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Profissionais de Saúde – Médicos – Redução do Estômago – Cirurgia …

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  • Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica
  • RODRIGO FABIANO GUEDES LEITE
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    Profissionais de Saúde » Médicos
    Especialidade:
    Cirurgiões, Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (31)33398000

    Avenida Raja Gabáglia, 1002 – Hospital Madre Teresa
    Gutierrez
    Belo Horizonte, MG
    CEP: 30380090

  • Arcris Assistência Médica
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    Cirurgiões, Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (11) 3255-1093

    R Barata Ribeiro, 237 – cj 111
    São Paulo, SP
    CEP: 01308000

  • Centro Médico Cid Pitombo
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    Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (21) 2579-0895

    Rua Visc Silva, 52 – an 10 sl 1003
    Botafogo
    Rio de Janeiro, RJ
    CEP: 22271090

  • Consultório Dr Robson Luís Ferreira de Melo
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    Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (35) 3222-9600

    Rua Da Zica, 202 – c A
    VL Pinto
    Varginha, MG
    CEP: 37010570

  • Instituto Marcio Cafe Centro de Obesidade
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    Especialidade:
    Redução do Estômago – Cirurgia Bariátrica

    Tel.: (71) 2108-4728

    Av Juracy Magalhães Jr, 2096 – Sl 603
    Rio Vermelho
    Salvador, BA
    CEP: 41940000

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Redução de estômago pode reduzir os riscos de câncer, indica estudo

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Redução de estômago pode reduzir os riscos de câncer, indica estudo.

A cirurgia de redução de estômago, além de permitir que os obesos mórbidos percam mais de 70% do excesso de peso e mantenham um peso mais saudável, pode reduzir seus riscos de desenvolver câncer…
UOL Notícias
A cirurgia de redução de estômago, além de permitir que os obesos mórbidos percam mais de 70% do excesso de peso e mantenham um peso mais saudável, pode reduzir seus riscos de desenvolver câncer, segundo estudo apresentado, neste mês, no encontro anual da American Society for Metabolic & Bariatric Surgery.
Diversos estudos vêm indicando que a obesidade é um sério fator de risco para o desenvolvimento de câncer. E a nova pesquisa da Universidade McGill, no Canadá, mostra que a cirurgia bariátrica pode reduzir, em mais de 80%, os riscos de câncer em obesos mórbidos.
No estudo, os pesquisadores compararam 1035 obesos mórbidos que se submeteram ao procedimento cirúrgico para redução do estômago com 5746 pacientes com o mesmo peso, mas que não passaram pela operação. E observaram que o primeiro grupo apresentou 85% menos diagnósticos de câncer de mama e 70% menos câncer de cólon e pancreático, além de menos casos de outros tipos de câncer do que aqueles que não fizeram a cirurgia.
“A relação entre obesidade e muitas formas de câncer é bem estabelecida” disse o Dr. Nicolas Christou, líder do estudo, acrescentando que “este é um dos primeiros estudos a sugerir que a cirurgia bariátrica pode prevenir o risco de câncer para uma porcentagem significativa das pessoas obesas mórbidas”.
De acordo com os autores, a obesidade afeta o corpo de formas múltiplas, por isso uma simples hipótese pode não explicar completamente os resultados. Mas eles acreditam que essa relação pode ser, em parte, explicada pelo fato do excesso de gordura corporal ser responsável por um aumento na produção de hormônios, importante fator de risco para os cânceres de mama e de cólon.
Por isso, a mudança no metabolismo hormonal com a perda de peso explicaria a diminuição na incidência de câncer entre os pacientes que se submeteram ao procedimento cirúrgico.

Como os resultados indicam que “a cirurgia bariátrica é uma ferramenta extremamente eficiente no tratamento da obesidade mórbida e suas conseqüências”, os autores esperam que as autoridades de saúde pública se sensibilizem para a importância do procedimento no combate às doenças associadas à obesidade.

Comentários

2 pessoas comentaram a notícia “Redução de estômago pode reduzir os riscos de câncer, indica estudo”

1° – maria
Data: 6/3/2009 às 13:39:22

Atividade: do lar
Cidade: são gonçalo rj
gostei muito da materia eu pressiso fazer cirugua bariatrica para ter mas saude ja tentei muita coisa.asolução e a cirugia.tenho plano de saude,mas não sei oque fazer .alquem pode me ajuda?

2° – fabíola
Data: 8/2/2010 às 12:36:02

Atividade: autonoma
Cidade: salvador
acabei um tratamento de cancer de mama, será que posse fazer a redução de estomago????

Faustão fez cirurgia de redução de estômago e espera perder até 35 kg

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Faustão fez cirurgia de redução de estômago e espera perder até 35 kg


Foto do Faustão - Apresentador fez cirurgia de redução de  estômago

Durante o programa “Domingão do Faustão” deste domingo, Fausto Silva, 59, falou sobre o procedimento que se submeteu no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, no dia 22 de julho.Segundo o apresentador, ele fez uma cirurgia bariátrica.

“Eu não só resolvo esses problemas causados pela diabetes e pela pressão alta como vou emagrecer de 20 a 30, 35 kg”, disse.

O apresentador ainda declarou que não pretende fazer apologia à redução de estômago e lembrou da importância de fazer os exames, para quem está interessado em fazer a cirurgia.

“O pós-operatório não é mole, precisa estar com a cabeça muito preparada”, aconselhou.

Faustão disse ainda que resolveu falar sobre o assunto para dar uma satisfação aos telespectadores.

Com bom humor, ele brincou dizendo que as bailarinas do programa vão trabalhar mais felizes, pois ele vai emagrecer e elas terão mais espaço no palco.

Outra versão

Na época da internação, a assessoria de imprensa do artista divulgou que ele havia feito somente uma videolaparoscopia, procedimento em que uma incisão é feita no abdome do paciente para a passagem de um tubo com uma câmera, permitindo ao cirurgião visualizar e extirpar pedras na vesícula.

Deu na GazetaWeb

.: Cirurgia Bariátrica: Qualidade de Vida aos Portadores …

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Cirurgia Bariátrica: Qualidade de Vida aos Portadores Diabéticos do Tipo 2

Cirurgia Bariátrica: Qualidade de Vida aos Portadores Diabéticos do Tipo 2
A medicina estuda a melhora da qualidade de vida de pacientes com doenças praticamente sem esperanças de cura. Dentro desta situação se enquadra o Diabetes tipo 2 e a evolução das cirurgias bariátricas, especialmente o By Pass Gastrointestinal com Y de Roux, como alternativa de tratamento para esta doença grave e considerada incurável.
A cirurgia de remoção de estômago teve seu início no século 19. O Dr. Cesar Roux, um dos pioneiros nesta operação, realizou a primeira cirurgia em 25 de maio de 1893. A partir desta data começou a ser utilizada a técnica do “Y” de Roux em pacientes com enfermidades como cânceres entre outras doenças do aparelho digestivo. Hoje no século 21 possuem outras nomenclaturas e adaptações sendo utilizadas para tratar, controlar ou reduzir o desenvolvimento de doenças que levariam o paciente a um triste final. A descoberta da aplicação para pacientes de diabetes foi ocasional. Com esta técnica começaram a desenvolver outras modalidades, que ainda hoje são bastante usadas nas cirurgias partindo sempre do principio do “Y” de Roux.
A PUCRS, no núcleo do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas, realiza pesquisas na área da cirurgia bariátrica e metabólica resultados da primeira série de cirurgias em diabéticos tipo 2, realizadas entre 2000 e 2007, aprovada em protocolo pelo Comitê de Ética da PUCRS (CEP), em pacientes com obesidade (índice de massa corporal acima 35 kg/m²) já publicada em revista internacional (Obesity Surgery)em 2008. Já para pessoas com IMC entre 25 e 35 Kg/mfoi iniciado protocolo também aprovado pelo CEP , Conselho de Bioética da Universidade e registrado no CONEP (órgão nacional que regula estudos deste tipo) e já foram operados 12 pacientes, nove tiveram alta hospitalar sem uso de medicamentos para o diabetes e os outros tiveram melhora significativa. Metade deles utilizava insulina a menos de uma década. Foram submetidos a técnica denominada Bypass gastrointestinal em Y de Roux por via laparoscópica (menos invasiva), ou aberta (corte no abdômen de 10 a 12 cm) que consiste na separação do estomago em duas partes e a realização de um desvio intestinal com o Y de Roux.
“Os resultados demonstram que o impacto da operação na doença ocorre na maioria das vezes em pouco espaço de tempo, independente da quantidade de peso que o paciente perde”, destaca o coordenador do protocolo e diretor do COM, Cláudio Mottin. De acordo com Mottin, o Centro é o primeiro do país a estar em conformidade com as exigências legais, éticas e bioéticas para a realização desta cirurgia em diabéticos dentro de protocolo clínico. “A cirurgia que realizamos é padronizada e aprovada pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Federal de Medicina para pacientes obesos acima de 35 kg/m², além de ter outras indicações, como nos casos de câncer gástrico e outras patologias do tubo digestivo. “A única diferença no protocolo é que o Bypass está sendo realizado com pacientes de IMC mais baixo”.
Para um paciente submeter a uma cirurgia e obter resultados positivos, deverá haver mudanças e melhorias tanto na condição de vida do dia a dia, como na transformação de massa corpórea levando o individuo hoje com obesidade ou sobre-peso que tem distribuição de gordura acima do normal numa pessoa com a relação gordura-músculo adequada o que o que é o conceito mais moderno de excesso de gordura. Nos DM 2 e em alguns casos quase a remissão total. Agora é importante salientar que para o paciente portador do diabetes tipo 2 ter resultados deve se submeter a uma avaliação rigorosa e ter os Pré requisitos que o classificam para a realização da operação. Atualmente por ter resultados com evidência comprovada, pode ser realizada em uma instituição diferenciada e por equipe com profissionais com equipe multidisciplinar completa que podem oferecer todo o suporte necessário.
Segundo Dr. Mottin, a população em geral não é submetida aos exames mais aprofundados de diagnóstico que identificam o diabetes com condição de ter bom resultado. Deve-se compreender que diabetes é muitas vezes hereditário, e quando não tratada precocemente mais difícil se torna a resolução ou controle da mesma. Para a cirurgia metabólica do Diabetes tipo 2, o paciente deve ter de 18 a 65 anos. E se submeter a exames que identifiquem ser realmente diabético tipo 2. Pré-diabetes; O individuo com propensão a obesidade deve procurar fazer uma consulta médica onde já a partir desta, são necessárias mudanças de hábitos alimentares e estilo de vida além das avaliações adequadas para a definição da doença. Em muitos casos são detectados a pré-disposição do diabetes. Pessoas com menos excesso de peso também podem apresentar diabetes e sem saber descompensada. Pessoas acima dos 40 anos devem se submeter a exames. Existem estudos que comprovam que pessoas acima do peso tem mais chance de adquirir a diabetes e por desconhecimento e alimentando-se inadequadamente isso é ainda pior. Existem várias etapas que o paciente deve seguir antes da intervenção cirúrgica. O paciente deve submeter-se a determinados exames pré-operatórios como o acompanhamento endocrinológico, psiquiátrico e orientação nutricional, que neste caso, passam a ser fundamentais para o sucesso desta operação. A manutenção e acompanhamento pós operatório, reuniões do grupo de apoio e a orientação passo a passo através dos especialistas de diabetes e de obesidade e da síndrome metabólica. Além de um termo de consentimento informado fundamentado na resolução 196 e em outras normas do CFM e Ministério da SaúdeDr. Cláudio Corá Mottin (Dr. Mottin) ( foto)
(Cirurgião)- Diretor técnico e coordenador cirúrgico do COM/HSL/PUCRS;
- Professor da Graduação e Pós- graduação da FAMED PUCRS
- Doutor em Cirurgia;- Titular da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica);- Titular do CBC (Colégio Brasileiro de Cirurgia);- Titular da SOBRACIL (Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica);- Doutor em Cirurgia;O Dr. Claudio Corá Mottin, Diretor Técnico e Coordenador Cirúrgico do COM/ HSL/ PURCS, concedeu essa entrevista exclusiva para a divulgação em jornais do interior através da jornalista Clara Schestatsky – Jornais da região do Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari. Matéria contendo dados da assessoria de imprensa do Hospital São Lucas e mais complementação a partir de redação própria. Para esclarecimento ao público em geral.
Clara Schestatsky. Resisada e aprovada a matéria pelo Dr. Claudio Corá Mottin

O morro de Sao Paulo – 25 anos da Cirurgia Bariátrica no Brasil

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25 anos da Cirurgia Bariátrica no Brasil
Boa noite!
Pois é, ainda não fez uma década comigo trabalhando com os pacientes em pré e pós operatório e já estamos completando 25 anos de história!
A matéria abaixo eu deixo levemente comentada em negrito, como sempre!!!!
A obesidade é a segunda causa de morte passível de prevenção (é o que eu sempre digo: melhor prevenir do que remediar! Se a gente aqui no Brasil tivesse estrutura para já tratar o sobrepeso, a obesidade “leve”, poderíamos ter menos mortes por infarto e diabetes, por exemplo!).
Para combatê-la, um dos métodos utilizados é a cirurgia bariátrica, conhecida pelo público leigo como redução de estômago, que visa a reduzir o peso, melhorar as comorbidades a ela relacionadas, como diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono e, consequentemente, trazer mais qualidade à vida do indivíduo.
Os procedimentos são vários, todos distintos e estão popularizando-se a cada dia. Prova disso é o aumento na quantidade de procedimentos realizados em todo o mundo. Para se ter uma ideia, enquanto em 1998, nos Estados Unidos, foram realizadas 13.365 cirurgias deste tipo, o número subiu para 200 mil em 2007. Mas isso não significa que todo paciente com sobrepeso pode submeter-se à operação. Existem determinações legais que indicam sua realização apenas em pacientes com IMC acima de 35, com obesidade grau 2 (pra quem não sabe, o IMC é o Índice de Massa Corporal, calculado a partir do peso em quilos dividido pelo quadrado da altura em metros. Exemplo: se um paciente tem 123kg e 1,64m a conta fica: 123/1,64 X 1,64 = 45,73). Abaixo disto, podem ser realizadas em condições especiais, mas a princípio, devem ser tentadas outras formas de tratamento (atividade física, alimentação saudável, tratamento clínico multidisciplinar! É sempre importante tentar perder peso pela maneira “convencional”, pois é necessário ter força de vontade tanto dentro do tratamento convencional como com a cirurgia. Não é porque vai se fazer uma cirurgia que a dedicação, perseverança, prudência ficam para trás! Persistir sempre!).
Conheça as técnicas
As técnicas mais utilizadas atualmente são as cirurgias restritivas, que impedem o indivíduo de comer muito devido ao uso de um anel que restringe o estômago; as mal-absortivas, que não processa o alimento adequadamente, havendo perda de calorias e nutrientes nas fezes; e as mistas, que aliam os dois mecanismos (estas últimas consideradas padrão ouro da cirurgia bariátrica).
Pré e pós-operatório
Antes da cirurgia, cada paciente é avaliado de forma individualizada. Para os jovens, com obesidade mórbida simples e sem comorbidades, o preparo cirúrgico é relativamente simples. As complexidades existem à medida que o peso aumenta muito, assim como a idade, além das restrições respiratórias e as doenças associadas. Em geral, utilizar os protocolos de maneira generalizada acarreta em aumento de custos, uma vez que cada paciente deve receber aquilo que necessita (tem pacientes que precisam perder peso antes da cirurgia ou que precisam controlar melhor o diabetes ou a pressão arterial antes de operar. Ainda existem os casos em que é necessário corrigir anemia, deficiência de vitaminas mesmo antes de operar. Realmente cada caso é um caso e é muito importante avaliar cada pessoa com cuidado antes de indicar a cirurgia, que é considerada de grande porte).
Após a cirurgia, todo o paciente necessita de acompanhamento, o que varia é a frequência. Aqueles com modelos mais mal-absortivos precisam de observação contínua com suplementação de vitaminas e minerais mais intensa, enquanto os que não apresentam forte restrição nem má absorção normalmente têm perfis nutricionais mais saudáveis e estáveis; o que varia é com quem esse paciente deve ser acompanhado mais de perto. O componente alimentar nas cirurgias restritivas é muitas vezes o tendão de Aquiles na perda de peso. Por isso esses pacientes devem ser acompanhados mais de perto por nutricionistas. Outros pacientes possuem questões psicológicas que precisam ser resolvidas ou ao menos minimizadas ao longo do processo de perda de peso para se obter sucesso a longo prazo. O que é importante lembrar é que qualquer que seja a técnica cirúrgica, é imprescindível passar com o nutricionista pelo menos uma vez antes de operar e acompanhar no primeiro ano pós operatório com maior frequência.
Como nutrir?
Para a nutricionista que atende o paciente no pós-operatório é fundamental saber as diferenças entre os diversos procedimentos, tratando-os de forma individualizada (inquestionável! Isso é básico!!!). As complicações tardias mais frequentes, diretamente causada pelas cirurgias bariátricas, são de vertentes nutricionais (por isso que o acompanhamento no primeiro ano com nutricionista é tão importante!!!). Osteoporose, deficiência de elementos do complexo B, deficiência sub-clínica de zinco. A deficiência de vitamina D e vitamina A são descobertas bem recentes… não nos abandonem! Tenham qualidade de vida após a cirurgia!!!
Fontes:
Consenso bariátrico, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica: http://www.sbcb.org.br/pacientes_consenso_bariatrico.php.
Cirurgia Bariátrica no Âmbito do Sistema Único de Saúde: Tendências, Custos e Complicações: http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2917.
Nutritotal: www.nutritotal.com.br
Postado por AMANDA LOBO

Pesquisa mapeia resultados da cirurgia bariátrica no Brasil – O Morro de São Paulo

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Pesquisa mapeia resultados da cirurgia bariátrica no Brasil

O Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS está à frente de uma das maiores pesquisas cirúrgicas já realizadas no país, com apoio do Ministério da Saúde. O trabalho que começa a ser realizado neste semestre é inédito e pretende avaliar os resultados da cirurgia bariátrica no Brasil.

A primeira reunião do grupo foi coordenada pelo diretor do centro, Cláudio Mottin, durante o 10º Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, no último mês de novembro, em Recife (PE), e contou com representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde.

Especialistas identificam, atualmente, uma epidemia global de obesidade. No Brasil, estudos mostram que o número de casos vem crescendo, atingindo 40% da população adulta – cerca de 60 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, 2,8% dos homens e 6,9% das mulheres são obesos mórbidos. De acordo com Mottin, o panorama brasileiro ainda não tem dados tão específicos sobre a população ou o impacto da cirurgia na saúde pública, já que o problema está associado a doenças cardiovasculares.

Saiba mais
> Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 15 capitais mostra Porto Alegre em segundo lugar no ranking das cidades com maior número de obesos (45,1%).
> O custo da intervenção cirúrgica varia de R$ 15 mil a R$ 25 mil. Dos 25 mil procedimentos feitos em 2008, apenas 2,7 mil foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente precisa de acompanhamento multidisciplinar nos períodos pré e pós-operatório.
> Levantamento do IBGE revela que mais de 50% dos homens de Porto Alegre estão acima do peso ideal, e cerca de 11% deles são obesos. As principais causas do aumento de peso, segundo a pesquisa, são a falta de atividade física e o intenso consumo de alimentos gordurosos, como, por exemplo, a carne e o bacon.
> O cirurgião Cláudio Mottin destaca que, com alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares, é possível diminuir de 5% a 10% do peso, melhorar os fatores de risco e a saúde como um todo. Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ajudar, mas os pacientes devem ser acompanhados por um médico.

Cirurgia Laparoscópica

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A cirurgia laparoscópica surgiu no Brasil em meados de 1990 e desde então tem tido cada vez mais indicações com excelentes resultados, incluindo a retirada da vesícula, correção de hérnia do hiato e, mais recentemente, as cirurgias bariátricas para o tratamento da obesidade.

Para a realização de uma operação por laparoscopia são realizadas algumas pequenas incisões de 0,5 a 1,2 cm. Insufla-se a cavidade abdominal com gás carbônico, criando assim espaço dentro dela para que o cirurgião possa trabalhar com o auxílio de uma videocâmara, instrumentos e grampeadores especiais. No entanto, a ausência de grandes cortes no abdômen não é a única grande vantagem da laparoscopia. Secundariamente às pequenas incisões, existe menor manipulação dos órgãos intracavitários e, conseqüentemente, a agressão cirúrgica é menor, acarretando enormes vantagens desse método quando comparado com a cirurgia convencional. A esses benefícios soma-se a menor intensidade da dor pós-operatória, medida diretamente pela menor quantidade de analgésicos consumida pelos pacientes no pós-operatório e, coroando as vantagens, a alta hospitalar mais precoce e o retorno mais rápido às atividades diárias.

Visto isso, a laparoscopia só tem vantagens? Obviamente não. A insuflação de gás carbônico no abdômen pode provocar alterações no organismo, mas essas são facilmente controláveis, efêmeras e reversíveis, principalmente se a equipe cirúrgica contar com um bom anestesista. Embora ainda possam existir limitações técnicas e anatômicas que dificultem a cirurgia laparoscópica, essas situações são cada vez menos freqüentes (mas ainda possíveis) com o passar do tempo e melhor treinamento do cirurgião.

Falando então da laparoscopia no tratamento da obesidade mórbida, observamos a tendência e consenso mundial comprovado em diversos estudos de que a perda de peso é semelhante na laparoscópica e convencional (em alguns trabalhos até melhor), com menor tempo de internação, menor intensidade de dor e índices de complicações iguais ou menores e com a vantagem da ausência de corte grande no abdômen. As hérnias dos cortes (hérnias incisionais) acontecem em até 30% das operações convencionais em obesos mórbidos, enquanto que na laparoscopia, como as incisões são diminutas, elas são bem menos freqüentes (0,2%).

A laparoscopia veio para ficar e cada vez mais será realizada para o tratamento cirúrgico da obesidade mórbida e superobesidade. Após anestesia geral, utiliza-se normalmente 5 punções que variam de 0,5 a 1,2 cm. Os passos principais do bypass são a confecção do pequeno reservatório gástrico, que, em nossa prática, tem sido feita com o auxílio de endoscopia intra-operatória, e a interposição da alça intestinal entre o novo estômago e a continuidade do trajeto dos alimentos. Para isso são utilizados grampeadores e instrumentos especiais. A gastroplastia com bypass em Y de Roux por laparoscopia é uma operação difícil e somente cirurgiões bem treinados devem se propor a realizá-la.

Hoje, após muitos casos operados, o tempo médio de duração da operação é de 90 a 100 minutos e o índice de conversão para cirurgia aberta com incisão é baixo (2%). A média de internação hospitalar tem sido de 36 horas e o paciente alimenta-se com líquidos no primeiro dia de pós-operatório. A dor no pós-operatório de cirurgias laparoscópicas é de menor intensidade que das operações convencionais e tem fácil controle com analgésicos comuns.

A obesidade é uma doença epidêmica. Tem-se buscado soluções para a obesidade mórbida, que é de conhecimento geral causadora de morte e de doenças severas. Porém, o que é colhido nessa população de obesos severos (IMC maior que 35 com doenças associadas ou maior que 39, ou finalmente 40 kg acima do peso ideal) é um índice de insucesso de 95% em qualquer tratamento clínico, seja ele com dietas ou remédios.

Para a adoção de qualquer terapia médica, principalmente a cirúrgica, deve-se pesar muito equilibradamente o risco operatório versus o risco da doença a ser tratada. Na obesidade severa, é indubitável e estatisticamente comprovado que o risco da doença é infinitamente maior que os potenciais riscos do tratamento operatório.

O tratamento cirúrgico é a melhor opção hoje. Existem diversas opções adequadas para cada paciente. Porém, tem ficado cada vez mais claro que o acesso laparoscópico é o mais benéfico para o paciente, já que são reduzidos o tempo de internação, a dor e o período de afastamento das atividades diárias. As complicações do tratamento cirúrgico laparoscópico da obesidade são hoje menores que aquelas da cirurgia convencional, desde que ela seja realizada por equipe experiente.

