Morro de São Paulo - Bahia - Brasil. Blog de turismo, viagens e férias conhecendo antes de viajar

Organizações de A a Z

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Denuncias & Protestos, Tem Dicas Saúde, Tem Novidades Divulgação Gratuita.

Veja abaixo uma lista de organizações que podem ajudar você:

Tem alguma entidade para sugerir? Descreva-a na seção de comentários, no final da página, que ela pode entrar para a lista.

Aids e sífilis:

Site do Programa nacional de Aids do governo brasileiro.

Alcoolismo:

Alcoólicos Anônimos (AA), que atendem 24 horas por dia pelo telefone (11) 3315-9333, ou consulte o site Alcoólicos Anônimos.

Alimentos: higiene na preparação:

- Página sobre cuidados para o final do ano da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

- Vigilância Sanitária (Anvisa).

Anticoncepcionais e contraceptivos – métodos

- Site Anticoncepção On-Line, com informações sobre vários tipos de métodos para evitar a gravidez.

- O Ministério da Saúde disponibiliza a Cartilha de Direitos Reprodutivos com informações sobre métodos anticoncepcionais.

Bancos de leite:

Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano no endereço http://www.fiocruz.br/redeblh.

Câncer:

Site do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Crianças portadoras de deficiências:

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) no site http://www.apaebrasil.org.br.

Diabete:

- Informações no site da Sociedade Brasileira de Diabetes

- Site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Doenças transmitidas por animais:

- Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade; em São Paulo no site Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, ou pelos telefones (11) 3350-6624 / (11) 3350-6628.

- O Hospital Vital Brazil, do Instituto Butantan, atende 24 horas pelo telefone (11) 3726-7962. A página do instituto traz informações sobre primeiros socorros no caso de picadas de cobra, aranha e escorpião.

Drogas:

Serviço Viva-Voz da Secretaria Nacional Antidrogas, no telefone 0800- 5100015, para descobrir o Centro de Atenção Psicossocial mais próximo.

Envenenamento, intoxicação e picadas de animais peçonhentos:

- O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, mantém atendimento 24 horas pelo telefone 0800-0148110.

- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa) também mantém um número central para informações sobre intoxicação: 0800-7226001.

- O Hospital Vital Brazil, do Instituto Butantan, atende 24 horas pelo telefone (11) 3726-7962. A página do instituto traz informações sobre primeiros socorros no caso de picadas de cobra, aranha e escorpião.

Epilepsia:

- Site da Associação Brasileira de Epilepsia.

- O site da Liga Brasileira de Epilepsia inclui informações sobre centros de tratamento em diversos Estados do país. A organização tem sede em São Paulo e pode ser contatada através do telefone (11) 3085-6574

Infertilidade ou dificuldade para engravidar:

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Medicamentos cedidos gratuitamente pelo governo:

Página sobre o assunto no site do Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde:

Portal Saúde

Segurança infantil:

- Organização não-governamental Criança Segura.

- Fraturas e acidentes: Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica.

Teste do pezinho (Triagem Neonatal):

- Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal através do site http://www.sbtn.org.br.

- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) no site http://www.apaebrasil.org.br.

Tireoide – problemas:

Site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Vacinas:

- Programa nacional de imunização do Ministério da Saúde.

- Calendário de vacinação recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria

Violência doméstica

- Encontre endereços e orientações no Portal Violência contra a Mulher, mantido pela Fundação Patrícia Galvão.

Agência de Turismo – O#Morro#de#São#Paulo#

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Rodovias – (tudo de segurança) -autarquias..

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ALERTA – Registro de Roubo e Furto de Veículos

40

O Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) oferece através de seu website o serviço ALERTA, para o registro de roubo e furto de veículos.

Atestado de Antecedentes

84

O Atestado de Antecedentes é um documento fornecido pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), órgão da Secretaria da Segurança Pública, que tem por objetivo informar a existência ou não de registro de antecedentes criminais.

Boletim de Ocorrência (BO) pela Internet

115

O website da Secretaria de Segurança Pública oferece o serviço de Boletim de Ocorrência via Internet, onde você poderá registrar: Furto de Veículos / Depaparecimento de Pessoas / Furto ou Perda de Placas, Documentos e Celular.

Consulta de CPF (Cadastro de Pessoa Física)

127

Através do website da Receita Federal, é possível consultar a situação do Cadastro de Pessoa Física e emitir Certidões Negativas, entre outros serviços oferecidos.

Consulta de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica)

29

O website da Receita Federal oferece o serviço de consulta do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. Através do website, o usuário poderá emitir o comprovante de situação cadastral e acompanhar a solicitação de pedido.

Consulta de Multas

33

No website do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo) é possível realizar consultas de Multas, utilizando o número do RENAVAN do veículo.

Consulta de Pontos na Carteira

30

No website do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo) é possível realizar consultas de Pontos na Carteira Nacional de Habilitação, utilizando o número da CNH.

Disque Denúncia

12

O “Disque-Denúncia” recebe denúncias sobre crimes e violência durante 24 horas, todos os dias. Este serviço centralizado permite que qualquer pessoa forneça à polícia informações sobre delitos e formas de violência com absoluta garantia de anonimato.

Endereços e Telefones de Distritos

24

Pesquise o endereço e telefone de todos os distritos policiais de todo o estado de São Paulo.

Guia de Boa Viagem

17

O website do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) oferece o serviço chamado “Guia de Boa Viagem”, onde você poderá consultar distâncias entre cidades, situação das rodovias, mapas e outras informações.

Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo

7

A Ouvidoria da Polícia é um órgão dirigido por um representante da sociedade civil, com total autonomia e independência, cuja principal função é ser o porta-voz da população em atos irregulares praticados pela Polícia Civil e Polícia Militar.

Pessoas Desaparecidas – Registro de Ocorrência de Desaparecimento

14

No website da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, é possível realizar o registro de ocorrência de desaparecimento de pessoa, que provoca ação policial imediata.

Pessoas Desaparecidas – Consulta de Desaparecidos

15

Sempre trabalhando para o bem da comunidade há mais de quatro anos a Polícia Civil utilizam um espaço em seu website para colocar fotografias de pessoas que por um motivo ou outro desapareceram.

Pessoas Desaparecidas – Procura-se a Família

19

No website da Polícia Civil, é possível consultar fotos de pessoas que foram encontradas, e procuram por suas famílias.

Pessoas Desaparecidas – Registro de Encontro

12

Registre o encontro de uma pessoa que estava registrada como desaparecida.

Procurados pela Justiça

80

Combatendo os indivíduos mais perigosos para a sociedade, a Polícia Civil se arma de todas as maneiras para cumprir sua missão mais nobre: defender o cidadão e a lei, por isso dispõe em seu website a lista dos indivíduos procurados pela Justiça.

Rodovias Federais On-line

26

Acompanhe a situação principais rodovias federais, através do website do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).

Rodovias Estaduais On-line

18

Acompanhe a situação das principais rodovias estaduais, administradas pelas concessionárias: AutoBan, Ecovias e ViaOeste e DER.

