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	<title>MORRO DE SÃO PAULO - BAHIA - BRASIL - O blog com todos os segredos sobre Morro de Sao Paulo. &#187; Arquipélago Morro de São Paulo</title>
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	<description>Aqui eu faço comentários de pacotes de viagens, mostro fotos, dou dicas, reservas de pousadas e Hotéis, cias áereas, opiniões (pessoais) de cidades e pontos turisticos que conheci no Brasil E no mundo no intuito de ajudar as pessoas que quizerem viajar e obter informações que as ajudem nesta grandiosa fonte de conhecimento e de prazer que é viajar pelo planeta.</description>
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		<title>Gamboa do ladinho a Morro de São Paulo.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 21:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praia do Encanto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquipélago Morro de São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Gamboa do Morro É o povoado mais próximo de Morro de São Paulo e um excelente acesso a Praia do Encanto para quem esta chegando de Valença. Gamboa ainda preserva os ares pitorescos e está situada a três quilômetros de Morro de São Paulo e 20 minutos  da cidade de Valença por mar aberto em lancha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gamboa do Morro</p>
<div id="attachment_1096" class="wp-caption aligncenter" style="width: 421px"><a href="http://www.praiadoencanto.com.br"><img class="size-medium wp-image-1096" title="gamboa_do_morro_vilarejo_vizinho_a_morro_de_sao_paulo_bahia_brasil" src="http://www.omorrodesaopaulo.com.br/wp-content/uploads/2009/10/gamboa_do_morro_vilarejo_vizinho_a_morro_de_sao_paulo_bahia_brasil-300x225.jpg" alt="Povoado da Gamboa do Morro na Ilha de Tinharé, Trata-se de um povoado do município de Cairú, situado às margens do Rio Una com o encontro do Oceano Atlântico, com aproximadamente1000 famílias. E uma singela vila de pescadores, com algumas atrações interessantes, como a sua pequena igreja, além de excelente praia,  a apenas 40 minutos de caminhada pela faixa litorânea ou 10 minutos em barco você já esta em Morro de São Paulo." width="411" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Povoado da Gamboa do Morro na Ilha de Tinharé, Trata-se de um povoado do município de Cairú, situado às margens do Rio Una com o encontro do Oceano Atlântico, com aproximadamente1000 famílias. E uma singela vila de pescadores, com algumas atrações interessantes, como a sua pequena igreja, além de excelente praia, a apenas 40 minutos de caminhada pela faixa litorânea ou 10 minutos em barco você já esta em Morro de São Paulo.</p></div>
<p>É o povoado mais próximo de Morro de São Paulo e um excelente acesso a Praia do Encanto para quem esta chegando de Valença. Gamboa ainda preserva os ares pitorescos e está situada a três quilômetros de Morro de São Paulo e 20 minutos  da cidade de Valença por mar aberto em lancha rápida. Habitada em sua maior parte por nativos, o distrito da Gamboa conta com um comércio diversificado tendo pousadas, restaurantes, supermercado, farmácia, escola e oferece cursos de extensão das faculdades Face e Fazag, de Valença. Muitas pessoas que trabalham em Morro de São Paulo fixam residência em Gamboa, por ser um local que não apresenta o mesmo agito e a movimentação vistos no povoado vizinho.</p>
<p>Gamboa apesar de não ser uma praia muito famosa, recebe centenas de turistas o ano inteiro vindos principalmente de Morro de São Paulo. Sua praia tem areia fina e águas mansas. Na maré baixa se pode ir caminhando de Morro de São Paulo até a Praia da Gamboa, levando em média o tempo de  40 minutos. É uma ótima caminhada e no caminho você passará por uma grande parede de argila, que é um dos atrativos da praia (confira mais informações sobre a praia da Gamboa no link Praias/ Praia da Gamboa. Os restaurantes na maioria são simples, mas oferecem comida farta e generosa, todos servem pratos típicos da culinária baiana com frutos do mar.</p>
<p>A padroeira do povoado é Nossa Senhora da Penha, cuja igreja fica localizada en frente ao atracadouro e foi construída no final do século 19. No mês de abril é data de comemoração da Santa, com quermesse e celebrações que envolvem toda a comunidade da Gamboa e também localidades vizinhas. O distrito abriga simpáticos e humildes nativos, que colecionam histórias que até hoje seduzem os visitantes.</p>