Dentre as opções hoje no arsenal cirúrgico, contam principalmente 2 técnicas, a da banda gástrica ajustável, que é uma operação puramente restritiva, isto é não leva a nenhuma má absorção de nutrientes e o bypass gástrico em Y de Roux, que tem papel restritivo da câmara gástrica, associado a certo grau de má absorção de gorduras e carboidratos. A primeira, ainda não aprovada pelo Ministério da Saúde do Brasil e pelo FDA dos EUA, é uma opção que, apesar de ter menor porte operatório, acarreta, em boa parte dos pacientes, perda de peso limitada, cerca de 15 a 25% do peso em 12-18 meses, às custas de controles e insuflações periódicas da mesma para restrição gástrica. É uma opção com limites de indicação cirúrgica, por não dispormos ainda de dados que assegurem sua eficiência. Podem ocorrer algumas complicações severas no pós-operatório das bandas gástricas, como escorregamento da banda, erosão de estômago, esôfago, infecção do local de insuflação, vômitos e desconforto, além da falha na perda ponderal.

O Bypass Laparoscópico tem resultados excelentes no que tange à perda ponderal, com média de 30-40% do peso ou 70-80% do sobrepeso entre 12 e 18 meses. Complicações severas existem, mas são infreqüentes, como vazamentos das costuras entre o estômago e o intestino. Quando comparado com o bypass convencional, além de essencialmente serem as mesmas operações, a laparoscopia conta com virtualmente 0 (ZERO) complicações de incisão cirúrgica, já que elas são pequenas (de 0,5 a 11 mm). A cirurgia convencional tem cerca de 15 a 30% de hérnias na incisão cirúrgica além de tempo maior de hospitalização. Na laparoscopia ele é de em média 48 horas.

Falando-se de tempo de inatividade, as operações convencionais afastam o paciente em média de 2 a 3 semanas, enquanto que nas operações laparoscópicas a média de retorno às atividades é de 7 dias.

É consenso mundial que o tratamento cirúrgico da obesidade tem como futuro a via laparoscópica. A quase total substituição das grandes incisões só será mais lenta, por exemplo, do que foi a adoção da videolaparoscopia para a retirada da vesícula biliar (hoje nos EUA cerca de 96% das retiradas de vesícula são laparoscópicas) porque trata-se de cirurgia complexa e avançada, que tem curva de aprendizado lenta. Por isso é fundamental deixar bem claro que o tratamento cirúrgico por laparoscopia da obesidade é seguro e que tem excelentes resultados, desde que seja realizado por cirurgião treinado em laparoscopia avançada.

OBESIDADE MÓRBIDA

Hormônio PYY3-36 – Artigo escrito pelo endocrinologista Geraldo Medeiros
http://www.gordoabsolvido.com.br/guia_saude/guia_saude.html

Obesidade e co-morbidades – Equipe da Dra Maria Teresa Zanella (professora titular de Endocrinologia da UNIFESP)
http://www.rimehipertensao.com.br/obesidade.htm

PYY3-36, grelina e leptina – Artigo escrito pelo endocrinologista Geraldo Medeiros
http://www.gordoabsolvido.com.br/noticias/noticias.asp?id=1

Por que o obeso deve ser absolvido da culpa de ser gordo? Causas genéticas da obesidade – escrito pelo endocrinologista Geraldo Medeiros
http://www.gordoabsolvido.com.br/gordo_absolvido/gordo_absolvido.html

Morbid Obesity – What is morbid obesity
http://www.spotlighthealth.com/morbid_obesity/obesity_overview/what_is_morbid_obesity.html

Statistics related to overweight and obesity – Diabetes, hypertension, high blood cholesterol, cancer and mortality rate
http://www.niddk.nih.gov/health/nutrit/pubs/statobes.htm#other

Obesity-Online – A multi-disciplinary forum for research and treatment of massive obesity, including plastics, psychiatry, endocrinology, nutrition, nursing, dietetics and allied health
http://www.obesity-online.com/

Association for Morbid Obesity Support – Peer support and resources for morbid obesity and bariatric surgery

http://www.obesityhelp.com/morbidobesity/

ASPECTOS PSICOLÓGICOS

Aspectos psicológicos da obesidade mórbida: Alterações do comportamento alimentar, ansiedade, depressão e imagem corporal em pacientes com obesidade grau III – Artigo publicado na ABESO

http://www.abeso.org.br/revista/revista9/alteracoes.htm

Depressão Grave afeta 84% dos Obesos – Artigo do grupo de pesquisas da Unifesp

http://www.prometeu.com.br/noticia.asp?cod=106

Transtornos emocionais são inimigos na luta contra a obesidade Artigo sobre a pesquisa de mestrado da psicóloga Maria Isabel de Matos

http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed157/pesq7.htm

Compulsive eating and gastric bypass surgery: what does hunger have to do with it? – By Saunders R. – Dec 2001

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=11775577&dopt=Abstract

From the “pleasant fat person” to Stigma and to the “post-operation  slim person” – By Elisabeth Ardelt, Phychologisches Institut der Universität  Salzburg, Austria

http://www.obesity-online.com/article/ardelt.htm

CIRURGIA DE OBESIDADE

Laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass for the treatment of morbid obesity

By Ricardo Vitor Cohen , José Carlos Pinheiro Filho, Carlos Aurélio Schiavon, José Luis Lopes Correa, Philip R Schauer – June 2002

http://www.medigraphic.com/ingles/i-htms/i-endosco/i-ce2002/i-ce02-2/im-ce022c.htm

Bypass gástrico em Y de Roux: – Cirurgia minimamente invasiva para obesidade mórbida tem resultados favoráveis – Artigo publicado no Annals of Surgery em 16/10/2000

http://www.emedix.com.br/not2000/00out16upmc-mis-obesidade.shtml

American Obesity Society – Types of obesity surgery, general benefits and general risks

http://www.obesity.org/education/advisor.shtml#3

American Society for Bariatric Surgery – Rationale for the surgical treatment of morbid obesity

http://www.asbs.org/html/rationale/rationale.html

BAROS: an effective system to evaluate the results of patients after bariatric surgery

By Wolf AM, Falcone AR, Kortner B, Kuhlmann HW

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=11054250&dopt=Abstract

The Moorehead-Ardelt Quality of life Questionnaire (M-A QoLQ)

http://www.drmoorehead.com/index2.html

Bariatric surgery controversy – There is no “ideal” surgery

http://clos.net/controversy_in_surgery.htm

Bariatric surgery for severer obesity – By Sugerman HJ

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=11851201&dopt=Abstract

Complications occurred within 30 days following surgical treatment for severe obesity – Twenty-six active International Bariatric Surgery Registry members contributed data for the IBSR Winter 2000-2001 Pooled Report

http://www.asbs.org/html/rationale/rationale.html

Evolution of operative procedures for the management of morbid obesity 1950-2000 By Buchwald H, Buchwald JN

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=12448398&dopt=Abstract

Gastric bypass in patients with BMI < 40 but > 32 without life-threatening co-morbidities: preliminary report By Fobi M, Lee H, Igwe D, Felahy B, James E, Stanczyk M, Fobi N

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International Federation for the Surgery of Obesity – IFSO Statement on morbid obesity and its treatment

http://www.obesity-online.com/ifso/

Obesity Surgery Journal Website – Official Journal of American Society for Bariatric Surgery, International Federation for the Surgery of Obesity

http://www.obesitysurgery.com/

The risks of weight loss surgery – Relatively safe, but still a major operation

http://clos.net/risks.htm

The short term and long term complications of weight loss surgery – Relatively safe, but still a major operation

http://clos.net/complications/complications.htm

The story of surgery for obesity – From the first bariatric operation (amended 2002)

http://www.asbs.org/html/story/chapter1.html

Laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass – By Suter M, Giusti V, Heraief E, Zysset F, Calmes JM – Feb 2003

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=12582767&dopt=Abstract

Laparoscopic management of complications following laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass for morbid obesity By Papasavas PK, Caushaj PF, McCormick JT, Quinlin RF, Hayetian FD, Maurer J, Kelly JJ, Gagne DJ – Feb 2003

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&list_uids=12582772&dopt=Abstract

Outcomes after laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass for morbid obesity By Philip R. Schauer, Sayeed Ikramuddin, William Gourash, Ramesh Ramanathan and James Luketich -  Oct 2000

http://www.upmc.edu/obesitysurgery/presentations/gastricBypass.pdf

Obesity Surgery Journal – Official journal of the International Federation for the Surgery of Obesity – (IFSO) and of the American Society for Bariatric Surgery (ASBS)

http://www.obesitysurgery.com

American Society for Bariatric Surgery – Organization with educational and support programs for surgeons and allied – health professionals

http://www.asbs.org/

Sociedad Española de la Cirurgía de la Obesidad – S.E.C.O. – Sociedad científica fundada por dirurjanos españoles dedicados – especialmente al tratamiento de pacientes con obesidad clínicamente severa.

http://www.seco.org

REEDUCAÇÃO ALIMENTAR

Dietnet – Vitaminas e minerais, pirâmide alimentar, receitas, etc

http://www.dietnet.com.br

Tabela Brasileira de Composição de Alimentos – Projeto Integrado de Composição de Alimentos: Banco de dados contendo informações sobre valores, nutrientes e alimentos específicos

http://www.fcf.usp.br/tabela/tbcamenu.php

Tabela de Composição Química dos Alimentos – UNIFESP

http://www.unifesp.br/dis/servicos/nutri/

Nutrient Data Laboratory – Informações em inglês sobre o valor nutritivo dos alimentos

http://www.nal.usda.gov/fnic/foodcomp/

SAÚDE E EXERCÍCIOS:

GEASE – Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercício Site contendo artigos sobre ganhos de massa muscular, alimentação, fisiologia, treinamento, etc

http://www.gease.pro.br/

OUTRAS CIRURGIAS

Hérnia do Hiato e Esofagite por Refluxo

A sensação de queimação no epigástrio, que se irradia para o tórax e o empachamento que piora com determinados alimentos e quando o paciente se deita, são características do quadro do portador de hérnia do hiato.

É uma doença que tem como causa, o alargamento da passagem do esôfago do tórax para o abdômen (o hiato esofágico) e a migração de parte do estômago para o tórax, levando ao refluxo do ácido gástrico para o esôfago, provocando a esofagite, que é o causador dos sintomas.

O tratamento inicial é basicamente clínico. Consiste em medidas de reeducação alimentar, seja da qualidade dos alimentos até orientação de como se portar após as refeições (não deitar , etc.) associado a medicações que estimulem o esôfago a se livrar do ácido refluído e de medicações que inibam ao máximo a secreção ácida do estômago com a finalidade de diminuir as conseqüências do refluxo gastro-esofageano. Porém, essas medidas não trazem benefício em cerca de 40 % dos pacientes, ou pelo menos controlam por pouco tempo os sintomas, levando o paciente a tratar o problema várias vezes ao ano, trazendo além do desconforto, desvantagens econômicas com o gasto em medicações caras.

Desde 1991, realiza-se com sucesso a correção videolaparoscópica da hérnia do hiato. A videolaparoscopia consiste, após anestesia geral, na introdução de microcâmera no abdômen e com punções que variam de 0,2 a 1,2 cm são utilizados instrumentos especiais e com a visualização através de um monitor de alta resolução o procedimento cirúrgico é completado com segurança.

A operação se fundamenta no fechamento do hiato e a confecção de válvula utilizando-se o próprio estômago para impedir o refluxo ácido e propiciar a cicatrização da esofagite.

A grande vantagem do tratamento por videolaparoscopia reside no fato que a cirurgia é de pouca agressividade e invasão ao paciente, permitindo alta hospitalar precoce (1 dia de internação) e retorno às atividades de trabalho em 5 a 7 dias. O insucesso do tratamento cirúrgico da hérnia do hiato e esofagite por refluxo é em média de 0,9% em 10 anos, de acordo com literatura médica nacional e internacional.

Tratamento videolaparoscópico das hérnias inguinais

As hérnias da região inguinal (virilha) são a segunda causa de indicação cirúrgica em consultórios e serviços de cirurgia. Afetam população jovem e produtiva e se manifesta com dor e abaulamento aos esforços. Toda hérnia inguinal tem indicação cirúrgica, pois as complicações (encarceramento e estrangulamento) podem ser fatais e devem ser evitadas.

Na população adulta, existe consenso mundial que para seu tratamento, telas sintéticas devem ser utilizadas. São de material sintético (polipropileno) e inertes.

Porque telas?

Vários estudos nacionais e internacionais provaram que se utilizarmos tecidos próprios do paciente para a correção da hérnia, a chance dela voltar em 10 anos é de 20 a 30%, enquanto que se as telas sintéticas forem utilizadas as recidivas caem para 0,7 a 1,5%.

As hérnias podem ser tratadas hoje, empregando-se as telas, de duas maneiras: – cirurgia convencional ou videolaparoscópica.

Qual a diferença?

Ambas técnicas seguem o princípio das telas, tem índices de recidiva semelhantes. Porém foi comprovado que os pacientes operados por videolaparoscopia voltam mais rapidamente ao trabalho e tem menor intensidade de dor.

É de consenso que as hérnias bilaterais e as recidivadas (isto é, aquelas que já foram operadas no passado e voltaram) têm muito melhor resultado quando operadas por videolaparoscopia.

Quando se pensa em hérnias inguinais no alvorecer do novo século, deve-se sempre associar seu tratamento a telas sintéticas e na grande parte dos casos à videolaparoscopia.


Cirurgia bariátrica. O que é isso? – o morro de sao paulo > Obesidade

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde em Morro

Cirurgia bariátrica. O que é isso?

O que é cirurgia bariátrica?

Em alguns casos mais graves, as mudanças alimentares e a prática de atividades físicas são impossíveis de serem implementadas. Nestas situações, apenas uma intervenção médica mais efetiva, como a cirurgia bariática (cirurgia para redução do tamanho do estômago1), deve resolver o problema. A maioria desses casos são aqueles em que o índice de massa corporal2 (IMC) atinge valores superiores a 40 kg/m².

Nestes obesos, os inúmeros tratamentos e a oscilação ponderal, além do potencial genético, agravam o quadro clínico.

As doenças associadas à obesidade3 grau III (hipertensão arterial4 , artropatias, dislipidemias, diabetes5 , disfunções respiratórias, etc), geraram o termo “obesidade mórbida”, que deve ser abandonado.

Existe mais de um tipo de cirurgia bariátrica?

Existem dois tipos de cirurgia bariátrica. No primeiro, em que há redução do tamanho do estômago1, existem três variações denominadas: banda vertical ajustável, gastroplastia vertical, gastroplastia vertical com by-pass em y de Roux. Esta última, também chamada Capella ou Fobi-Capella, é a mais utilizada e foi desenvolvida por cirurgiões. Além da restrição causada pela diminuição do volume do estômago1, ocorre uma pequena disabsorção dos alimentos, porque eles deixam de passar pela primeira parte do intestino delgado6.

O segundo tipo é a cirurgia disabsortiva (ou Derivação bilio-pancreática), chamada de cirurgia de Scopinaro. Neste caso, o paciente terá mais liberdade de comer maior quantidade de alimentos, já que não há grande diminuição do estômago1, que fica com 2/3 do seu tamanho original. O que é feito aqui é um grande desvio do alimento, que vai para o intestino grosso7.

Estes pacientes submetidos à gastroplastia redutora devem ser acompanhados, recebendo orientações específicas para elaboração de uma dieta equilibrada. A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, colocando em risco o sucesso da intervenção a longo prazo.

Existem contra-indicações para a realização desta cirurgia como, por exemplo, cirrose8 hepática, algumas doenças renais e psiquiátricas graves, vícios (droga, alcoolismo) e disfunções hormonais. Todas devem ser avaliadas por profissionais com prática e conhecimento aprofundado neste assunto.

Em todos os casos você deverá, obrigatoriamente, ter pleno conhecimento das características, necessidades, riscos e limitações de cada cirurgia. Participe de reuniões com uma equipe multiprofissional e com pacientes já operados para poder ter certeza da sua decisão.

Quais os cuidados a serem tomados antes e após a cirurgia?

Os cuidados a serem tomados antes e após cada cirurgia vão depender de cada caso, mas no geral consistem em avaliações clínico-laboratoriais com exames de sangue9, radiografia de tórax, ultra-sonografia e/ou tomografia do abdômen, avaliação cardiológica, endoscopia10 digestiva com pesquisa de H. Pylori e avaliação da função respiratória (mais aprofundada quanto mais obeso ou complicado seja o caso). Caso o paciente tenha alguma doença que necessite tratamento e controle prévio, a cirurgia será adiada até que se obtenha a melhor condição clínica.

Os obesos que passam por uma cirurgia bariátrica necessitam de orientação nutricional permamente para suplementar a dieta com compostos ricos em proteínas11, vitamina12 B12 e ferro. Cuidados especiais para evitar casos de desnutrição13 após a cirurgia também são necessários.

Após a cirurgia, o paciente já sai do hospital, em média, com menos dois quilos. Nos primeiros meses, a redução no peso chega ser de sete a oito quilos. Os pacientes com quadro de diabetes5 tipo 2 podem precisar reduzir ou interromper o uso de insulina14. A complicação mais difícil de ser tratada é a pressão arterial. Ela demora mais a estabilizar e o paciente não interrompe o uso de medicamentos.

Todos os tipos de tratamento da obesidade3, do mais simples ao mais radical, exigem empenho e determinação. Será sempre necessário um suporte multiprofissional e a adequação da dieta às novas metas a serem alcançadas. Para garantir um bom nível de adesão e o sucesso terapêutico, sua motivação é essencial e pode ser auxiliada por orientações com embasamento técnico e científico de qualidade, ajudando na solução ou diminuição do problema.

Comentários

28/01/2010 16:25 – Comentário feito por Rosalinda
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
Realmente a matéria está bem esclarecedora.

18/01/2010 21:07 – Comentário feito por shirley
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
PARABÈNS, por esse artigo muito bem feito!Para uma pessoa leiga igual a mim ,achei o site muito bem explicado e cheio de informaçôes necessarias para todo o tipo de pessoas a qual precisam ou nao desse tipo de cirurgia.
Ah! se todos fossem assimmm!

31/05/2009 20:22 – Comentário feito por samuel oliveira
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
obrigado pelas informações.. achei muito interansante e vai me ajudar muito a concluir minha faculdade de fisioterapia.valeu mesmo…!

01/05/2009 21:46 – Comentário feito por claudia regina
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
estou interessada no assunto pois pretendo fazer.mas estou insegura.por isso essas informaçoes foram otimas.

29/04/2009 09:16 – Comentário feito por gessy bezerra de araujo
Re: Cirurgia bariátrica. O que é isso?
Estou pensando em fazer por isso leio tudo, gostei muito a explanação do assunto, onde sempre tiro duvidas.

05/04/2009 19:53 – Comentário feito por milena
Cirurgia bariátrica. O que é isso?

eu achei muito interessante.
e eu fiz um trabalho com essas informaçãoes!
gostei muito*
bjssss 

Dicas da Nutricionista: Terapia Nutricional na Cirurgia Bariátrica

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde em Morro

Terapia Nutricional na Cirurgia Bariátrica

A obesidade mórbida é uma síndrome crônica de difícil tratamento. O mesmo geralmente envolve dieta, atividade física, terapia comportamental, uso de medicamentos e, quando tudo isto falha, a cirurgia bariátrica. Esta cirurgia costuma ser indicada para indivíduos com IMC acima de 40kg/m2, que tenham feito tratamento clínico e acompanhamento nutricional por pelo menos 2 anos consecutivos sem sucesso e que apresentem co-morbidades como o diabetes, a pressão arterial elevada, a artrose ou a apnéia do sono. Mesmo optando-se pela cirurgia, o aconselhamento nutricional é muito importante visto que sem uma reeducação alimentar o risco de insucesso e ganho posterior de peso é grande.
A orientação nutricional no período pré-operatório tem como objetivos preparar o paciente para o programa de alimentação do período subseqüente à cirurgia e promover uma reeducação alimentar que possibilite a perda de peso sem que desenvolvam-se deficiências nutricionais.
Dependendo do tipo de técnica cirúrgica adotada o volume inicial aceitado pelo paciente varia entre 50 e 500mL por horário e a consistência da dieta é líquida para que o estômago não seja muito estimulado. Açúcar, gordura e laticínios são excluídos da dieta por aproximadamente 5 dias. Alimentos bem aceitos são água, água de coco, bebidas isotônicas, chás, sucos de frutas naturais coados, caldo de vegetais coados e gelatina diet. Após a primeira semana a dieta evolui e são introduzidos laticínios desnatados, sucos de frutas peneirados, sopa com carne liquidificada, temperos e pudins. Nesta fase os volumes ainda são pequenos e deve-se atentar bastante para a hidratação do paciente. Geralmente permanece-se com esta dieta por mais 15 dias, iniciando-se então uma dieta de transição para uma consistência mais pastosa. Pode-se incluir ovos cozidos moles, biscoitos misturados com leite, frutas raspadas ou amassadas e caldo de feijão.
A dieta pastosa pode ser necessária por mais 15 até 30 dias. É importante que a mastigação seja lenta e cuidadosa, que os líquidos sejam ofertados longe dos horários das refeições e que sejam escolhidos alimentos nutritivos, ricos em cálcio, proteínas, ferro, ácido fólico e vitaminas.
Seguindo-se a este período segue-se a dieta branda, com digestão facilitada pela cocção ou ação mecânica. Por isto excluem-se ainda alimentos muito fibrosos e consistentes e as refeições ainda são bastante fracionadas (6 a 9 vezes ao dia) com volumes pequenos. Esta fase costuma durar outros 15 dias quando o paciente torna-se apto a receber uma alimentação normal, ou aquela da família. Erros alimentares devem ser trabalhados e alimentos ricos em nutrientes devem ser escolhidos.
Na maioria das vezes a suplementação protéica e de vitaminas e minerais é necessária. Converse com seu médico e com seu nutricionista.
Fonte da imagem: http://azlapband.com/db5/00496/azlapband.com/_uimages/plaincolor.jpg

Postado por Andreia Torres

Nutrição e Cirurgia Bariátrica – O Morro

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde em Morro

Nutrição e Cirurgia Bariátrica

Após a cirurgia bariátrica, que tem como objetivo principal a melhora da qualidade de vida através da perda de peso, a nutrição tem um papel importante porque a quantidade e o tipo de alimentos a serem consumidos devem ser limitados.

O objetivo do acompanhamento nutricional é buscar o bem estar físico e emocional, através da seleção dos alimentos que contenham os nutrientes mais saudáveis e que estejam adequados às necessidades de cada indivíduo para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição.

De maneira geral, a principal mudança na alimentação após a cirurgia é uma diminuição importante na quantidade de alimentos consumidos diariamente devido a redução do estômago. Porém, outros cuidados com a alimentação são fundamentais. Pode-se dividir o cuidado com a alimentação em cinco fases após a cirurgia:

1º fase – fase da alimentação líquida: esta fase compreende as duas primeiras semanas após a cirurgia e caracteriza-se com uma fase de adaptação. A alimentação é liquida e constituída de pequenos volumes (em torno de 50 mL por refeição) e tem como principal objetivo o repouso gástrico, a adaptação aos pequenos volumes e a hidratação. Como conseqüência da alimentação liquida, a perda de peso é bastante grande nestas duas semanas, devendo-se introduzir o uso de complementos nutricionais específicos para evitar carências de vitaminas e de minerais. A orientação nutricional deverá ser iniciada pelo médico e nutricionista já no hospital, antes da alta hospitalar.

2º fase – fase da evolução de consistência: de acordo com a tolerância e as necessidades individuais, a alimentação vai evoluindo de liquida para pastosa com a introdução de preparações liquidificadas, cremes e papinhas ralas. A evolução de cada paciente é variável de forma que a escolha de cada alimento deve ser acompanhada cuidadosamente para evitar desconforto digestivo como dor, náuseas e vômitos, esta fase tem um tempo de duração diferente para cada indivíduo porém, em média, dura em torno de 02 semanas.

