Morro de São Paulo - Bahia - Brasil. Blog de turismo, viagens e férias conhecendo antes de viajar

O Morro de Sao Paulo pensando em suas viagens

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita., Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar dicas, Vai Viajar? Saiba Tudo.

Quando decidir realizar uma viagem a lazer, não deixe de nos consultar com certeza você receberá a melhor oferta custo/benefício e fará a viagem de seus sonhos.

Superpromoção Azul! Somente este fim de semana!

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Tem Novidades Divulgação Gratuita., Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar dicas
Super promoção de passagens Azul. Confira alguns trechos promocionais:
São Paulo/Belo Horizonte ou Belo Horizonte/São Paulo a partir de R$49,00
São Paulo/Rio de Janeiro ou Rio de Janeiro/São Paulo a partir de R$69,00
São paulo/Goiânia ou Goiânia/São Paulo a partir de R$99,00
São Paulo/Salvador ou Salvador/São Paulo a partir de R$109,00
Rio de Janeiro/Salvador ou Salvador/Rio de Janeiro a partir de R$109,00
Rio de Janeiro/Porto Alegre ou Porto Alegre/Rio de Janeiro a partir de R$109,00
Tarifas válidas por trecho, para viagens de ida e volta. Promoção válida somente para voos diretos operados pela Azul e realizados no período de 06/03 a 09/05 de 2010. As reservas de ida e volta são obrigatórias, as quais devem ser realizadas a partir das 20hs do dia 05/03 até as 6hs do dia 08/03 de 2010, com a permanência mínima de 02 dias. Tarifas sujeitas à disponibilidade de assentos e regras tarifárias.
Mais informações e condições gerais da promo, verificar diretamente com a empresa.
Além do valor da tarifa é somada a taxa de embarque (aéreo) e portuária (marítimo).
Sujeito à disponibilidade
Promoção por tempo limitado

O Morro de São Paulo: Ecoturismo e Aventura

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar? Saiba Tudo.

Ecoturismo e Aventura

Seja um ecoturista ativo e faça parte do planejamento e manutenção dos locais que você freqüenta.
Incentive e pratique a convivência positiva entre visitantes, condutores e guias, proprietários de áreas privadas e administradores de áreas protegidas e unidades de conservação, obedecendo aos regulamentos que se aplicam a cada local.

Ambientes Naturais

Hoje em dia, milhares de pessoas procuram os ambientes naturais para atividades de lazer, que vão desde um simples passeio até a prática de esportes de natureza, como as caminhadas, o montanhismo, a canoagem, a exploração de cavernas, o mergulho e muitas outras.
Nesses locais, a natureza precisa ser tratada com cuidado e respeito. O equilíbrio ecológico e a saúde dessas áreas dependem do bom estado de sua conservação. Saiba que não é possível realizar trabalhos de limpeza e conservação em ambientes naturais, da forma como acontece nas cidades. Portanto, a proteção desses locais depende muito do comportamento dos visitantes.
Você pode evitar o impacto da poluição e da destruição das áreas que freqüenta. É só seguir alguns princípios e práticas simples, que ajudam a proteger o meio ambiente, dão maior prazer à sua visita e previnem acidentes que, nesses lugares afastados, podem ter graves conseqüências.

O Planejamento é fundamental

Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.

Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.

Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.

Evite viajar para áreas populares durante feriados e férias, contribuindo para a dispersão do fluxo turístico, minimizando seus efeitos negativos.

Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo em sacos plásticos para trazê-lo de volta. Aprenda a diminuir a quantidade de lixo, deixando em casa as embalagens desnecessárias.

Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

Você é responsável por sua segurança

O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade.

Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro de viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, caso necessário.

Avise a administração da área sobre sua visita e sobre sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.

Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (saiba usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure os clubes excursionistas, escolas de escalada, e cursos de idoneidade comprovada.

Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Grande parte dos acidentes e agressões à natureza são causados por improvisações, negligência e uso inadequado de equipamentos.

Leve sempre os itens essenciais: lanterna, agasalho, capa de chuva, chapéu, um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mapa e bússola, saco de lixo e protetor solar, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.

Caso você não tenha experiência, não se arrisque sozinho. Entre em contato com empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Pessoas inexperientes podem causar impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.

Cuide dos locais por onde passa, das trilhas e dos acampamentos

Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas – não use atalhos, pois estes favorecem a erosão e a destruição da vegetação.

Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.

Ao montar o seu acampamento, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Em qualquer situação, acampe pelo menos 60 metros da água.

Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local, de modo que a água escorra naturalmente e use um plástico sob a barraca.

Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a vegetação, nem remova pedras ao acampar.

Remova todas as evidências de sua passagem. Ao percorrer uma trilha ou ao sair de uma área de acampamento certifique-se que esses locais permaneceram como se ninguém houvesse passado por ali.

Proteja o patrimônio natural e cultural dos locais visitados. Respeite as normas existentes e denuncie as agressões observadas.

Deixe cada coisa em seu lugar

Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.

Resista à tentação de levar “lembranças” para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los.

Tire apenas fotografias, deixe apenas suas pegadas, mate apenas o tempo e leve apenas suas memórias.

Traga seu lixo de Volta

Embalagens vazias pesam pouco e ocupam um espaço mínimo em sua mochila. Se você pode levar uma embalagem cheia, pode trazê-la vazia na volta.

Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo.

Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover a vegetação.

Não use sabão nem lave utensílios e panelas em fontes de água. Lave o que for necessário a 60 metros das fontes d’água.

Não jogue seu lixo nos rios! Mesmo os mais largos e caudalosos, não devem ser confundidos com locais apropriados para jogar lixo, seja ele orgânico ou não.

Respeite os animais e as plantas

Observe os animais à distância. A proximidade assusta ou pode ser interpretada como uma ameaça e provocar ataques, mesmo por parte de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.

Não alimente animais. Os animais podem acabar se acostumando com a comida que oferecemos e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros acampamentos.

Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.

Evite fazer fogueiras

Fogueiras enfraquecem o solo, enfeiam os locais de acampamento e representam uma grande causa de incêndios florestais.

Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira.

Para iluminar, utilize um lampião ou uma lanterna ao invés de uma fogueira.

Para se aquecer, tenha a roupa adequada para o clima do local que está visitando. Se você precisar de uma fogueira para se aquecer, provavelmente planejou mal a sua aventura.

Seja cortês com outros visitantes e com a população local

Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa.

Trate os moradores da área com cortesia e respeito. Mantenha as porteiras do modo que encontrou e não entre em casas e galpões sem pedir permissão. Seja educado e comporte-se como se estivesse visitando casa alheia. Aproveite para aprender algo sobre os hábitos e a cultura do meio rural.

Prefira contratar os serviços locais de hospedagem, transporte e serviços. Desse modo, você estará colaborando para que os recursos financeiros permaneçam na comunidade.

Deixe os animais domésticos em casa, pois, além de afugentarem a fauna silvestre, podem causar problemas sérios como a introdução de doenças e outras ameaças ao ambiente natural. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o controlado todo o tempo. As fezes dos animais devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Elas também estão sob sua responsabilidade. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, portanto verifique com antecedência.

Evite usar cores fortes que podem ser vistas a quilômetros e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito freqüentados. Para chamar a atenção de uma equipe de socorro, tenha em sua mochila um plástico ou tecido de cor forte, em caso de emergência.

O Morro de São Paulo: Biomas

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar? Saiba Tudo.

Biomas

Com a popularização do ecoturismo e dos esportes praticados em ambientes naturais, o aumento crescente de pessoas que visitam esses locais impõe a necessidade de adotarmos atitudes e práticas que minimizem os impactos causados por essas atividades. Assim, será possível compatibilizar as atividades de conservação da natureza e ecoturismo, respeitando-se tanto os ecossistemas como a diversidade de expectativas e a qualidade da experiência dos visitantes.

CERRADO

E PANTANAL

O Cerrado e o Pantanal ocupam a extensa região central do Brasil, formando um amplo mosaico de tipos de vegetação, solo, clima e topografia, que agora começam a ser mais conhecidos e procurados por aqueles que buscam o turismo e as atividades esportivas na natureza. São biomas intrinsecamente relacionados, pois as águas que nutrem o Pantanal nascem nos planaltos do Cerrado. Esse importante patrimônio natural brasileiro apresenta uma riqueza de paisagens diferenciadas, de fauna e flora silvestres, de cores e sons que enriquecem a experiência e emocionam a todos que os visitam.