Governo do Estado de São Paulo
Agricultura e Abastecimento
Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico
Cultura
Arquivo do Estado de São Paulo
Memorial do Imigrante
Defesa Civil
Economia e Planejamento
Educação
Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE
Emprego e Relações do Trabalho
Sistema Público de Emprego – Sert/Sine
Energia
Comissão de Serviços Públicos de Energia
Fazenda
Transportes


Orgãos Rodoviários

Departamento de Infra-Estrutura de Transportes da Bahia – (DERBA – Bahia)
Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes do Ceará – (DERT – Ceará)
Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal – (DER – Distrito Federal)
Agência Goiana de Transportes e Obras – (AGETOP- Goiás)
Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais – (DER – Minas Gerais)
Secretaria de Transportes do Pará – (SETRAN – Pará)
Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba – (DER – Paraíba)
Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná – (DER – Paraná)
Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco – (DER – Pernambuco)
Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Sul – (DAER – RS)
Fundação Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro – (DERr – RJ)
Departamento Estadual de Infra-Estrutura de Santa Catarina (DEINFRA – SC)
Departamento de Estradas de Rodagem de Sergipe – (DER – Sergipe)
Associação Brasileira dos Departamentos de Estradas e Rodagens
Departamento de Estradas de Rodagem de Tocantins
E-mail: dertins@seinf.to.gov.br
Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte
E-mail: derdg@rn.gov.br


Governo e Gestão Estratégica

Mídia Eletrônica Negócios Público
Justiça e Defesa da Cidadania
Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor PROCON
Junta Comercial do Estado de São Paulo – Jucesp
Meio Ambiente
Fundação Florestal
Cetesb – Companhia de Tecnol. de Saneamento Ambiental
Instituto Florestal
Instituto de Botânica
Procuradoria Geral
Recursos Hídricos, Saneamento e Obras
Saúde
BEC/SP Ambiente Eletrônico de Contratações
Pregão


Segurança Pública

Polícia Civil de São Paulo
Polícia Militar de São Paulo
Polícia Rodoviária Federal
Transportes
Transportes Metropolitanos


Órgãos Autônomos

Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Fundo Social de Solidariedade – Fussesp
Ministério Público do Estado de São Paulo
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo


Autarquias

Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – ARTESP
Concessionárias do Estado de São Paulo
AutoBAn
Autovias
Centrovias
Colinas
Ecovias
Intervias
Renovias
SPVias
Tebe
Triângulo do Sol
Vianorte
Viaoeste
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares – Ipen
Superintendência de Controle de Endemias – Sucen


Empresas

Companhia de Engenharia de Tráfego
Companhia de Gás de São Paulo – Comgás
Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô
Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo – Prodesp
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp
Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – Cetesb
Companhia Energética de São Paulo – Cesp
Desenvolvimento Rodoviário S.A. – Dersa
Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S.A. – Emplasa
Imprensa Oficial do Estado S.A. – Imesp
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT
Nossa Caixa Nosso Banco S.A.


Fundações

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp
Fundação do Desenvolvimento Administrativo – Fundap
Fundação para a Conservação e a Produção Florestal de São Paulo – Fundação Florestal
Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE
Fundação para o Remédio Popular – Furp
Fundação Padre Anchieta – Centro Paulista de Rádio e TV Educativas
Fundação Parque Zoológico de São Paulo
Fundação Prefeito Faria Lima – Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal – Cepam
Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo
Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – Seade


Outros

Governo do Brasil
Governo do Estado de São Paulo
Departamento de Trânsito
Ministério da Justiça do Brasil

VISITAS

ALERTA – Registro de Roubo e Furto de Veículos

40

O Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) oferece através de seu website o serviço ALERTA, para o registro de roubo e furto de veículos.

Atestado de Antecedentes

84

O Atestado de Antecedentes é um documento fornecido pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), órgão da Secretaria da Segurança Pública, que tem por objetivo informar a existência ou não de registro de antecedentes criminais.

Boletim de Ocorrência (BO) pela Internet

115

O website da Secretaria de Segurança Pública oferece o serviço de Boletim de Ocorrência via Internet, onde você poderá registrar: Furto de Veículos / Depaparecimento de Pessoas / Furto ou Perda de Placas, Documentos e Celular.

Consulta de CPF (Cadastro de Pessoa Física)

127

Através do website da Receita Federal, é possível consultar a situação do Cadastro de Pessoa Física e emitir Certidões Negativas, entre outros serviços oferecidos.

Consulta de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica)

29

O website da Receita Federal oferece o serviço de consulta do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. Através do website, o usuário poderá emitir o comprovante de situação cadastral e acompanhar a solicitação de pedido.

Consulta de Multas

33

No website do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo) é possível realizar consultas de Multas, utilizando o número do RENAVAN do veículo.

Consulta de Pontos na Carteira

30

No website do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo) é possível realizar consultas de Pontos na Carteira Nacional de Habilitação, utilizando o número da CNH.

Disque Denúncia

12

O “Disque-Denúncia” recebe denúncias sobre crimes e violência durante 24 horas, todos os dias. Este serviço centralizado permite que qualquer pessoa forneça à polícia informações sobre delitos e formas de violência com absoluta garantia de anonimato.

Endereços e Telefones de Distritos

24

Pesquise o endereço e telefone de todos os distritos policiais de todo o estado de São Paulo.

Guia de Boa Viagem

17

O website do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) oferece o serviço chamado “Guia de Boa Viagem”, onde você poderá consultar distâncias entre cidades, situação das rodovias, mapas e outras informações.

Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo

7

A Ouvidoria da Polícia é um órgão dirigido por um representante da sociedade civil, com total autonomia e independência, cuja principal função é ser o porta-voz da população em atos irregulares praticados pela Polícia Civil e Polícia Militar.

Pessoas Desaparecidas – Registro de Ocorrência de Desaparecimento

14

No website da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, é possível realizar o registro de ocorrência de desaparecimento de pessoa, que provoca ação policial imediata.

Pessoas Desaparecidas – Consulta de Desaparecidos

15

Sempre trabalhando para o bem da comunidade há mais de quatro anos a Polícia Civil utilizam um espaço em seu website para colocar fotografias de pessoas que por um motivo ou outro desapareceram.

Pessoas Desaparecidas – Procura-se a Família

19

No website da Polícia Civil, é possível consultar fotos de pessoas que foram encontradas, e procuram por suas famílias.

Pessoas Desaparecidas – Registro de Encontro

12

Registre o encontro de uma pessoa que estava registrada como desaparecida.

Procurados pela Justiça

80

Combatendo os indivíduos mais perigosos para a sociedade, a Polícia Civil se arma de todas as maneiras para cumprir sua missão mais nobre: defender o cidadão e a lei, por isso dispõe em seu website a lista dos indivíduos procurados pela Justiça.

Rodovias Federais On-line

26

Acompanhe a situação principais rodovias federais, através do website do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).

Rodovias Estaduais On-line

18

Acompanhe a situação das principais rodovias estaduais, administradas pelas concessionárias: AutoBan, Ecovias e ViaOeste e DER.

Jornais ajudam a combater turismo Sexual.

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O turismo sexual e o desafio à cultura