3º fase – fase da seleção qualitativa e mastigação exaustiva: passado o primeiro mês após a cirurgia, inicia-se uma fase onde a seleção dos alimentos é de fundamental importância pois, considerando que as quantidades ingeridas diariamente continuam muito pequenas, deve-se dar preferência aos alimentos mais nutritivos escolhendo fontes diárias de ferro, cálcio e vitaminas. O paciente deverá receber um treinamento para reconhecer quais são os alimentos mais ricos neste nutrientes de forma a ficar mais independente para escolher as principais fontes de minerais e vitaminas encontradas nas suas refeições diárias. Como a alimentação passa a ser mais consistente deve-se mastigar exaustivamente. A duração desta fase também varia individualmente e dura em média 01 mês.

4º fase – fase da otimização da dieta: nesta fase a alimentação vai evoluindo gradativamente para uma consistência cada vez mais próxima do ideal para uma nutrição satisfatória. Geralmente, esta fase ocorre a partir do 3º mês após a cirurgia quando, quase todos os alimentos começam a ser introduzidos na alimentação diária. O cuidado com a escolha dos alimentos nutritivos deve continuar pois, as quantidades ingeridas diariamente continuam pequenas. Nesta fase o paciente pode ser capaz de selecionar os alimentos que lhe tragam mais conforto, satisfação e qualidade nutricional. Somente não são tolerados alimentos muito fibrosos e consistentes.

5º fase – fase da adaptação final e independência alimentar: esta fase deve acompanhar o paciente a partir do 4º mês e , como nas fases anteriores, também evolui de acordo com as características individuais podendo iniciar-se um pouco antes ou um pouco depois do 4º mês. A partir desta fase, um acompanhamento periódico faz-se necessário somente para o acompanhamento da evolução de peso e levantamento de informações para identificar se existem carências nutricionais como, por exemplo, a anemia. O paciente já tem bastante segurança na escolha dos alimentos e está apto a compreender quais são os alimentos ricos em proteínas, glicídios e lipídios, cálcio, ferro, vitamina A, vitamina C, folatos além de outras propriedades nutricionais.

ALGUNS ASPECTOS IMPORTANTES

O CONSUMO DE LÍQUIDOS. A rápida perda de peso leva a uma aumento transitório dos níveis de ácido úrico na circulação. Quando a hidratação não é suficiente poderá haver formação de litíase renal (pedra nos rins). Por este motivo o consumo de líquidos deve ser monitorado para evitar que a urina fique muito concentrada.

Mesmo sem sede deve-se então consumir líquidos?

Sem dúvida. O consumo de líquidos deve ser constante, independente da sede.

A ESCOLHA DE ALIMENTOS RICOS EM FERRO. Dentre os alimentos mais fibrosos e de aceitação mais tardia está a carne vermelha. Enquanto ela não for introduzida na alimentação, o nutricionista deverá orientar o paciente sobre outras fontes de ferro presentes na alimentação.

Deve-se escolher alimentos fontes de ferro para consumo todos os dias?

Sim. O consumo de alimentos riscos em ferro deve ser constante, principalmente se não for possível consumir carne vermelha.

A INTOLERÂNCIA AO AÇÚCAR. O consumo de alimentos açucarados deve ser evitado por dois motivos: 1º porque o valor calórico é elevado e 2º, dependendo da técnica cirúrgica, poderá haver Síndrome de dumping. Uma avaliação da tolerância ao açúcar poderá ser feita desde que acompanhada cuidadosamente pelo nutricionista.

Mesmo o consumo de uma pequena quantidade de açúcar pode levar à Síndrome de Dumping?

No caso da cirurgia de Capella sim. Apesar de nem sempre ser assim, às vezes o consumo de 01 bala pode desencadear o processo.

O RITMO DE EMAGRECIMENTO. A perda de peso é muito intensa principalmente durante as duas primeiras semanas após a cirurgia. O ritmo acelerado de emagrecimento continua a ser observado até o terceiro mês e , a partir de então, passa a ser mais lento. Este é um processo natural de adaptação fisiológica que faz com que o organismo passe a gastar menos energia diariamente para evitar que a perda de peso rápida e permanente leve à desnutrição e aos conseqüentes riscos à saúde como a queda da resistência à infecções, desmineralização óssea, dentre outros.

Há alguma maneira de melhorar o ritmo de perda de peso nesta fase?

A melhor forma é a atividade física regular. O exercício faz com que o organismo gaste mais energia, o que ajuda a perder peso, além de trazer uma sensação de bem estar e relaxamento. Entretanto, deve-se procurar orientação médica para a avaliação do momento adequado para iniciar o exercício e também para a escolha do melhor tipo de atividade a ser realizada.

Não seria interessante também voltar a fazer dieta líquida como nas duas primeiras semanas após a cirurgia?

Não. Este tipo de prática nesta fase pode debilitar seriamente o organismo.

A NECESSIDADE DO USO DE COPLEMENTOS DE MINERAIS E DE VITAMINAS. Toda vez que as calorias da dieta são inferiores a 1250 Kcal ao dia é necessário complementar vitaminas e minerais. No caso da cirurgia bariátrica, o valor calórico da alimentação se aproxima de 350 kcal nas primeiras semanas e continua inferior a 1250 kcal no mínimo até o sexto mês após o inicio do tratamento. Principalmente durante este período, a complementação é indispensável.

Os complementos podem engordar?

Não. Vitaminas e minerais não produzem calorias.

Que alimentos poderiam prejudicar a perda de peso?

Um consumo excessivo semelhante ao anterior à cirurgia não ocorre porque o estômago não pode receber quantidade elevadas de alimentos. Entretanto, a alimentação em pequenas quantidades pode Ter um valor calórico alto quando é rica em lipídios (gorduras). Toda gordura tem um valor calórico elevado independente da fonte (óleo, azeite, margarina, manteiga) por isto é sempre recomendável evitar o consumo habitual de receitas que levem gordura na sua preparação.

Nutricionista responsável – Renata Valentini

Cirurgia Bariátrica – O morro de São Paulo – Entrevistas

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde em Morro

Entrevista

Cirurgia Bariátrica: Avanços e Perspectivas

Dois dos maiores especialistas brasileiros na cirurgia bariátrica no Brasil – os Drs. José Carlos Pareja, de Campinas, SP, e Cid Pitombo, do Rio de Janeiro, RJ – falam com exclusividade à Revista da ABESO sobre o quadro atual e os rumos desta cirurgia – incluindo, aqui, as perspectivas de reversão do diabetes em pacientes obesos e a cirurgia em pacientes magros com diabetes, ainda em fase experimental.

“Hoje já sabemos por que a cirurgia
bariátrica melhora o diabetes e o motivo
do emagrecimento.”

Dr. José Carlos Pareja,
pesquisador e chefe do Serviço de
Cirurgia de Obesidade da
Unicamp

Por Cristina Dissat

Revista da ABESO: Há quanto tempo sabe-se que a cirurgia bariátrica poderia curar o diabetes?

Dr. Pareja: Há mais de dez anos já sabíamos que a cirurgia bariátrica curava o diabetes, mas não sabíamos como acontecia. Todos achavam que o motivo era a perda de peso. O sujeito emagrece e, com isso, o seu quadro melhora. Um clínico ou especialista, ao tratar esse paciente, sabe que ele precisa emagrecer. De 10 anos para cá, os questionamentos foram crescendo, e as dúvidas sobre os reais motivos que levavam à cura do diabetes, se intensificando. Como um paciente sai da cirurgia bariátrica sem precisar tomar os medicamentos para diabetes? Depois de 5 dias, mais ou menos, ele não precisa de mais nada!

Revista da ABESO: Qual o raciocínio primário dos cirurgiões?

Dr. Pareja: Não é somente a perda de peso que cura. Algo acontece, fazendo com que o organismo mude muito rapidamente. As primeiras respostas a essas dúvidas surgiram com a descoberta do GIP (1970) e do GLP-1 (1985). Com as pesquisas destas incretinas, observou-se que a cura do diabetes poderia estar no intestino. Fazer essa avaliação era muito complexo. Era preciso dosar, saber como dosar, o que só foi possível a partir da década de 70, quando surgiram os radioimunoensaios. Entre 1990 e 1995, outros métodos surgiram para identificação e detecção de hormônios, possibilitando encontrar as respostas para todas as dúvidas quanto ao diabetes. Era preciso dosar antes da operação e observar o que acontecia no organismo. Um dos pontos é que no paciente com diabetes tipo 2, obeso, o GIP é produzido em quantidade normal ou aumentada. Na cirurgia bypass os resultados surpreendiam, pois no dia seguinte à cirurgia ocorre muita produção de GLP-1. Baseadas nesses dados, as experiências começaram a ser feitas com ratos magros, curando-os do diabetes.

Revista da ABESO: Em que ponto estão as pesquisas?

Dr. Pareja: Hoje já sabemos por que a cirurgia bariátrica melhora o diabetes e o motivo que leva ao emagrecimento. Estamos realizando um trabalho muito sério na Unicamp. Atualmente é a única que já tem um protocolo, com pesquisas em todos os hormônios. As demais que existem
no país são baseadas em resultados clínicos. É um acompanhamento caro, pois cada paciente faz de 70 a 100 dosagens antes da cirurgia, representando um gasto médio de R$ 150 mil. Além de outros procedimentos, como o controle com glicosímetros. A avaliação dos resultados em relação ao diabetes não pode ser feita em período inferior a um ano.

Revista da ABESO: O que existe, em matéria de resultados, na cirurgia bariátrica em magros para a cura do diabetes?

Dr. Pareja: Como disse, são teóricos. Acompanhamos seis doentes e observamos que, após a cirurgia, é possível controlar ou curar o diabetes, com estatísticas que variam de 80 a 100%. Um ou outro doente precisará tomar algum medicamento, mas a maioria pode dispensar todos. Agora sabemos o que está acontecendo dentro da célula; que o GLP-1 e o GIP são importantes; que a perda de peso tem uma influência significativa, assim como a menor ingestão de alimento. Não podemos prever em quantos pacientes o procedimento vai funcionar, mas posso dizer que será abaixo de 80%. Ninguém no mundo tem esses números ainda. Todos estão em fase de estudo.

Revista da ABESO: E o que representa isso para o paciente?

Dr. Pareja: É uma cirurgia cujos resultados poderão ser considerados de razoáveis a médios. Não há restrição alimentar e não há grande perda de peso, pelo fato do paciente já ser magro. Agora, se ele não tiver uma vida saudável e engordar, não se sabe o que pode acontecer. Outra questão fundamental para o paciente é o custo. O gasto médio mensal para um tratamento do diabetes de excelente qualidade é de R$ 1 mil. Valores que durarão por 10, 20 anos, ou mais. Se a cirurgia funcionar em 50% dos pacientes, estamos muito satisfeitos. É uma economia

Revista da ABESO: Qualquer paciente pode fazer a cirurgia?

Dr. Pareja: Não. Somente os que têm diabetes tipo 2; em uso de insulina e medicação, sendo que, preferencialmente, há menos de 15 anos; e com peptídeo-C em valores normais, a partir de uma série de exames. Com todos os recursos que a endocrinologia dispõe hoje, não será necessário avaliar o resultado da cirurgia em 100 ou 200 pacientes para saber se irá funcionar, ou não. Daqui a um ano, mais ou menos, teremos todas as respostas. Se forem dentro do que mencionei, o procedimento será aprovado.

Revista da ABESO: Por que a cirurgia bariátrica não fazia parte dos congressos e simpósios e agora vem ocupando tanto espaço?

Dr. Pareja: Porque a técnica foi desenvolvida fora do ambiente universitário. Havia também uma incompatibilidade entre os especialistas. Hoje, os cirurgiões entenderam que é o endocrinologista que encaminha o paciente para a cirurgia. Esse comportamento aconteceu aqui no Brasil. Em países como Suécia, Holanda, Dinamarca, Noruega, Itália e Espanha, o crescimento da pesquisa científica foi mais rápido, por existir uma relação melhor entre as especialidades. Com a possibilidade do tratamento do diabetes, países como os Estados Unidos aumentaram seus investimentos, porque a doença é um dos maiores problemas de saúde. São U$ 120 bilhões, 7% do orçamento, gastos com o tratamento do diabetes.

Revista da ABESO: O Simpósio SBD-ABESO do dia 18 de novembro, em Campinas, é uma mostra de que o debate científico deve ocorrer entre diversas especialidades?

Dr. Pareja: Com certeza. Os endocrinologistas falam sobre os hormônios e a evolução das pesquisas, enquanto o nosso foco é sobre a experiência inicial da cirurgia de Exclusão Duodeno-Jejunal no doente magro. Talvez se o desenvolvimento da cirurgia bariátrica tivesse ocorrido dentro das universidades, não teríamos as dificuldades que ocorrem hoje. Mas existem especialistas como os Drs. Bernardo Leo Wajchenberg, Antonio Carlos Lerário, Alfredo Halpern, Marcos Tambascia, Bruno Geloneze, Ney Cavalcanti e Giuseppe Reppeto que estão ajudando a aproximar as especialidades. O mais importante é que os vários especialistas se unam, pois precisamos pensar em prol do paciente.

Cirurgia Bariátrica: Avanços e Perspectivas

“Reversão do diabetes tipo 2 é
a coisa mais fantástica na
cirurgia de obesidade.”

Dr. Cid Pitombo,
pesquisador da Unicamp e
doutor em cirurgia pela Unicamp/UFRJ

Por Beth Santos

Revista da ABESO: Já se passaram mais de 50 anos desde o primeiro procedimento bariátrico, a derivação jejuno-ileal. Quais são, atualmente, as perspectivas da cirurgia de obesidade?

Dr. Cid Pitombo: Todas as técnicas cirúrgicas têm sido um grande laboratório de pesquisa. Cirurgiões, clínicos e especialmente os endocrinologistas, que começaram a estudar cientificamente os efeitos dessa cirurgia, estão ganhando um mercado muito grande de idéias. Descobriu-se recentemente um hormônio no estômago chamado grelina, responsável pela fome. A partir do momento que desconectamos o pequeno estômago, esse hormônio pára de ser roduzido, e o paciente perde a fome. Existem hormônios no final do intestino – PYY 3-36 e GLP-1 – responsáveis pela saciedade. Alguns já eram conhecidos, outros só a partir da cirurgia da obesidade. Para quem faz pesquisa séria, esse é um grande laboratório para tentar descobrir a cura ou os avanços na cirurgia da obesidade, ou ainda, os hormônios que possam melhorar a saciedade do paciente.

Revista da ABESO: Para onde aponta o futuro?

Dr. Cid Pitombo: O futuro deve demorar de 5 a 10 anos. Nos próximos 10 anos algum procedimento cirúrgico ainda será realizado. A interação cirurgia/tratamento clínico ainda continuará por muito tempo, depois da descoberta de algo mais revolucionário. Acho, no entanto, que as cirurgias serão cada vez menos agressivas. Com cirurgiões que têm experiência, o risco de complicações é muito pequeno. O problema é que há grupos, nada estruturados, que habitualmente operam vesícula, mas se surge um gordinho com condições financeiras, eles operam para ganhar o dinheiro do paciente.

Revista da ABESO: Até agora, qual é o balanço dos erros e acertos na cirurgia bariátrica?

Dr. Cid Pitombo: A cirurgia de obesidade é muito segura quando feita por grupos de cirurgiões treinados e bem estruturados. Vários grupos tiveram que passar pelo erro para chegar ao acerto. Isso é inevitável. Outros erros que eu citaria são os tecnológicos. No início, os grampeadores e as pinças não eram adequados, os grampos eram muito curtos. Então, a incidência de complicações era maior. Mas os acertos foram muito maiores.

Revista da ABESO: O que se descobriu até agora sobre a melhora de doenças associadas e a reversão do diabetes Tipo 2?

Dr. Cid Pitombo: A reversão do diabetes tipo 2 é a coisa mais fantástica na cirurgia de obesidade. Foram feitos estudos de metanálise em 22 mil pacientes e observou-se que 80 a 90% dos doentes operados revertiam o diabetes. Hoje temos uma pequena idéia do porquê. Basicamente, a restrição alimentar – concomitante com a produção de uma Incretina chamada GLP-1, que vai ao pâncreas, melhora o funcionamento da célula beta, e a redução da gordura faz a reversão do diabetes. Baseado nisso, hoje há estudos focados em pacientes magros com diabetes.

A Unicamp, a pioneira, já está operando magros diabéticos para reverter o quadro. Isto é
uma outra linha de pesquisa.

Revista da ABESO: Pode-se falar em cura do diabetes através desta cirurgia?

Dr. Cid Pitombo: Resolução seria a melhor palavra. Existem apenas alguns grupos trabalhando a sério, e a Unicamp tem o estudo mais protocolado. Agora, é preciso muito cuidado com grupos ou simpósios que falem sobre a cura do diabetes. Neste momento, ainda é uma técnica experimental e, sobre estudos experimentais, no Brasil a lei faculta que não se pode ter lucro. Temos hoje a perspectiva, no mundo, de 200 a 300 milhões de pacientes diabéticos tipo 2. Que maravilha, então, se pudermos curar parte deste contingente. Mas não podemos pular as etapas científicas, sob pena de virarmos marqueteiros.

Revista da ABESO: Explique um pouco sobre sua tese de Doutorado.

Dr. Cid Pitombo: Foi um trabalho desenvolvido na Unicamp com o objetivo de estudar mais sobre a adiponectina. Sabemos que ela, no obeso, está muito diminuída. Porque provavelmente a gordura aumentada tem efeito reverso, ou seja, quanto mais obeso, menos adiponectina vai ter. Depois que o paciente é operado, os níveis de adiponectina sobem tremendamente. Ela é extremamente útil, porque bloqueia alguns fatores inflamatórios e doenças arterioescleróticas, como também melhora a captação da insulina e a resistência insulínica, tanto no músculo quanto em outros órgãos. Em nossos estudos, conseguimos provar que principalmente a perda da gordura visceral melhora os níveis dessa proteína produzida pelo tecido adiposo, trazendo uma melhora da função do diabetes e de outras doenças associadas. Quando o doente reverte o diabetes após a cirurgia, a adiponectina e o GLP-1 com certeza são fatores coadjuvantes. Este trabalho acaba de ser aceito para publicação no conceituado Journal of Endocrinology.

Revista da ABESO: O que poderia nos adiantar sobre o tratado de cirurgia de obesidade que está lançando?

Dr. Cid Pitombo: O livro envolve muito a parte metabólica, fisiologia e também técnicas cirúrgicas.
Convidei, com 100% de aceitação, os 60 maiores especialistas do mundo nestes assuntos – no Brasil, Geloneze, Tambascia e Pareja, por exemplo. Além do Scopinaro, o Mason (que criou esta cirurgia) e outros. Fui muito bem aceito pela editora norte-americana Mc-Graw Hill, sou o editor-chefe (nenhum cirurgião brasileiro havia conseguido) e Dr. Pareja é um dos co-editores. Obesity Surgery é o nome. Em 2007 vai ser lançado no Brasil, na versão em inglês.

Revista da ABESO: Você é conhecido por não ter receio de questões polêmicas. Dentre elas, o que acha importante comentar?

Dr. Cid Pitombo: É importante deixar claro que cirurgia de obesidade é para cirurgião, não operador. O operador executa mecanicamente qualquer procedimento. O cirurgião consegue entender e avaliar tanto o paciente quanto as complicações possíveis. E isto envolve interagir com pesquisa e com os endocrinologistas, que estudam isto há muitos anos. Um dos maiores acontecimentos da minha profissão foi conhecer o Bruno Geloneze, o Licio Velloso, Marcos Tambascia e o José Carlos Pareja, da Unicamp, pessoas que desenvolvem níveis de conhecimento sem hipocrisias, alardeamento de marketing etc.

Cirurgia bariátrica Entrevista Dr. Drauzio Varella

- Estou ansiosa pra caramba! Estou nervosa! Não é que eu não queira. A coisa que eu mais quero neste mundo é operar, comenta a secretária Érika Cardote Kuhl.

Três mil pessoas, a cada ano, encaram o desafio radical de emagrecer reduzindo o tamanho do estômago. A cirurgia bariátrica é um procedimento muito delicado.

Não se pode esquecer que um paciente que pesa 190 quilos, 200 quilos, ele é um paciente de risco cirúrgico , explica Alessandra Rascovski, do Ambulatório Clínico de Obesidade Grave do Hospital das Clínicas de São Paulo.

No mundo, as primeiras cirurgias bariátricas foram realizadas em 1954. No Brasil, só a partir da década de 1980. No dia 10 de agosto de 2004, depois de quatro anos na fila, chegou a vez de Érika. Aos 40 anos, com 1,65 m de altura e quase 160 quilos, ela espera na maca a hora de entrar no centro cirúrgico.

As principais complicações cirúrgicas bariátricas são as fístulas (feridas operatórias que demoram pra cicatrizar), anemia crônica, deficiência de cálcio que provoca osteoporose e pedras nos rins, engasgamento, perda de cabelo, cálculo na vesícula e um fenômeno conhecido como dumping.

Alessandra Rascowski – Essa é uma complicação bastante importante e, de certa maneira, até bem-vinda, já que acontece quando o paciente come alimentos muito doces ou muito gordurosos.

- Os médicos falaram que a cirurgia foi um sucesso, que foi muito boa, que não teve problema nenhum, disse Érika após a cirurgia.

Existem várias técnicas de cirurgia bariátrica. As mais utilizadas provocam a perda de peso de duas maneiras: diminuem drasticamente o tamanho do estômago e evitam que os alimentos ingeridos sejam totalmente absorvidos pelo organismo.

- Hoje, só tomei água e chá. Pus 20 ml da seringa, porque o meu estômago agora é pequeno, e preciso ir tomando devagar, de quinze em quinze minutos, contou Érika quando foi entrevistada.

Na cirurgia que Érika fez, o estômago foi cortado bem em cima, de forma que seu volume ficou reduzido a 50 ml. O trânsito dos alimentos foi refeito costurando uma alça do intestino nesse pequeno estômago. O resto do estômago antigo ficou fora de circuito.

- No pós-operatório, fiquei morrendo de vontade de comer, mas não fiz isso porque sabia que ia me prejudicar. A partir do quinto dia, eu comecei a tomar água de coco. Parece que eu nasci de novo. Eu não agüentava mais aquele chá na minha frente. Tomava bem pouquinho, 20 ml. Eles deram uma seringa, daí eu enchia e tomava.

Érika tem todas essas restrições para se alimentar porque, antes, o estômago dela, que se dilatava à vontade, agora, depois da cirurgia, foi reduzido ao volume de 50 mililitros, um copinho de café.

Durante todo o primeiro mês depois da cirurgia, Érika só pode tomar chá, sucos coados e sopas feitas apenas com a água em que foram cozidos os alimentos. Uma dieta bastante restrita, mas necessária: o corpo precisa adaptar-se ao novo tamanho do estômago.

Alessandra Rascowski – A gente vai transformando a dieta de líquida para pastosa, pra branda, até a ingestão dos alimentos sólidos.

Érika – Hoje eu vou comer sopinha de nenê. Olha que delícia! Na realidade, eu tenho vontade de comer coisa mais forte, mas quando o tempero está muito pesado o estômago dói.

Quando o estômago está vazio, libera uma substância chamada grelina, que informa ao cérebro que está na hora de comer. Com a diminuição do estômago, a produção de grelina fica menor e a fome também. Só que esse é um processo demorado.

Érika – Há quinze dias, quando me pesei, já tinha perdido 15 quilos. Acredito que agora, já são mais cinco dias, devo ter perdido mais. O resultado é muito rápido. Aquilo que o gordo sonha, num passe de mágica, está acontecendo.

Dra. Alessandra Rascowski – Você emagreceu 23 quilos. Está dentro da média. O primeiro mês é realmente avassalador, o que dá até uma certa euforia em vocês. Agora vai começar a desacelerar a perda de peso. Só que você agora é muito mais responsável pelos resultados.

- Em termos psicológicos, começa a entrar numa fase muito eufórica, de poder sair, viver tudo o que não viveu. Muitos pacientes, após cinco anos, chegam até a voltar a engordar porque acham que a cirurgia é como mágica, agora posso comer de tudo, vou comer e pronto, declara a psicóloga Marlene Monteiro da Silva.

Depois da cirurgia, quando a pessoa começa a ingerir alimentos sólidos, é preciso muito cuidado. Tudo deve ser bem picado e bem mastigado. Qualquer exagero pode provocar vômito, engasgo, mal-estar.