Planejamento é fundamental

O planejamento da sua viagem deve prever, portanto, quais são os equipamentos necessários para que sua aventura se torne mais segura e confortável. Por exemplo, no Pantanal o clima é quente e úmido no verão, mas pode apresentar dias frios e secos no inverno. No cerrado, é bom lembrar que as altitudes variam de 300 m a mais de 1.000 m e que a temperatura tende a diminuir 1 grau a cada 100 metros de altitude.
Outro exemplo são as chuvas intensas nos Cerrados e Pantanal que, concentradas nos seis meses do verão, costumam ser fortes, de curta duração e freqüentemente acompanhadas de raios e trovoadas. Se a sua decisão for visitar a região no verão, prepare-se para levar uma boa capa de chuva, para você e para sua mochila, e ainda ter sacos plásticos para embalar sua máquina fotográfica e sua comida. Achar um local seguro para esconder-se dos raios, que efetivamente cruzam os céus dos cerrados nesta época pode ser tarefa difícil, se você estiver atravessando áreas mais abertas com árvores esparsas. Outra questão importante é descobrir quais são os meses mais quentes, pois não é aconselhável percorrer grandes distâncias a pé devido ao calor, à falta de sombra e à distância entre os corpos d’água. Durante as cheias do Pantanal é impossível caminhar por longas distâncias.
Planejar a época da viagem vai ajudá-lo também a definir que tipo de transporte é possível ou necessário utilizar.
Dependendo da época do ano o deslocamento no Pantanal pode ser feito em veículo terrestre motorizado ou a cavalo, de barco com motor de popa, de canoa e remo ou de caiaque, dependendo dos objetivos da sua viagem e da distância a ser percorrida.
Sempre que viajar pelos rios da região utilizando barco com motor de popa, escolha os motores mais modernos, de 4 tempos, que são mais silenciosos, mais econômicos e emitem menores índices de gases do que os tradicionais motores de 2 tempos.
No caso do cerrado, áreas de solo arenoso são muito difíceis de visitar no período seco, sem um carro com tração nas quatro rodas. Já nas áreas de solo argiloso a dificuldade está no período úmido, com estradas escorregadias e atoleiros.
Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico, seu nível de experiência e a época do ano.

Pesca

A pesca esportiva é, por vezes, problemática, principalmente quando compete pelo acesso aos recursos pesqueiros com os pescadores artesanais da região ou quando se torna atividade predatória por permitir o esgotamento dos recursos pesqueiros. Há leis e regulamentos federais, estaduais ou municipais criados para minimizar essa questão que tratam das diferenças por bacia hidrográfica ou região específica, relativas às épocas reprodutivas e piracema. Geralmente, é entre os meses de novembro e fevereiro que ocorre o defeso, período de proibição da pesca.
A pesca amadora diferencia-se da pesca profissional por seu caráter não-comercial. Sua regulamentação foi criada, inicialmente, para normatizar os campeonatos de pesca oceânica, fazendo com que determinadas regras fossem respeitadas, com a finalidade de estabelecer diversas categorias dentro do esporte e seus graus de dificuldade, dependendo do equipamento e técnicas utilizadas. Criaram-se assim categorias por espessura de linhas, diferenças entre a pesca com carretilhas e a feita com equipamento de fly fishing (modalidade de pesca esportiva que usa como isca moscas ou outros insetos artificiais) etc.
Com a diminuição do número de peixes em conseqüência de diversos fatores, como pesca predatória, poluição e tantos outros, também foram adotadas medidas e criadas novas modalidades com a finalidade de preservar as espécies e desenvolver uma nova ética entre os participantes desta atividade esportiva. Entre as novas modalidades, há uma em especial: o pesque-e-solte.
O pesque-e-solte visa devolver à água os peixes fisgados, após serem fotografados, pesados ou medidos. Estudos mostraram que, quando o pesque-e-solte é bem realizado, os peixes devolvidos ao seu habitat se recuperam sem maiores problemas.
Deve-se, também, tomar cuidado com o transporte dos peixes. Muitas vezes, apesar de a pesca amadora estar liberada, há restrições quanto ao transporte de pescado. Lembrar que o uso de tarrafas, rede e linha de espera são atividades predatórias condenáveis e devem ser evitadas.

Caminhadas

As áreas do Cerrado e as áreas secas do Pantanal são muito extensas, com paisagens que se repetem por muitos quilômetros e que podem tornar a caminhada monótona e estafante. Dependendo da época do ano, sol intenso e tempestades são constantes. Caminhadas longas devem ser preparadas tendo-se em mente estas condições. Portanto, leve água suficiente e aprenda a se orientar em terrenos com poucos pontos notáveis.
Além disso, no cerrado, embora a água seja abundante, os pontos de água (rios e veredas) podem estar cercados por áreas brejosas de difícil acesso, ou estar muito distantes, dificultando as caminhadas de vários dias.
Uma idéia pode ser alternar trechos de carro, cavalo, bicicleta ou barco para vencer a distância entre os locais de maior interesse e, quando alcançá-los, fazer pequenas incursões a pé.
As veredas ou buritizais (grupamentos da palmeira buriti) são áreas mais frágeis e úmidas, que protegem as nascentes dos córregos e servem de refúgio para os animais. Os campos úmidos, assim como as veredas, são áreas frágeis. Não tente atravessar um campo úmido para cortar caminho. A travessia, mesmo de trechos curtos, pode ser mais cansativa do que dar toda uma volta para contorná-lo. É comum afundar até o peito na água e lama mesmo percorrendo pequenas extensões, o que pode por em risco sua mochila, equipamento e sua segurança, além de danificar este frágil ambiente.

Cavalos/Turismo Eqüestre

Embora os cavalos sejam um meio de locomoção muito utilizado no cerrado e no Pantanal, por vezes não é permitido em unidades de conservação. Portanto, informe-se antecipadamente sobre o regulamento vigente nas áreas que você pretende visitar.
Quando utilizar cavalos, mantenha-os longe de áreas frágeis, como as veredas, ou de áreas com natureza mais conservada, porque o cavalo é uma espécie exótica, ou seja, não é nativo de terras sul-americanas. Planeje bem sua bagagem de modo a não sobrecarregar os animais – fazendo com que eles se cansem e deixem você na mão antes do final do passeio – ou ter que utilizar um número maior de animais.
Quando parar para descansar ou acampar, amarre o seu cavalo nas árvores mais grossas, de modo a minimizar as chances de ter galhos quebrados.

Embarcações

Há vários cuidados que você pode tomar quando estiver utilizando uma embarcação. Procure atracá-la em um local próprio para esse fim. Se não houver um atracadouro disponível, procure local com praia de areia. Se for necessário atracar na barranca do rio, cuide para que o impacto causado seja pequeno. Evite cavar ou deslocar o solo exposto do barranco.
É prudente carregar pelo menos um par de remos, qualquer que seja a distância a ser navegada. Na época das chuvas, a profundidade das baías (que são lagoas temporárias ou permanentes, de dimensões e formas variadas) pode variar de centímetros a metros. Muitas vezes, o motor de popa não é apropriado para a travessia dessas lagoas, pois vai bater no fundo e enganchar na vegetação submersa, remexendo-a ou cavando buracos e danificando as plantas. Neste caso, os remos podem ajudar.
Os cuidados com o sol (filtros solar, chapéu, óculos escuros, blusa de manga comprida) são fundamentais, apesar de serem algumas vezes negligenciados, pois quando o barco está em movimento, o vento alivia a sensação de calor, podendo enganá-lo.

Você é responsável por sua segurança

Nas grandes extensões dos cerrados a orientação pode ser muito difícil. Esteja seguro que consegue orientar-se corretamente, domine o uso de mapas e bússola. Em algumas regiões, o uso da navegação por satélites pode ser a melhor solução. Não se distancie dos caminhos pré-estabelecidos e tenha água e alimento suficientes.
Devido à intensa dinâmica do Pantanal, as paisagens, rios e baías podem mudar em poucos anos, realidade dificilmente mostrada nos mapas. Obtenha o máximo de informações com os ribeirinhos ou contrate um guia de comprovada experiência na região.
Deixe alguém da sua confiança informado do caminho que você e seu grupo pretendem seguir, aonde pretendem chegar, quais as opções existentes e quanto tempo pretendem gastar.
É importante utilizar repelentes de insetos, dependendo do local visitado, principalmente se você for alérgico. Conheça as doenças endêmicas e epidêmicas da região, tome as vacinas necessárias e conheça as formas de evitar o contágio.

Cuide das trilhas e locais por onde você passa

Evite acampar perto das veredas, que têm os solos mais úmidos e apresentam maior fragilidade aos impactos. Além disso, as veredas são área de nidificação e passagem de animais, local onde os animais vão beber água.