O turismo sexual é uma triste realidade, um desdobramento do caos social, institucional e político brasileiro em que vivemos. Mergulhados no problema ou simplesmente alienados em razão de viverem presos em suas torres de marfim universidades, os intelectuais digladiam-se e não encontram soluções. O debate parece estar estagnado. Por isto, resolvi resenhar o livro O DESAFIO À CULTURA de autoria de Bruno Lussato e Gérald Messadié, uma obra que adota uma perspectiva nada usual para problemas semelhantes que ocorreram na Europa. No primeiro capítulo da obra, não sem incorrer num certo eurocentrismo, os autores procuram as origens da crise do Ocidente. Segundo eles, boa parte dos problemas ocidentais podem ser creditados aos conflitos entre a “cultura” e a “cultura de massa ou etnológica”. A distinção entre ambas é feita tendo em conta dois pares de opostos: quantidade x qualidade, rápida obsolescência x permanência, mitologia tóxica x humanismo crítico. O próprio conceito de cultura, que tem sido construído a séculos, sofre a pressão da modernização das sociedades européias. Para o senso comum e parte da crítica especializada não há ou não deveria haver distinção entre “cultura” e “cultura etnológica”, porque a hierarquia entre as obras de arte não pode ser feita com base em critérios objetivos. Além disto, as massas não têm acesso à cultura da elite, de maneira que não seria justo depreciar a “cultura etnológica”. Como acreditam que “…só há enriquecimento pessoal na cultura de qualidade” os autores entendem que a distinção não é só necessária como essencial. A “cultura de massas ou etnológica” é tóxica e produz a crise ocidental justamente porque não e capaz enriquecer humanisticamente seus destinatários. No fundo os autores sugerem a seguinte questão: o que vem primeiro o LUCRO dos produtores da cultura etnológica ou as NECESSIDADES HUMANISTICAS dos destinatários desta produção cultural? Cedo ou tarde o Brasil também será obrigado a responder esta pergunta. Há muito optamos pela valorização da “cultura de massas”. A televisão brasileira intoxica diariamente os telespectadores com programas de conteúdo duvidoso (para não dizer asqueroso mesmo). Os cinemas exibem qualquer porcaria, desde que seja “made in USA”. Nas rádios, dominadas por rocks estrangeiros, programas evangélicos e gospels, a música brasileira é um produto raro (certamente, porque o Brasil é um lugar exótico e distante cujos músicos só fazem sucesso na Europa e EUA). Música clássica brasileira, então, é “mosca branca” cujos acordes só voam nas ondas das rádios públicas de limitado alcance territorial. Faço uma pausa para contar aqui um incidente que me ocorreu. Sou fã da Rádio Cultura FM. Há alguns anos não tinha TV em casa e todos os dias escutava a programação da mesma das 8:00 às 22:00 horas. Durante uma noite de Natal estava a escutar a Rádio Cultura e foi realizado um sorteio de brindes para os ouvintes. Liguei e fui informado que deveria ir pessoalmente à Rádio Cultura retirar meu brinde. No dia marcado fui à sede da mesma e lá acabei recebendo não um, mas vários brindes. Segundo o rapaz que me atendeu quase ninguém havia ligado “porque quase ninguém ouve a rádio”. Nossa Constituição proíbe a censura e assegura a liberdade de informação. Mas não somos livres. Quando ligamos nossos rádios somos obrigados a consumir apenas “cultura etnológica” (rocks estrangeiros, programas evangélicos e gospels), certamente porque existem músicos que não são bons o bastante para pagar o tradicional jaba. Segundo o critério mercadológico Mahler, Prokofiev, Stravinski, Beethoven, Carlos Gomes e Vila Lobos são péssimos músicos. Para a maioria da população brasileira certamente nem são músicos. “Mahler? – pergunta intrigado o ambulante que pretende me vender uma rede. Apressado, olho no relógio. “É a marca de seu relógio?” e dispara ligeiro como quem percebeu um bom negócio “Quer trocar seu Mhaler usado por uma rede de casal novinha e bem boa?” No capítulo seguinte os autores tratam da massificação e suas destruições. O mito americano diz que “..para fazer melhor e mais barato, é preciso manter laboratórios de pesquisa e que estes custam de tal modo caro que só os gigantes podem oferecer-se esse luxo.” O bom senso replica “… a possibilidade e o interesse de manter departamentos de pesquisa não são apenas uma questão de fundos: são, também, uma questão de cultura.” Em seguida Lussato e Messadié dão uma série de exemplos da ineficiência da pesquisa quando conduzida por especialistas incapazes de avaliar o alcance social dos projetos que realizam ou a utilidade cultural dos fundos que gerenciam. Ao ler o capítulo é impossível deixar de questionar os paradoxos da pesquisa no Brasil. Todos os anos os pesquisadores e agitadores culturais clamam por mais recursos para a pesquisa universitária. Mas os resultados dos labores dos pesquisadores ou são minguados ou tão misteriosos que não podem ser compartilhados com a sociedade. Você já participou de um projeto de pesquisa universitária cujo resultado foi solenemente arquivado? Isto já me ocorreu. Mas como sou rebelde incurável publiquei o resultado do meu trabalho na Internet e mandei um e-mail irônico para o reitor da instituição desautorizando-a de utilizar o material que produzi. No capítulo 3 os autores tratam da centralização e perguntam “Foi a massificação que engendrou a centralização, ou foi o contrário?” Segundo os autores a centralização é um fenômeno político que se tornou privado à medida que as empresas passaram a sofrer do mesmo gigantismo que o Estado. Mas como a paralisia e ineficácia estatais começaram a afetar os negócios os empresários logo perceberam que tinham que fazer algo. Assim, as empresas passaram por um verdadeiro vendaval de reestruturações, cortes de pessoal, remodelação administrativa, etc. A informática surgiu e passou a ser empregada como o Santo Graal da eficiência com economia. Ilusão, dizem os autores! Segundo eles uma ilusão que “…convinha tão bem à paixão centralizadora! Constituíram-se mesmo bancos de dados gigantescos, sem se tomar bem consciência da inércia intrínseca do computador e do perigo que até há em se acumular demasiados dados. Ora esta falsa riqueza pode ser tão nociva como onerosa. Os bancos centrais de dados podem paralisar as decisões que devem ser tomadas, pela simples razão de que os seus programas de tratamento tendem a ser cada vez mais complexos, por isso cada vez menos fáceis de utilizar, portanto, enfim, cada vez menos fiáveis. Além disso, estes bancos tornam pesados os custos de gestão.” Neste quesito o Brasil não deixa nada a dever para a Europa. Há bem pouco tempo comprei um eletrodoméstico numa unidade de uma grande rede de lojas. O aparelho estava com defeito e tive que solicitar uma troca. Algumas horas após a compra, falei com a mesma vendedora. Mas o aparelho não pode ser rapidamente substituído porque ela simplesmente não conseguia entrar no sistema informatizado da rede de lojas. “O sistema gerencia tudo!” dizia ela orgulhosa enquanto tentava em vão acessa-lo. “Quando você compra um produto, o sistema dá baixa da unidade no estoque virtual ‘centralizado’ e, conforme o volume de compras em cada uma das lojas conectadas em tempo real, emite uma solicitação de compra ao fornecedor”. Maravilhoso, pensei! Maravilhoso e não funcionava. O sistema estava sobrecarregado ou o computador que ela usava era um “lentium”? Após vários minutos de tentativas, a vendedora procurou sua gerente que simplificou o procedimento (efetuou a troca e deixou para lançar a mesma quando o sistema funcionasse). Sai satisfeito, mas confesso que nunca mais comprarei algo naquela rede de lojas. O Estado brasileiro é centralizado, sempre foi centralizado. Por mais centralizado que seja todos os governantes clamam por mais centralização. Quando perceberam as potencialidades centralizadoras dos computadores e da Internet a fúria centralizadora dos administradores públicos brasileiros aumentou. Na atualidade os órgãos públicos acumulam informações sobre os contribuintes, sobre os criminosos, sobre seus próprios servidores, sobre as aposentadorias, nascimentos, mortes, etc. Contudo, se pretender restituir um imposto pago a maior, você esperará décadas uma decisão judicial definitiva que será definitivamente cumprida quando você estiver morto. A polícia faz estatísticas dos crimes, mas o policiamento ostensivo nunca chega à periferia onde os criminosos se fartam. As aposentadorias que demoram meses para se transformar em realidades