Drauzio – O que acontece se você forçar, comer mais do que você deveria comer?

Érika – Eu fico entupida e tenho que vomitar.

Dra. Alessandra Rascowski – Pessoas que estavam habituadas a comer cinco mil calorias, portanto refeições exageradas, de repente comem um pouquinho, coisa mínima, e já se sentem mal. Elas vão se adaptando aos poucos. É um aprendizado mesmo.

Érika – Hoje me deu a maior vontade de comer picanha, então eu vou comer picanha, arroz, feijão e pão. Vou comer com bastante gordura e vamos ver o que vai acontecer.

Dra. Alessandra Rascowski -.As complicações mais freqüentes da cirurgia, que aparecem nos primeiros meses, geralmente são cansaço, fraqueza, a síndrome de dumping.

O dumping aparece porque a cirurgia remove o estômago e os alimentos caem direto no intestino. Quando são muito doces ou muito gordurosos, provocam irritação intensa. A pessoa se sente muito mal: palpitações, suor frio, palidez, escurecimento da vista, sensação de desmaio e diarréia.

Érika – É horrível. Começa a sentir como se o estômago estivesse entupido, começa a te dar um suor frio, uma coisa muito ruim. Agora fui no banheiro, pus tudo pra fora. É o preço que você paga pelo que fez, mas é tão pequeno perto dos benefícios que você tem que vale a pena.

Sessenta por cento das pessoas que fazem a redução do estômago desenvolvem intolerância à carne.

Dra. Alessandra Rascowski – Você pode usar soja, você pode usar derivados de leite e aí sim repor a quantidade de proteína necessária para formar musculatura, pra manter o cabelo, pra manter as unhas e até a disposição dessa pessoa.

Este foi o peso da Érika em março de 2004: 115,3 quilos. Em abril, ela estava ainda mais magra: 109,9.

Quando Érika chegou aos cem quilos, estava muito diferente da mulher cheia de problemas que encontramos na primeira gravação. Em dez meses, tinha emagrecido 57 quilos.

Dr. Drauzio – Você fez uma cirurgia. Seu estômago, que tinha uma capacidade enorme, fica reduzido a um copinho, desses de plástico, de café. Você só pode comer um pouquinho, tem uma série de desequilíbrios no organismo. Depois tem que fazer cirurgias plásticas. Compensa o sacrifício?

Dra. Alessandra Rascowski – Compensa o sacrifício? Compensa sim. E compensa principalmente nesses casos em que o paciente tem risco de vida por causa da obesidade.

Erika – Estou realmente aproveitando a vida, os meus filhos, a minha família, os meus amigos. Está muito bom mesmo. E o namorado também, eu estou namorando.

Érika trocou a obesidade excessiva, uma doença grave, com risco de morte, por outra com a qual consegue conviver. Mas nesse processo sofreu muito. A cirurgia é uma solução extrema, um último recurso.

XII Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita
Dr: Ricardo Galvao - Cirurgia Bariátrica e Metabólica - Salvador da Bahia

Dr: Ricardo Galvao - Cirurgia Bariátrica e Metabólica - Salvador da Bahia

Estimados colegas ,

O XII Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e o II Congresso Panamericano de Cirurgia do Diabetes tipo 2 serão realizados na cidade de Bonito no Estado de Mato Grosso do Sul entre os dias 17 e 20 de novembro de 2010.
Desde já gostaria de antecipar uma calorosa recepção do evento que certamente deixará marcas em todos nós cirurgiões bariátricos e membros da COESAS.
Pela primeira vez, nosso congresso será realizado no Centro Oeste, região de intenso desenvolvimento no País, fugindo das tradicionais regiões onde costumamos realizar nossos eventos.
A edição 2010 do congresso alcançará o mesmo nível de excelência dos anos anteriores, e irá seguramente atender as expectativas daqueles que estiverem presentes, como irá surpreender pela organização e qualidade do conteúdo científico.
A cidade de Bonito, internacionalmente conhecida pelas belezas naturais, reserva experiências inesquecíveis. Há oito anos esta região vem recebendo da revista Viagem & Turismo (Ed. Abril), a indicação de melhor destino de ecoturismo do Brasil. São mais de 30 opções de passeios junto à natureza, entre eles a cinematográfica Gruta do Lago Azul, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. A cidade tem adotado uma política de desenvolvimento sustentável, oferecendo conforto, segurança e lazer para toda a família em uma rede hoteleira com mais de quatro mil leitos, contemplando todas as categorias.
O Centro de Convenções de Bonito (onde realizaremos nosso evento), com capacidade para 1,7 mil pessoas, com uma arquitetura arrojada e recursos tecnológicos de ponta, deram ao espaço o título de Melhor Centro de Convenções das Regiões Centro-Oeste e Norte (Prêmio Caio).
Distante cerca de 300 quilômetros de Campo Grande, Bonito oferece estrutura completa para atender todas as necessidades dos participantes, incluindo mobilidade. A cidade conta com pista de pouso para aviões de grande porte, mas também oferece vans turísticas para o transporte terrestre, aproximadamente 3,5h do aeroporto de Campo Grande.
Nós, da comissão organizadora da XII edição deste evento, contando com o incondicional apoio da diretoria executiva da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, registramos nosso orgulho em receber todos os colegas – cirurgiões bariátricos e membros da COESAS e desde já, desejamos boas vindas e tenham todos a certeza de que compartilharemos momentos inesquecíveis.

Um grande abraço e até lá!

Prezados amigas e amigos da COESAS,

Este ano, nosso congresso será especial.

Não só tentaremos dar maior grau de interatividade nas apresentações, que serão mais práticas e menos teóricas. Não só haverá um pré-congresso em abril deste ano com os profissionais da região do congresso para podermos planejar e concretizar estes planos.

Mas também o Congresso será em Bonito, verdadeiro paraíso brasileiro…
Por isso, ele terá um formato geral diferenciado, atendendo às expectativas científicas e ecoturísticas dos congressistas e de seus familiares.

Informações mais completas aqui no site ou com nossas secretárias e, em breve, publicaremos maiores detalhes sobre o programa.

Adriano Segal
Presidente da COESAS – SBCBM (Comissão de Especialidades Associadas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica)

Aída Regina Marcondes Franques – Vice Presidente da COESAS – SBCBM (Comissão de Especialidades Associadas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica)

Comissão Organizadora
Presidente da Comissão Organizadora: James Camara de Andrade
Presidente da Comissão Científica: Carlos Eduardo Domene
Vice Presidente das Comissão Organizadora: Wilson de Barros Cantero
Secretario Geral: Francisco Gomes Rodrigues
Coordenador Geral: Carlos José Saboya Sobrinho
Coordenador da Comissão Científica: Ricardo Cohen
Coordenador de Pôster e Tema Livre: Carlos Aurélio Schiavon
Coordenador de Cirurgias Semi-Editadas: Alexandre Amado Elias
Tesoureiro: Marçal Rossi
Conselho Consultivo:
Arthur Belarmino Garrido Jr.
Edmundo Machado Ferraz
Fernando L. Barroso
João B. Marchesini
Luiz Vicente Berti

Programação Científica Data do evento: de 17 a 20 de novembro de 2010
Horário: das 14h às 20h

Jantar de abertura: dia 17 de novembro 2010
Jantares temáticos: 18 e 19 de novembro de 2010 (por adesão)
Jantar de encerramento: 20 de novembro de 2010

Centro de ConvençõesClique sobre a imagem para conhecer o Centro de Convenções

Planta do Salão de Esposições

Hospedagem

Hotel Nome Classificação Distância Reservas
Clique  na imagem para conhecer o hotel Zagaia Eco Resort Resort 6 Km
Wetiga **** 3.5 Km
Marruá **** 3.4 Km
Pirá-Miúna *** 2.3 Km
Olho D’Água *** 5.2 Km
Águas de Bonito *** 2.8 Km

A Crisval Agência de Viagens e Turismo, localizada na Rodovia Bonito – Três Morros km zero – Bonito – MS com o registro na Embratur 1002163663000152 e associada ao Convention Vistors & Bureau, há 13 anos prestando serviço em Bonito, hoje conta com uma equipe de funcionários com experiência no atendimento de eventos de pequeno a grande porte, grupos de incentivos e escolas.

Rodovia Bonito
Três Morros km zero – Bonito – MS
CEP: 79290-000
Telefone: (67) 3255 – 5502
e-mail: crisval@crisval.com.br

www.crisval.com.br

Inscrições XII Congresso da SBCBM e II Congresso Panamericano de Cirurgia do Diabetes Tipo 2

Categoria 01/02/10 a 31/05/10 01/06/10 a 31/08/10 01/09/10 a 05/11/10 Local
Sócios* R$ 500,00 R$ 650,00 R$ 750,00 R$ 900,00
Não Sócios* R$ 700,00 R$ 850,00 R$ 900,00 R$ 1.100,00
COESAS /Estudantes/ Residentes** R$ 280,00 R$ 350,00 R$ 400,00 R$ 450,00
COESAS não sócios** R$ 400,00 R$ 450,00 R$ 500,00 R$ 550,00
Acompanhantes*** R$ 250,00 R$ 300,00 R$ 350,00 R$ 400,00

* Incluso todas as atividades sociais oficiais.
** Incluso jantar de abertura dia 17/11/10 e o jantar de encerramento dia 20/11/10.
*** Incluso todos os jantares (jantar de abertura dia 17/11/10, jantares temáticos dos dias 18 e 19/11/10 e jantar de encerramento dia 20/11/10).

Para maiores informações clique aqui para ter acesso a secretaria executiva

Secretaria Executiva

Telefone / Fax: (48) 3028-5154
E-mail: bariatrica@praxis.srv.br

www.praxis.srv.br

Cirurgia Bariátrica – Conceitos – Tipos – Considerações Finais

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde em Morro

I – Cirurgia Bariátrica – Conceitos
O tratamento da obesidade é clinico. Baseia-se na reeducação global (nutricional, física e psicológica). Essa reeducação tríplice precisa ser mantida por toda a vida. O uso de medicamentos tem apenas valor coadjuvante pequeno e deve ser prescrito apenas por especialistas devido ao grande número de efeitos colaterais.

Estudos estatísticos mundiais comprovaram que o tratamento clinico só funciona bem até certo peso . Pacientes muito obesos não tem boa resposta ao tratamento clinico. Ou perdem pouco peso ou reengordam com facilidade. Demonstrou-se que até o limite de IMC=40 Kg/m2 o tratamento clinico é bem sucedido, mas acima desse valor o resultado é ruim. Porisso dizemos que o IMC=40 é o limite do tratamento clinico e pessoas com esse IMC (ou maior) são chamadas de Obesos Mórbidos.

Os obesos mórbidos eram pessoas que não tinham tratamento e continuavam a engordar indefinidamante até falecerem em decorrência das comorbidades. Nesse panorama surgiu em 1952 nos EUA uma proposta de tratamento cirúrgico e assim nasceu uma especialidade médica denominada Cirurgia Bariátrica.

Nota do editor: Leia os tópicos: Tubo Digestivo, Origem da Obesidade e Características da Obesidade antes de continuar a leitura.

A intenção dessa especialidade é emagrecer com saúde e evitar a reengorda futura. Existem vários tipos de cirurgia que diferem conforme o seu mecanismo de ação:

* Dificultar a entrada de alimento no corpo
* Diminuir a fome em nível cerebral e causar saciedade gástrica
* Dificultar a absorção de gorduras e carboidratos (Dissabsorção)

Indice

1- Dificultar a entrada de alimento no corpo
Historicamente existiram varias tentativas de dificultar a ingestão alimentar, como por exemplo amarrar os dentes com aço mantendo a boca fechada. Pode-se também estreitar o estomago com uma cinta transformando-o em uma ampulheta de forma que só um pouco de comida passaria por minuto. Outra opção é colocar dentro do estomago algo que fique ocupando espaço como uma bola de plástico que também dificultaria a ingestão por competição de espaço. São as Técnicas Restritivas.

O grande problema desse mecanismo é que a comida que passar pela obstrução será 100% absorvida entre o duodeno e jejuno proximal e assim o intestino delgado terminal não recebe alimentos e não manda o corpo parar de comer (Leia o” Tubo Digestivo” nesse site). Logo o paciente tem muita fome. Trata-se então da luta do instinto da fome versus o estreitamento mecânico. Costumo comparar essa situação com uma cadela no cio trancada no quintal onde provavelmente o macho vai encontrar uma forma de acasalar porque o instinto fala mais alto. Indice

2- Diminuir a fome e causar saciedade gástrica
Conforme os textos “Tubo Digestivo” e “Origem da Obesidade” fica claro que a comida percorre o tubo digestivo da boca até o anus como se fosse uma estrada. Consideremos que a estrada tenha 100 Km. O trecho da estrada entre o kilometro 10 e o kilometro 20 é duodeno e jejuno proximal. Esse trecho é um intestino de altíssima capacidade de absorção, como se fosse um mata-borrão . A maior parte dos nutrientes são absorvidos para o sangue nesse trecho.

O restante do alimento que não foi absorvido continua percorrendo a estrada levado pelo peristaltismo. Quando esses nutrientes chegam no kilometro 80, chamado íleo terminal, eles estimulam esse intestino a produzir hormônios que fazem o corpo parar de comer. O intestino avisa o cérebro que já tem muita comida no intestin. Esse hormônio estimula o centro da saciedade no hipotálamo e a pessoa não tem mais fome. Esses mesmos hormônios fazem a comida que chegou no kilometro 80 voltar de marcha ré em direção ao estomago (anti peristaltismo) causando “empachamento” no estomago e assim tirando a vontade de comer. Dessa forma o intestino avisa o corpo que está na hora de parar de comer É o “Grito do Intestino” que ordena o corpo a parar de comer.

Alem dessas funções esses hormônios produzidos no íleo terminal (kilometro 80) também tem poder de melhorar a produção de insulina pelo pâncreas (efeito incretínico). Esse aspecto é bem documentado no artigo “Cirurgia para Diabetes” desse Site.

Infelizmente a comida moderna (rica em carboidratos e pobre em fibras) é de facílima digestão e talvez 90% desse alimento é absorvido entre o Kilometro 10 e 20 da estrada (duodeno e jejuno proximal) e dessa forma não sobra comida para percorrer o intestino e assim o Kilometro 80 não recebe alimento e por isso não existe o Grito do Intestino. Essas pessoas comem mas o cérebro não sente saciedade e por isso continuam a comer sem parar. Alem disso o estomago não fica desconfortável e continua aceitando nova ingesta.
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Existe uma forma de romper esse ciclo vicioso. Trata-se de fazer um desvio na estrada de forma que a comida não passe pelo trecho entre o Kilometro 10 e Kilometro 20. Dessa maneira a comida não será absorvida nesse mata borrão e haverá nutrientes chegando ao Kilometro 80. Esse desvio faz com que a comida percorra os primeiros 10 kilometros e depois “salte” para o Kilometro 20 e continue todo o trajeto da estrada a seguir. Em outras palavras excluímos apenas 10% da estrada, ou seja a comida passa por todo o tubo digestivo menos pelo trecho de duodeno e jejuno proximal. Esse “desvio” da estrada é chamado Bypass duoeno jejunal. A comida percorre 90% do tubo digestivo e chegando no íleo terminal o paciente não sentirá mais fome e assim emagrecerá porque comerá menos. São as Técnicas de Exclusão Duodenal.

Essa forma de emagrecer nos parece a ideal porque não existe fome e assim sendo não existe sofrimento pela “luta entre querer comer e não poder “.
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3- Causar dissabsorção
A estrada do tubo digestivo tem 100 Km. A comida mistura-se com a bile e o suco pancreático no kilometro 10 e essa mistura percorre a estrada por 90 Km. A bile vai digerindo a gordura nessa viagem. Entre os Kilometros 70 e 90 ocorre a absorção das gorduras digeridas (pela bile) para o sangue.

Existe um mecanismo de cirurgia bariatrica que visa diminuir o contato das gorduras com a bile e também diminuir a estrada que absorve gorduras causando malabsorção de gorduras e também de carboidratos. A técnica consiste em criar um atalho onde a comida chega normalmente até o Kilometro 10 (estomago) e depois ”salta” para o Kilometro 80 sendo que a bile chega por outro atalho ao Kilometro 90. Em outras palavras a comida transita apenas por 30 Km sendo que só nos últimos 10 Km haverá o contato da comida com a bile. Dessa forma a comida transita apenas por 30% do tubo digestivo. As gorduras serão malabsorvidas e os carboidratos tambem porem em menor proporção.

Essa técnica é chamada Técnica Dissabsortiva. O paciente come o quanto quiser porque não tem nenhum fator restritivo. Se o paciente ingerir muita gordura haverá a eliminação do excesso pelas fezes. Dessa forma o paciente emagrece porque absorve mal a comida ingerida.
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II – Cirurgia Bariatrica – Tipos
Utilizando os conceitos descritos acima os cirurgiões bariatricos desenvolveram cirurgias desde 1952, ou seja a Cirurgia Bariatrica como especialidade na medicina já contempla 56 anos.

Atualmente existem 3 técnicas cirúrgicas “mundialmente reconhecidas”, são ela:
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A- Bypass Gástrico
Reconhecida internacionalmente como o “Padrão Ouro da Cirurgia Bariatrica” é a técnica mais empregada no mundo . Talvez 70% das cirurgias bariatricas no mundo seja o Bypass Gastrico . Foi desenvolvida nos EUA pelos Dr Mal Fobi e Rafael Capella em 1980. É baseada na. “Exclusão Duodenal “. Como foi explicado o paciente não sente fome e por isso emagrece. Os pacientes que foram operados por essa técnica em 1980 referem que até hoje não sentem fome. A maioria dos pacientes perde o interesse pela comida . A comida não é mais a grande fonte de prazer.

A perda de peso média é de 40 a 45% do peso inicial. Essa perda em média ocorre nos primeiros 7 meses após a cirurgia (alguns poucos pacientes perdem peso ao longo de até 2 anos após a cirurgia}. Consideramos essa perda suficiente para melhorar a condição clinica do paciente obeso mórbido.

A qualidade de vida dos pacientes é boa porque geralmente não existem vômitos ou diarréia. Existem problemas relacionados com a anemia e com osteoporose, mas são facilmente prevenidos por ingesta de vitaminas, Ferro e Cálcio

A exclusão duodenal tem uma vantagem extra, alem do emagrecimento, que é a melhora da função pancreática promovendo um aumento na produção de insulina que melhora, e geralmente cura, a Diabetes tipo 2.

Nenhum órgão do paciente é removido do corpo. Dessa forma a cirurgia é totalmente reversível. Caso no futuro descubra-se uma cirurgia melhor podemos reoperar e retornar a anatomia original.

O Bypass Gástrico é realizado há 28 anos e continua sendo até hoje a Cirurgia Bariatrica mais popular no mundo, talvez 70% das cirurgias bariatricas do mundo sejam Bypass. Essa técnica passou pela “prova do tempo”.
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B- Banda Gástrica Ajustável
Essa técnica instala uma cinta inflável ajustável ao redor do estomago. Essa cinta promove um estreitamento no estomago transformando-o numa ampulheta. Em baixo da pele do abdomem fica um botão pelo qual o cirurgião pode injetar liquido estéril e assim inflar mais ou menos a banda aumentando ou diminuindo o calibre de esvaziamento da ampulheta .

Quando encontrado o ponto de constricção gástrica ideal o paciente come um pouco e tem que esperar a comida passar pelo estreitamento antes de comer de novo. Dessa forma as refeições serão de pequeno volume e o paciente terá a sensação de saciedade pelo estufamento da parte superior da ampulheta.

O problema com essa técnica é que o paciente tem fome. A comida que passa pela constricção será absorvida pelo mata borrão (duodeno e jejuno proximal) de forma que a comida não chega ao ileo terminal e logo não ocorre o “Grito do Intestino” que causaria a saciedade cerebral.

Rapidamente o paciente substitue a carne e as verduras pelos carboidratos porque eles viram pastosos na boca e passam mais facilmente pela constricção gástrica. Em outras palavras o “Mecanismo da restrição“ pode ensinar o paciente a comer doces porque “passa mais fácil “.

Outro problema é que o paciente tem fome e ao mesmo tempo tem uma restrição a entrada de comida. È o instinto da fome contornando o problema da restrição. Pode surgir uma compulsão de comer doces para satisfazer o instinto da fome.

A perda de peso é ao redor de 20% do peso inicial. Trata-se de uma perda de peso modesta para os pacientes obesos mórbidos.

A qualidade de vida não é muito boa porque o paciente apresenta vômitos frequentes. Uma complicação frequente dessa cirurgia é o refluxo de acido do estomago para o esôfago devido ao estreitamento gástrica causando esofagite de refluxo.

O paciente será portador de uma prótese no estomago por toda a vida. Próteses podem ter complicações no futuro.

Essa tecnica cirurgica só deve ser aplicada a poucos casos selecionados. Estima-se que talvez só 10% dos obesos mórbidos devam ser tratados por essa técnica. O problema é localizar em 100 obesos mórbidos quais seriam os 10 ideais. Parece que devemos evitar usa-la em mulheres, doceiras e beliscadoras. Também parece que devemos evita-la em obesos mórbidos com IMC acima de 45 Kg/m2.
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C- Dissabsortivas
Existem 2 técnicas dissabsortivas : Scopinaro e Duodenal Switch.

Ambas visam fazer a comida passar por apenas 30% do tubo digestivo . A idéia geral é dificultar a absorção de gorduras e carboidratos sem prejudicar a absorção de proteínas. O paciente pode comer quanto quiser, não existe restrição. Se o paciente não comer gorduras e preferir as proteínas, como a carne, ele emagrecerá e terá uma boa qualidade de vida. Se o paciente comer gorduras ele terá diarréia com odor fétido e com grande piora da qualidade de vida devido aos problemas pessoais e profissionais decorrentes desse odor putredo.

Outras complicações que podem ocorrer são:

* desnutrição protéica nos pacientes que não comerem muita proteína
* cirrose hepática
* artralgias

A perda de peso é pouco maior que o Bypass, talvez 50% do peso inicial

A qualidade de vida é muito prejudicada pela eventual diarréia de odor putredo

As complicações (desnutrição e cirrose), embora raras, podem ser graves

Essa técnica talvez deva ser usada somente em pessoas que gostem muito de carne e que tenham bom poder aquisitivo devido a necessidade de muitos exames e talvez até a internações hospitalares no futuro.
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III – Cirurgia Bariatrica – Considerações Finais
Por motivos desconhecidos (genéticos, hormonais, psicológicos , marketing) os pacientes obesos mórbidos tem na comida a maior fonte de prazer de suas vidas. A cirurgia bariatrica de uma forma ou outra destrói essa fonte , ou porque tira a fome (Bypass) ou dificulta a entrada da comida (Banda Gástrica). O paciente precisa estar preparado para “trocar a fonte de prazer” depois da cirurgia. Antes de operar o paciente precisa ser psicologicamente preparado para essa “busca de uma nova fonte de prazer “

As espectativas do paciente precisam ser calibradas antes de operar para evitar grandes decepções no pós operatório. Por exemplo alguns pacientes acham que emagrecendo terão grande melhora no casamento, no emprego, etc .

A família precisa estar envolvida no processo preparatório para a cirurgia bariatrica pois o súbito emagrecimento poderá causar emoções como ciúmes, inveja, etc

A meta da Cirurgia Bariatrica é múltipla:

* Evitar complicações operatórias
* Conseguir emagrecer pelo menos 40% do peso inicial
* Manter esse novo peso por toda a vida
* Evitar efeitos colaterais da cirurgia
* Zelar pela felicidade do paciente

A Cirurgia Bariatrica é uma cirurgia diferente. Na cirurgia clássica , como cirurgia de retirada de apendicite aguda, o cirurgião tira o problema do corpo e mesmo sem que o paciente colabore o mal foi expulso do corpo e o paciente estará curado mesmo contra sua vontade. Na Cirurgia Bariatrica não se consegue retirar do corpo a origem do mal. Não sabemos onde mora a origem da obesidade. Não retiramos a origem do mal. Não existe um único culpado pela obesidade . È uma patologia multidisciplinar envolvendo medicina, psicologia, nutrição, fisioterapia, etc. Operamos um estomago saudável e costuramos intestinos saudáveis. A Cirurgia Bariatrica é um primeiro passo de uma longa caminhada em busca do emagrecimento. É necessário que paciente, cirurgião, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, etc componham uma sociedade onde cada um fará sua parte. O paciente precisa entender que ele precisa acompanhar a Equipe Multidisciplinar por toda a vida para emagrecer, manter-se magro, evitar doenças e ser feliz.