No caso de você e o seu grupo utilizarem bicicleta, disperse igualmente o uso e preste atenção para não passar sobre os cupinzeiros, evitando também os grupamentos de vegetação.
Os solos do cerrado, se desprovidos de cobertura vegetal, tornam-se presa fácil dos processos erosivos, que podem dar início ao surgimento de cavidades maiores e, num único período chuvoso, transformar-se em voçorocas.

Traga seu lixo de volta

Não jogue seu lixo nos rios! Mesmo os mais largos e caudalosos, não devem ser confundidos com locais apropriados para jogar lixo, seja ele orgânico ou não.

Deixe cada coisa em seu lugar

Não construa qualquer tipo de estrutura. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
Resista à tentação de levar “lembranças” para casa. Deixe flores, frutos, sementes e outros elementos naturais onde você os encontrou, para que outras pessoas também possam apreciá-los.

Evite fazer fogueiras

Um pequeno descuido pode ser a causa de um grande incêndio, principalmente na época da estiagem, quando a vegetação dos cerrados torna-se bastante ressecada.
Não há dúvidas de que incêndios devidos a descargas elétricas ou a outros fenômenos naturais sempre ocorreram nesse bioma e que sua vegetação evidencia adaptações para resistir ao fogo, o que só pode ter sido adquirido ao longo de muitos milênios de evolução. Os incêndios esporádicos foram, entretanto, há muito suplantados pelos incêndios causados pelo homem, que se sucedem anualmente, causando danos irreversíveis aos biomas.
Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira. Para iluminar, utilize um lampião ou uma lanterna.

Observe os animais à distância

A tentativa de aproximar-se dos animais não vai ajudá-lo a vê-los melhor, porque eles provavelmente se afastarão antes que você perceba. Além de estressá-los, você perde a chance de conhecer diversas espécies em seu habitat natural. Portanto, acostume-se a observá-los de longe e utilize equipamentos, como binóculos, que o auxiliem a perceber detalhes que não podem ser vistos a olho nu.
Atirar pedras, pedaços de madeira ou qualquer objeto nos animais, apenas para vê-los em movimento, é inadmissível. Aprenda a respeitá-los, do mesmo modo que você faz quando visita a casa de um amigo. Lembre-se que é você quem os está visitando!
Também não há motivo que justifique perseguir um animal silvestre, matá-lo, capturá-lo, ou levá-lo para sua casa. Lembre-se que essa atitude é considerada crime definido na Lei de Crimes Ambientais.
Cuidado nas estradas com a travessia de animais silvestres. Quem tem consciência do risco de atropelamento é você, pois os animais raramente se comportam como se soubessem que podem ser atropelados. Preste atenção na sinalização da estrada, pois muitas áreas que são conhecidas pelo trânsito de animais estão sinalizadas com o símbolo internacional de animal silvestre. Ao avistar um animal na pista, reduza a velocidade e dê tempo para que o animal se afaste, já que esta é a principal conduta para evitar o atropelamento. Frear bruscamente, na tentativa de desviar do animal pode não ser eficiente e você corre o duplo risco de matá-lo e de provocar um acidente automobilístico, arriscando também a sua vida e a vida de seus passageiros. Redobre sua atenção à noite, quando os olhos dos animais brilham com o farol do carro. Nessa situação, eles geralmente são ofuscados pela luz e ficam paralisados, tornando-se presa fácil.
Respeite os ninhais e dormitórios de pássaros. Na grande maioria das vezes, esses pontos são alcançados graças às informações de moradores locais, que sabem onde ficam os ninhais e dormitórios de pássaros. Se você estiver em uma área particular ou dentro de um Parque ou outra área protegida, a dica é a mesma: respeite as regras locais e não exceda os limites, caso não seja permitido chegar perto de algum ninho ou dormitório específico.
Você pode observar este espetáculo à distância, com o seu binóculo. Além disso, qualquer barulho adicional, como gritos ou outra movimentação brusca qualquer, pode espantar os pássaros, atrapalhando o processo natural, estressando-os e acabando com sua chance de observar um espetáculo único.
Algumas espécies de aves nidificam no solo. Portanto, tome cuidado quando estiver passando de carro, de bicicleta ou a pé, para não se aproximar demais e afugentar a mãe ou danificar o ninho.
Evite tocar em ninhos ou nos filhotes que possa encontrar. Essa atitude aparentemente inocente poderá provocar seu abandono, pois, mesmo sem reparar, você deixa sua marca (seu cheiro), o que é suficiente para os pais de certas espécies rejeitarem suas crias.

Observação da fauna silvestre

A fauna silvestre é, sem dúvida, um dos grandes atrativos do Cerrado e do Pantanal. Um espetáculo admirável é observar as aves que, quando o sol se põe, chegam em bandos, vindas de várias direções, para alcançar os dormitórios à beira dos rios, onde passam as noites.
Para ter sucesso na observação desses animais, você deve se colocar a uma distância suficientemente grande para não ser percebido, utilizar roupas discretas e evitar qualquer atitude que possa estressá-los ou afugentá-los, como ruídos excessivos ou barulho de motor de carro ou barco. Uma dica importante é utilizar equipamentos, como binóculos, que vão ajudá-lo a observar detalhes difíceis de ver a olho nu.
É inadmissível atirar objetos (pedras, pedaços de madeira etc) nos animais, seja para vê-los fugir ou para apreciar o espetáculo da revoada das aves. Os jacarés são abundantes no pantanal e podem ficar imóveis durante horas, enquanto tomam sol, à beira das lagoas e baías.
No cerrado, a visualização de animais de grande porte é um pouco mais difícil, mas há aqueles que são relativamente comuns, como os tatus, os tamanduás e as antas. No entanto, na maioria das vezes, encontramos apenas seus rastros e evidências. Por isto é interessante levar na bagagem um guia de rastros e ficar atento aos sinais nas estradas e trilhas. Estradas de terra com pouco movimento são ótimos locais para visualização desses animais, principalmente à noite, ou de seus rastros.

Seja Cortês com outros visitantes e com a população local

Ao encontrar moradores na área que você está visitando, trate-os com cortesia e respeito. Comporte-se como um visitante em casa alheia. Peça permissão para passar e para acampar.
Conheça a legislação de pesca, caça e queimadas, e denuncie as atividades ilegais para as autoridades.

O Morro de São Paulo: Florestas tropicais

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar dicas

Florestas tropicais

Somente a Amazônia possui um terço de todas as espécies do Planeta. Esta cobre algo em torno de 4,5 milhões de quilômetros quadrados enquanto a Mata Atlântica cobria cerca de um milhão, sem ficar atrás em biodiversidade.
Planejamento é fundamental

As florestas tropicais brasileiras contam com grande diversidade de situações, desde o tipo de vegetação até temperaturas surpreendentemente baixas. A informação correta para cada região é fundamental para que você realize um planejamento adequado, aproveitando o máximo sua viagem sem se expor a situações difíceis, e até perigosas, sem causar impactos desnecessários ao ambiente.
O clima freqüentemente é um fator importante a ser considerado no planejamento. O período mais chuvoso pode oferecer maiores dificuldades para os deslocamentos. Os rios cheios são de difícil travessia. Subir os rios navegáveis demorará mais, pois na Amazônia grandes áreas permanecem inundadas parte do ano.
As épocas mais úmidas também são aquelas em que ocorre maior concentração de insetos, exigindo cuidados não somente pelo incomodo e alergias, mas principalmente para prevenção de doenças transmitidas por eles.
Nas maiores altitudes e nas regiões mais ao sul do país, as temperaturas podem chegar próximas a zero grau, exigindo equipamentos adequados ao frio e à umidade excessiva.
Verificar e tomar as vacinas recomendadas e as obrigatórias para cada região faz parte do planejamento. Apesar de haver tanta água na Amazônia, quase não há água em boas condições para beber. Já na Mata Atlântica e nas regiões de serras, há muitas nascentes seguras. Mas como é impossível diferenciar a água contaminada da água potável sem um exame de laboratório, previna-se tratando sempre toda a água antes de bebê-la.
Ao contrário da Mata Atlântica, que por sua localização é cortada por inúmeras estradas, grande parte da Amazônia depende de embarcações para os deslocamentos. Não é raro viajar muitos dias de barco até o destino. Prefira as embarcações menos poluentes, lanchas com motores quatro tempos, barcos maiores com motores bem regulados.
Lembre-se também que muitas áreas da Amazônia são reservas indígenas sendo necessário informar-se na FUNAI sobre as restrições de acesso para os locais que você pretende visitar.