<p>Apesar do vilarejo oferecer uma boa infra-estrutura, com pousadas e restaurantes, continua tendo a tranqüilidade de antigamente e para as pessoas que gostam de conhecer histórias e ficarem em contato direto com a natureza, Gamboa é uma excelente opção. Você poderá  trocar uma idéia com os nativos ou combinar um passeio de barco até a Ponta do Curral, uma pequena praia semi-deserta que pertence ao município de Valença e onde foi o primeiro local no Brasil a receber cabeças de gado. Se preferir um programa mais relax, poderá apenas curtir um refrescante banho no mar da Gamboa, com direito a uma geladinha água de coco servida nas barracas da beira da praia. Por todas estas razões você não pode deixar de conhecer Gamboa, onde a simplicidade aliada à hospitalidade criam um clima ideal e propício para ser amplamente desfrutado.</p>
<p>História do povo da Gamboa</p>
<p> O distrito de Gamboa surgiu como expansão de Morro de São Paulo e ao abordar sobre a história deste povoado é referir-se diretamente a vida de seus habitantes. Antigamente, por meados das décadas de 60 e 70, segundo os antigos moradores, Gamboa tinha uma população maior do que Morro de São Paulo. Na Gamboa sempre existiu poucas pessoas vindas de fora, a maior parte da comunidade sempre foi formada por “filhos da terra”, expressão muito usada pelos nativos. Ana Lúcia Melo Damascena é uma destas, filha da terra, uma das pessoas que viveu toda sua vida em Gamboa e tem o maior orgulho de pertencer a este vilarejo simples com um povo acolhedor e honesto.</p>
<p>Apesar da pouca idade, com 49 anos em 2008, esta nativa da Gamboa teve uma experiência de vida notável e que merece ser contada. Como a maior parte da comunidade na época, Dona Ana, que é filha da senhora Dorotéia, uma respeitada moradora do povoado já falecida, passou por dificuldades. Com sete irmãos, sendo a única que permaneceu em Gamboa, pois os outros foram para cidades diferentes fora do Estado, ela se emociona ao lembrar de sua infância.</p>
<p>“Foi um período saudável”, define. Apesar das dificuldades financeiras, Dona Ana recorda com saudades destes tempos. Como em Morro de São Paulo, a sobrevivência na Gamboa também vinha através da pesca e do trabalho nos “catatores”, como eram chamados os locais onde se fazia a limpeza das piaçavas. Enquanto os homens pescavam, as mulheres ajudavam a sustentar as famílias e permaneciam os dias inteiros trabalhando  numa empresa da Gamboa, na época chamada de “Firma Magalhães”. Eram as catateiras de piaçava, que limpavam e ganhavam por produção. A mãe de Dona Ana era uma catateira e como as demais mulheres da comunidade, eram verdadeiras escravas do trabalho e exemplos de vida. Dona Ana orgulha-se em contar como era dura a vida nestes tempos, pois apesar de todos os problemas sempre dava-se um jeito. No tempo de sua mãe, Dona Dorotéia, as coisas eram diferentes. “Ela era mãe e pai ao mesmo tempo”, explica. Foi a progenitora que sempre manteve a família e nunca deixou os filhos dormirem sem se alimentar. Na época, como os pescadores dependiam dos barcos a vela, e portanto do vento, não havia horário certo para o retorno do mar. Dona Ana e seus irmãos, às vezes, adormeciam esperando o peixe da janta. A mãe providenciava farinha com banana para não deixar as crianças dormirem sem alimentar-se. Não era fácil, segundo Dona Ana. Havia fartura de pescado, mas não havia como conservar, pois não havia energia elétrica na Gamboa, que chegou no mesmo período que em Morro de São Paulo, por volta de 1985. </p>
<p> Gamboa era como outro povoado qualquer longe da civilização e carrega em sua trajetória histórias e lembranças que deixaram saudades em seu povo. Dona Ana relata que era comum ver os pescadores, quando não estavam no mar, sentados nas portas das casas fazendo “resenhas”, ou seja, contando o que se passava na vila. Não existia água encanada e as roupas eram lavadas nas fontes naturais. Em Gamboa haviam duas: a do Sapé, que ficava onde hoje é o loteamento Nova Gamboa e a chamada Fonte do Negro Velho. Nestes tempos, Gamboa tinha somente matagal e dunas na beira da praia. Dona Ana que sempre morou próximo ao campo de futebol, relata que  o turismo depontou bem depois do que em Morro de São Paulo. Quando Morro de São Paulo estava no auge do descobrimento turístico, o povoado da Gamboa