A mortalidade cirurgica é rara. Ocorre principalmente nos grandes obesos mórbidos e nas grandes séries mundiais situa-se em 0,6%. Acreditamos que a mortalidade de “continuar obeso “ seja muito maior que a mortalidade cirúrgica.

O Tubo Digestivo

O tubo digestivo é uma longa estrada que começa na boca e termina no anus.

A sua função é transformar os alimentos que ingerimos em:
A- Energia para as células
B- Matéria prima fabricarmos os elementos que compõe nosso corpo

Os alimentos dividem-se em 3 categorias principais : carboidratos , proteínas e gorduras.

Os carboidratos são constituídos de monossacarídeos que são a unidade básica do carboidrato. Esses aglomeram-se formando carboidratos diferentes.

As proteínas são aglomerados de aminoácidos (unidade básica da proteína) . As variações no agrupamento de aminoácidos fabricarão proteínas diferentes.

As gorduras são constituídas de ácidos graxos e glicerol (unidade básica da gordura).

Conforme a combinação desses elementos teremos gorduras diferentes.

Quando comemos um bife estamos ingerindo proteína do músculo da vaca , a qual não é a proteína do ser humano . Então o tubo digestivo humano desmancha a proteína da vaca em aminoácidos e promove a absorção desses aminoácidos para o sangue . Os aminoácidos serão armazenados no fígado onde serão recombinados entre si para produzir a proteína própria do músculo humano .O mesmo ocorre com os carboidratos e com as gorduras . Esse processo de desconstrução, absorção e reconstrução é chamado de digestão.

A comida percorre essa estrada chamada “Tubo Digestivo” sendo empurrada por movimentos de contração do intestino chamados de peristaltismo

Essa estrada é composta por vários trechos diferentes, cada um com sua função.

Boca
A comida é triturada pelos dentes e misturada com enzimas ( enzimas são elementos que tem a capacidade de provocar reações químicas transformando substancias ) da saliva como a ptialina que iniciam a digestão dos carboidratos . A produção de saliva é muito importante pois torna o alimento úmido facilitando a deglutição
Esôfago
É apenas um tubo que produz muco lubrificante e conduz a comida da boca para o estomago . Não tem função digestiva
Estomago
É uma bolsa grande onde a comida fica armazenada por aproximadamente 2 horas . O estomago produz acido clorídrico e a pepsina ( essa mistura é chamada suco gástrico). O acido é importante para ativar a pepsina e também para esterilizar a comida . A pepsina é a enzima que inicia a digestão das proteínas. O estomago produz 2 litros de suco gástrico por dia.

O estomago possue 2 válvulas . Uma chamada válvula esofago-gástrica que deixa a comida descer do esôfago para o estomago mas não deixa a comida voltar do estomago para o esôfago . Outra chamada de piloro que separa o estomago do intestino ( essa válvula só se abre 2 horas após a refeição ) . Dessa forma a comida fica aprisionada entre essas 2 válvulas por 2 horas após cada refeição.

O acido clorídrico do estomago é muito forte , tem um pH ao redor de 3 , e provavelmente derreteria as paredes do próprio estomago . Isso não ocorre porque o estomago tem um carpete interno que o protege desse acido.

Durante essas 2 horas o estomago vai contraindo misturando comida , saliva , acido e pepsina como se fosse uma maquina de lavar roupas . Percebe-se então que a proteína e os carboidratos estão parcialmente digeridos no estomago, porem as gorduras estão intactas nesse nível Após esse período o piloro se abre e toda essa mistura é liberada para o duodeno.

As fibras de uma refeição distendem as paredes do estomago e estimulam os “receptores de volume” do estomago que por sua vez através de estimulo hipotalamico se traduzem em saciedade induzindo o ser humano a parar de comer . É o primeiro aviso que o tubo digestivo transmite ao cérebro pedindo o fim da refeição . Por isso é importante comermos fibras . As pessoas que só comem carboidratos não tem essa saciedade e comem sem parar.

O antro gástrico (parte final do estomago próximo a válvula pilórica) produz o “Fator Intrínseco” que é uma proteína que se liga a vitamina B12 protegendo-a das ações enzimáticas do tubo digestivo mantendo-a intacta para ser absorvida no intestino delgado distal (íleo terminal) . A Vitamina B12 é muito importante na gênese celular (assim como o acido fólico) e quando baixa causa anemia precocemente.

A maior parte do ferro que ingerimos é da forma “ferrosa” (bivalência positiva) , a qual não é absorvida pelo nosso tubo digestivo . O acido clorídrico do estomago transforma-a para a forma férrica (trivalência positiva) , a qual é muito bem absorvida . O uso de medicamentos que inibem a secreção acida acabam inibindo a absorção de ferro . O ferro é muito importante e na sua falta ocorre anemia grave (diminuição de glóbulos vermelhos no sangue).

O estomago também produz um hormônio chamado grelina que faz a gente sentir fome . É como se o estomago pedisse para o cérebro sentir fome (Esse hormônio é classificado como orexigeno ou seja induz a fome . É o único hormônio orexigeno conhecido atualmente . Outra função desse hormônio é diminuir o metabolismo basal causando sono , preguiça , etc. Por isso esse hormônio gera “Ganho de Energia” pois faz a pessoa comer mais e gastar menos.

Duodeno
É o inicio do intestino . É um túnel de 40 cm . Tem varias características:

* É um “mata-borrão” no sentido de absorver rapidamente os nutrientes simples para o sangue . Os carboidratos são facilmente absorvidos para o sangue nesse tubo de alta absorção
* É a única parte do intestino que absorve o cálcio ( O Carbonato de Ca precisa do contato com acido clorídrico , mas o Citrato de Ca é absorvido na ausência do acido)
* Principal local de absorção do ferro , magnésio , zinco e selênio
* Também produz grelina (hormônio que induz a fome)
* Recebe a secreção do fígado chamada bile . O fígado produz mais de 1 litro de bile por dia que é despejado no duodeno através de um canal chamado coledoco .( Essa quantidade é fixa por dia independentemente da quantidade de nutrientes que chegam ao duodeno ) A bile contem os sais biliares que são um “detergente poderoso” . Esses sais começam a digestão das gorduras . Eles quebram a gordura em moléculas pequenas chamadas micelas que sofrerão a ação das enzimas chamadas lípases que farão a digestão final das gorduras . Esses sais biliares também participarão da absorção das gorduras para o sangue , a qual ocorrerá no íleo terminal . Na falta de sais biliares a gordura é muito mal absorvida sendo evacuada junto com as fezes causando intensa diarréia chamada esteatorréia
* Recebe a secreção pancreática . O pâncreas produz bicarbonato que ao chegar no duodeno neutraliza a acidez do bolo alimentar que vem do estomago ( Essa neutralização do acido é importante para evitar a formação de úlceras duodenais ) O pâncreas também produz enzimas importantes como amilase (que digere carboidratos) , tripsina (que digere proteínas) e lípase (que digere as gorduras que já foram quebradas pelos sais biliares) . A maior fonte de lípases no corpo é o pâncreas A produção de secreções pancreáticas também é ao redor de 1 litro por dia , porem dependendo da quantidade de nutrientes que chegam ao duodeno existe aumento ou diminuição dessa quantidade.

Resumindo podemos dizer que no duodeno todos os alimentos iniciam sua digestão Nesse túnel de 40 cm ocorre a mixagem de todos os nutrientes com as principais enzimas e muitos alimentos já estarão prontos para serem absorvidos para o sangue. Na verdade muitos alimentos de composição simples ( amido e açucares ) e com pouca fibra são completamente digeridos e absorvidos para o sangue no duodeno, de forma que nem chegam ao intestino delgado.

Intestino Delgado
É um longo túnel que pode medir entre 3 e 10 metros. Sua metade inicial é chamado jejuno e sua metade distal é chamada íleo A parede interna desse intestino (como se fosse um carpete) é chamada mucosa. O alimento passa em intimo contato com esse carpete .

Esse carpete produz 3 tipos de enzimas que digerem os principais tipos de carboidratos como a sucrase , a maltase e a lactase .Essas enzimas transformam os açucares em monossacarídeos (unidade básica dos carboidratos) que serão absorvidos por “transporte ativo” (com gasto energético) para o sangue.

A maioria dos carboidratos ingeridos na alimentação é constituída do monossacarídeo glicose (80%) . O restante dos monossacarídeos são frutose e galactose as quais são rapidamente transformadas em glicose. Assim 100% dos monossacarídeos transportados na circulação sangüínea são glicose . Na passagem pelo fígado ao glicose é armazenada na forma de “glicogênio” para utilização futura conforme a necessidade do momento a fim de manter a quantidade de glicose no sangue entre 70 e 100 mg% . O glicogênio é transformado em glicose pelo hormônio Glucagon produzido pelo pâncreas . Assim a glicose é liberada para o sangue . Essa molécula é a principal fonte de energia das células . A glicose precisa entrar nas células (passar do sangue para dentro das células) .

O hormônio insulina , que também é produzido pelo pâncreas , é o responsável pelo transporte da glicose por “difusão facilitada” do sangue para dentro das células . O paciente que produz pouca insulina é chamado diabético e ele tem muita glicose no sangue mas pouca glicose dentro das células .

A mucosa do intestino delgado também produz peptidases que são enzimas que digerem proteínas transformando-as em unidades básicas da proteína , chamados aminoácidos . As proteínas ingeridas pela dieta são inicialmente digeridas no estomago pela pepsina e finalmente digeridas pelas peptidases intestinais sendo reduzidas a aminoácidos . Esses são absorvidos do intestino para o sangue e chegam no fígado . O fígado utilizando essas unidades básicas constroem as proteínas que forem necessárias para o corpo humano como por exemplo : fibras musculares , hormônios , etc

Essa mucosa também produz lípases (em pequena quantidade) que ajudam a digerir gorduras já quebradas pelos sais biliares em ácidos graxos e glicerol (unidades básicas da gordura) . Na verdade a gordura ingerida na dieta é quebrada em partes menores pelos sais biliares no duodeno . As lípases pancreáticas , por hidrólise , transformam as gorduras em suas unidades básicas que são ácidos graxos e colesterol . Novamente os sais biliares entram em ação agregando esses 2 tipos de “ unidades básicas de gordura “ para transportá-las do intestino para o sangue como se “ levasse-as no colo “ até o sangue e daí para o fígado . Esse é o “ciclo entero hepático dos sais biliares” , ou seja os sais biliares são produzidos no fígado , liberados para o intestino onde ajudam a quebrar as gorduras para as lípases fazerem a digestão (transformar em unidades básicas) e depois transportam as unidades básicas até o sangue e assim os sais biliares retornam ao fígado para serem reaproveitados e novamente serem despejados no.

Compreende-se que todos os alimentos ingeridos na alimentação são transformados no duodeno e no intestino delgado em “unidades básicas” que são monossacarídeos , aminoácidos , ácidos graxos e glicerol . Essas unidades básicas são então absorvidas do intestino para o sangue de veias minúsculas que irão desembocar na veia mesentérica superior que por sua vez desembocará na veia porta que conduzirá todas essas unidades básicas para o fígado . O fígado é o grande laboratório do corpo e usará essas unidades básicas para construir as substancias complexas necessárias para nutrir o ser humano. Tudo se passa como se fosse um “Grande Jogo de Lego” onde o intestino “desconstrói” os alimentos desmontando brinquedos (alimentos) em peças simples de Lego para o fígado usar essas peças para construir outros brinquedos (proteínas , açucares , colesterol , etc) . Por isso dizemos que se um paciente tem o “Colesterol ruim” elevado no sangue não é culpa da comida ingerida mas sim do fígado que “utilizou mal” as unidades básicas de glicerol para produzir excesso de colesterol ruim (LDL)

O intestino delgado produz 2 litros de secreções ( água + enzimas )

A totalidade dos alimentos são digeridas e absorvidas entre o duodeno e o intestino delgado

A proteína e os carboidratos podem ser digeridos e absorvidos totalmente no intestino delgado independentemente da participação do fígado e do pâncreas . Por exemplo se um paciente tivesse alguma doença hipotética cujo tratamento fosse retirar completamente o estomago , o fígado e o pâncreas , ele continuaria comendo e absorvendo bem proteínas e carboidratos normalmente . Aceita-se que 3 metros de intestino delgado são suficientes para digerir e absorver toda a quantidade de proteínas e carboidratos necessários para manter níveis sanguíneos normais desses nutrientes . As gorduras não seriam bem absorvidas pois dependem da presença dos sais biliares de produção hepática (fígado)

O final do intestino delgado (íleo terminal ) é o local de absorção de varias vitaminas lipossolúveis como A , D , E e K . Também da Vitamina B12 empurrada pelos sais biliares

Quando nutrientes e fibras chegam ao íleo terminal eles estimulam “receptores químicos” que induzem essa parte do intestino a produzir hormônios que tem dupla função:

* Avisar o resto do corpo que já tem muita comida no tubo digestivo e por isso o corpo deve “Parar de comer imediatamente”. Para atingir essa meta existem alguns hormônios com mecanismos diferentes:

o PYY.
Que é o hormônio que estimula o hipotálamo traduzindo saciedade
Sob esse efeito o paciente sente verdadeira repulsa pelo alimento
Promove um anti-peristaltismo para provocar náuseas
Promove a constrição da válvula pilórica provocando náuseas
Essas ações em conjunto são chamadas “ Freio Ileal”
O PYY é o maior sacietogeno humano
Produzido no íleo terminal e colon
o
Outros.
GLP1 + Oxintomodulina

* Avisar o pâncreas que foi feita uma grande refeição e que o nível de açucar sanguineo subirá em breve e que será necessário produzir insulina para passar essa glicose para dentro das células . Essa ação estimulatória a produção insulínica é chamada “efeito incretínico” e esses 2 hormônios classificados como “Incretinas”:
o GLP1
Que estimula as células Beta do pâncreas a produzirem insulina
Tem efeito tão poderoso que inclusive reativa célula preguiçosa
Inibe célula Alfa produtora de Glucagom que aumenta glicemia
Produzido no íleo terminal e colon
Também é anorexigeno e faz freio ileal
Por isso melhora a Diabetes tipo 2
Não tem ação na Diabetes tipo 1 porque as células Beta faliram
o GIP
Mesmo efeito que o GLP1.
Produzido principalmente no duodeno e jejuno alto

Intestino Grosso
É um tubo de 2 metros que liga o intestino delgado ao anus Assim como o esôfago não tem função de digerir ou absorver alimentos Absorve quase toda a água que chega no colon (ao redor de 10 litros por dia ) Produz muco (geléia lubrificante) que tende a facilitar o ato da evacuação Evacuação anal dos restos alimentares que não foram digeridos.

Origem da Obesidade

No passado longínquo a comida era rara e o homem pré-histórico gastava muita energia para consegui-la. Havia uma grande atividade física constante, ou no sentido do homem fugir de algum animal maior que o quisesse como refeição ou correr atraz de algum animal menor para comer. Eram tempos de escassez. Havia então um instinto de comer tudo que estivesse ao alcance para fazer reservas energéticas pois não se sabia quando seria a próxima refeição.

Com o passar do tempo o homem desenvolveu a inteligência e dominou o planeta. Aprendeu a plantar, pastorear , enfim a ter comida em abundância e acima de tudo sem precisar correr atraz de alimento. Alias nem fugir de outros animais, pois o homem deixou de ter predador . Nesse momento, talvez no século passado, o homem conheceu a abundância e a falta de predador. Com certeza nenhuma outra espécie viva nesse planeta conquistou esse duplo previlégio.

Aparentemente trata-se de um progresso da espécie, mas na verdade foi o inicio de uma nova Era. A “Era do sedentarismo e da comilança desregrada”. Em outras palavras submetemos o nosso corpo a um estilo de vida para o qual ele não foi feito. Estamos nos desviando das orientações do nosso “Manual de Manutenção” e pior, muito rapidamente, sem dar tempo a Mãe Natureza de fazer os ajustes lentos e graduais que a evolução das espécies requer.

Ao descobrir o fogo o homem aprendeu que esquentando a comida ela fica mais saborosa e de mais fácil digestão. Assim , nesse momento começamos a retirar as fibras dos alimentos. Chamamos isso de “digestão externa”. Aprendemos também a refinar industrialmente o trigo e o açúcar deixando-os sem fibras também. Dessa forma a comida passou a não ter fibras.

As moradias atuais são pequenas devido a intensa migração urbana dos últimos séculos e por isso as cozinhas não comportam grandes quantidades de frutas e verduras para fornecer 2.000 calorias por pessoa por dia as custas de frutas, verduras ou legumes. Foi necessário encontrar uma alternativa mais prática para alimentar as pessoas. Surgiram as comidas de baixo volume, hipercalóricas e não perecíveis (tradução : amido e açucar sem fibras) como pão, bolacha, chocolate, etc.

Esse tipo de comida não causa saciedade porque não distende o estomago e por isso esse tipo de comida induz a comer sem parar.

Esse tipo de comida moderna é de facílima digestão e por isso quase toda realizada no duodeno. Dessa forma quase toda a comida será absorvida para o sangue no duodeno e no inicio do jejuno. Assim não haverá resíduo alimentar chegando ao íleo terminal e com isso não haverá estímulo para produção de hormônios como GLP1, PYY e Oxintomodulina. Esses hormônios são responsáveis pelo “grito intestinal” que avisa o cérebro para parar de comer. Em outras palavras a comida moderna é tão facilmente absorvida que a grande parte do intestino não vê comida. É uma pena porque dessa forma o intestino acha que a pessoa não comeu e não manda o cérebro parar de comer, e dessa forma a pessoa continua comendo sem parar, ou seja de forma insaciável.

Assim então entendemos porque o progresso intelectual humano induz a obesidade pois come-se muito e gasta-se pouca energia, ou seja assim como uma conta bancaria onde estoca-se muita energia e gasta-se pouca energia, o resultado será uma conta bancaria bem gorda.

Listo a seguir os 6 mandamentos da Obesidade Moderna:

* Sedentarismo por sermos o topo da cadeia alimentar (não temos predador) e logo não precisamos fugir de ninguém
* Sedentarismo por termos abundância de alimentos. (Todas as outras espécies vivas vivem na escassez de alimentos e por isso precisam correr muito atraz de comida)
* Sedentarismo por ficamos trancados em casa com medo da violência urbana.
* Sedentarismo porque a tecnologia permite resolvermos tudo em casa pela Internet, pelos Deliverys, etc.
* Comemos comidas hipercalóricas de baixo volume que não causam saciedade pois não distendem o estomago e assim o homem come e continua “bem disposto” a continuar a comer por tempo indeterminado.
* Comemos comidas hipercalóricas de facílima absorção no duodeno e jejuno altos logo o “intestino passa fome“ e por isso não existe o grito do intestino avisando o cérebro para parar de comer. E assim o individuo continua com fome mesmo depois de comer muito.

Resumo
Em resumo o Mundo Moderno induz a obesidade. O homem do futuro será um grande obeso. A mesma tecnologia que é capaz de esticar a sobrevida graças a transplantes e vacinas será a grande culpada pela diminuição da sobrevida graças as complicações decorrentes da obesidade extrema.

É necessário que tenhamos consciência desse fenômeno e que lutemos contra essa correnteza mudando nossos hábitos alimentares e físicos imediatamente.

Caracteristicas da Obesidade
Classificação
Na pratica quantificamos o grau de obesidade conforme o IMC (Índice de Massa Corporal). Trata-se de uma conta matemática onde dividimos o Peso (Kg) pelo quadrado da altura (m).
Exemplo:

Peso = 130 Kg e Altura = 1,72 m
IMC = 130 / 1,72 x 1,72 = 43,94 Kg/m2

IMC até 25 Kg/m2 = normal
IMC entre 25 e 30 = Sobrepeso
IMC entre 30 e 35 = Obeso tipo 1
IMC entre 35 e 40 = Obeso tipo 2
IMC entre 40 e 50 = Obeso Mórbido
IMC entre 50 e 60 = Super Obeso Mórbido
IMC acima de 60 = Super super Obeso Mórbido

Na verdade esse índice é muito simplista porque não leva em conta a porcentagem de gordura, massa muscular ou de água. O peso como única fonte de informação pode equiparar um obeso a um halterofilista. Por isso trabalhamos com outros parâmetros que são obtidos por uma técnica chamada Bioimpedânciometria na qual calcula-se a porcentagem de gordura, massa magra e água. Usamos tambem a Tomografia Computadorizada para individualizar a gordura visceral da gordura subcutanea.

Existem 2 padrões de obesidade:

* Obesidade Visceral
Obesidade Visceral localizada principalmente dentro da cavidade abdominal. Esse tipo de gordura é perigosa porque causa a liberação de hormônios que causam Hipertensão arterial e Diabetes, logo diminuem a quantidade de vida. As pessoas que tem esse padrão de distribuição gordurosa geralmente tem cintura grande. Esse padrão lembra uma “maça” pois parece uma bola no centro do corpo. É o padrão de obesidade masculina, ou seja andróide.
* Obesidade Subcutânea
Obesidade Subcutânea localizada em baixo da pele, principalmente nádegas e coxas. Esse tipo de gordura não produz hormônios tão perigosos, porem devido as alterações de quadril e coxas causa dificuldade na movimentação corporal, logo diminuem a qualidade de vida. As pessoas desse grupo tem a parte superior do abdomem mais fina que a inferior e porisso assumem aspecto de “pêra”. É o padrão de obesidade feminina, ou seja ginecóide.

Comorbidades
Qualquer que seja o grau ou o padrão de obesidade haverá piora de quantidade e de qualidade de vida porque a Obesidade causa doenças. Chamamos as doenças que decorrem da obesidade de “comorbidades”. Essas doenças são “Filhas da Obesidade”.

As comorbidades mais frequentes são: Hipertensão arterial, Diabetes tipo 2, Hipercolesterolemia, Apnéia do sono, Insuficiência Cardíaca, Artroses de quadril e joelhos, Obstrução arterial (ex. coronarias, carótidas, etc.), etc.

Essas doenças geram muitas consultas médicas, exames, medicamentos e internações. Alem do paciente sofrer com a doença ele também precisa arcar com grande gasto de tempo e dinheiro.

Essas comorbidades causam a mortalidade precoce nos obesos.

Outro aspecto que também deve ser considerado é o “sofrimento psicológico” causado pela Obesidade. Alguns pacientes tem dificuldade para andar, passar na roleta do ônibus, sentar em poltronas de cinema ou avião, comprar roupas e até mesmo de fazer sua higiene pessoal. Existe também a discriminação social dificultando relacionamentos sociais e afetivos, alem de dificultar a vida profissional em alguns casos.

Tratamento

A meta no tratamento da Obesidade é múltipla:

* Emagrecer perdendo principalmente gorduras . Não temos nenhum interesse em promover a perda de massa muscular ou de água
* Emagrecer sem causar efeitos colaterais
* Trazer o paciente a um IMC normal (ao redor de 25 Kg/m2)
* Manter esse novo peso por toda a vida

O tratamento da obesidade é sempre clinico e deve ser mantido para toda a vida.

Obrigatoriamente o paciente precisa mudar seus hábitos, mudar a sua rotina.

O paciente precisa aprender a alimentar-se corretamente. Escolher alimentos que causem saciedade e que tenham poucas calorias. Chamamos isso de reeducação alimentar.

O paciente precisa ter atividade física diariamente para queimar suas reservas e assim evitar que haja armazenamento do excesso de calorias na forma de gorduras.

O paciente precisa estar em estado de equilíbrio psicológico para evitar o “comer compulsivo”, ou seja comer continuadamente mesmo sem necessidade psicológica.

Em resumo é necessário uma “reeducação tríplice” (alimentar ,física e psicológica) para conseguir emagrecer com saúde.