Você é responsável por sua segurança

A localização e o resgate em florestas tropicais são extremamente difíceis devido à densidade da floresta e altura das árvores. Domine as técnicas de orientação em ambientes florestais, tenha sempre entre seus itens essenciais mapas e bússola. Lembre-se que a orientação em florestas é muito difícil por não permitir a visualização dos pontos de referência, quando existem. O uso de equipamentos de localização por satélites, como os receptores GPS, pode ser dificultado pelo mesmo motivo: a densa cobertura de folhas e galhos bloqueia o sinal emitido pelos satélites.
Alguns manuais de sobrevivência apresentam regras para situações inesperadas, com simplificações como seguir um curso d’água quando estiver perdido. Em regiões alagadiças ou em planícies costeiras isto pode piorar suas chances de encontrar seu caminho, pois é muito fácil se deparar com obstáculos intransponíveis.
O intenso calor e a grande umidade têm que ser considerados como fatores de risco para quem não está acostumado. Hidrate-se e se vista adequadamente. Roupas quentes e falta de água podem causar o superaquecimento do seu corpo e desidratação.

Cuide das trilhas e locais de acampamento

Em terrenos montanhosos, as trilhas ficam muito suscetíveis à erosão durante o período chuvoso. Evite trilhas que não estão devidamente preparadas para uso intenso durante esta estação. Evite também caminhar sob fortes chuvas nestas trilhas: o ato de caminhar sobre terrenos encharcados facilita a movimentação das camadas superficiais, potencializando a erosão.
Em regiões tropicais úmidas, a vegetação costuma ocupar rapidamente uma trilha sem uso, principalmente se esta recebe algum sol. Esforce-se para passar por esses locais sem cortar a vegetação.
Lembre-se que a abertura e limpeza de trilhas devem ser previamente autorizadas pelo proprietário da terra ou administrador da unidade de conservação, conforme o caso. A abertura de trilhas deve ser realizada por pessoas experientes e após planejamento cuidadoso.
Caminhe em fila evitando o alargamento das trilhas, ao contrário do que se recomenda para regiões dominadas por campos. Cruzando com outros caminhantes pare e dê passagem, evitando pisotear a vegetação lateral.
Os solos tropicais com maiores concentrações de argila (aqueles que formam lama que gruda) são mais facilmente impactados pelo pisoteio. Não acampe em locais muito úmidos, com drenagem deficiente, pois em pouco tempo o solo e a vegetação estarão seriamente comprometidos.
Uma forma de causar menores impactos durante acampamentos é trocar a barraca pela rede, prática tradicional na região amazônica. Utilizada em conjunto com um mosquiteiro e um teto impermeável, possibilita pernoitar com conforto e segurança, independente das condições de umidade e inclinação do solo. A precaução que deve ser tomada é a proteção dos troncos das árvores nas quais a rede será amarrada. Utilize fitas largas que distribuem a pressão por uma superfície muito maior do que uma corda fina, evitando causar danos nas cascas das espécies mais frágeis. Evite também árvores muito finas que podem se quebrar com o peso. Nunca utilize pregos ou formas de fixação que prejudique as árvores.

Traga seu lixo de volta

Lembre-se que em climas quentes e úmidos a matéria orgânica se decompõe muito rapidamente, provocando odor e até riscos de contaminação. Acondicione o seu lixo com bastante cuidado para evitar esses riscos desnecessários.

Deixe cada coisa em seu lugar

As florestas tropicais são um grande atrativo pela beleza e grandiosidade. A remoção de plantas e animais de seu habitat sempre provoca estresse que freqüentemente leva à morte dos indivíduos e ao empobrecimento da complexa cadeia que mantém a floresta funcionando.
Bromélias, orquídeas e outras plantas do interior da floresta podem ser adquiridas de criadores credenciados que já utilizam variedades devidamente adaptadas a viverem fora das matas.

Evite fazer fogueiras

Fazer fogueiras nas florestas tropicais úmidas pode ser um desafio frustrante. Os galhos caídos apodrecem rapidamente sem perder a umidade e os galhos verdes possuem naturalmente muita água. Uma vez que consiga atear fogo nestas madeiras, você descobrirá que produzem grandes quantidades de fumaça, pouquíssima chama e se transformam em cinzas rapidamente. Qualquer fogo consumirá muitas horas e muita lenha desnecessariamente, que pode ser economizada através do uso de fogareiros para cozinhar.

Repeite os animais e as plantas

As florestas tropicais são riquíssimas em espécies animais que não são tão exuberantes nem tão visíveis como as espécies da savana africana. O fato de não podermos vê-los facilmente não significa que não estão ali. Muitos possuem hábitos noturnos, ocupam os galhos das árvores, escondem-se em tocas ou confundem-se com o ambiente. Quase sempre evitam a proximidade com seres humanos. Respeite seus territórios não saindo das trilhas.

Seja Cortês com outros visitantes e com a população local

O respeito deve ser sempre um balizador nas relações com as comunidades tradicionais, porém no contato com as comunidades indígenas você deve redobrara a atenção em não desrespeitar os costumes. Antes de qualquer contato com as comunidades consulte a FUNAI da região para obter melhores informações. Lembre-se que os costumes podem mudar de tribo para tribo.
Muitas localidades ainda não tiveram contato com atividades como caminhadas e escaladas, entre outras. Algumas pessoas chegando com grandes mochilas, equipamentos estranhos e dizendo que vão perambular pelo mato pode causar certa desconfiança. Tente explicar suas intenções da melhor maneira possível.

O Morro de São Paulo: Zonas costeiras

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar dicas

Zonas costeiras

As zonas costeiras (praias, dunas, lagoas, mangues, ilhas) apresentam um amplo conjunto de possibilidades para atividades ao ar livre, desde um simples banho de mar ou cachoeira, até atividades que exigem preparo e planejamento como caminhadas e acampamento, canoagem, mergulho, observação de fauna e pesca.
Planejamento é fundamental

O planejamento adequado torna sua viagem divertida e confortável, leva você a alcançar seus objetivos e a ter suas expectativas correspondidas.
As zonas litorâneas são as mais procuradas em períodos de férias e feriados. Nessas datas, é comum a deterioração das condições de balneabilidade das praias, principalmente devido ao excesso de dejetos humanos na água. Esse problema atinge também pequenas comunidades isoladas que nessas épocas recebem mais visitantes do que a capacidade de renovação dos ambientes. Se for possível, evite o litoral nas épocas de maior procura, ou então se dirija a locais menos freqüentados, onde a possibilidade de você desfrutar do ambiente natural é bem maior. Lembre-se que mesmo aquela praia desabitada ou deserta pode ficar lotada em um feriado prolongado.
Em boa parte do litoral brasileiro o calor e o risco de insolação e desidratação são aspectos a serem levados em conta. O planejamento de sua aventura deve considerar esses riscos e preveni-los. Roupas leves e arejadas, proteção para a cabeça e para evitar queimaduras de sol, prevenção e tratamento de bolhas nos pés e disponibilidade de água doce para beber são alguns dos elementos que você não pode esquecer.
Mas, nas praias do litoral sul do Brasil, nem sempre as temperaturas estarão tão altas. Em qualquer lugar é importante estar prevenido para a chuva e a queda de temperatura. Se você pretende acampar, um isolante térmico é indispensável, mesmo no calor. Uma noite chuvosa pode se tornar um risco se você não tiver como isolar o calor que perde para o solo quando está deitado em uma barraca.
Nas caminhadas pelas praias é importante estar sempre bem informado sobre a variação das marés para não ficar isolado por uma maré alta. Em locais onde é necessário atravessar as barras de rios e lagoas o nível da maré pode se tornar um impedimento que pode retê-lo por até meio dia, ou obrigá-lo a retornar por onde veio, comprometendo seu passeio. Informe-se também sobre a época de chuvas na região que pretende visitar, pois este é o período em que a possibilidade de causar impacto é maior e também aumenta a ocorrência de insetos agressivos como mutucas, borrachudos e pernilongos.
Se você e seu grupo pretendem permanecer em um só local, ou planejam realizar uma excursão por vários dias, procure se informar sobre as condições para o pernoite. Em alguns trechos do nosso litoral é possível combinar acampamentos com pernoite em pousadas ou em casas de pescadores.
Nos locais habitados por comunidades de pescadores artesanais, nos núcleos isolados na costa ou nas pequenas localidades, aparece a oportunidade de apreciarmos os aspectos culturais e os hábitos de brasileiros que vivem de um modo diferente da grande maioria. Vivendo da pesca, da coleta de mariscos e outros frutos do mar e de pequenas roças, essas pessoas dominam técnicas e conhecimento que vão se esvaindo com o ritmo da urbanização.