digitais rapidamente se tornam economicamente virtuais numa penada administrativa. Sabemos quantos brasileiros nasceram e morreram! Não sabemos como viveram, porque migraram ou, o que é mais doloroso, para que sustentaram um Estado que centraliza informações na Internet se nunca buliram num computador? É assim que chegamos ao capítulo 4, “A burocracia, fautora da guerra civil”. Mas será a burocracia um mal? A resposta dos autores é eloqüente. “No essencial, não: em certa medida, o modelo burocrático permitiu edificar os Estados, e particularmente a França, eliminando a arbitrariedade dos poderes locais em benefício do interesse nacional.” Contudo “…a evidência também obriga a verificar os seus defeitos. Depois de ter, por exemplo, contribuído para a unificação da China nos reinos Kin e Chu do século VIII antes da nossa era até o século II, a burocracia, ou, mais precisamente, o espírito burocrático imperial, causou, com sua rigidez, o desabamento da dinastia Song. Para impor medidas que não correspondiam às condições locais, o imperador nomeou, com efeito, burocratas que lhe eram dedicados e que se revelaram incompetentes. No século XII, o império sucumbiu interna e externamente ao peso de sua inaptidão burocrática: a multidão esfaimada invadiu e devastou o jardim imperial e os invasores djurtchetes exilaram os dois imperadores Song para a Manchúria. A burocracia contribuíra para desfazer o que tinha edificado.” O capítulo é interessante e complexo. Limito-me a fazer a transcrição acima porque o Brasil pode estar sofrendo na atualidade o mesmo problema que a China dos Song. O Estado brasileiro custa 38% do PIB. Se considerarmos os custos da corrupção dos servidores públicos como tributo indireto que não gera benefícios para a coletividade, mas cujo valor é repassado pelos industriais e comerciantes para os consumidores (vide William Easterly, O Espetáculo do Crescimento, capítulo Corrupção e Crescimento), o peso do Estado brasileiro é imenso e a população está ficando cansada de suportá-lo. O Brasil está destinado a sucumbir? As únicas previsões que sempre dão certo são as retroativas. Destarte, arrisco dizer que o Brasil está a um palmo do colapso. A prova cabal disto é a violência explodindo em nossas caras todos os dias. A burocracia estatal está se tornando incapaz de atender as expectativas da população ou de reprimir a barbárie que seu próprio peso fomenta. Sob a mais severa crise de segurança das últimas cinco décadas os senhores juizes e desembargadores ocuparam um lugar de destaque na mídia. Não porque conseguiram reduzir a criminalidade, mas porque aumentaram seus salários gordos e aposentadorias gratificantes. Preciso dar outro exemplo? Um pouco mais adiante o autor refere-se aos grupos terroristas da década de 1970 (Brigadas Vermelhas, Prima Línea, Rote Armee Fraktion, etc.) bem como à desproporcional reação estatal. Assevera que inumeráveis “…regiões do mundo vivem assim desde há vários anos numa situação de guerra civil, larvar ou manifesta. Num tal contexto, a criminalidade difusa, por culpa da qual se tornou perigoso em numerosas cidades do chamado mundo livre viajar no metropolitano ou nos comboios suburbanos, ou ainda ir para casa depois do sol-pôr, acaba por se dissolver no terrorismo político. A realidade é a de um vasto Maio de 68 à escala planetária. E não se vislumbra que esteja em vias de ter fim.” O parágrafo seguinte foi escrito na década de 1980, mas não deixa de produzir um impacto muito grande se levarmos em consideração nossa própria realidade neste princípio de século XXI. “Porque? Entre várias outras razões, porque, desvalorizada pelos efeitos da burocracia, a vida humana já não tem o valor que as leis pretendem ainda atribuir-lhe. E porque, na ditadura burocrática, já não há outro meio de se fazer ouvir que não seja o estrondo do acto criminoso.” Segundo os autores a burocracia fomenta a desordem porque nunca diminui, só aumenta e é impotente se auto-desregulamentar. Os burocratas raramente enxergam algo além da própria burocracia e dos seus mesquinhos interesses salariais. O peso do Estado não lhes interessa. Mesmo quando o Estado está prestes de entrar em colapso os burocratas seguem ampliando as despesas e aumentando a regulamentação da vida dos cidadãos. Nem mesmo os expoentes intelectuais das Universidades Públicas escapam da sina burocrática. São burocratas e, como bons burocratas, se comportam como se estivessem no melhor dos mundos. Há bem pouco tempo um professor universitário paulistano escreveu um artigo bombástico sobre a violência. Negou toda tradição humanista da Academia em que leciona e foi apoiado por diversos intelectuais. Fico me perguntando se os referidos intelectuais ignoram ou desprezam a terrível equação da universidade pública no Brasil, que pode ser enunciada mais ou menos assim: CEU x ASCU = BENS (*) (* custo econômico das universidades x alcance sócio-cultural universitária = barbárie no entorno que as sustenta) Nossas universidades públicas são ilhas de conhecimento morto cercadas de barbárie por todos os lados. Quando a barbárie ameaça invadir sua ilha, os intelectuais burocratas gritam: “Mais rigor, mais rigor!” Porque não deram vida ao conhecimento que produzem (se é que produzem algo) para minimizar a barbárie no entorno? O referido professor se disse chocado com um crime bárbaro que ganhou notoriedade na mídia em razão dos debates acerca da redução da maioridade penal. Sua defesa de uma “política criminal” mais rigorosa por causa da vítima digna de ser televisada é extremamente temerária. Não se pode pensar e realizar “política criminal” com a projeção das próprias carências emocionais na coletividade. Por mais que sejam refinadas, as emoções do professor-burocrata são tão irrelevantes quanto as minha. No mínimo tão irrelevantes quanto as das mães brasileiras cujos filhos são mortos todos os anos porque não conseguiram pagar suas dívidas nas bocas-de-fumo. Mortes que não são televisadas, nem investigadas porque diversos policiais recebem dos traficantes para dar-lhes uma ilegal segurança. A realidade crua escarrada na cara dos jovens vitimados pelo tráfico todos os dias são as emoções dos burocratas que só se preocupam com as outras vítimas (as que consideram dignas de lágrimas) e com seus salários. Mas devemos perdoar o referido professor. Deve ser difícil para um filósofo-burocrata, se é que não repugna à filosofia tal aberração, meditar sobre o peso que ele mesmo representa para a sociedade. Uma economia nacional deveria produzir bem estar para o conjunto da população. Não é o que ocorre no Brasil. Neste país a economia só beneficia uns poucos, dentre os quais se destacam os burocratas bem remunerados para fazer de conta que vivemos no melhor dos mundos enquanto o país se desmancha a olhos vistos (juizes, desembargadores, professores universitários, etc). Se o referido intelectual prestasse atenção ao website do IBGE, se a crueldade das estatísticas produzidas por aquele órgão também provocassem reações emocionais, talvez passasse a estudar melhor as vidas das pessoas nas favelas em volta da Universidade em que leciona e descobriria todo um continente que desconhece. E olhem que apesar de tudo, os vários Brasis que sustentam o Brasil ainda são paises de gente sofrida e generosa. A grande maioria dos brasileiros vive pior do que os franceses antes da revolução de 1789 e ainda não fez uma revolução, nem começou a decapitar aristocratas em guilhotinas de forma organizada! Outra questão que pode estar intimamente relacionada à valorização da “cultura etnológica” é o turismo sexual no Brasil. A prostituição tem motivação econômica, mas sem dúvida alguma também é fruto da cultura de massas que a glorifica e da qual as garotas pobres também querem ser consumidoras. O estimulo e o reforço à prostituição poderiam ser minimizados através da valorização e difusão da “cultura crítica”? Vale a pena tentar responder esta pergunta.Os burocratas brasileiros deveriam ler e reler o livro de Lussato e Messadié. Mais do que ler, deveriam aprender a dar mais importância à cultura critica do que aos dinheiros que recebem dos agentes da cultura etnológica. As páginas de O DESAFIO À CULTURA podem servir como eficientes guilhotinas contra sua obsolescência e peso econômico. Caso contrário, suas próprias cabeças podem acabar sendo cortadas. A obra tem vários outros capítulos, mas não vou prosseguir. Minha intenção é apenas despertar o interesse pela mesma e já fiz mais do que devia. Fábio de Oliveira Ribeiro