Nenhum medicamento substitui essa reeducação e apenas o uso de medicação sem reeducação tríplice pode ser prejudicial a saúde em vários aspectos diferentes.

É necessário deixar claro que essa reeducação tríplice precisa ser mantida eternamente e que no momento que “baixarmos a guarda” haverá a reengorda. É por esse motivo que qualquer tratamento clinico que tenha prazo definido para terminar será condenado ao fracasso pois todo o peso perdido durante o período de reeducação será readquirido em poucos dias após o retorno aos maus hábitos iniciais. Um exemplo desse raciocínio é quando o paciente freqüenta um spa e em quinze dias de bons hábitos emagrece 10 kg. Se ao retornar para casa ele reassumir maus hábitos como o sedentarismo e comer doces compulsivamente, ele certamente reganhará os mesmos 10 Kg em pouco tempo.

Assim fica claro que essa reeducação tríplice precisa ser adotada eternamente. Constatamos na pratica que ninguém faz coisas “que não sejam prazerosas” por longos períodos de tempo. Não adianta querer forçar um obeso a fazer academia de ginástica diariamente se ele não gosta de academia. Provavelmente ele abandonará todo o projeto de reeducação tríplice. É necessário adequarmos a reeducação tríplice de forma individual respeitando as preferências do paciente. Por exemplo a nutricionista precisa ao elaborar o cardápio levar em conta o “paladar” desse paciente. Outro exemplo é a escolha da atividade física onde o paciente talvez prefira dançar ou nadar ao invez de fazer academia diariamente.

Em resumo o tratamento da obesidade é sempre clinico e é baseado na reeducação tríplice que deve ser prazerosa e adotada de forma eterna. O uso de medicamentos é “apenas medida complementar” que deve ser prescrita apenas por médicos especializados devido ao elevado potencial de efeitos colaterais.

Falha do Tratamento
A reeducação tríplice funciona muito bem até certo nível de obesidade. Observou-se na pratica médica que as pessoas muito obesas não apresentavam boa resposta terapêutica , ou porque emagreciam pouco ou porque reengordavam mesmo adotando novos e bons hábitos.

Estudos mundiais comparando IMC antes e depois de tratamentos de obesidade comprovaram que a reeducação tríplice tem resultado surpreendente em pacientes com IMC inferior a 40 Kg/m2. Por esse motivo consideramos o IMC de 40 Kg/m2 como a fronteira do tratamento clinico . Quem cruza essa fronteira é chamado de Obeso Mórbido.

Estima-se que existam no Brasil 5 milhóes de obesos mórbidos (2007).

Considera-se que atualmente (2008) o único tratamento eficaz para o obeso mórbido seja a cirurgia bariatrica. Nos EUA foram realizadas 200 mil cirurgias bariatricas em 2007, enquanto no Brasil no mesmo ano foram realizadas aproximadamente 20 mil cirurgias.

Dicas de Cirúrgia de redução do estômago em salvador – Bahia

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Dicas Saúde em Morro

Dicas e Informações sobre a Cirurgia Bariátrica (Redução do Estômago)

Cirurgião geral no Hospital Geral do Estado da Bahia

Cirurgião geral no Hospital Geral do Estado da Bahia

Contato – rargalvao@yahoo.com.br

Cirurgião geral no Hospital Geral do Estado da Bahia, onde exerce a função até hoje.
Membro da equipe do Instituto Márcio Café

Cirurgião geral do Hospital Santa Isabel;

Residência Médica em Cirurgia Geral (Hospital Santo Antônio). Estágios extracurriculares em Cirurgia geral no Hospital Santos Antônio;

Graduação em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

marciocafe@institutomarciocafe.com.br

Dr. Marcio Café

- Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões;

- Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva;

- Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica;

- Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica;

- Instrutor de Laparoscopia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;

- Membro titular da ASBM – American Society For Bariatric ent Metabolic Surjery;

» 1995 / 96 – Instrutor do Serviço de Videolaparoscopia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;

» 1995 / 96 – Pós-Graduação tipo Mestrado em Cirurgia Geral na Área de Cirurgia do Esôfago do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;

» 1994 / 95 – Curso de Especialização em Cirurgia do Aparelho Digestivo no Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;

» 1991 / 94 – Residência em Cirurgia Geral no Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Incluindo Videolaparoscopia;

» 1989 / 90 – Internato Oficial de Cirurgia no Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo do Hospital Nove de Julho. Coordenador: Prof. Dr. Henrique Walter Pinotti;

» 1985 / 89 – Curso Superior Escola de Medicina e Saúde Pública da Bahia.

Sinônimos para Cirurgia Bariatrica: cirurgia para redução do estomago, gastroplastia, cirurgia da obesidade, cirurgia do obeso, cirurgia para emagrecer, cirurgia para redução de peso, operação do estômago, cirurgia metabólica ou cirurgia plástica de estômago.

Introdução: a obesidade é um grave problema de saúde e é classificada através do Índice de Massa Corpórea – IMC > 30.

A obesidade deve ser tratada através de dietas hipocalóricas, exercícios físicos, mudanças no estilo de vida, psicoterapia e medicamentos indicados pelo médico especialista. Em muitos casos, particularmente em obesidade morbida (IMC > 40), esse tratamento é pouco eficaz na redução do peso e em tratar suas complicações. Assim, a cirurgia bariátrica ganha espaço e importância, sendo um dos procedimentos que mais vem aumentando no mundo devido a técnicas cada vez mais seguras e efetivas.

Objetivos da Cirurgia Bariátrica: através de uma redução no volume do estômago há uma significativa diminuição na ingestão alimentar, na sensação de fome, possibilitando uma saciedade com menor quantidade de alimentos e calorias (dieta hipocalórica). A cirurgia bariátrica facilita a perda de peso, com objetivo de se obter uma vida mais saudável, com mais qualidade, controlar as doenças já existentes relacionadas a obesidade (diabetes, dislipidemias, hipertensão, apnéia do sono, incontinência urinária de esforço, osteoartrose, asma, problemas respiratórios, depressão, doença do refluxo gastresofágico, problemas sexuais), diminuir o aparecimento de novas doenças e a mortalidade. É importante ter em mente que a cirurgia bariátrica permite este controle na ingestão alimentar e diminui a sensação de fome, mas as modificações no estilo de vida devem ser permanentes, inclusive a realização de exercícios físicos e acompanhamento médico, nutricional e psicológico.

Indicações para Cirurgia Bariatrica:
a) pacientes com IMC igual ou maior que 40 (obesidade mórbida)
b) pacientes com IMC igual ou maior que 35 com problemas de saúde (doenças) relacionados à obesidade (hipertensão, diabetes, dislipidemias, apnéia do sono, insuficiência coronariana, doença do refluxo gastresofágico, depressão, osteoartrose joelhos/quadril)
c) pacientes com falência do tratamento clínico da obesidade (histórico de tentativas de perda de peso anterior, com diferentes tratamentos sem sucesso), devem passar por avaliação médica, nutricional e psicológica e não ser portador de nenhuma doença ou condição que contra-indique a cirurgia.

Contra-Indicações:
a) Dependente de álcool ou drogas
b) Apresentar sintomas clínicos que contra-indiquem a cirurgia (podem ser transitórios ou permanentes) como insuficiência renal, infarto agudo do miocárdio, cirrose hepática, doença pulmonar grave,além de distúrbios psiquiátricos graves
c) Ausência de condições psicológicas
d)Objetivo de realização da cirurgia por motivos estéticos em pacientes que não apresentam indicação médica para o procedimento

Riscos e Complicações da Cirurgia Bariatrica:
Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia bariátrica apresenta riscos e complicações que dependem da técnica escolhida. Somando-se técnicas avançadas, a cirurgiões competentes e capacitados, mais a escolha de um hospital de referência, com todo o suporte necessário para o procedimento, a taxa de complicação e mortalidade é baixa. Lembramos que a obesidade por si só constitui risco.

Após a Cirurgia:
Quando a operação é feita por laparoscopia , o tempo de internação hospitalar médio é de 2 dias e afastamento temporário do serviço de 7 dias. Nos primeiros 30 dias, o paciente só ingere líquido (sopa, sucos, caldos), para não forçar os pontos e para adaptação ao novo volume reduzido do estômago. Aos poucos a dieta passa de líquida para pastosa, para branda, até a ingestão dos alimentos sólidos. Sessenta por cento das pessoas que fazem a redução do estomago desenvolvem intolerância à carne. É possível substituir por soja e derivados de leite para repor a quantidade de proteína necessária para formar musculatura, manutenção e fortalecimento do cabelo e unhas.

Complicações existem e por isso o paciente que realizar a cirurgia deve ter bom acompanhamento médico e nutricional antes e após a cirurgia para minimizá-las.As principais complicações tardias são: anemia crônica, deficiência de cálcio que provoca osteoporose e pedras nos rins, engasgamento, perda de cabelo, cálculo na vesícula e um fenômeno conhecido como dumping (nas cirurgias de derivação gástrica). O dumping aparece porque a cirurgia remove o estômago e os alimentos caem direto no intestino. Quando são muito doces ou muito gordurosos, provocam uma irritação intensa. A pessoa se sente muito mal: palpitações, suor frio, palidez, escurecimento da vista, sensação de desmaio e diarréia. É uma complicação importante e até bem-vinda, permitindo assim o controle na ingestão de alimentos doces e gordurosos.

Os benefícios que o paciente usufrui após a cirurgia são imensos. A grande maioria dos pacientes relatam que as complicações são um preço pequeno a pagar frente aos benefícios decorrentes da perda de peso, melhora da qualidade de vida, resgate da auto-estima e da diminuição e controle das doenças relacionadas com a obesidade, além da significativa redução da mortalidade precoce.

Benefícios:
Com a cirurgia bariatrica e o acompanhamento multiprofissional posterior, os benefícios para o paciente são evidentes e de grande impacto para a saúde e qualidade de vida.

A obesidade mórbida leva à redução do tempo médio de vida e a muitos problemas de saúde associados, chamados de co-morbidades.

Diversos estudos mostram que este tratamento permite uma vida mais saudável e prolongada. Além do resgate da auto-estima, diminuição e controle das doenças relacionadas com a obesidade.

Em média, há perda de 40% do peso em 12 meses, desde que o paciente continue seguindo orientações nutricionais, atividade física e acompanhamento regular.

Novamente, ressaltamos a importância da dedicação do paciente ao próprio tratamento como fator fundamental do sucesso terapêutico, levando à importante melhora até resolução completa de doenças como diabetes tipo II, hipertensão e apnéia do sono. Conheça alguns dos benefícios específicos ligados às co-morbidades associadas à obesidade morbida após tratamento com a cirurgia bariatrica.

a) Hipertensão e Problemas Cardíacos
Embora a hipertensão possa ocorrer por outros motivos, a obesidade está diretamente relacionada com hipertensão e quanto maior o IMC, maiores os níveis pressóricos e maior a gravidade e dificuldade no controle da pressão. A hipertensão é um dos principais fatores de risco para acidente vascular encefálico (derrame), infarto do coração, falência cardiaca (insuficiência cardíaca), insuficiência renal e obstrução arterial dos membros inferiores (pernas). A cirurgia bariátrica, reduzindo o excesso de peso, reduz o trabalho e a necessidade do esforço do coração, diminuindo os níveis de pressão. Associada a mudanças na dieta, exercícios físicos e significativa redução de peso há maior facilidade no controle da hipertensão e demais condições associadas como dislipidemia e diabetes. Estudos científicos com mais de 10.000 pacientes mostram melhora significativa ou resolução da hipertensão em até 92% pacientes.

b) Diabetes tipo II
Diabetes tipo II é uma desordem do metabolismo da insulina e da glicemia, relacionando-se diretamente com a obesidade e mais ainda com a obesidade morbida. Embora possa ocorrer em pacientes não relacionados a obesidade, quanto maior o IMC, maior o risco de desenvolver diabetes, mais precocemente e de maior gravidade. Com o passar dos anos o dibetes tipo II leva a problemas no coração, nos rins, nas pernas, nos olhos e a um aumento de doenças cerebrais como acidente vascular cerebral (derrame) e demências.Pacientes submetidos a cirurgia bariátrica tem uma diminuição da resistência à insulina, melhorando assim o nível de glicemia (açucar no sangue), diminuindo a necessidade do uso de medicação de controle e do uso de injeção de insulina.Estudos cientifícos mostram melhora significativa, até situações de resolução do quadro de diabetes após a cirurgia, mesmo antes da acentuada redução do peso. Estudo recente mostrou resolução completa do diabetes tipo II em 76% pacientes e resolução ou melhora significativa em 86%. A maioria dos pacientes não necessita mais do uso de medicação, ou o faz em doses pequenas para o controle do diabetes após a cirurgia bariátrica e tratamento multiprofissional continuado.

c) Dislipidemia (aumento colesterol)
Dislipidemia é uma desordem do metabolismo dos lípides – substâncias derivadas da gordura – no sangue. Esses lípides são parte estrutural na formação das placas de aterosclerose (gordura) nas artérias do corpo, especialmente no coração, cerebro, rins e pernas, levando a infartos cardíacos, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e obstrução aterial dos membros inferiores. Embora possa ocorrer em paciente não obeso, há uma relação importante e bem definida com a obesidade, acarretando quadros mais graves, de mais díficil controle clínico e medicamentoso, com maiores complicações.
No acompanhamento de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica e tratamento continuado houve melhora dos níveis de colesterol em 93% dos pacientes.

d) Depressão
Depressão pode ocorrer em qualquer pessoa, embora em pacientes com obesidade mórbida exista uma porcentagem muito maior que na população em geral, tende a ser mais severa e de mais difícil tratamento. A obesidade morbida não é causa de depressão mas contribui para a dificuldade na resolução do quadro por complicar e muitas vezes impossibilitar atividades da vida diária, interação social, procura de empregos e relacionamentos afetivos. A redução do peso, combinada com tratamento médico e psicológico proporciona saúde emocional mais equilibrada.
Pacientes submetidos a cirurgia bariátrica, mostram expressiva melhora na qualidade de vida, nas interações sociais, bem-estar emocional, oportunidades de emprego e nas condições econômicas. É importante a avaliação psicológica no pré-operatório para ajudar e preparar o paciente para as mudanças que ocorrem com a cirurgia.

e) Osteartrose (Quadril e Joelhos)
Osteoatrose é uma condição médica em que há um desgaste das articulações, levando à dor e dificuldade de movimentação. Em obeso mórbido, as articulações mais acometidas são joelhos e quadris, levando a quadros dolorosos, que muitas vezes impedem o paciente de andar, subir escadas, abaixar. Com a redução de peso, a pressão sobre os joelhos diminui, reduzindo a dor de forma considerável.
A cirurgia bariátrica, como reduz peso expressivamente e de forma duradoura, é um tratamento muito efetivo para esse tipo de osteoartrose. Um estudo recente em 500 pacientes mostrou resolução da artrite em 90% pacientes operados.

f) Apnéia do Sono e Problemas Respiratórios
Apnéia Obstrutiva do Sono é quando a respiração é temporariamente suspensa durante o sono por colapso da musculatura e de tecidos moles da garganta e do pescoço. A obesidade m orbida pode levar a um quadro grave de apnéia do sono e a outros problemas respiratórios (cerca de 50-60% obesos mórbidos sofrem de apnéia do sono). Quanto maior o excesso de peso, maior a quantidade de gordura pressionando o peito e os pulmões, dificultando a respiração.
Com a cirurgia bariátrica há uma redução do excesso de peso, diminuindo o depósito de gordura na garganta e no pescoço, diminuindo a ocorrência e a gravidade da apnéia do sono. Estudos recentes mostram resolução completa em 85% pacientes após a cirurgia associada ao acompanhamento multiprofissional e modificações no estilo de vida

g) Doença Refluxo Gastro-Esofágico
Doença do Refluxo Gastro-Esofágico é causada pela exposição crônica da mucosa do esofâgo ao conteúdo ácido do estômago, levando a quadros de queimação, azia, inflamação do esofâgo e lesões mais graves. O excesso de peso é uma das causas porque acarreta um enfraquecimento da válvula que impede o refluxo. Em obeso mórbido a doença do refluxo é muito mais frequente e tem maior gravidade.
Com a cirurgia bariátrica há melhora deste quadro por duas razões: a redução do peso diminui a ocorrência e a gravidade do refluxo; a outra razão é que a cirurgia diminui a produção de ácido no estômago. Estudo com 500 pacientes mostrou resolução completa da doença do refluxo em 98% após a cirurgia bariátrica.

h) Incontinência Urinária de Esforço
Entre mulheres, a obesidade mórbida é um importante fator de risco para incontinência urinária de esforço ou perda involuntária e incontrolável de urina na realização de esforços ou situações como tossir, rir, espirrar. A obesidade mórbida aumenta a prevalência de incontinência pelo relaxamento e frouxidão da musculatura abdominal e pélvica.
Através da cirurgia bariátrica associada ao tratamento multiprofissional, há uma significativa melhora nos quadros de incontinência urinária de esforço em mulheres. Estudo recente mostrou resolução do quadro em 97% dos pacientes após cirurgia bariátrica.

Conheça os tipos de cirurgia de estômago:
A escolha da melhor técnica cirúrgica para seu caso deve ser individual e avaliada junto com seu médico. Em muitos casos, a cirurgia pode ser feita por laparoscopia, o que implica em um tempo de internação menor e um pós operatório de recuperação mais rápida.
As cirurgias bariátricas podem ser divididas em três grupos:

1) CIRURGIA RESTRITIVA
Reduzem o tamanho do reservatório gástrico, aumentando a saciedade e diminuindo a velocidade de esvaziamento do pequeno estômago. O procedimento induz à saciedade precoce e restringe o volume de alimento.
Suas vantagens são: baixo índice de complicações; baixíssima taxa de mortalidade; mínima interferência na fisiologia digestiva; ausência de dumping; não comprometimento da absorção de cálcio, ferro, vitaminas; mantém o trato digestivo acessível à investigação diagnóstica no futuro; fácil reversibilidade e ajuste individual; alta precoce; rápida recuperação e pouca dor. Pode ser facilmente realizada por videolaparoscopia.
Já as desvantagens constatadas são: ausência de controle qualitativo (possibilidade de ingerir líquidos hipercalóricos); perspectiva de perda de peso menor que nas técnicas mistas e disabsortivas; maior necessidade de cooperação do paciente na mudança de hábitos; ocorrência de vômitos/regurgitação na fase de adaptação e possibilidade de complicações tardias que podem necessitar reversão da cirurgia (5%).

a) GASTROPLASTIA VERTICAL COM BANDAGEM: Fechamento de uma porção do estômago através de uma sutura, gerando um compartimento fechado (novo estômago). A utilização de um anel de contenção resulta em um esvaziamento mais lento deste “pequeno estômago”.
b) BANDA GÁSTRICA AJUSTÁVEL: A cirurgia de banda gástrica ajustável consiste na colocação por via laparoscópica, de uma banda ou anel regulável ao redor do estômago, reduzindo a capacidade de ingestão de alimentos, criando um “pequeno estômago” que se esvazia lentamente para um “grande estômago”, através de uma pequena passagem localizada exatamente no local onde a banda ou anel está colocado. Esta bandagem gástrica fica acessível por meio externo, possibilitando ajuste do tamanho do estômago no decorrer do tratamento.

2) CIRURGIA DISABSORTIVA
A exclusão de uma parte do intestino por onde passam os alimentos, altera a digestão, causando assim a absorção incompleta do alimento no intestino. Para se obter este intento, exclui-se o duodeno e o jejuno da passagem do alimento, diminuindo ainda o tamanho do estômago, mas com uma redução muito menor que nas técnicas restritivas.
As técnicas mais comuns são a Derivação Bilio-pancreática de Scopinaro e o Duodenal Switch. O paciente é capaz de comer grandes quantidades, sem limitação do tipo de alimento.
As vantagens são: maior perda de peso (80% do excesso de peso); perda de peso mantida a longo prazo (18 anos); máxima resolução das doenças associadas (dislipidemia e diabetes); possibilidade de ingestão sem limitação no volume ingerido; mínima necessidade de restrição dietética; ausência de dumping e o efeito pode ser revertido com uma nova cirurgia (a parte do estômago que é retirada não interfere nos hábitos de vida).
Suas desvantagens são: uma parte do estômago é retirada definitivamente e compromete a absorção de ferro, cálcio, e vitaminas, necessitando de reposição e controle; aumenta o ritmo intestinal – 2 a 4 evacuações/dia (diarréia em cerca de 5% dos casos); fezes e gases com odor fétido (problemas sociais) em metade dos pacientes; exclui o duodeno e o jejuno da investigação diagnóstica; alta tardia – recuperação lenta – grandes incisões; possibilidade de complicações tardias; anemia, úlcera, osteoporose e desnutrição protéica.

3) CIRURGIA MISTA OU CIRURGIA RESTRITIVA/DISABSORTIVA (CAPELLA)
Técnica que combina restrição gástrica com algum grau de mal-absorção, o bypass gástrico de Fobi-Capella é a mais utilizada. Neste tipo de cirurgia, realiza-se a gastroplastia (construção de um novo estômago – pequeno estômago através de colocação de anel de contenção) o alimento passa diretamente para uma alça do intestino, sem passar pelo “grande estômago”. Uma parte do estômago e do duodeno ficam isolados da passagem do alimento. O paciente tem saciedade precoce e intolerância aos alimentos doces e gordurosos (Síndrome de Dumping).
As vantagens são: rápida perda de peso (70 % do excesso de peso em um ano); excelente resolução das doenças associadas (dislipidemias e diabetes); reeducação e aquisição de hábitos saudáveis de alimentação, evitando sintomas desagradáveis resultantes da ingestão de alimentos hipercalóricos (principalmente no 1º ano); restrição dietética moderada, com benefícios importantes a longo prazo.
As desvantagens são: maior taxa de complicações pós-operatórias imediatas; comprometimento da absorção de cálcio, ferro, vitaminas, (porém em menor grau do que nas técnicas disabsortivas); torna o estômago e o duodeno inacessíveis à investigação diagnóstica; difícil reversibilidade; moderada incidência de vômitos/regurgitação na fase de adaptação; alta tardia – recuperação lenta – grandes incisões.

Outra possibilidade de tratamento é o balão intra-gástrico.
4) BALÃO INTRA-GÁSTRICO
O balão intra-gástrico é uma prótese de silicone de formato esférico e superfície lisa. É introduzido no estômago do paciente por endoscopia e não necessita internação hospitalar. Os riscos de uma complicação são pequenos. A média de permanência do balão no estômago está entre 4 e 6 meses. Essa técnica é utilizada, principalmente, na redução de peso de paciente muito obeso (média de 10-15 kg) que deve antes perder peso, para poder submeter-se à cirurgia definitiva. Indicado para obesos menores que querem emagrecer e para obesos com indicação cirúrgica que não querem operar.

A mãe e a esposa: uma disputa pacífica entre Rio e Paris « Blog do Morro de São Paulo

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A mãe e a esposa: uma disputa pacífica entre Rio e Paris

Se me questionarem qual prefiro dentre todos os países visitados, hesitaria entre dois: o Brasil e a França.  A pátria-mãe e a pátria-esposa. A mãe e a esposa. A primeira, cheia de problemas, chata, pragmática e problemática. Pega no seu pé e “enche o saco”. Mas é única e vitalícia, unida por laços sanguíneos, porém invisíveis. Não temos escolha: é a mãe e pronto! A segunda, a esposa, é a escolha do livre arbítrio, o tesão, o desejo, o ímpeto de descobrir a cada dia uma novidade. Quando enjoar, basta solicitar o divórcio. Assim enxergo o Brasil, a mãe; e a França, a esposa.

O Rio de Janeiro e Paris, sendo específico. O estereótipo: o Rio é a cidade do pão-de-queijo com requeijão e da cachaça com “pegação”. Dos botecos da Lapa, de Chico Buarque, do Deus Carnaval, do pôr-do-sol no Arpoador, dos quiosques da Avenida Atlântica. A Cidade Maravilhosa. Paris é Deleuze, Foucault e Lacan. A cidade das artes, da Notredame, do Louvre, dos cafés de Montmartre. Onde o queijo se chama brie ou roquefort. O vinho, por mais barato que seja, não deixa de ser do pays de la Loire.  A rainha das soberanas; a cidade mais linda do mundo.