Você é responsável por sua segurança

No calor do litoral, esteja preparado para beber ao menos 4 litros de água por dia e lembre-se da necessidade de tratá-la, seja com produtos químicos, por filtragem ou fervura. É impossível saber se a água é potável apenas com um exame visual. O melhor é prevenir os problemas típicos como a diarréia e os riscos de águas contaminadas por doenças graves como a hepatite, entre outras.
Previna-se contra a insolação e a internação (quando a temperatura do seu corpo sobe descontroladamente) protegendo-se do sol. Evite expor-se ao sol nas horas mais quentes e cuide de sua hidratação. Casos graves de insolação podem exigir a adoção de medidas de emergência.
A maioria dos acidentes em praias ocorre por imprudência, principalmente na faixa etária abaixo de 20 anos. Afogamentos ocorrem principalmente pelo desconhecimento do local de banho. É sempre prudente informar-se com os moradores locais, pescadores ou pessoas que freqüentam a praia há mais tempo, sobre os locais onde há risco de afogamento. O fundo arenoso sob a água nem sempre é regular e a profundidade pode variar subitamente. Correntes, ondas fortes e mudanças de maré também são fatores de risco.
Pedras, recifes e costões quase sempre estão colonizados por mariscos que são cortantes como lâminas, além dos ouriços, com sua carapaça de agulhas. Quase sempre o mar encobre esses animais que vivem na faixa de variação de maré e os acidentes são comuns nesses lugares.
Prepare-se com antecedência e adquira experiência nas atividades que pretende fazer. Muitos acidentes são causados por falta de preparo e conhecimento e como a segurança das pessoas é prioridade, o resgate quase sempre é uma atividade muito impactante.
Mergulho, vela, canoagem exigem aprendizagem de técnicas específicas, habilitação e treinamento. Caso você não tenha experiência não se arrisque sozinho e procure escolas especializadas ou clubes e associações de praticantes.

Cuide dos locais de sua aventura

Caminhadas

Nas praias é preferível caminhar sobre a faixa de areia mais dura próxima à linha d’água. Além de ser mais fácil, porque o chão é mais firme, o vaivém das ondas e a variação da maré encarregam-se de apagar todas as marcas de sua passagem.
Evite pisotear ou arrancar a vegetação rala e rasteira que vive logo após a faixa de areia nua. Essas espécies são muito resistentes, mas não a ponto de tolerar pisoteio intenso. Evite também criar novas trilhas para atravessar essa faixa de vegetação ou as barreiras de arbustos, para não alterar mais ainda esse ambiente que apresenta um equilíbrio instável.
Em praias com falésias, restrinja-se às trilhas já existentes para subir ou descer a barreira, porque além do risco de acidentes, as bordas das falésias acabarão apresentando marcas indesejadas de erosão.
Na travessia de riachos que desembocam na praia, prefira fazê-lo sobre a areia da praia, onde geralmente os riachos se espalham e suas águas confundem-se com as do mar.
Nas paradas para descanso e refeições procure um local sombreado para abrigar-se do sol, mas se não o encontrar evite arrancar e cortar o mato apenas para passar alguns minutos ou umas poucas horas no local. É preferível prosseguir mais um pouco até encontrar uma sombra mais apropriada para abrigar todo o seu grupo.

Acampamentos

Prefira acampar sobre a areia, mas acima da marca da maré alta para não ser surpreendido pelas ondas batendo à porta ou até mesmo dentro de sua barraca. Procure também evitar armar a barraca diretamente sob a copa de coqueiros, porque há sempre o risco de um coco cair sobre a sua barraca, ou pior, sobre a sua cabeça, provocando acidentes que podem ser graves.
Caso o local que você escolheu para acampar apresente muitos buracos de siri ou caranguejo é melhor buscar outro sítio.

Embarcações

Caso esteja transportando embarcações de pequeno porte como caiaques, canoas ou pequenos veleiros cuide para que a operação de pôr e tirar essas embarcações da água não provoque danos ao local. Mantenha o seu veículo fora da praia e não trafegue sobre as dunas com vegetação. Antes de sair de casa, certifique-se que seu veículo não apresenta vazamentos de gasolina, óleo e outros fluidos, para evitar a contaminação dos lugares visitados.
Você também pode contribuir para a melhoria dos serviços oferecidos e para a responsabilidade de cada um com a conservação do meio ambiente dando preferência a embarcações e outros meios de transporte que sejam menos poluentes. Para isso, dê preferência e estimule os demais a utilizarem embarcações que tenham motores de quatro tempos e que mantenham esses motores bem regulados. Caso você possa optar entre uma embarcação motorizada e uma embarcação movida a velas, prefira a última. Canoas e caiaques também são excelentes meios de transporte e podem ser utilizados em muitos pontos do nosso litoral.
A canoagem pode ser uma atividade em si. Você pode trocar suas botas por um par de remos para descobrir novas possibilidades no litoral. Há modelos de caiaques especiais para mar aberto e as canoas são perfeitas para canais, lagoas e locais abrigados ao longo da costa. Alguns centros excursionistas têm boa experiência em travessias e expedições em canoas e podem iniciá-lo nessa nova modalidade.

Mergulho

Toda a costa e as ilhas do litoral brasileiro oferecem inúmeras oportunidades para o mergulho livre ou autônomo. A atividade pode causar impactos severos se você não tomar alguns cuidados básicos ligados à sua atitude em relação à fauna, flora e ao ambiente subaquático.

Pesca

A pesca pode ser uma atividade impactante e sua prática deve seguir a legislação vigente. Em algumas categorias de unidades de conservação a pesca é proibida. Em outras áreas onde a pesca é permitida é fundamental respeitar as épocas de defeso, quando a pesca de determinadas espécies é suspensa, pois isso contribui para a manutenção dos recursos pesqueiros, além de garantir ao pescador chances de sucesso em sua próxima pescaria. Para causar o mínimo impacto, pesque apenas o necessário para o seu próprio consumo.
O pesque e solte é uma modalidade que está se tornando cada vez mais popular. Possibilita a sobrevivência do peixe depois de capturado, para dar-lhe a chance de reproduzir-se ao menos uma vez e colaborar para a manutenção de sua espécie. Para o sucesso dessa prática é recomendável seguir algumas orientações. Procure informar-se sobre as técnicas adequadas ao pesque e solte.

Traga seu lixo de volta

Nunca é demais lembrarmos que o lixo é um impacto desnecessário e fácil de evitar. Traga de volta tudo que você levar para sua aventura. Embalagens e papel de qualquer natureza devem ser acondicionados em sacos plásticos para serem depositados em local apropriado quando você voltar. Não jogue lixo ou restos de comida na areia ou no mar, pois podem atrair animais que irão ingerir as embalagens ou intoxicar-se com comida inadequada.
Quando não houver banheiro, acostume-se a enterrar seus dejetos fora da areia (em locais onde haja solo orgânico ou terra escura) e sempre trazer de volta absorventes femininos, curativos usados, lenços de papel ou papel higiênico utilizados para higiene.

Deixe cada coisa em seu lugar

As praias, os mangues e as dunas são ambientes de transição onde as coisas estão sempre mudando de lugar devido à ação das marés, das ondas e do vento. Mesmo assim, é importante nos comportarmos de modo a interferirmos o mínimo possível nessa dinâmica.
Respeite os sambaquis e não colete material nesses locais. Ruínas e monumentos históricos podem ser encontrados no litoral. Cuide para não sujar, deixar lixo ou acender fogueiras e aproveite para informar-se e conhecer um pouco mais a respeito desses locais, sua gente e sua história.
Não tire nada, a não ser fotografias; não deixe nada, a não ser pegadas; não mate nada, a não ser o tempo.

Tome extremo cuidado com o fogo

Uma fogueira é pouco justificável em nosso litoral, onde predomina o clima quente.
Evite fazer fogueiras, mas caso decida acender uma, faça-o abaixo da linha da maré alta. Desse modo, quando a maré encher novamente fará desaparecer todos os vestígios. Nas praias é fácil encontrar madeira trazida pelo mar e seca pelo sol. Esta lenha seca e morta é o combustível mais adequado para uma fogueira.
Evite fogueiras grandes que consomem muita lenha e podem queimar a vegetação próxima. Mantenha-a pequena e assegure-se de que esteja totalmente apagada antes de sair. Tente minimizar o impacto visual de restos de fogueira, cobrindo suas marcas com areia.