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Êxodo: a longa odisséia humana – Morro de São Paulo.

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Denuncias & Protestos, Tem Novidades Divulgação Gratuita.

Êxodo: a longa odisséia humana


Êxodo: a longa odisséia humana
Atrás de comida, terra ou trabalho, a humanidade se move. Desde os caçadores da Pré-História até as hordas de refugiados da atualidade, o homem sempre esteve em busca de um lugar para viver melhor
por Celso Miranda
Nomadismo, fugas em massa, invasões militares, expedições comerciais e colonizações construíram o mundo como nós conhecemos. A primeira dessas viagens tirou da África nossos ancestrais e os espalhou pelo mundo. Há 1,7 milhão de anos, o clima do planeta deu um refresco, o que ocasionou o aumento da população e, conseqüentemente, da fome. E o Homo ergaster pôs o pé na estrada. Depois dele, sucessivas levas de hominídeos – cada vez mais evoluídos – seguiram avançando em busca de melhores condições de vida, até alcançar a Europa, onde, segundo o paleontólogo Richard Leakey, autor de A Origem da Espécie Humana, a presença do homem data de 700 mil anos atrás.

Já em tempos de homem moderno (Homo sapiens sapiens), ocorreu o povoamento do continente americano, um dos episódios mais polêmicos dessa longa história. A tese mais aceita entre os especialistas diz que os primeiros americanos eram caçadores, que há uns 15 mil anos deixaram a Ásia e atravessaram o estreito de Bering, no extremo norte do continente americano. Segundo a antropóloga Sheila Mendonça, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, esses homens já conheciam o fogo e produziam ferramentas. Cobertos de peles, deslocavam-se atrás de mamutes, bisões e cavalos em pequenos grupos de 30 a 40 indivíduos. Desconheciam a agricultura e o pastoreio e viviam da coleta de frutos, da caça e da pesca.

Outras teorias sobre a chegada do homem na América têm ganhado força, nos últimos anos, como a da travessia do Pacífico por polinésios. É o que acredita o paleoparasitólogo Adauto Araújo, também da Fiocruz. “Ovos de parasitas comuns entre asiáticos foram encontrados em sítios arqueológicos americanos, mostrando que deve ter havido uma outra rota de penetração no continente, já que sob as baixas temperaturas do norte esses parasitas não teriam sobrevivido”, diz Adauto.

A pé ou navegando o Pacífico, os homens venceram uma aventura e tanto. A natureza exploradora dos “sapiens” e sua capacidade migratória foi um dos fatores de seu sucesso como espécie.

Terra para plantar

Por volta de 8000 a.C., durante o período neolítico, ocorreu a chamada Revolução Agrícola. Com o recuo das geleiras e a melhor definição do clima, os animais (e, com eles, nós mesmos) não tinham mais que andar tanto para conseguir alimentos e passaram a se concentrar em determinadas regiões. O homem começou a conviver mais com os animais e surgiram as primeiras criações de porcos, carneiros e bois. A agricultura surgiu a seguir, quando os homens observaram que algumas sementes que usavam para se alimentar germinavam quando caíam em solo apropriado.

O domínio das técnicas de agricultura deu uma baita vantagem a esses grupos, que rapidamente cresceram e se espalharam. Em busca de terra, eles chegaram às planícies entre os rios Tigre e Eufrates (no atual Iraque), aos vales dos rios Nilo, no Egito, e Amarelo, na China. Ali, encontraram recursos necessários à sua sobrevivência e estabeleceram aldeias, depois cidades e, enfim, civilizações. Mas se engana quem pensa que as despensas repletas de alimentos puseram um ponto final nas andanças da humanidade. Se, quando deixamos de ser nômades, criamos civilizações como a egípcia, a babilônica e a chinesa, com o sedentarismo surgiram novas demandas. “A agricultura primitiva exigia grandes áreas e muita mão-de-obra. Assim, seja para plantar e colher, seja para construir barragens ou simplesmente para deixar o terreno livre, tribos inteiras foram aprisionadas ou expulsas de seus territórios”, diz Hilton da Silva, antropólogo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Exemplos de diásporas não faltam entre os povos da Antiguidade, como os hebreus e babilônicos.

Na Europa, as levas de povos agricultores chegaram por volta de 3000 a.C.: no sul, eles ocuparam Creta, Chipre e a região Tessália e, mais tarde, deram origem ao mundo greco-latino, enquanto no centro e no oeste serviram de matriz para os povos celtas e germânicos.

Bárbaros e cruzados

O sedentarismo não convenceu a todos e os nômades continuaram a existir e prosperar. O encontro entre esses dois modos de vida nem sempre foi pacífico. Muito antes de o Império Romano estender seus domínios sobre grande parte do mundo, mudanças climáticas, crises demográficas ou a ânsia por novas terras levaram muitos povos a invadir o quintal alheio. As fronteiras simplesmente não existiam, e “país” era aquilo que se podia ou se conseguia defender.

No século 12 a.C., um desses deslocamentos forçados ocorreu quando as tribos dórias, atacadas por nômades vindos da Ásia, avançaram com suas modernas armas de ferro sobre o território grego. A próspera civilização micênica foi destruída e milhares de gregos deixaram a região rumo à Ásia Menor. Grandes cidades como Tirinto e Argos foram arrasadas e a escrita micênica extinta.

Quatro séculos depois, o leste europeu foi abalado por outro violento fluxo populacional. Entre os anos 800 e 400 a.C., tribos originárias das estepes asiáticas forçaram os povos germânicos em direção ao mar Báltico e os celtas, que ocupavam toda a Europa central, foram expulsos. Em 386 a.C., eles cruzaram os Alpes, invadiram a península Itálica e saquearam Roma. Em seguida címbrios e teutônios partiram da atual Dinamarca em direção a Roma. Os romanos sofreram, mas detiveram o avanço e, com o fortalecimento do Império, estabeleceram fronteiras ao longo dos rios Reno e Danúbio.

As linhas de defesa se mantiveram até o século 2, quando novas invasões as romperam definitivamente. Durante mais de dois séculos, tribos germânicas avançaram sobre o império em busca de terras férteis, alimento e abrigo. Foi o exemplo dos godos, talvez os mais avançados entre os povos bárbaros, que haviam partido da atual Suécia em 50 a.C. e no século 3 já ocupavam as atuais Polônia e Alemanha. Ali, onde passaram a ser chamados de visigodos (ou godos do oeste), conviviam numa boa com os romanos. No entanto, algo ocorreu em 376.

“Vagando pelas estepes asiáticas em direção ao oeste a partir de 370, os hunos obrigaram os germânicos a penetrar no Império Romano para se proteger”, diz a historiadora Vânia Fróes, da Universidade Federal Fluminense. Os primeiros foram os visigodos. Em 408, invadiram Roma. Em seguida, cerca de 300 mil suevos, vândalos e alanos cruzaram os Pirineus e entraram na península Ibérica, devastando as províncias romanas. Os anglo-saxões conquistaram o território da atual Inglaterra. Os burgúndios fixaram-se no sul da França e os francos ocuparam o norte.

“Esses deslocamentos populacionais tiveram enorme importância para a história. Não apenas destruíram o Império Romano do Ocidente, como deram origem aos estados nacionais europeus, a partir de um novo sistema político e econômico, o feudalismo”, diz Vânia.

Seiscentos anos depois, a violência novamente motivou um grande deslocamento de pessoas: as Cruzadas. Convocados pela Igreja de Roma, milhares se dispuseram a caminhar até a chamada Terra Santa, ou seja, os territórios da atual Síria e Israel, que estava ocupada por praticantes de outra fé: os muçulmanos. Segundo o historiador britânico Steve Runciman, autor de História das Cruzadas, no entanto, a religião não foi o único motivador da peregrinação. “A Europa vivia um grande crescimento econômico e populacional e as Cruzadas atenderam às pressões por terra e oportunidades”, escreve Runciman. Entre os séculos 11 e 12, durante as nove expedições, cerca de 250 mil europeus se estabeleceram na região.

Mas as Cruzadas tiveram outro impacto para a história da Europa e dos deslocamentos humanos. Elas reabriram o Mediterrâneo para a navegação e reativaram o comércio. Em breve, o homem estaria pronto para sua próxima viagem.

Velas ao mar

As navegações dos séculos 15 e 16 levaram os europeus para a África, a Ásia e, sobretudo, para a América. Dessa vez eram governos, instituições (incluindo as igrejas) e empresas mercantis que queriam colonizar novos territórios. Só no primeiro século de colonização 100 mil espanhóis, 60 mil portugueses, 50 mil ingleses, 20 mil holandeses e 10 mil franceses vieram para cá.

