muito concentrada.

Mesmo sem sede deve-se então consumir líquidos?

Sem dúvida. O consumo de líquidos deve ser constante, independente da sede.

A ESCOLHA DE ALIMENTOS RICOS EM FERRO. Dentre os alimentos mais fibrosos e de aceitação mais tardia está a carne vermelha. Enquanto ela não for introduzida na alimentação, o nutricionista deverá orientar o paciente sobre outras fontes de ferro presentes na alimentação.

Deve-se escolher alimentos fontes de ferro para consumo todos os dias?

Sim. O consumo de alimentos riscos em ferro deve ser constante, principalmente se não for possível consumir carne vermelha.

A INTOLERÂNCIA AO AÇÚCAR. O consumo de alimentos açucarados deve ser evitado por dois motivos: 1º porque o valor calórico é elevado e 2º, dependendo da técnica cirúrgica, poderá haver Síndrome de dumping. Uma avaliação da tolerância ao açúcar poderá ser feita desde que acompanhada cuidadosamente pelo nutricionista.

Mesmo o consumo de uma pequena quantidade de açúcar pode levar à Síndrome de Dumping?

No caso da cirurgia de Capella sim. Apesar de nem sempre ser assim, às vezes o consumo de 01 bala pode desencadear o processo.

O RITMO DE EMAGRECIMENTO. A perda de peso é muito intensa principalmente durante as duas primeiras semanas após a cirurgia. O ritmo acelerado de emagrecimento continua a ser observado até o terceiro mês e , a partir de então, passa a ser mais lento. Este é um processo natural de adaptação fisiológica que faz com que o organismo passe a gastar menos energia diariamente para evitar que a perda de peso rápida e permanente leve à desnutrição e aos conseqüentes riscos à saúde como a queda da resistência à infecções, desmineralização óssea, dentre outros.

Há alguma maneira de melhorar o ritmo de perda de peso nesta fase?

A melhor forma é a atividade física regular. O exercício faz com que o organismo gaste mais energia, o que ajuda a perder peso, além de trazer uma sensação de bem estar e relaxamento. Entretanto, deve-se procurar orientação médica para a avaliação do momento adequado para iniciar o exercício e também para a escolha do melhor tipo de atividade a ser realizada.

Não seria interessante também voltar a fazer dieta líquida como nas duas primeiras semanas após a cirurgia?

Não. Este tipo de prática nesta fase pode debilitar seriamente o organismo.

A NECESSIDADE DO USO DE COPLEMENTOS DE MINERAIS E DE VITAMINAS. Toda vez que as calorias da dieta são inferiores a 1250 Kcal ao dia é necessário complementar vitaminas e minerais. No caso da cirurgia bariátrica, o valor calórico da alimentação se aproxima de 350 kcal nas primeiras semanas e continua inferior a 1250 kcal no mínimo até o sexto mês após o inicio do tratamento. Principalmente durante este período, a complementação é indispensável.

Os complementos podem engordar?

Não. Vitaminas e minerais não produzem calorias.

Que alimentos poderiam prejudicar a perda de peso?

Um consumo excessivo semelhante ao anterior à cirurgia não ocorre porque o estômago não pode receber quantidade elevadas de alimentos. Entretanto, a alimentação em pequenas quantidades pode Ter um valor calórico alto quando é rica em lipídios (gorduras). Toda gordura tem um valor calórico elevado independente da fonte (óleo, azeite, margarina, manteiga) por isto é sempre recomendável evitar o consumo habitual de receitas que levem gordura na sua preparação.

Nutricionista responsável – Renata Valentini