Respeite os animais e as plantas

Evite coletar algas, caçar pitus e camarões e extrair os mariscos e demais moluscos que vivem nas praias, costões e mangues.
Não compre animais silvestres e denuncie a venda às autoridades. A apreensão e o comércio de animais silvestres, incluindo espécies marinhas, é extremamente prejudicial e colabora para aumentar o risco de extinção das espécies ameaçadas. Além disso, a venda de animais silvestres é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.

Seja cortês com outros visitantes e com a população local

A praia é um local festivo que convida ao relaxamento, mas evite gritaria e música alta. Nos acampamentos, respeite o direito dos demais desfrutarem os ruídos do mar e os sons da natureza e mantenha silêncio à noite.
Não interfira nem colete redes de pesca e outros equipamentos que encontrar no local. Garagens de barcos e depósitos de material dos pescadores são locais de grande importância para as comunidades que dependem da pesca. Respeite esses locais. Não se aproxime de cercados ou de armadilhas para coleta de peixes. Respeite as hortas e os roçados.
Em muitas comunidades litorâneas você não vai encontrar cercas definindo o terreno de cada um. Mas isso não significa que a terra não tem dono. Lembre-se de pedir licença para passar defronte das casas e principalmente para acampar. Caso você opte por acampar no terreno de um morador, esteja atento aos costumes locais, haja discretamente e com respeito para não impactar negativamente a comunidade visitada.
Aproveite sua viagem para conhecer um pouco mais e melhor a cultura, os costumes e o modo de vida da população local.

O Morro de São Paulo: Serras, montanhas e chapadas

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar dicas

Serras, montanhas e chapadas

As serras, montanhas e chapadas sempre foram regiões amplamente procuradas pelos ecoturistas em busca de experiências ligadas às atividades ao ar livre. Mais de 100 milhões de pessoas vivem a menos de um dia de viagem das serras localizadas no sudoeste brasileiro. Por sua vez, as chapadas vivenciam um aumento enorme na visitação, pois suas paisagens são muito atrativas a todos interessados em turismo na natureza.

Campos de Altitude

A Mata Atlântica é um bioma muito complexo composto por habitats diferentes uns dos outros como: manguezais, restinga, matas de baixada, matas de encosta e, também, os campos de altitude, que se caracteriza por uma vegetação aberta que se desenvolve acima de 1500-2000 metros, nas cadeias de montanha do sudeste e do sul do Brasil.
Os campos de altitude possuem essa vegetação tão característica com árvores pequenas e tortas cobertas de liquens, arbustos e capins altos principalmente devido a razões relacionadas ao clima. São as baixas temperaturas encontradas no inverno que representam uma barreira às espécies tropicais que ocorrem nos demais habitats da Mata Atlântica.
Entretanto, mesmo dentro dos campos de altitude nós podemos encontrar ambientes diferentes como encostas cobertas com capim e grama, brejos, turfeiras, encostas cobertas por bambu, pequenas áreas de mata mais alta e densa e também as rochas.
Assim como a Mata Atlântica, os campos de altitude também apresentam uma grande biodiversidade, sendo que muitas das espécies de animais e plantas encontradas nessas regiões são endêmicas, ou seja, só são encontradas ali.

Campos Rupestres

As chapadas também são compostas por vários tipos de habitats diferentes uns dos outros, como a caatinga, o campo cerrado, as florestas e os campos rupestres.
Os campos rupestres têm uma vegetação constituída, quase exclusivamente, por espécies endêmicas que se desenvolvem nas fendas das rochas, em solo arenoso, nos locais com altitude por volta de 1000 metros.
Esses campos estão bastante relacionados ao campo cerrado, que através de um variado relevo apresenta planaltos com árvores de folhas grossas e troncos retorcidos, em meio a uma vegetação rala e rasteira, misturada por vezes, com campos limpos (gerais) ou matas isoladas não muito altas, os capões.
Inserida nos cerrados, margeando rios e córregos, encontram-se as matas ciliares, também conhecidas como mata de galeria, caracterizadas por uma vegetação exclusiva, portando raízes adaptadas a correntezas e inundações.
E em meio a esses dois ecossistemas – campos de altitude nas serras e campos rupestres e cerrado nas chapadas – encontram-se centenas de quilômetros de trilhas e caminhos, clareiras de acampamento, rochas e rios explorados por ecoturistas à procura das experiências únicas que esses ambientes podem oferecer.

Planejamento é fundamental

O planejamento adequado torna sua viagem divertida e confortável, leva você a alcançar seus objetivos e a ter suas expectativas correspondidas, ao mesmo tempo em que minimiza os impactos aos recursos naturais, evitando situações inesperadas que podem estressá-lo, arriscar sua saúde ou até a sua vida e causar danos ao meio ambiente.
Os ambientes de chapada e montanha têm características climáticas e tipos de vegetação distintos que requerem equipamentos adequados. Uma barraca de fácil montagem, capacidade para ter auto-suficiência em água e um pequeno fogareiro lhe darão condições de acampar em praticamente todo local que seja mais resistente a impactos (superfícies de rocha e campos com capim). Botas resistentes à água e polainas protegem seus pés da lama e permitem que você caminhe na trilha principal, mesmo se ela estiver molhada ou enlameada.
As serras e mesmo as chapadas podem apresentar temperaturas muito baixas, por isso um isolante térmico, um saco de dormir, agasalho e capa de chuva são essenciais para o seu bem estar, eliminando a necessidade de uma fogueira para mantê-lo aquecido.
A maioria das áreas de acampamento e as áreas impactadas ao redor dos atrativos como cachoeiras e rios são pequenas. Desta forma, torna-se muito importante viajar em grupos pequenos, para que essas áreas sejam mantidas em seu tamanho atual e não sejam expandidas.
Procure aprender sobre a vegetação, os animais e o clima das montanhas e das chapadas. Esses ambientes possuem uma enorme variedade de paisagens que vão dos planaltos rochosos da Mantiqueira aos gerais da Chapada Diamantina, passando por vales e picos. Cada uma delas responde de forma diferente aos impactos causados pelo ecoturismo.

Você é responsável por sua segurança

Nas montanhas ou nas chapadas, pratique a hidratação. Esse hábito irá ajudá-lo a evitar os problemas mais comuns como dores de cabeça, fraqueza e cansaço. Beba ao menos 4 litros de água por dia e lembre-se da necessidade de tratá-la, seja com produtos químicos, por filtragem ou fervura. É impossível saber se a água é potável apenas com um exame visual. O melhor é prevenir os problemas típicos como a diarréia e os riscos de águas contaminadas por doenças graves como a hepatite, entre outras.
Devido às características do clima a hipotermia é um risco sério em serras e montanhas. Talvez porque estamos acostumados ao clima tropical costumamos subestimar o clima das nossas montanhas e isso pode afetar muito a qualidade da nossa experiência e nos expor a perigos reais. Esteja preparado para o clima frio utilizando equipamentos adequados como os citados no item anterior.
Você pode percorrer e conhecer as chapadas e as montanhas usando as trilhas existentes (“terreno não técnico”) ou se aventurar por terreno mais rochoso e acidentado, conhecido como “terreno técnico”. Caso você faça esta última opção assegure-se de que você possui os conhecimentos adequados sobre orientação e técnicas verticais. Não se arrisque sem conhecimento e técnica, pois as operações de resgate no Brasil são difíceis, caras e demoradas, além de causarem danos às áreas naturais.
Os rios também podem representar uma dificuldade e um risco nas atividades ao ar livre em serras e chapadas, principalmente devido às trombas d’água e à dificuldade de travessia após um período de chuva. Aprenda as técnicas adequadas sobre travessia de rios e esteja atento para a ocorrência de trombas d’água. Lembre-se de assumir a responsabilidade por sua própria segurança.
Prepare-se com antecedência e adquira experiência nas atividades que pretende fazer. Caminhadas longas em terreno desconhecido exigem conhecimentos específicos e algum treinamento. Caso você não tenha experiência não se arrisque sozinho, procure guias especializados ou clubes e associações de praticantes.

Cuide das trilhas e locais de acampamento

Evite caminhar ou acampar em áreas de vegetação frágil como os charcos. Os danos a essas plantas ocorrem muito rapidamente, geralmente após a passagem de poucas pessoas. Assim, escolha passagens mais resistentes como rochas, solo nu e capim e traga seu lixo de volta.

Deixe cada coisa em seu Lugar
As pessoas visitam as áreas naturais para terem a experiência de conviver com a natureza em seu estado primitivo e vivenciarem seus desafios e surpresas. Permita que os outros visitantes tenham essa sensação de descoberta, mantendo as plantas, as pedras, as flores e os animais no seu estado natural. Nós todos temos a responsabilidade de manter as áreas naturais bem conservadas para que outros possam visitá-las no futuro e encontrar a mesma paisagem.