No entanto, foi com a emancipação dos Estados americanos que ocorreu o maior movimento de pessoas da história. Entre 1800 e 1940, 55 milhões de pessoas trocaram a Europa pela América. Nos Estados Unidos, entraram 1,2 milhão de estrangeiros ao ano, durante as duas primeiras décadas do século 20. Brasil e Argentina também abriram suas portas e receberam, nesse período, 12 milhões de pessoas, sobretudo italianos, espanhóis e portugueses. Muitos asiáticos também emigraram para a América, principalmente japoneses para o Brasil e chineses para os Estados Unidos. Todos atraídos pela demanda global por trabalhadores para as lavouras e, depois, para as cidades. “A penetração gradual dos migrantes deu início à formação do atual sistema mundial e à noção de ‘encolhimento’ do mundo. Pessoas e informações começaram a circular mais rápido pelo planeta”, diz o antropólogo Gustavo Lins Ribeiro, da Universidade de Brasília.

Refugiados

Os conflitos do século 20 também provocaram o deslocamento de milhões de pessoas. No período entre uma e outra guerra mundial, os ajustes fronteiriços nos desintegrados impérios Otomano e Austro-Húngaro exigiram migrações sem precedentes. Em 1923, 1 milhão de gregos deixaram a Ásia Menor, enquanto 300 mil turcos fizeram o caminho contrário. As mudanças de fronteiras e de regimes políticos trouxeram à tona um novo tipo de migrante: o refugiado.

Para a Convenção de Genebra, refugiados são pessoas obrigadas a emigrar para fugir de perseguições em virtude de raça, religião ou idéias políticas. E foi para escapar dos hindus que 16 milhões de muçulmanos saíram da Índia, em 1947, após a independência, que dividiu o país e criou o Paquistão. Na África, cerca de 14 milhões de pessoas deixaram suas casas por causa de guerras, fome ou perseguições étnicas, de acordo com o Comitê para Refugiados dos Estados Unidos. Atualmente, a maior população de refugiados é a de afegãos: 4,5 milhões de pessoas. Segundo a entidade, o número de refugiados no mundo após os atentados de 11 de setembro cresceu 2,7%, chegando aos 22 milhões.

Apesar de guerras e intolerância, hoje a maior motivação para as migrações é a procura por trabalho. A chamada migração laboral afeta mais de 135 milhões de pessoas. Em números totais, os Estados Unidos lideram com 35 milhões de imigrantes. Rússia, com 13 milhões, e Alemanha, com 7 milhões, vêm a seguir. Do ponto de vista percentual destacam-se o Kuwait, com 25% de seus postos de trabalho ocupados por estrangeiros, e Singapura, onde os 350 mil emigrantes somam quase 20% dos trabalhadores.

A Declaração dos Direitos Humanos diz que “todos têm direito a circular livremente e a escolher sua residência no território de um Estado”. Apesar disso, nos últimos anos o que se vê é a criação de restrições a esse trânsito. Em 1976, 6% dos países possuíam leis para reprimir a migração. Em 2001, antes do 11 de Setembro, 46% já tinham.

Os migrantes do século 21 são vistos com desconfiança. Se de um lado são necessários para fazer a economia funcionar em países de baixas taxas de natalidade ou nos quais ninguém quer fazer trabalhos braçais, de outro são encarados como aqueles que vão roubar o emprego ou os serviços sociais das populações locais. O migrante, hoje, representa o alienígena social, étnico ou religioso. O homem desse século se esqueceu de que ele também é um estrangeiro, num mundo que é o resultado de milênios de caminhadas de outros homens em busca da sobrevivência.

Diáspora negra
Tráfico de africanosocorreu por 300 anos
O número de seres humanos tirados à força de sua terra natal durante o chamado tráfico negreiro é difícil precisar. Calcula-se que cerca de 12 milhões de pessoas foram caçadas em suas aldeias e vendidas por mercadores muçulmanos e portugueses ou capturadas por outras tribos e trocadas por produtos exóticos. Companhias de comércio holandesas e inglesas fizeram disso um lucrativo negócio no século 17. “Foi quando milhões de escravos foram trazidos para a América”, diz o historiador Fábio Bertonha, do Centro de Estudos de Migrações Internacionais, de Campinas. Embarcados em navios cujas condições insalubres matavam de 40% a 60% das pessoas, os africanos eram levados a mercados espalhados pela América. No Brasil, o tráfico negreiro começou em 1550 e, até meados do século 17, 350 mil africanos foram introduzidos nas plantações de cana. No século 18, esse número chegou a 1,6 milhão. Na primeira metade do século 19, o volume dobrou com a lavoura cafeeira. Até 1850, cerca de 3,3 milhões de africanos foram trazidos à força para o país.

Vida cigana
Sua disposição para enfrentara estrada atravessou séculose chegou aos dias atuais
Em toda a história talvez nenhum povo tenha ficado tão conhecido por suas andanças quanto os ciganos. Na verdade, “ciganos” é um termo genérico para designar a população que migrou da Índia no século 11 em direção ao oeste. Na Pérsia, uma parte deles teria permanecido no Império Bizantino por três séculos e de lá se dividido em dois ramos migratórios: um atravessou o Egito e se instalou no norte da África. Outro seguiu para a Europa, através dos Bálcãs. Apesar de os lingüistas terem descoberto o local de partida desse povo por meio da comparação entre dialetos que compõem a língua cigana, chamada romanês, e antigas línguas indianas, pouco se pode afirmar sobre sua origem. Alguns especialistas sugerem que eles pertençam a um grupo de viajantes muito antigo que nunca parou de se deslocar. Outros supõem que eram povos sedentários forçados a deixar as terras indianas devido ao movimento de expansão de novos grupos. “Diferentemente de outros povos migrantes que se misturaram e deram origem a outros, por formarem um grupo relativamente fechado e estarem sempre em movimento, os ciganos preservaram sua identidade cultural, mesmo se espalhando pelo mundo”, diz a antropóloga Florência Ferrari, da Unicamp. Segundo ela, esse tipo de deslocamento está associado ao modo de ser cigano, à sua cultura, ao seu pensamento. “Os ciganos fazem da viagem um traço cultural distintivo em relação aos gadjé, ou não-ciganos, sabendo que estes vão ver no nomadismo uma diferença”, afirma Florência. O desapego em relação aos países por onde passam – muitas vezes às leis e costumes desses lugares – fez com que os ciganos sejam sempre vistos como estrageiros, não importa onde estejam. Durante a consolidação dos Estados nacionais na Europa, o nomadismo dos ciganos era visto com uma ameaça política. Governos e Igreja desencadearam violentos mecanismos de perseguição. Deportações, torturas e matanças foram praticadas entre os ciganos até data recente. Acredita-se que meio milhão de ciganos tenham sido executados pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Essas perseguições foram responsáveis por grandes ondas migratórias de ciganos, inclusive para o Brasil. Mas o nomadismo cigano é muito mais que uma reação às perseguições que enfrentaram. “Quando o povo cigano se vê obrigado a se deslocar, a viagem propriamente dita não é motivo de sofrimento. Não se encontra na cultura cigana nenhum apego ao território, nenhuma saudade de um lugar ancestral. O deslocamento é uma alternativa consciente”, diz Florência.

Saiba mais
Livros

A Origem da Espécia Humana, Richard Leakey, Rocco, 1997 – Sobre a raiz ancestral das migrações humanas

Genes, Povos e Línguas, Luigi Carvalli-Sforza, Companhia das Letras, 2003 – Mapeamento das principais movimentações de povos e civilizações

A Sociedade Feudal, Marc Bloch, Edições 70, 1997 – Para entender as invasões de bárbaros da Europa e as Cruzadas

Tem gente voando AirFrance sem acumular milhas Smiles. Cuidado!

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Denuncias & Protestos

O leitor do O Morro de Sao Paulo, Celso Garcia, entrou em contato no dia 01/10/2009 reclamando que a GOL não estava honrando a promoção que dizia que quem voasse Air France em um certo período pontuaria em dobro. O passageiro além de não pontuar em dobro não pontuou nada!

