outubro 27, 2009
Galeão pouco visitado pouco divulgado.
Galeão

Saimos de Morro de São Paulo para visitar o Galeão e encontramos uma comunidade muito humilde e hospitaleira. Divulgar o povoado e incentivar o Turismo na região é fortalecer sua comunidade. Oferecemos gratuitamente divulgação de serviços deste povoado, E em seguida contaremos um breve de sua história narada pelo caicaras ali residentes. Trata-se de um blog nata do povoado em Morro de São Paulo, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista deste Arquipélago.
Uma abundante Mata Atlântica, brisa fresca e manguezais formam o cenário desde antigo vilarejo de pescadores localizado ao noroeste da Ilha de Tinharé e na saída do canal que separa a ilha do continente. No distrito do Galeão, vive uma gente simples e hospitaleira, que ali permaneceu resistindo às mudanças impostas pela natureza e pela chegada do progresso e do turismo aos arredores. Quando chegamos no Galeão podemos ter a nítida impressão que o tempo parou para deixar reinar, soberana, a natureza.
Na pequena comunidade a pesca ainda é a principal forma de renda dos moradores. A plantação de piaçava e do óleo de dendê também ajudam na sobrevivência da população. Galeão não conta com muita infra-estrutura, mas a compensação vem em forma de uma paisagem exuberante e intocada. No povoado assentado sobre a areia, a maior parte das casas tem paredes de taipa e não existem carros.
O número de restaurantes e pousadas é capaz de atender a procura, que entre outras delícias típicas, servem os famosos carangueijos e guaiamuns, que são considerados os mais disputados petiscos de Tinharé.
O único evento promovido na comunidade é a festa do padroeiro, São Francisco Xavier, realizada dia 03 de Dezembro. E é a Igreja de São Francisco Xavier, o principal destaque do Galeão.
Construída em 1644 no alto do morro, é a igreja mais antiga do arquipélago de Tinharé. Para quem navega pelo Rio Una, seguindo para Valença, a igreja desponta como um lindíssimo cartão postal.
O acesso a Galeão é feito por barco desde Valença ou Cairu e pode levar até uma hora ou 20 minutos se o percurso for de lancha rápida, saindo de ambas localidades. Uma boa pedida para os que gostam de caminhada é fazer a trilha que sai da Gamboa ao Galeão, que tem aproximadamente 10 quilômetros de extensão e onde se pode ver entre a abundante mata, as culturas de madeira, piaçava e dendê.
Galeão também faz parte da APA, área de proteção ambiental que prevê a conservação dos ecossistemas da região. Este povoado acolhedor de ruas e casas antigas, vale uma visita.
A história do Galeão
Igreja de São Francisco Xavier
No início do século 17, ainda sob a forte influência da colonização jesuítica, foi fundado o distrito de Galeão. Mais precisamente no ano de 1623, os jesuítas decidiram estabelecer no lugar a residência de São Fancisco Xavier. A denominação Galeão, segundo alguns registros, se deve pelo fato do local ter abrigado o primeiro galeão (antigo navio de guerra), existente na província da Bahia. A principal herança da história da colonização deste pequeno povoado está presente na Igreja de São Francisco Xavier , construída em 1626.
Situada no alto do morro, na rua da Igreja, a capela é vista de vários pontos da costa. É constituída por nave, capela-mor, torre e sacristia-corredor. O seu interior é simples e composto por dois altares e um púlpito neoclássicos. Possui imagens de São Francisco Xavier e de Nossa Sra. da Conceição.
A igreja foi ampliada nos séculos 19 e 20 e numa destas reformas, provavelmente no início deste século, ganhou uma sacristia-corredor e teve sua fachada e interior revestidos de azulejos industriais brancos. Quando foi construída os padres responsáveis pela obra fixaram também uma residência ao lado do templo.
De acordo com o Inventário de Proteção ao Acervo Cultural (IPAC)da Secretaria de Indíustria, Comércio e Turismo da Bahia,o responsável pela construção foi Sebastião Antunes que ergueu a igreja movido por um sonho. No início do século 19 a igreja estava ameaçada de ruína, quando o comerciante chamado Epifânio Vicente de Queiroz, que era também devoto mandou que fosse restaurada. Além da Igreja de São Francisco Xavier, Galeão abriga outros prédios históricos como uma antiga residência, cuja data de construção é datada no final do século 19 e pertencente à família Moreira, uma das proprietárias da Cia Valença Industrial.