Não faça fogueiras

A atração pela fogueira existe e para muitos a prática de acampamentos está intimamente ligada às fogueiras noturnas. Entretanto os impactos que elas causam não são poucos – danos ao solo, visual e extinção de madeira disponível – além de representarem um perigo real de incêndio.
Tenha em mente que a decisão sobre fazer ou não uma fogueira não deve ser tomada arbitrariamente, mas sim com base em informações como regulamentos da área, condições ecológicas, clima, técnica apropriada, nível de uso da área e disponibilidade de madeira.

Respeite os animais e as plantas

Embora não seja fácil visualizá-los, as serras e chapadas são ambientes que abrigam diversas espécies de animais. Caminhe em silêncio de forma a não perturbá-los. Forçar os animais a fugir, atraí-los e alimentá-los compromete a sua capacidade de ter uma vida normal. Em épocas críticas como acasalamento ou amamentação, o impacto sobre os animais pode levá-los a abandonar ninhos e filhotes.
Tocar um animal silvestre causa um duplo impacto, pois você estará causando stress ao animal e ainda pode ser contaminado por alguma doença que ele eventualmente transmita.
Utilize um binóculo e uma máquina fotográfica para registrar sua imagem de um animal visto à distância e ajude a mantê-los selvagens.

Seja cortês com outros visitantes e com a população local

É quase certo que você encontrará outras pessoas durante a sua viagem às serras e chapadas. Evite o uso de aparelhos de som e rádios portáteis. Os campos e as montanhas são locais especiais que convidam ao relaxamento, por isso evite gritaria e música alta. Nos acampamentos, respeite o direito dos demais desfrutarem os ruídos e os sons da natureza e mantenha silêncio à noite.
Aproveite sua viagem para conhecer um pouco mais e melhor a cultura, os costumes e o modo de vida da população local.

O Morro de São Paulo: Cavernas

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar dicas, Vai Viajar? Saiba Tudo.

Cavernas

Para muitas pessoas as cavernas são apenas túneis naturais, escuros, congelados no tempo, imutáveis e estéreis. Porém, as cavernas estão em constante evolução: processos de dissolução e erosão escavam as galerias e salões e, em condições especiais, desmoronamentos criam aberturas para o céu, conhecidas como dolinas. As estalactites, estalagmites, travertinos e tantas outras formações, chamadas de espeleotemas, são o resultado de complexos processos químicos de dissolução, deposição e cristalização de minerais ao longo de períodos que atingem milhares de anos, lentos aos nossos olhos, mas geologicamente muito dinâmicos. Estes processos podem estar ocorrendo intensamente neste exato momento ou podem ter cessado há séculos. Essa dinâmica está condicionada a diversos motivos, como a mudança do clima ao longo dos milênios, um desmatamento provocado na bacia hidrográfica ou a alteração de acidez da água, por lançamento de poluentes ou mesmo por um visitante movendo uma rocha.
O simples caminhar descuidado pode destruir formações únicas que nunca mais se repetirão assim como potenciais sítios paleontológicos e arqueológicos.
A vida no interior das cavernas também merece um cuidado maior, pois é mais rara e mantida por um delicado equilíbrio, totalmente dependente da matéria orgânica trazida do exterior. Desta forma, os cuidados são igualmente importantes do lado de fora das cavernas.
Quando visitar uma caverna, seja qual for o objetivo, tenha consciência da responsabilidade de cada ato. Os sinais da falta de consciência dos visitantes estão permanentemente marcados nas cavernas mais visitadas. Espeleotemas quebrados e sujos, grandes áreas descaracterizadas pelo pisoteio, pichações, são alguns danos comuns.
Com o grande crescimento do turismo em áreas naturais, nos últimos anos a visitação em cavernas deixou de ser uma atividade desenvolvida apenas por pequenos grupos de excursionistas e pesquisadores e passou a ser uma opção popular, explorada comercialmente.
A informação aos visitantes é um fator decisivo para a manutenção do ambiente cavernícola em toda sua beleza e complexidade para que esses ambientes não se transformem em túneis estéreis.

Planejamento

O planejamento cuidadoso é um importante fator de redução dos impactos no ambiente natural. Isto se torna um aspecto muito relevante quando se trata de cavernas.
As condições encontradas nas cavernas são freqüentemente inóspitas para o visitante despreparado, além do iminente risco de acidentes. A chance de causar danos à caverna, pelo simples desconhecimento do ambiente, é quase certa. A busca de informações faz parte do planejamento, desde o conhecimento de como ocorre a formação das cavernas até o perfeito domínio das técnicas de orientação e deslocamento nestes ambientes.
Utilize o equipamento adequado para cada situação e adquira total domínio sobre suas técnicas de utilização. Nunca utilize técnicas ou equipamentos com os quais não tenha treinado antecipadamente e em condições controladas. A presença de espeleólogos mais experientes nestes treinos é recomendada. Preste atenção especial no tipo de equipamento e de iluminação que deverá utilizar.
Caso não tenha experiência e queira se tornar um verdadeiro explorador das cavernas procure grupos e associações de espeleólogos, onde poderá obter treinamento e informações necessárias, além de participar das atividades.
Visitas realizadas por grupos não treinados devem ser feitas com acompanhamento de pessoas especializadas em cavernas e devidamente autorizadas (guias). Por isso, dê preferência a contratar os serviços na região em que se encontram as cavernas que você vai visitar.

Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar, para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes

Nas áreas administradas diretamente pelo governo, como os parques, o acesso às cavernas costuma ser disciplinado visando à preservação do ambiente ou a proteção de experimentos científicos. Em alguns locais, o acesso pode ser muito restrito ou mesmo totalmente proibido.
Muitas cavernas que não são regularmente utilizadas para o turismo, necessitam de permissões de visita e pesquisa solicitadas com antecedência. Caso seu propósito seja: exploração espeleológica, pesquisa científica, tomada de imagens ou outro motivo qualquer, apresente ao órgão responsável pedido de autorização, anexando um projeto detalhado. Com base nessas informações será possível avaliar se suas atividades não irão causar riscos ao ambiente ou se estão de acordo com as leis e regras para aquela área. O CECAV – Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas, do IBAMA, é o órgão que possui competência legal para encaminhar as questões relativas à proteção e manejo de cavernas no Brasil.
Em terras particulares o proprietário pode não permitir a passagem. Sempre peça permissão para entrar, explique seus propósitos e evite desentendimentos.
Cavernas já exploradas (conhecidas e mapeadas por espeleólogos) freqüentemente possuem levantamentos topográficos (mapas) e informações complementares que são muito importantes para o planejamento da sua visita. A escolha dos equipamentos e vestuário adequados deve ser feita a partir destas informações que estão disponíveis em algumas publicações especializadas ou em arquivos da Sociedade Brasileira de Espeleologia- SBE e dos grupos espeleológicos.
Mesmo em expedições de exploração de cavernas ainda desconhecidas, reúna o máximo de informações como, mapas topográficos, dados sobre chuvas e acessos. Contrate mateiros da região que sabem onde estão as bocas, sumidouros e ressurgências e as trilhas que levam até esses locais, evitando assim a abertura de novas trilhas e perda de tempo.

Informe-se sobre as condições climáticas

Informe-se previamente sobre as condições climáticas da região que pretende visitar e evite viajar para cavernas em épocas de chuva. Muitas cavernas podem inundar-se com chuvas repentinas na cabeceira dos rios que as formam. Passagens baixas podem ser totalmente fechadas com uma cheia repentina, os chamados “sifões”, que bloqueiam a passagem. O retorno da água ao nível normal pode levar desde poucas horas até dias.
Abismos (cavernas verticais) que possuem entradas no fundo de dolinas podem se transformar rapidamente em cachoeiras durante uma chuva forte ou uma tempestade, dificultando ou impedindo a saída. Nesta situação, o risco é grande para quem está subindo ou descendo pelo caminho das águas.
Em regiões mais quentes, como o nordeste do Brasil, também existem cavernas que oferecem riscos, tanto pela falta de água como pelo excesso de calor, principalmente no período mais seco.