O Melhores Destinos não podia deixar o leitor sem resposta e fomos atrás da GOL para ver o que estava acontecendo.

Vejam o E-mail do Celso:

Prezado Leonardo,
Assim como eu, diversos passageiros foram lesados pela GOL que não está honrando a promoção que fez quando do lançamento da parceria com a AIR FRANCE.
A ampla divulgação não mencionava qualquer restrição de vôo ou classe tarifária, levando a crer que qualquer vôo com a Air France pontuaria no Smiles, inclusive “em dobro” no período até 31.07.2009; posteriormente, inseriram no site as  classes tarifárias que permitiriam acúmulo de milhas (Y, B, R, K, M, H, Q, V, R, X, L, T) e nem estas sendo observadas, ficando os passageiros sem qualquer pontuação. Após várias reclamações, a GOL tirou a página que especifica as classes tarifárias do ar, o que demonstra, inclusive, sua má-fé.
Como seu Blog tem um alcance muito amplo e a questão envolve interesse de vários leitores, sugeriria uma matéria sobre o caso, com uma cobrança de explicações pela GOL, pois estamos diante de uma grande PROPAGANDA ENGANOSA.
Agradeço sua atenção.
Celso Moredo Garcia

Agora vejam a reposta  oficial da GOL:

São Paulo, 28 de outubro de 2009 – Em relação à mensagem enviada pelo Sr. Celso Moredo Garcia, a GOL informa que as classes utilizadas pelo cliente não são válidas para o acúmulo de milhas.

A Companhia esclarece que o acúmulo de milhas em voos realizados pelo grupo Air France/ KLM está relacionado à categoria tarifária adquirida. Diferentemente do que foi alegado, estas informações estão disponíveis no contrato de transporte aéreo da Companhia, disponível no ato da compra da passagem.

A GOL está à disposição pela Central de Relacionamento: 4003-7001 (cartões azul e prata) e 4003-7007 (cartões ouro e diamante), ou pelo site www.smiles.com.br.

Atenciosamente,

Central de Relacionamento SMILES

Agradecemos a atenção da GOL em nos responder, mas ficou bem esquisito. O leitor Celso nos enviou o bilhete da AirFrance e lá não consta nada. No site do Smiles também dá entender que não existe esse tipo de restrição. Veja imagem capturada do site do Smiles:

Olhamos também o site da AirFrance e lá só encontramos informação em  relação ao acúmulo de milhas no programa da fidelidade da AirFrance, lá diz que nas classes que o leitor voou (Q e L) acumula pontos e não tem qualquer informação sobre milhas Smiles.

Depois disso a única certeza que você tem é que ao voar AirFrance nunca saberá se irá receber as milhas no Smiles.

Não seria melhor se a GOL deixasse claro no seu site as classes que pontuam da mesma forma que faz a AirFrance com as suas parceiras? Nem mesmo na resposta da GOL ela citou as classes que pontuam.

É sua primeira visita ao Melhores Destinos? Veja como funcionam as passagens aéreas promocionais.

TAM faz cobrança indevida e não devolve o valor

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Denuncias & Protestos

TAM faz cobrança indevida e não devolve o valor

É triste ter que relatar esse tipo de coisa aqui no Melhores Destinos, mas a TAM, maior empresa aérea brasileira, fez uma cobrança indevida de um bilhete não gerado, o cliente já reclama há 5 meses e não recebe o valor de volta.

No dia 25/06 o cliente tentou comprar uma passagem pelo site da TAM, mas deu o erro abaixo. Como este cliente já sabe como são as coisas, salvou a tela.

Este erro aconteceu por 5 vezes e na sexta tentativa, utilizando outro cartão de crédito como sugerido na mensagem de erro a compra foi concretizada e o cliente recebeu por e-mail a confirmação do bilhete.

No dia seguinte, conferindo os extratos dos seus cartões veio a surpresa. Sabe a compra que não foi concretizada? Ela foi cobrada no cartão de crédito, mesmo dando esse erro e não gerando nenhum bilhete para o cliente.

Diante desse erro o cliente ligou na TAM e foi informado que de fato só havia um bilhete em seu nome e que não se preocupasse que bastava enviar um cópia da fatura do cartão que em no máximo 35 dias o valor seria estornado. Passados esses 35 dias nada foi recebido, e ligando na TAM teve que começar todo o processo novamente. Depois de muita conversa, enviar novamente comprovantes  das faturas do cartão e esperar mais 35 dias, nada foi feito.

Novamente o cliente procura a TAM e o funcionário dessa vez mente e fala que o valor já havia sido estornado, questionado em que data e sendo solicitado um comprovante desse estorno o funcionário mudou de opinião e disse que não tinha sido estornado. Não tinha mais o que falar com um funcionário desses.

Cansado dessa enrolação o cliente ligou no Fale com o Presidente, uma espécie de ouvidoria da TAM. O primeiro contato foi com Graziana, ela foi muito gentil, pediu novamente que fossem reenviadas as cópias das faturas(enviado pela terceira vez!) e disse que em até 7 dias seria dada uma posição, passados 10 dias não foi dada nenhuma posição. O cliente ligou novamente para o Fale com o presidente no dia 04/10 e falou dessa vez com a Mariana, essa disse que realmente havia um problema e que estava solicitando o estorno.(ou seja, até esse momento 4 meses depois da compra, ainda não tinha sido solicitado). Essa mesma atendente disse que em no máximo 35 dias o valor seria estornado.

Passados mais de 35 dias,ontem (11/11) o cliente liga no Fale com o presidente e dessa vez fala com a atendente Bruna, ela muito gentil informa que o processo está em análise no departamento financeiro para saber se será estornado (um dia).

Conclusão: se em 5 meses a empresa não foi capaz de estornar menos de R$500, ou ela não é séria e trata seus clientes com descaso ou tem reclamação demais e eles estão sobrecarregados.

É…parece que para quem vai entrar na Star Alliance, ainda falta melhorar muito. A filosofia que o comandante Rolim pregava era muito diferente disso.

O site da empresa dá erro, cobra o cliente indevidamente e ele tem que ficar implorando para receber o valor e volta.

O pior é que entrando no site ReclameAqui podemos constatar que isso já aconteceu com muitas outras pessoas. Veja você mesmo.

Para finalizar, esse cliente sou eu mesmo: Leonardo Marques, o responsável pelo Melhores Destinos. Fiz de tudo para não postar esse caso aqui, mas a TAM me obrigou. Se essa empresa não sabe como tratar seus clientes só no resta, como clientes, descrever nossas experiências para que outras pessoas saibam como as coisas funcionam.

Este não é o foco do Melhores Destinos, mas tem certas coisas que não podemos nos omitir. O nosso desejo era está falando de promoções da TAM, do TAM fidelidade, da entrada da empresa na Star Alliance, mas dessa vez o assunto mudou um pouco.

E você já teve problema semelhante? Deixe aí o seu comentário.

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Reclame Aagora > Decolar.com Ltda – preço de reserva de hotel nao honrado…

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Denuncias & Protestos

RECLAMAÇÃO

preço de reserva de hotel nao honrado

No dia 28.10, após pesquisa no site da Decolar, encontrei o Hotel Mercure Ibirapuera anunciado por 78 reais por pessoa e por noite, o equivalente, segundo o site, a 98 dólares a diária, com a observaçao de que “Este é o melhor preço garantido”.
Minha reserva tinha o número 5176152, mas, pouco depois, recebi um e-mail da Decolar dizendo que o preço nao estava garantido e que só confirmaria minha reserva ao preço de 150 dólares.
No dia 29 tentei inúmeras vezes ligar para o telefone 21249000 , mas, quando nao estava ocupado, ficava à espera por 15 minutos ou mais e acabava desistindo.
Passei tres mensagens para a Decolar, solicitando esclarecimentos, mas nao obtive resposta para nenhuma delas.
Hoje, finalmente, consegui o contacto telefonico e a atendente pediu desculpas, dizendo ter havido um erro da Decolar, mas que o preço era realmente 150 dólares. Argumentei que o site ainda neste momento está anunciando o hotel ao preço de 98,00 dólares, mas ela me afirmou que tal tarifa está errada.
Pergunto: se está errada, por que continua sendo anunciada no site neste momento?
Por que a Decolar vende uma diária por um preço e depois diz que o preço aumentou?
Afinal, a empresa tem alguma credibilidade para continuar fazendo isso?
Estou verificando no site Reclame Aqui diversas reclamaçoes contra a Decolar e quase todas têm o mesmo fundamento, isto é, ela nao honra o que vende, nao entrega o que anuncia e promete.