ainda era um vilarejo habitado apenas por nativos e sem infra-estrutura. A palavra turismo passou a fazer parte da vida dos habitantes da Gamboa, quando a empresa que empregava as mulheres na limpeza da piaçava fechou e as pessoas viram-se obrigadas a buscar outras alternativas. Parte da mão-de-obra do turismo de Morro de São Paulo veio da Gamboa. Dona Ana é um exemplo desta demanda.Gamboa era como outro povoado qualquer longe da civilização e carrega em sua trajetória histórias e lembranças que deixaram saudades em seu povo. Dona Ana relata que era comum ver os pescadores, quando não estavam no mar, sentados nas portas das casas fazendo “resenhas”, ou seja, contando o que se passava na vila. Não existia água encanada e as roupas eram lavadas nas fontes naturais. Em Gamboa haviam duas: a do Sapé, que ficava onde hoje é o loteamento Nova Gamboa e a chamada Fonte do Negro Velho. Nestes tempos, Gamboa tinha somente matagal e dunas na beira da praia. Dona Ana que sempre morou próximo ao campo de futebol, relata que  o turismo depontou bem depois do que em Morro de São Paulo. Quando Morro de São Paulo estava no auge do descobrimento turístico, o povoado da Gamboa ainda era um vilarejo habitado apenas por nativos e sem infra-estrutura.</p>
<p>A palavra turismo passou a fazer parte da vida dos habitantes da Gamboa, quando a empresa que empregava as mulheres na limpeza da piaçava fechou e as pessoas viram-se obrigadas a buscar outras alternativas. Parte da mão-de-obra do turismo de Morro de São Paulo veio da Gamboa. Dona Ana é um exemplo desta demanda. Ela trabalhou no restaurante Gaúcho, de Dona Romilze, que de acordo com a proprietária foi o primeiro restaurante a funcionar em Morro de São Paulo. Depois deste emprego no restaurante vieram outras fontes de renda como lavar roupa para fora e plantadora de grama da pista de vôo da Terceira Praia em Morro de São Paulo. Vieram os filhos, os dois primeiros, a época do movimento hippie e Dona Ana mudou-se para Morro de São Paulo, onde constituiu sua família com seu atual esposo, o Vadinho, teve o seu terceiro filho, venceu os obstáculos e hoje tem uma vida tranquila e merecida. Entre enteados e filhos de sangue, possui quatro filhos e 5 netos. Cursa Pedagogia, é agente Comunitária de Saúde e foi candidata a uma das vagas para vereadora pelo PMDB nas eleições de 2008. Como Dona Ana, o povoado de Gamboa passou por mudanças e evoluiu. Hoje Gamboa é uma das opções turísticas para quem visita Morro de São Paulo e possui uma excelente infra-estrutura. O pequeno povoado adquiriu ares de modernização, mas ainda se vê os pescadores sentados nas portas, jogando conversa fora num ritmo calmo, sem pressa, pois afinal de contas, Gamboa do Morro fica na Bahia e para que pressa&#8230;</p>
<p>Festas da Gamboa</p>
<p>Além dos atrativos naturais Gamboa também é conhecida por suas tradicionais festas populares que unem a comunidade em torno da igreja de Nossa Senhora da Penha.</p>
<p>Uma destas festas é o famoso Carnaval da Gamboa, que recebe os moradores dos povoados vizinhos e  também turistas de Salvador e arredores. Os quatro dias de folia são embalados pelo som de um carro alegórico, onde bandas animam os visitantes e nativos e viram a noite pulando e cantando. Outro evento conhecido, mas que hoje já não é mais tão forte como antigamente, é a encenação da Chegança de Mouros.  Trata-se de um  teatro popular que conta a história de uma guerra entre os pagões (Mouros) e cristãos. Os cristãos são caracterizados por soldados vestidos de marinheiros e no combate, prendem o filho do rei Mouro e tentam convertê-lo, enquanto o rei oferece em troca da liberdade do filho, sua outra filha. O desfecho da representação se dá com a rejeição da proposta por parte do capitão e com  o suícidio do rei, que crava um punhal no peito. Ainda há a Festa de São Pedro, uma das festas religiosas mais concorridas de Tinharé. A imagem de São Pedro sai da Gamboa para a igreja de São Francisco Xavier, no Galeão. Em 29 de junho, dia de São Pedro o padroeiro dos pescadores, as imagens de São Pedro e São Francisco Xavier são levadas de volta a Gamboa numa procissão   marítima. A festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha, realizada em abril também faz parte do calendário festivo da Gamboa, com celebrações e festejos próximos a igreja.</p>
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