Desfile da Vila Isabel 2008, Sambódromo, Rio de Janeiro, RJ. Foto:  sfmission.comDesfile da Vila Isabel 2008, Sambódromo, Rio de Janeiro, RJ. Foto: sfmission.com

O Rio das festas, do Sambódromo, da Banda de Ipanema e do Ano Novo em Copacabana. Do jeitinho brasileiro, do malandro. A Paris dos museus, das grifes na Champs-Elysée, das Nuits Blanches. Da elegância francesa, do artista.

Qual destas bate mais forte no meu coração? Não sei. Quando estou numa sinto saudade insuportável da outra. Em Paris, lembro a letra de uma canção francesa, “jamais esquecerei meu país. Os amigos de infância e amores adolescentes”. No Rio, recordo de outra melodia, “Viagem, viagem! A cada lugar, uma descoberta”. No Rio, estou em casa, com meus amigos de longas datas, com a vida habituada desde minhas primeiras palavras. Aprendi a falar em português. Em Paris, sempre conheço gente nova, aprendendo mais do savoir-vivre. Aprendi a ser viajante em francês. Sou o festeiro das noitadas no Rio, sou o intelectual das livrarias em Paris. Meu apelido é brésilien na França e francesinho no Brasil.

O Rio e Paris marcaram minha personalidade. Jamais meu sangue deixará de ser verde e amarelo, mas não nego que as cores do azul, do vermelho e do branco correm em suas veias. O Rio e Paris. A mãe e a esposa. Todo homem, cedo ou tarde, deixa a casa da mãe para viver com a esposa. A pátria que nasci e a que escolhi viver. No Rio, sinto nostalgia ao ver fotos de Paris. E vice-versa. Parece que nunca estou satisfeito. Nas madrugadas da Avenida Vieira Souto, sinto falta do Rio Sena. E o oposto: nas escadas da Sacré-Coeur, admirando a Torre Eiffel, quero chorar relembrando o Cristo Redentor.

O Rio da alegria, do calor latino, dos abraços e dois beijinhos da bochecha com desconhecidos. A Paris das revoluções, dos movimentos, da queda da Bastilha, de maio de 1968 no Quartier Latin.  O Rio do Fernandinho Beira-Mar e a Paris de Sarkozy. Se pudesse me dividir em dois e estar onipresente nas duas cidades simultaneamente…

Catedral de Notredame, Paris, ao entardecer.Catedral de Notredame, Paris, ao entardecer.

Amo, de carinho maternal, o sofrido e carismático povo brasileiro. Amo, de tesão e volúpia intelectuais, o utópico e transgressor povo francês. Sou um garoto de coração brasileiro e ideologias francesas. Se pudesse ser como as aves e migrar conforme as estações, não existiria inverno em minha vida. Mudaria do hemisfério norte ao sul seguindo o verão. Rio e Paris, sempre no auge de seus respectivos esplendores. O melhor da mãe e o melhor da esposa. O verão carioca das praias, dos campeonatos de surf, dos vendedores ambulantes na areia. O verão parisiense dos festivais de música, teatro e cinema.

De que somos feitos senão das memórias do passado e planos para o futuro? A vida é como uma pirâmide. O passado é a base e o futuro, o pico. O Rio simboliza o passado e Paris, o futuro. Qual amo mais, afinal? Se analisarmos friamente e concordamos com Freud, a mulher matriz de um homem, aquela que ele sempre amará em primeiro lugar, mesmo em prol da esposa, não seria a mãe?

Você sabe de onde saíram os desbravadores portugueses que “descobriram” o Brasil a 509 anos atrás? O#M#O#R#R#O

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Você sabe de onde saíram os desbravadores portugueses que “descobriram” o Brasil a 509 anos atrás?

Hoje eu passei o dia pensando nessa data: 22 de abril. Há exatos 509 anos, o Brasil foi “descoberto” pela quadrilha embarcação perdida pelo mar de Pedro Álvares Cabral.

Acho que muita gente esqueceu, pelo menos no trabalho e entre amigos, o comentário sempre partiu de mim. Poucas notícias na mídia, jornais noturnos falando muito pouco e no final, quem acabou falando mais foi o Programa do Jô (sim, eu vejo às quartas, porque tem as super inteligentes jornalistas, historiadoras e analistas políticas), onde uma das jornalistas estava justamente em frente ao ponto de saída da quadrilha embarcação de Pedro Álvares Cabral, na Torre de Belém.

Bom, eu não sou um historiador, e nem esse blog é sobre história, e sim sobre viagens, então fica as dicas do lugar se você quiser conhecer esse lugar que marca parte da nossa história e mudou em definitivo nosso curso como país. Tenho minha teoria que teria sido melhor se fossemos  ”descobertos” por ingleses, e poderíamos ser a parte de Miami, mas em uma versão continental (mas será que isso seria bom? fica aí mais essa reflexão para você. como seria nosso país se fossemos “descobertos” pelos ingleses? ou ainda pelos franceses?)

A Torre de Belém, monumento que marca o local de onde saíram os trezes navios de Cabral, fica onde o nome já fala, em Belém. É de lá também que são os famosos Pastéis de Belém, e fica o tradicional restaurante Pastéis de Belém, claro, onde dizem que o tal pastel foi inventado. O local em si é ultra turístico, mas vale muito a visita pela decoração histórica, que conta um pouco da história ali da cidade de Belém, com vários documentos daquela época, e um monte de outras coisas bem oldies que certamente farão você viajar um pouco na história de Portugal e na nossa própria história. Os famosos pastéis, custam incríveis e absurdos 3 euros, mas lá você também encontra de tudo, sanduíches, sobremesas, massas, etc.

Uma das relíquias que você pode encontrar dentro do Pastéis de  Belém. Foto: camisUma das relíquias que você pode encontrar dentro do Pastéis de Belém. Foto: camis

O Pastéis de Belém (o restaurante) também é muito inusitado. Ele vive lotado e um dos garçons vai te levando cada vez mais pra dentro! O lugar é enorme! Tem vários salões que vão se abrindo, portas e divisórias que se movem e abrem novos salões. É gigante mesmo e mesmo assim, pouco depois que eu e uma amigas chegamos lá, tinha uma enorme fila de espera, não só de turistas, mas de portugueses também. Por isso, eu acho que vale a pena a visita lá. É um mix muito bom de portugueses e viajantes curiosos, como nós.

Uma dica importante para Portugal em geral, é que aqui no Brasil, estamos razoavelmente acostumados em sermos bem tratados (claro, existem exceções), por lá, você é tratado de uma forma que consideramos mais rude, mais áspera. Eu acredito que isso é só cultural e não há pretexto nenhum para eles tratarem a gente assim. Então, você pode esperar que, sej você não estiver consumindo nada, você vai ser convidado a se retirar e vão começar a limpar tudo com você ainda sentado, já com outras pessoas do lado dele. Um “convite” a se retirar com um leve toque de obrigação. Será que tá certo? Deixo mais essa reflexão para você.

Voltando à Torre de Belém, do outro lado da rua, você pode encontrar o Mosteiro de Belém, onde foi celebrada a missa antes da partida de Cabral. Se você quiser entrar para conhecer é possível, mas não pode fazer barulho absolutamente nenhum. Tive a sensação que também não podia tirar fotos por lá, já que um raparigo pediu que eu desligasse a câmera.  Os restos mortais de Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas, repousam no Mosteiro, e também o grande descobridor Vasco da Gama. Ela é bem bonita mesmo, vale a visita também.

Mosteiro de Belém, ao anoitecer. Onde foi rezada a missa para a  saída de Cabral, que caiu no Brasil. Foto: camisMosteiro de Belém, ao anoitecer. Onde foi rezada a missa para a saída de Cabral, que caiu no Brasil. Foto: camis

Ao lado da Torre de Belém, fica o Monumento aos Descobrimentos, uma escultura de pedra de lioz gigantesca, representando todos os grandes desbravadores do mar portugueses. A enorme escultura fica voltada para o rio Tejo, com todos com todos os corpos dos desbravadores representados inclinados para frente, dentro de uma embarcação. Fizemos uma pequena estripulia e sentamos na escultura para algumas fotos, mas eu não te recomendaria a fazer isso. Desconfio que se a polícia pegar, você pode ter sérios problemas. Pelo menos alguns aborrecimentos e uma advertência nada amistosa (lembra do jeito “rude” dos portugueses?).

Atrás da escultura dos desbravadores, existe uma rosa dos ventos, onde é possível ver quando cada país foi “descoberto” por Portugal. Neste enorme chão pintado de 50 metros de diâmetro é possível ver até mesmo a conquista individual de cidades, tem várias brasileiras por lá. Não deixe de conferir. Esta obra foi um presente da África do Sul em 1960 e mostra também todas as rotas feitas com setas.

Nessa mesma área, você pode andar por uma ciclovia que te leva a uns restaurantes (que desconfio serem bem caros), a um incrível estacionamento de motohomes (um dos meus sonhos de consumo não realizados), e algumas placas engraçadas, como você vai poder ver mais abaixo.

O 'Elétricos de Lisboa', os trems que te levam aos principais  distritos de Lisboa, e inclusive Belém. Foto: Claudio MartinsO ‘Elétricos de Lisboa’, os trems que te levam aos principais distritos de Lisboa, e inclusive Belém. Foto: Claudio Martins

Ah, como você pode chegar em Belém? A forma mais gostosa é pegar o Elétrico, um trem, elétrico (claro! dãn!), na Praça do Comércio. A linha é a 15E, no sentido Algés. A passagem custa em torno 2 euros e você paga dentro do Elétrico mesmo. Não vai ter ninguém para te cobrar, você paga na maquininha. Não vale dar calote não, hein! A penas são severas para estes pequenos delitos e a multa pode chegar até 300 euros ou detenção, e eu tenho certeza que você não vai querer passar seus momentos em Lisboa dentro de uma cadeia.

Neste momento que escrevo este texto, parece que houveram algumas mudanças no trânsito no entorno da Praça do Comércio, e o ponto desta linha passou para a Rua da Alfandêga. Esta informação eu obti aqui. Então, você deve ficar sempre verificando o site da Carris para verificar mudanças no trajeto.

Bom, encerro por aqui essa lembrança do nosso “descobrimento” tão esquecida na data de hoje, de uma forma tão generalizada, e deixo você com algumas fotos dos lugares que falei acima, abaixo. :)

E não deixe de me falar o que você pensa disso tudo. Vamos conversar.

Uma das placas da ciclovia no entorno do Monumento aos  Descobrimentos. Se você seguir, seu carro vai cair! Sim, não existe  proteção, nenhuma mureta. Se você seguir dirigindo, seu carro vai cair.  Foto: camisUma das placas da ciclovia no entorno do Monumento aos Descobrimentos. Se você seguir, seu carro vai cair! Sim, não existe proteção, nenhuma mureta. Se você seguir dirigindo, seu carro vai cair. Foto: camis

Algumas das chegadas ao Brasil pelos navios portugueses. Foto:  camisAlgumas das chegadas ao Brasil pelos navios portugueses. Foto: camis

Torre de Belém ao entardecer, de onde partiram as embarcações, que  chegaram perdidas ao Brasil, ao invés de chegar nos portos da Índia.  Foto: camisTorre de Belém ao entardecer, de onde partiram as embarcações, que chegaram perdidas ao Brasil, ao invés de chegar nos portos da Índia. Foto: camis

Um incrível anoitecer ao lado do Monumento aos Descobrimentos, em  Belém. Céu lindo. Foto: camisUm incrível anoitecer ao lado do Monumento aos Descobrimentos, em Belém. Céu lindo. Foto: camis

Porque não pescar no Rio Tejo? Calma, paz, serenidade. Uma vista  também de como é uma parte do calçadão. Foto: camisPorque não pescar no Rio Tejo? Calma, paz, serenidade. Uma vista também de como é uma parte do calçadão. Foto: camis

Telefones de emergência pelo mundo « Blog do Morro de São Paulo

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Telefones de emergência pelo mundo

Vi no Matador Abroad e acho de extrema importância colocar por aqui.

Sempre que viajamos, queremos que tudo ocorra sempre bem, sem nenhum problema. Seja com atrasos, atrações, tempo (você pode gostar tanto de chuva, sol, neve, tanto faz), e também com a nossa saúde. É muito importante estar preparado para qualquer contratempo, e eu tomo uma série de medidas antes de visitar qualquer país, como o telefone de emergência, da polícia e da embaixada brasileira. Em alguns países, até mesmo comuniquei à embaixada a minha visita para que se caso eu sumisse, as medidas de emergência pudessem se inciar com muita rapidez.

Como o próprio post do Matador Abroad fala, hoje a comunicação é muito fácil tendo um telefone GSM ou 3G. Praticamente todos os países possuem operadoras de telefonia celular com essas tecnologias e você poderá usar seu telefone para ligar gratuitamente para os serviços de emergência, sem gastar nada com roaming internacional, que normalmente possuem taxas altíssimas, causando surpresas desagradáveis após o retorno para casa.

Então, antes de viajar, faça suas anotações e tenha sempre à mão estes telefones. Não se esqueça também de fazer seu seguro de viagem.

* indica número para emergências médicas apenas. Não digite * quando estiver ligando

América do Sul

Argentina – 107* (911 funciona em algumas áreas)
Bolívia – 118*
Brasil – 192*
Chile – 131*
Colômbia – 112 or 123
Paraguai e Uruguai – 911
Suriname – 115
Venezuela – 171

América do Norte

Estados Unidos e Canada – 911
México – 066, 060, or 080 (some areas direct 911 to local services)

Asia

China – 999 nas maiores cidades. Em outros lugares, disque 120*
Hong Kong – 999
India – 102
Indonesia – 118/119*. Busca e Resgate – 115. Desastres naturais- 129
Irã – 110 (112 de um telefone celular)
Israel – 101* (112 de um telefone celular)
Japão e Coréia – 119*
Malásia – 999
Mongólia – 103
Filipinas – 117 (112 e 911 redireciona para 117)
Arábia Saudita – 997*. Resgate de emergência – 911, 112, or 08
Cingapura – 995
Tailândia – 1669*. Polícia para “Turistas” (Falando inglês) – 1155
Emirados Árabes Unidos – 998* or 999*
Vietnã – 115*

África

Egito – 123*. Polícia para Turistas – 126
Gana – 999
Marrocos – 15*
Nigéria – 199
África do Sul – 10177*. Polícia e Incêndio – 10111 (112 de um telefone celular)
Zambia – 991* (112 de um telefone celular)
Zimbabue – 999

Europa

Reino Unido – 999 ou 112
Outros países membros da União Européia- 112

Oceania

Austrália – 000
Nova Zelândia – 111
Fiji – 911
Vanuatu – 112

América Central e Caribe

Guatemala – 120*
Barbados – 511*
Jamaica – 110*
Nicaragua – 118*
Honduras – 199*

Foto do dia: Ponte sobre o rio Nam Khan, Luang Prabang, Laos « Blog do Morro

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita

Foto do dia: Ponte sobre o rio Nam Khan, Luang Prabang, Laos 0

Luang Prabang é uma cidade pequena contando com apenas 100.000 habitantes. Localizada em Laos, possui um ritmo calmo, quebrado somente pelas crianças que correm para brincar. A religião dominante é o budismo, contando com diversos templos. É possível assistir diversos de seus rituais bem ao raiar do sol.

Nesta foto, onde um jovem garoto monk budista atravessa a ponte feita de madeira sob o rio Nam Khan.

Foto: Ben

Telefones importantes enquanto estiver na Arábia Saudita « Blog do MORRO

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas

Telefones importantes enquanto estiver na Arábia Saudita


Muita gente tem caído aqui no blog atrás de informações sobre a Arábia Saudita, muitas pessoas têm sido mulheres que estão em plena decisão de se mudar para viver com seus novos companheiros (que será motivo de um novo post aqui blog em breve) e diversos profissionais que estão se deslocando para trabalhar durante uma temporada por aquelas terras tão quentes e tão complicada para muitos.

Confesso que quando fui, não tinha idéia do quão difícil isto seria e todas as dificuldades que iria passar por lá. Mas tudo valeu a pena, foi uma experiência sensacional, e para aqueles que tem disposição de encarar desafios, eu recomendo fortemente. Certamente será uma nova experiência de conhecimento pessoal intensa.

Como já falei aqui no blog, é muito importante que você tenha telefones de contato e emergência quando estiver em outro país, devemos sempre estar preparados para as surpresas que podem ocorrer, e saber a quem recorrer. Assim que cheguei na Arábia Saudita, a primeira coisa que o motorista que foi me buscar no aeroporto me deu, foi um cartão com diversos telefones importantes em Ryadh, e compartilho eles aqui com todos que irão ou já estão por lá.

Esta lista será atualizada com telefones de outras cidades em breve. Fique de olho.

Polícia e Emergência

Polícia de Trânsito – 993

Ambulância – 997

Emergência policial – 999

Bombeiros (incêndios) – 998

Todos estes telefones são válidos por todo o país.

Hospitais

Consulting Clinic +966 1 465 9100

Kingdom Hospital +966 1 275 0677

Hamadai Hospital +966 1 464 3312

Olaya Medical Center +966 1 464 5501

Compounds

Kingdom City Compound +966 1 275 0275

Cordoba Compound +966 1 248 3471

Al-Hamra Compound +966 1 249 0440

Hotéis

Intercontinental Hotel +966 1 465 5000

Radisson SAS Hotel +966 1 479 1234

Embaixada Brasileira na Arábia Saudita

Endereço: Ibin Zaher Street – Diplomatic Quarter P.O. Box 94348 Riyadh 11693 Kingdom of Saudi Arabia
Cidade: Riad
Pais: Arabia Saudita
CEP: 11693
Telefone: (00xx9661) 488-0018/25/54
Fax: (00xx9661) 488-1073
Email: arabras@shabakah.net.sa
Caixa Postal: 94348

A Pasárgada dos consumidores compulsivos! « Blog do MORRO

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar dicas

A Pasárgada dos consumidores compulsivos!


Quando o assunto é viagem, logo se pensa nas compras. É imprescindível, estão diretamente relacionados. Seja você um turista da nata ou um mochileiro sem-grana. No mínimo, um chaveirinho para mamãe será comprado. Para os incontroláveis, o sonho de consumo é a Quinta Avenida ou a Champs-Elysée…

Não estão com nada, essas avenidas…

O “fervo” mesmo, a El Dorado dos compulsivos, é a Ciudad Del Este, no Paraguai. Encontra-se o inimaginável, em liquidações de arregalar os olhos, e nem o mais pão-duro resiste. Claro, os fatos precedem a fama. Falsificações são muitas. É preciso arriscar. O belo aparelho de DVD, de última geração, por irrisórios 30 dólares pode ser uma barbada. Ou uma pedra.

Cinéfilos não podem reclamar. Hollywood ou Bollywood. Chaves e Chapólin ou Pedro Almodóvar representando a cultura hispânica. Bergman e Godard ao lado de “As Pontes de Madison”. As crianças saltitam em êxtase. Brinquedos de todos os tipos. Cuidado para não trocar o Pato Donald de pelúcia gigante, legítimo aos de Orlando, por um Dumbo estrábico.

Roupas de todas as grifes, só quem entende muito de moda sabe a diferença entre a bolsa falsa e a verdadeira. Ou não. Depende do camelô. Cuecas da Calvin Klein variando do ousado fio-dental masculino às ceroulas termais até o tornozelo para quem acampa na Sibéria.

Eu e um amigo regressávamos de viagem da Argentina e do Chile. Pegamos um ônibus saindo de Buenos Aires e, vinte horas depois, chegamos em Foz do Iguaçu. Precisávamos esperar nosso ônibus ao Rio por algumas horas.

Por que não atravessar a Ponte da Amizade?

Atravessamos a fronteira no meio da imensa multidão de sacoleiros. Tudo muamba. Tudo para vender nos centros de São Paulo e do Rio. Meu amigo comprou um DVD. Tiro certeiro, não era uma pedra. Eu comprei dois perfumes e um isqueiro Zippo (que perderia três meses depois).

Na volta, atravessando a ponte, meu amigo até indagou, “e se formos pegos pela Polícia Federal?”.

Bem, não seria problema. Compramos pouco, afinal. Ficamos mais surpresos com a intensa circulação daquela ponte. Quanta amizade!

O ônibus foi uma lição de sociologia.

Descobrimos de imediato: éramos os únicos turistas. Os demais passageiros, sacoleiros.

Claro, houve o choque. Eles se surpreenderam conosco, mas deram as boas-vindas. A primeira medida: fomos isentos da “vaquinha do motorista”. Ou seja, o que cada um paga ao motorista para evitar a Polícia Federal na estrada. É proporcional: quem comprou 40 cuecas não merece pagar o mesmo valor de quem comprou 40 laptops.

A disputa foi acirrada e, no final, o motorista era honesto. Recusou a propina, o que é uma raridade, conforme descobri.

A simpatia conosco prosseguiu. Um senhor, que trazia umas 30 garrafas de vodka importada, abriu uma e declarou, “está aqui é para agüentar a viagem! Estão servidos?”.

A Polícia Federal parou o ônibus, simplesmente, umas dez vezes. Sempre alguém era apreendido.

Dependendo do caso, havia a solidariedade ou a repulsa.

“Coitado do Fulano, só comprou 20 tênis”.

“Ah, o Beltrano mereceu. Exagerou com 15 computadores”.

Eu e meu amigo nos preocupamos: e se a polícia nos revistar?

“Tenho uma câmera digital! Juro, já era minha, não comprei no Paraguai”.

“Não se preocupe”, confortou-me um dos sacoleiros, “você tem uma câmera”.

“E os meus dois perfumes?”

“São apenas dois perfumes. Tem gente aqui com 50”.

Inevitável: eu e meu amigo estávamos nervosos com a situação. A polícia percebeu.

Foi rápido, logo, incrédulos, perceberam que nós éramos realmente turistas.

Vinte e oito horas depois, com dez paradas da Polícia Federal e inúmeras combis aguardando no meio do caminho para descarregar a mercadoria (sem levantar suspeitas caso fosse numa rodoviária), conseguimos voltar ao Rio de Janeiro.

Uma aventura e tanto! Quanto vejo um camelô pela rua, impossível não lembrar daquelas horas no ônibus e esboçar um leve sorriso de nostalgia.

Eduardo Cidade, 25, é jornalista e percorreu mais de trinta países. Atualmente se aventura pelas bandas da Índia, Tanzânia, Moçambique e outros lugares bizarros e desconhecidos na sua tentativa em tornar-se antropólogo. Sempre viajou regularmente desde a infância, bem turista-way-of-life, mas aos 20 foi morar sozinho na França durante oito meses. Não voltou o mesmo e desde então adora percorrer o mundo com mochila nas costas.

Trem-bala começa a operar entre Bruxelas e Amsterdã | O MORRO

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Trem-bala começa a operar entre Bruxelas e Amsterdã

tremavÓtima notícia para quem vai viajar para a Europa. Domingo, dia 13,  foi inaugurada uma nova linha de trem de alta velocidade entre Amsterdã e Bruxelas. A iniciativa visa estimular o uso dos trens como alternativa sustentável aos aviões.

As viagens entre as capitais da Holanda e Bélgica, respectivamente, durarão em torno de 1h e 53minutos, uma economia de 49 minutos.

Já de Colônia, na Alemanha, a Bruxelas a economia será de 47 minutos. E mais: com a nova linha, os viajantes poderão fazer o trecho Paris-Amsterdã em apenas 3h e 18minuntos.

Para saber mais sobre preços de passagens consulte os sites das operadoras. Na França, a Thalys, na Bélgica, a SNCB e na Alemanha a Deutsche Bahn.

Ryanair cancela voos para Itália, O MORRO Ryanair cancela voos …

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Ryanair cancela voos para Itália

A Ryanair anunciou ontem, dia 29, que irá cancelar de forma temporária os voos entre os aeroportos de Alghero, Bari, Bolonha, Brindisi, Cagliari, Milão (Bérgamo), Pescara, Pisa, Roma (Ciampino), e Trapani, na Itália, em  respostas as medidas de identificação de passageiros impostas pela entidade italiana de aviação civil (ENAC).