Reserva de hotel
Dados Obrigatórios
Por favor corrija os campos ressaltados antes de continuar:
- Nome e sobrenome do titular do cartão: – Número do cartão: – Data de vencimento: – Código de segurança: – Rua: – Numero: – CEP: – País: – Estado: – Cidade: – Nome e sobrenome de contato: – E-mail de contato: – Telefone de contato: – Código de referência: – Cod do Agente: – Quarto 1:
- Quarto :

Mercure Grand Hotel Sao Paulo Ibirapuera

Endereço: Rua Joinville, 515 – Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Estadia:
Entrada: Sábado, 07 novembro 2009 – Saída: Domingo, 08 novembro 2009
1 noite
Hóspedes:
2 adulto(s) criança(s)
Quartos:
1 doble(s),
Standard Room with 1 double bed-Hot Deal
Mudar a categoria do quarto
A nome de:
Contato:

Preço por pessoa por noite
US$ 44
Equivale a R$ 78 ao cambio atual.
Total por 1 noite(s)
US$ 90

Impostos AproximadosImpostos
US$ 6

Total a pagar
Incluem impostos
Total a pagar
Não incluem impostos
Total a pagar
US$ 96

Este é o melhor preço
Garantido!
Melhor preço garantido
O que é a garantia do melhor preço?

Em Decolar queremos que tenha a tranquilidade de comprar sempre com as melhores tarifas disponíveis. Por isso lhe garantimos que, se você encontrar em outra concorrência uma tarifa melhor para sua estadia, Decolar.com lhe dará a diferença como crédito numa futura compra em nosso site (ao equivalente máximo de U$S 100). Trabalhamos todos os dias para ajudá-lo a economizar tempo e dinheiro nas compras de viagem.

Termos e condições

Sua estadia será cobrada em dólares de acordo com a taxa de cambio vigente ao dia de hoje.

Impostos calculados com base nas informações oferecidas pelo hotel.
Forma de Pagamento

AMBIENTALISTA DIZ QUE COM ESSE SISTEMA ECONÔMICO O MUNDO ESTÁ A CAMINHO DO ABISMO.

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Denuncias & Protestos

Denuncia.

AMBIENTALISTA DIZ QUE COM ESSE SISTEMA ECONÔMICO O MUNDO ESTÁ A CAMINHO DO ABISMO.

WASHINGTON – Podem acrescentar o “ismo” que vocês quiserem. Na Venezuela dizem que é o socialismo do século 21. No Paraguai há tons de “cristianismo comunitário”. Idéias díspares que pipocam aqui e ali, a busca de uma saída, a constatação de que do jeito que está não dá. É óbvio que reproduzir o sistema econômico existente – em que a “liberdade individual” foi promovida com o objetivo de tornar uma criança de seis anos uma consumidora integral – não tem futuro. Nem o sistema, nem a criança. Aliás, no Brasil o cãozinho de estimação é um consumidor voraz e mesmo que ele não peça o dono às vezes gasta mais com ele do que com a “criadagem”.

É só extrapolar o que vivemos hoje nas grandes cidades brasileiras para o mundo como um todo. É só pensar no “direito” de cada chinês e indiano a ter um automóvel cada. É só casar esse objetivo com a escassez de energia. É só constatar do que é capaz o capitalismo desvairado: o Reino Unido exporta 20 toneladas de água engarrafada por ano para a Austrália e importa outras 20 toneladas. Fonte: New York Times. Quanto custa em termos de energia essa viagem maluca da água “comoditizada”, como diz a Amyra?

Gus Speth, um ambientalista americano que é professor de Yale e criou dois grupos importantes de defesa do meio ambiente – o Natural Resources Defense Council e o World Resources Institute – escreveu o livro “The Bridge at the Edge of the World” em que basicamente diz que não tem jeito.

Ele escreve: “Metade das florestas tropicais e temperadas sumiram. Cerca de metade das wetlands também. Estima-se que 90% dos peixes predadores grandes sumiram. Vinte por cento dos corais também. As espécies estão desaparecendo em um ritmo mil vezes mais rápido que o normal. Químicos tóxicos persistentes podem ser encontrados às dúzias em cada um de nós.”

Não li o livro, ainda. As resenhas dizem que ele propõe uma “mudança transformadora do próprio sistema.” Speth afirma que o pragmatismo e o incrementalismo dos ecologistas não leva a lugar algum. Talvez ele tenha visto uma edição recente da National Geographic. Na capa, o perigo do aquecimento solar. Na contracapa, um anúncio do gigante SUV da Chevrolet que foi escolhido “carro verde do ano”, uma banheira que queima 1 litro de gasolina a cada cinco quilômetros na cidade mas, se o dono achar uma bomba, pode ser abastecido com o álcool de milho.

O triste é notar que no Brasil, da extrema-direita à extrema-esquerda, com raríssimas exceções, essas idéias não fazem parte do discurso político. Não são articuladas. O desenvolvimentismo com dinheiro do BNDES é o que temos de mais avançado. É nossa idéia de “progresso”. Progresso rumo a quê?

Artista plástico desfilou com vestido na Uniban.

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Denuncias & Protestos

O campus da Uniban em São Bernardo do Campo (aquele onde a estudante Geisy Arruda foi hostilizada pelos colegas por vestir um curto vestido rosa), foi alvo de uma performance de protesto na última quinta-feira (26). O responsável é o artista plástico C., de 25 anos, que além de permanecer anônimo, pediu para ser identificado como alguém “revoltado com a educação no Brasil”. Ele tomou conhecimento do caso quando estava em Berlim, onde vive e estuda, e aproveitou a vinda ao País para protestar.

A manifestação ocorreu na quinta-feira (26), durante o intervalo das aulas do período noturno. Segundo o artista as reações foram as mais diversas. Houve desde alunos que o procuraram para dizer que se tratava de uma atitude válida, até um grupo de rapazes que, à distância, ameaçava “arrancar o brinco daquela franga”. O relato é de um parceiro do intervencionista, que captava o áudio do ambiente. A proposta é transformar o ato num videoarte contra a educação. “A câmera reprimiu esses efeitos”, diz C.

Ainda segundo relatos, a maior parte dos alunos não entendeu do que se tratava e ficou na dúvida se era piada ou protesto. Além de deboche, assobios e risos contidos, pode-se ouvir alguns gritos de “puta”, como no dia em que Geisy foi hostilizada. “Mas dá para ver como eles amansaram depois da mídia ter tratado os alunos como animais”, afirma o artista.

A proposta de C. é sensibilizar os estudantes para um debate que, segundo avalia, não existiu. “O que importa é discutir por que, no ambiente acadêmico, onde a liberdade é apresentada, as pessoas são intolerantes”. Segundo ele, isso é fruto da falta de um ensino superior público de qualidade no País. O que, somado a uma demanda maior por parte da nova classe média brasileira, favorece a mercantilização do estudo.

Depois da “performance”, artista foi convidado a se retirar

O fim do protesto teve um quê de prosaico. O videoartista e a equipe de apoio foram interpelados pelo segurança que, amigavelmente, os convidou a se retirarem do campus. Eles foram informados de que era proibido filmar sem autorização. Eles se foram, de forma pacífica. O artista não precisou nem de jaleco branco, nem de escolta policial.