A Ryanair atesta que as “Ordinanzas” introduzidas pelo ENAC a 11 e 12 de Novembro de 2009 “levam a Ryanair a aceitar diversas formas inseguras de identificação dos passageiros que viajam nos voos domésticos italianos da Ryanair, mesmo que estas identificações compreendam nada mais que licenças de pesca”.

A empresa afirma que os cancelamentos dos voos podem ter início já em 23 de Janeiro e “só serão retomados se a Ryanair puder ter a certeza de que a segurança das suas operações não será minada pela interferência ilegal do ENAC”, afirma a companhia aérea em comunicado.

Notícia via Presstur

Obesos pagarão passagem em dobro nos voos da Air France-KLM | MORRO DE SAO PAULO

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Obesos pagarão passagem em dobro nos voos da Air France-KLM

Notícia da Folha e da France Press

A partir de 1 de abril os passageiros obesos que viajarem pela companhia aérea Air France-KLM terão que pagar passagem em dobro, caso não consigam se acomodar em uma única poltrona se o voo estiver lotado.

O passageiro pagará o valor normal da sua tarifas acrescido de 75% do valor da segunda passagem. A Air France-KLM alega motivos de segurança para tomar essa decisão, principalmente porque, segundo a companhia, pessoas obesas tendem a usar o outro extremo do cinto do assento ao lado para afivelar.

Não seriam motivos esses econômicos? Mais um modo de ganhar dinheiro de forma pouquíssimo ética?

Por outro lado, a empresa afirma que devolverá o dinheiro caso o voo não esteja lotado. Alguém acredita nisso? Para conhecimento: os assentos tem em média 43 ou 44 cm de largura.

você sabe o tempo de viagem para um destino, o olhar :
http://www.howmanyhours.com/pt/index.php

Olá Blog Dicas de Viagem!

Na verdade, após a má repertução do fato, principalmente junto ao Governo Francês e a Associação de Obesos do país, que criticarem veementementea a medida, fez a Air France “corrigir” as palavras de seu porta-voz, alegando má interpretação. Para tentar melhorar a situação, a empresa afirmou que ” que lançou uma nova proposta para que as pessoas obesas que “voluntariamente” tenham comprado um segundo assento na classe econômica possam recuperar seu dinheiro sempre que o avião não decolar cheio.”. A notícia era verdadeira, mas devido ao mal-estar causado, e prevendo ações judiciais, a Air France mudou o que disse, voltou atrás. De qualquer forma, fica o alerta para os passageiros verificarem qual vai ser a política da organização daqui para frente.
Sendo assim, agradecemos ao pessoa do Blog Dicas de Viagem por levantar essa discussão. E agradecemos os elogios! Voltem sempre!

Blog dicas de viagem

Oi gente!

Só a titulo de esclarecimento, esta noticia foi desmentida pela Air France! Olha só: http://noticias.r7.com/economia/noticias/air-france-desmente-2-passagem-de-obesos-20100120.html e http://viajanteamador.blogspot.com/! Muito legal o blog!

Tu Mi Piace, Italia | MORRO DE SÃO PAULO

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Tu mi piace, Italia…

edubandeira

Olá. Imenso prazer em escrever para este blog do meu parceiro Diegão.

A Itália corre em meu sangue, mas não sou ‘innamorato’ desse país só porque tenho apego às minhas raízes. A cultura italiana me encanta barbaramente. Antes que você se pergunte, NÃO, eu não conheço a Itália. Não ainda. Mas um coraçãoappassionatto’ pode traduzir essa paixão bem melhor do que fotografias e relatos de entusiasmados turistas que às vezes nem sabem direito o que foram fazer lá. Aqui pretendo falar um pouco sobre alguns lugares do país que, segundo as minhas pesquisas, seriam maravilhosos de se conhecer. De Florença a Turim, de Nápoles a Udine, de Milão a Roma, lá vamos nós desvendar juntos esses fascinantes locais.

Por onde começamos?

Bem, aqui a minha primeira surpresa. Faltou dizer que, para se conhecer a Itália, não é necessário cruzar o Atlântico. Basta desembarcar na serra gaúcha. E é aqui que começa a nossa viagem. A principal cidade da serra é Caxias do Sul, onde nasci. Cidade hospitaleira. Mais do que isso, o paraíso das belas mulheresclique aqui e conheça as candidatas ao reinado da Festa da Uva do ano que vem. Terra onde se trabalha muito (herança mais do que  italiana) e onde se honra cada fio de bigode. A poucos quilômetros, estão as belíssimas Canela e Gramado (que dispensam maiores descrições) e as prósperas Bento Gonçalves e Farroupilha. Em Bento, a pedida é freqüentar os ‘spas do vinho’ ou andar de Maria Fumaça. Em Farroupilha, você provavelmente comprará as melhores malhas do país e comerá o melhor kiwi do mundo. Sem exageros.

Um pouco mais afastado, está Cambará do Sul, onde fica o Cânion do Itaimbezinho. Essa é, possivelmente, a vista mais impressionante do Rio Grande.  A grandeza daquele lugar nos remete à existência de Deus. E, se ele efetivamente existe, concedeu o dom do trabalho e do progresso ao povo italiano e a seus descendentes.

Siamo noi!

Bacione di Eduardo Mânica, Il ragazzo che  è laureato in comunicazione alla UFRGS!

Milão, a São Paulo da velha bota! | MORRO DE SAO PAULO

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Milão, a São Paulo da velha bota!

edubandeira

Sim, não resta dúvida de que Milão não tem a riqueza histórica de Roma (assim como SP em relação ao Rio), mas a cidade movimenta indústria e financeiramente a Itália, junto com Turim, ambas no norte. Milão é a São Paulo da velha bota: rica, luxuosa e suntuosa. Só não tem, obviamente, a vergonhosa distribuição de renda e a violência da Paulicéia Desvairada.

Mas Milano também é turística: seu ponto principal é o Duomo, a maior catedral gótica da Itália, que levou cinco séculos para ser construída. Os detalhes da construção são absolutamente ricos, justificando o tempo levado para erguê-la.

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A capital da Lombardia tem mais de 4 milhões de habitantes (algo em torno de três Porto Alegres), sendo a segunda maior da velha bota. Também conhecida como a cidade da moda, é provavelmente a cidade mais cara (dentre as grandes) para se viver na Itália. Leve muito dinheiro quando for visitar! Mas vá solteiro porque dizem que lá chove mulher bonita, bem vestida e com grana! Hehehe….

Ah, se gostas de futebol, o prato cheio é o Estádio San Siro: por lá jogam caras como Ronaldinho Gaúcho e Júlio César, defendendo Milan e Internazionale, respectivamente.  Ainda vou assistir um jogo lá no quarto anel do Estádio. Vamos embarcar?

Bacione di Eduardo Mânica, Il ragazzo che  è laureato in comunicazione alla UFRGS!

Portugal: um pequeno gigante europeu | O MORRO DE SAO PAULO

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Portugal: um pequeno gigante europeu

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Embora pequenino territorialmente, Portugal é um gigante. Acolhe todas as raças, línguas e culturas. De um lado do autocarro (ónibus, no português do Brasil), uma indiana a falar espanhol. Do outro, um angolano com sotaque francês. Aqui, nada é como deveria ser. Ou é, mas não parece. Portugal embrulha a cabeça das pessoas. E encanta. Tanto pela diversidade humana, quanto pelas belezas dos prédios antigos, pela imensidão azul do Tejo, pelas ladeiras de ruas estreitas, pelos bondinhos a circular pelos carros.

Portugal é tão encantador que até o humor ranzinza dos portugueses compensa. Claro, desde que não seja em plena segunda-feira, quando os comboios, digo, os trens, estão superlotados. Ai, acho tão feio dizer comboio… Bem, preconceitos linguísticos a parte, nesta coluna semanal vou tratar um pouquinho mais da língua portuguesa de Portugal, tendo em vista a infinita quantidade de palavras distintas dos nossos vocabulários e, claro, também aspectos da cultura, fotos, dicas de passeios e barbadas. Aliás, acho que vou começar por Sintra, uma cidadezinha que é um convite ao romantismo (foto). Então, na próxima semana, te levarei pela mão a um passeio pela cidade que, no seu auge – ela continua bela – era o local preferido de veraneio dos reis portugueses.

Janaína Kalsing é jornalista e reside na bela capital portuguesa.

É DE ARREPIAR – O MORRO DE SÃO PAULO

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De arrepiar…

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Um lugar que causa arrepios. Não são arrepios de frio, nem de susto e muito menos de medo. São arrepios de uma sensação desconhecida, a qual ainda não existe denominação no nosso vocabulário. Difícil de entender? Então vai a Sintra! Só assim tu vais entender do que estou a falar.

Sintra é uma pequena vila cercada de lindas casinhas, bosques amenos, castelos imponentes – Mouros e Pena – e fontes de água natural. Tudo parece ter sido construído milimetricamente, porque tudo beira à perfeição. Lá tudo é muito pitoresco: a tranquilidade dos moradores, na sua maioria simpáticos velhinhos sustentados por bengalas de madeira, a calmaria do trânsito nas pequenas ruelas, o delicioso croissant do barzinho escondido perto da praça, os pombos a namorar (foto). Ah, namorarSintra é um convite ao romance. Sintra exala amor. A cidade precisa ser visitada em boa companhia. Opções de passeio romântico não faltam. À noite, é possível encontrar restaurantes com típica comida portuguesa bem em conta. De quebra, bebericar um saboroso vinho produzido pela própria comunidade.

Sintra, cidade dos reis.Sintra, cidade dos reis.

Dezenas de pessoas deixaram-se seduzir pelos encantos de Sintra, especialmente cineastas, como Win Wenders e Rui Guerra, que ali filmaram, e Glauber Rocha, director de Terra em Transe (1967), que ali morou com a família. A relação de Glauber com Portugal é, no mínimo, curiosa, e a escolha de Sintra como paradeiro português é sintomática do destino do cineasta brasileiro. Bem, a história é longa e está muito bem relatada pelo Telescópio (http://br.geocities.com/telescopionegro/21_09_2004/cinema.htm). Confere lá! Em resumo: durante as filmagens de “O Estado das Coisas”, de Win Wenders, Glauber teria dado um depoimento em vídeo, gravado por dois atores que trabalhavam na filmagem, que teria sido poeticamente baptizado de “Sintra is a beautiful place do die” (Sintra é um belo lugar para morrer). Não sei o conteúdo da fala, mas uma coisa é certa: Glauber era um gênio. Gênios como ele sabem das coisas. Porém, em Sintra, me perdoe, Glauber, o que menos vontade se tem é de morrer.

Janaína Kalsing é jornalista e reside na bela capital portuguesa

Passeio de bici em Cascais | O Morro

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Passeio de bici em Cascais

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Esqueça a bebedeira de sexta-feira à noite no Bairro Alto. Vale a pena acordar cedinho no sábado se o destino for Cascais. A ida, por si só, já vale o passeio. De trem, nas encostas do Tejo, avistam-se lindas casas com belos gramados e jardins. Bom, mas a ida é rapidinha: cerca de 45 minutos. Assim que desembarcar na estação de Cascais, logo encontra-se uma barraquinha rodeada de bicicletas. As bicis, por sua vez, estão disponíveis aos turistas gratuitamente durante todo o dia. Isso mesmo, de graça, quase 24h. Mas para isso é preciso chegar bem cedinho, porque a disputa é grande.

Após pegar a sua magrela, aproveite para desbravar uma das localidades portuguesas preferidas pelos turistas. Cascais emana uma atmosfera cosmopolita sem perder o seu encanto natural. A baía é a principal atracção de local, por isso não esqueça de circular pelos passeios que rodeiam a baía e dar-se conta do contraste existente entre as cores garridas dos pequenos barcos de pesca e a sobriedade dos iates e barcos à vela ancorados nas marinas.

Boca do Inferno, Cascais, Portugal.Boca do Inferno, Cascais, Portugal.

Depois, pedale alguns poucos quilômetros e encontre a linda Boca do Inferno. Um lugar de tirar o fôlego pela beleza natural. A lenda do lugar, porém, é uma história bastante triste. Segundo ela, havia em Cascais um castelo onde vivia um terrível feiticeiro. Um dia, ele decidiu casar-se e escolheu para noiva a mais bela mulher das redondezas, através da sua lâmina de cristal de rocha. Quando a trouxeram até ele, ficou impressionado porque ela era ainda mais bela do que parecia. Cheio de ciúme, e com medo de perdê-la, decidiu fechá-la numa torre alta, escolhendo para seu guardião o seu cavaleiro mais fiel. Este, cheio de curiosidade, decidiu um dia subir até a torre para ver que prisioneiro era aquele que guardava há tanto tempo. Quando abriu a porta, ficou fascinado com tamanha formosura. Foi aí que começou a visitar a jovem, nascendo dali um grande amor. Decidiram, então, fugir juntos e, montados num cavalo branco, cavalgaram pelos rochedos junto ao mar. Esqueceram-se, porém, que a magia do feiticeiro permitiu-lhe ver tudo! Assim, cheio de raiva, ele criou uma tal tempestade que fez com que os rochedos por onde os namorados caminhavam se abrissem, como uma enorme boca infernal, que os engoliu para sempre. O buraco nunca mais fechou e começou a chamar-se, popularmente, a Boca do Inferno.

Melancolia lendária a parte, um passeio de bicicleta por lá pode ser mais do que lindo.

Janaína Kalsing é jornalista e reside na bela capital portuguesa

Coimbra: só se for de trem | O Morro

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Coimbra: só se for de trem

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Nós, brasileiros, não temos o hábito de andar de trem. O motivo é um tanto óbvio: praticamente não temos esse meio de transporte no País. Uma pena. Há dois finais de semana, tive o privilégio de fazer uma linda viagem pelos trilhos de ferro até Coimbra e o Porto observando, bem acomodada e tranquila no vagão 26, as paisagens de um Portugal rural. Particularidades da ida a parte, vamos ao que mais interessa: Coimbra.

Situada às margens do vibrante Mondego, conhecido como o “Rio dos Poetas”, a antiga capital de Portugal fica um tanto deserta no período de férias, já que sua vida está intimamente ligada à Universidade de Coimbra, que é uma das grandes responsáveis pela economia e turismo local. E é dela que quero falar.

Vista da cidade de Coimbra, Portutal.Vista da cidade de Coimbra, Portutal.

Depois de uns 15 minutos a subir uma extensa ladeira, de ruelas estreitas, de roupas penduradas a secar ao vento nos varais das antigas construções, avistei a Universidade. De imediato, tive uma estranha sensação: um misto de alegria e frustração. A Instituição, uma das mais antigas da Europa – ela foi fundada em 1290 – estava ali, na minha frente, jogada às traças. Isso mesmo, aos bichinhos que gostam de comer roupas.

Eu explico: o primeiro local a conhecer foi a Faculdade de Direito. No pátio, ao invés de existir um belo gramado verde, com estudantes estendidos a ler, avistei um amontoado de pedras. Sem sequer uma plantinha. A torre, também ali localizada, não podia ser visitada pelos turistas, pois estava interditada. Tudo muito precário.

Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Bem, mal sabia eu que a minha frustração estava com os segundos contados. Acontece que ao lado da Capela de São Miguel, ainda naquele pátio feio, avistei uma biblioteca que é bonita até no nome: Biblioteca Joaninha. De um estilo único, ao gosto barroco, é composta de três salas, que se comunicam por arcos decorados em madeira policromada. As paredes são cobertas por estantes vermelhas e verdes, com decoração dourada. E, claro, sem contar os intermináveis livros, cerca de 250 mil, que se distribuem desde o século XII até o XIX.

Biblioteca JoaninhaBiblioteca Joaninha

Depois do deslumbramento com a Joaninha, encontro a Faculdade Medicina. Ali, para aumentar ainda mais minha alegria, prédios bem cuidados, árvores, plantas, alunos vestidos com trajes típicos com faixas coloridas que identificam a sua faculdade. Ufa! Confesso que senti um alívio no peito pela segunda vez. Impossível que a famosa Universidade de Coimbra estivesse largada aos bichinhos aqueles. Quando comentei com os meus colegas de redacção do Público sobre minha frustração, me disseram algo alentador: ano passado, houve um protocolo de apoio do Governo português à candidatura da Universidade a Património da Unesco. Embora não saiba muito bem o que isso significa na prática, espero que seja para conservar aquele lugar de tanta história.

Então, se o destino for Coimbra, não esqueça de viajar de comboio (trem) e visitar a Universidade de Coimbra. E se o calor apertar, tome um gelado (sorvete) às margens do “Rio dos Poetas”.

Janaína Kalsing é jornalista e reside na bela capital portuguesa

Blog de Morro de São Paulo – Artistas de rua às ganhas

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Artistas de rua às ganhas

lisboa

Uma das coisas que mais me impressionou logo que cheguei a Lisboa foram os inúmeros artistas de rua espalhados pelo Bairro Alto e pela Baixa-Chiado, lugares frequentados especialmente pela turistada. Não verdade, não apenas pelos artistas em si, mas pela qualidade do seu trabalho e as suas histórias.

Resolvi, então, fazer uma matéria com eles! Para minha surpresa, descobri algo revelador: eles ganham muito dinheiro! Há quem ganhe 100 euros por dia!

Vou confessar uma coisa: por pouco, muito pouco, não me ofereci para ganhar o mundo com eles! Não pela grana, mas pela possibilidade de viajar mundo a fora a fazer arte.

Confere aí!

A arte que vem das ruas

A rua, o palco. Os transeuntes, a plateia. Os artistas de rua de Lisboa não contam com o glamour de uma apresentação no Teatro Nacional, mas esbanjam criatividade e talento suficientes para encantar um público menos exigente. São músicos, malabaristas e estátuas vivas que se apresentam com simplicidade para pessoas apressadas, que circulam pela região da Baixa-Chiado.

A noite já começa a cair quando o casal de namorados portugueses Luaya Almeida, 27 anos, e Paulo Pinto, 30, saem da carrinha estacionada às margens do Rio Tejo para mais um dia de trabalho. Ocupação, confessam, nada convencional: com uma flauta irlandesa a postos, tocam músicas celtas. Enquanto Luaya toca, Paulo, com um copinho de refrigerante 250ml do McDonalds em punho, circula pelos arredores na tentativa de angariar algumas moedinhas entre as pessoas que circulam em frente à Basílica dos Mártires. Como ninguém pára para ouvir as canções, Paulo dirige-se aos desconhecidos com passinhos suaves e simpatia e recita: “Boa noite, cavalheiro. Uma ajuda para a flautista, que ela é gravista. E ela é doce. Mais doce do que arroz doce”. O som medieval aliado à simpatia do pedinte faz com que o comerciante Manuel Santana, 58, não hesite em entregar-lhe todas as moedas que havia no seu bolso. “Eles realizam um trabalho muito bonito. Sempre que posso, ajudo. A música é relaxante”, diz o comerciante, enquanto caminha em passos apressados.

Mercado do Bairro AltoMercado do Bairro Alto

O trabalho, porém, é duro. Pausa de apenas dois minutos na hora de fumar o Marlboro Light, o qual compartilham para não perder tempo. Ou, então, para a flautista reconquistar fôlego e fazer carinhos em Mamuth, um cão da raça Greyhound, de sete anos, considerado filho do casal. A jornada de trabalho não é fixa – cerca de três horas diárias –, assim como a renda, que pode variar de 80 a 100 euros por dia. Os ganhos renderam-lhes o sonho da casa própria. Melhor, a compra de uma carrinha, uma espécie de casa ambulante. Com ela, circularam por quase toda a Europa e, também, aprenderam sobre as línguas e culturas locais. “Falamos espanhol, francês, inglês, italiano e um pouco de alemão e holandês”, gaba-se Luaya, enquanto caminha em direcção à carrinha, com o copinho de refrigerante transbordando de moedas.

Quem parece seguir feliz para a sua carrinha, também adquirida graças às economias adquiridas com o trabalho na rua, é o malabarista belga Stijn Flamengo, 25 anos. Jey, como gosta de ser chamado, senta-se diariamente – excepto em dias de chuvas – no muro que dá acesso à estação do metro, em frente ao café A Brasileira, especialmente à noite. Ali, regula o amplificador que reproduz em alto volume música pop misturada com cigana, embebeda as extremidades do seu bastão com petróleo e risca um palito fósforo. Em cerca de quatro minutos, Jey encanta uma pequena plateia que pára para observar as piruetas que realiza com seu bastão preto, de cerca de 1m50cm. Não recebe aplausos, nem cumprimentos, mas na sua jaqueta, esticada em frente ao palco imaginário, começam a surgir as primeiras moedas. São miúdas, na sua maioria de 10 e 20 cêntimos, mas suficientes para contribuir para o artista, que ganha de 30 a 100 euros por noite. “O meu trabalho é diversão, toda a gente está a curtir. É isso que importa”, diz o sorridente malabarista, enquanto bebe uma cerveja de latinha e fuma um cigarro.

A vida como artista, porém, não foi opcional. Em 2004, com o diploma de pintor na mão, veio a Portugal na companhia de dois amigos belgas. A intenção era, como a de muitos imigrantes, ganhar dinheiro. Nada disso aconteceu. “Quando vi, era um morador de rua, um pedinte. Mas queria trabalhar, não queria pedir ou roubar”, recorda Jey. Em 2007, assistiu a uma apresentação de malabarismo com fogo e decidiu que era daquela forma que sobreviveria. As marcas da aprendizagem podem ser vistas no corpo, repleto de cicatrizes. Isso, porém, não desanima o artista. Para ele, ganhar a vida na rua, viajar e poder manter sua carrinha bastam para deixá-lo feliz. “Na rua, encontro toda a gente. Onde quer que chegue, sou recebido com festa pelos amigos”, comemora Jey.

Armazéns no bairro Chiado no NatalArmazéns no bairro Chiado no Natal

Se por um lado Jey, Luaya e Paulo voltam para suas carrinhas satisfeitos com o que arrecadaram, 200 metros adiante da Basílica, um artista de olhos tristes e avermelhados, não teve uma noite lucrativa. É o romeno Tarziu Liviu, 29 anos, uma estátua viva com vestes nos tons de preto e dourado, boina igualmente negra, que mais fazem lembrar Napoleão Bonaparte, famoso imperador francês. Em posição de estátua em cima de um pequeno banquinho plástico, coberto por um manto preto, Tarziu arrecada em uma hora de trabalho uma única moeda de 5 cêntimos. “Não posso obrigar ninguém a contribuir”, adverte a estátua viva.

Tarziu sobrevive como artista de rua há sete anos. Sua história se confunde com a de Jey, uma vez que veio a Lisboa há sete anos para trabalhar na cidade. Como o patrão não pagava, afirma, decidiu comprar dois lençóis brancos, construir uma fantasia e foi às ruas. Percebeu que tinha talento e até hoje trabalha no ramo. Ele, porém, afirma não possuir casa própria ou carrinha e seus lucros são mais modestos: precisa aproximadamente de quatro horas de trabalho para arrecadar 10 euros.

Praça Luis de Camões no Bairro Alto, Lisboa.Praça Luis de Camões no Bairro Alto, Lisboa.

A profissão de estátua parece não ser fácil. Ao final da noite, os braços e as pernas reclamam, exigindo descanso. Os olhos estão vermelhos, já que se movimentaram parte da noite para interagir com o público. Nada disso, porém, desanima o artista. No outro dia, promete estacionar seu banquinho no mesmo local, mesmo que ganhe apenas uma outra moedinha de 5 cêntimos.

A Baixa-Chiado é, sem dúvida, o maior reduto de artistas de rua de Lisboa. A maioria deles concentra-se naquele local, pois é ali que circula boa parcela dos turistas que visitam a cidade. E são eles, afirmam os artistas, que mais contribuem para o trabalho artístico realizado por estes singelos trabalhadores. São pessoas que realizam manifestações artísticas distintas, porém, carregam algo em comum: o amor pela arte. E garantem: quando há amor pela profissão, não há crise financeira mundial que os abale.

Janaína Kalsing é jornalista, trabalha no jornal Público e reside na bela capital portuguesa