Viaje em grupos pequenos

Grupo de até 8 pessoas para cada guia experiente costuma ser um bom número para a maioria das cavernas. Este número deve ser somente uma referência, a dificuldade da caverna e as limitações do grupo devem ser cuidadosamente consideradas. Grupos maiores devem ser divididos e entrar na caverna separados por intervalos de, no mínimo, 15 minutos, evitando encontros no interior.
Cavernas e salões pequenos, com pouca renovação de ar, devem receber poucas pessoas, pois a concentração de gases pode ser perigosa, além de apresentar a possibilidade de alteração do desenvolvimento dos espeleotemas e riscos à fauna. Como a formação de muitos espeleotemas depende da liberação de gás carbônico da solução para o meio, o excesso deste gás proveniente da respiração por períodos prolongados pode alterar o seu desenvolvimento normal. O calor dissipado pelos visitantes é outro fator que pode perturbar estes pequenos salões. Assim, quanto menor, menos ventilado e mais dotado de espeleotemas, o salão deve receber menos visitantes, que devem entrar em intervalos maiores.

Evite as cavernas mais populares em períodos de férias e feriados

O excesso de pessoas dentro da caverna é um potencial fator de degradação. Algumas cavernas foram preparadas para receber visitação mais intensa, com passarelas e iluminação, mas, mesmo assim, gás carbônico, luz, calor e ruído em excesso são fatores indesejáveis de impacto. A sensação de passar por um local intocado e único também é desfeita pela aglomeração de pessoas.
Nestas datas, procure os locais menos visitados, aproveitando sua maior disponibilidade de tempo para conhecer as cavernas mais distantes.

Você é Responsável por sua Segurança

O excesso de confiança e a utilização inadequada de equipamentos são as causas mais freqüentes de acidentes. Se você pensa que é capaz de se expor a riscos e sair ileso de qualquer situação, será um forte candidato a um acidente.

O deslocamento em ambiente subterrâneo pode ser muito extenuante, em especial quando há muitos trechos com água. Não é raro necessitar de força e habilidade para vencer os obstáculos naturais. Caso não esteja em boas condições físicas para suportar horas de esforço contínuo, reveja seus planos. Se você está exausto, também está muito mais propenso a cometer erros de julgamento, errar ao montar um sistema de segurança, perder o caminho ou, simplesmente, tropeçar e cair sofrendo algum tipo de acidente que não ocorreria em condições normais. Também estará expondo seus companheiros ao risco de acidentes.
Em contato com a água o corpo perde calor muito rapidamente exigindo movimentação constante, vestimentas adequadas e reposição de calorias (alimentação). Inadequadamente vestido e agasalhado você será um forte candidato a hipotermia, condição em que seu corpo perde mais calor do que consegue produzir, podendo levar a morte se não for revertida a tempo. Pessoas muito magras devem tomar mais cuidado, por apresentarem maior propensão a hipotermia. Em cavernas quentes o risco é de internação – o aumento da temperatura corporal – e desidratação, igualmente perigosas.
Vencer obstáculos que necessitem de técnicas verticais como rapel e ascensão por cordas só deve ser realizado com o auxílio de pessoas treinadas e equipamento específico para cavernas, que pode ser diferente dos equipamentos para atividade vertical ao ar livre. Se forem indevidamente aplicadas ou praticadas com equipamentos inadequados, essas técnicas facilmente causarão tragédias.
O salvamento em cavernas é extremamente complexo, podendo levar muitos dias e exigir um número elevado de participantes, o que nem sempre é fácil de reunir. Em muitos lugares, sequer existem equipes preparadas e mobilizadas para o resgate em cavernas. Como nesses eventos a prioridade será manter a vida humana, o grupo de resgate poderá causar muitos impactos significativos que, freqüentemente, são proporcionais à dificuldade de evacuação e tratamento das vitimas. Portanto, não se arrisque sem necessidade!

Nunca entre sozinho em uma caverna. Esta é uma regra elementar de segurança em ambientes com maior potencial de risco. O ideal é formar um grupo com três ou quatro pessoas.

Calcule o tempo de sua atividade e deixe sempre um roteiro com alguém de confiança e com a administração da área (quando houver) informando por escrito, que caverna vai visitando, seus objetivos, sua experiência, o nome dos integrantes do grupo, o equipamento que vocês estão levando e a data e horário previsto para o retorno. Estas informações facilitarão e abreviarão muito a chegada de uma equipe de auxílio e resgate, em caso de necessidade.

Esteja preparado para qualquer situação

Calcule o número de horas que você permanecerá na caverna e leve água, alimentos, carbureto e pilhas suficientes para exceder em 50% o tempo de permanência que foi planejado, prevenindo atrasos e contratempos que poderão por seu grupo em risco, caso não leve esse excedente. Esta proporção pode ser alterada conforme o tipo de dificuldade que se espera encontrar. Se a caverna é toda percorrida por um rio não há necessidade de muita água. Para uma caverna seca e em região quente, levar em dobro o volume de água necessária é um importante fator de segurança.
Muitos espeleólogos possuem um pequeno conjunto de itens guardados em embalagem estanque para atender emergências. Costumam compor este kit: lanterna pequena e estanque, pilhas reserva, velas, isqueiro, fósforos, papel, lápis, algum alimento energético, apito, canivete, cobertor de emergência, entre outros itens, conforme a preferência pessoal.
Lembre-se que em cavernas molhadas ou em regiões mais frias um agasalho é indispensável. Esse agasalho deve ser confeccionado de material que mantenha o seu corpo aquecido mesmo se estiver molhado. Muitos espeleólogos utilizam trajes de neoprene para mergulho ou surfe que permitem manter o calor do corpo durante longos períodos dentro da água. São muito eficientes, porém pesados e muito quentes quando usadas fora da água. Para entradas rápidas na água prefira os agasalhos de fibras sintéticas conhecidos como plush ou pile. São materiais bastante leves e eficientes que não retém água. O náilon grosso costuma ser o material para o traje externo, os macacões de caverna. Lembre-se que você passará muitas horas molhado. Evite agasalhos de algodão, tipo moletom, que quando molhados pesam muito, perdem toda capacidade de reter o calor de seu corpo e demoram muito para secar.
Nas explorações de cavernas desconhecidas (não exploradas ou não mapeadas) redobre os cuidados. Não assuma atitudes de risco. Em locais de difícil orientação como bifurcações e desmoronamentos não faça marcas definitivas para indicar o caminho, prefira levar um conjunto de fitas plásticas, de cores vivas. Lembre-se que todas as fitas deverão ser retiradas no retorno ou durante a topografia. Pense muito antes de deixar uma marca de caminho de difícil remoção. Tenha certeza que é o caminho certo e a marcação está colocada em local visível. Evite o uso excessivo de marcas, dispondo-as apenas onde forem indispensáveis.

Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado e leve sempre os itens essenciais

O uso de capacete não é opção, é uma necessidade, alem de suportar o sistema de iluminação é item indispensável de segurança. Há muitos tipos no mercado, informe-se com espeleólogos e em lojas especializadas.
Um item fundamental para quem se aventura nas cavernas é a fonte de luz. Mas esta fonte de luz pode ser também uma grande fonte de impactos para a caverna.
Muitos espeleólogos utilizam a luz de acetileno, gás produzido pela reação da água com o carbureto. Este tipo de iluminação, mais difusa, permite uma visão ampla e confortável. Porém, seu uso tem que ser cuidadoso, pois gera fuligem que impregna a superfície da caverna, principalmente em salões com tetos baixos. Além disso, gera uma grande quantidade de resíduo, a cal, que nunca deve ser deixada no interior de uma caverna. Em função dos subprodutos indesejáveis dessa queima, muitos espeleólogos preferem iluminação elétrica, por ser menos trabalhosa e não formar detritos. Lembre-se: nunca deixe carbureto usado (cal) e pilhas na caverna.
Se você usa iluminação de acetileno, adote o hábito de apagá-la em salões pequenos e muito ornamentados por espeleotemas, assim como em salões pouco ventilados, utilizando apenas iluminação elétrica. Respeite também, quando houver, as restrições ao uso de desse tipo de iluminação.
Equipamentos para vencer obstáculos verticais como cordas, mosquetões e aparelhos de decida devem ser especialmente fabricados para uso em cavernas. Evite improvisações ou adaptações. Por exemplo: cordas de escalada são totalmente desaconselhadas para técnicas verticais em caverna e não são fabricadas para suportarem as duras condições de abrasão e umidade comuns nesses ambientes.
Evite Instalar ancoragens (meios de fixação na rocha) em excesso, mas sem sacrificar a segurança. Prefira pontos de ancoragem naturais. Adquira o equipamento adequado e saiba usá-lo corretamente para garantir a sua segurança e a integridade do ambiente cavernícola.

Luzes

Tenha sempre mais de uma fonte de luz disponível. Entrar somente com uma lanterna ou lampião em qualquer caverna é assumir um grande risco, pois qualquer falha do equipamento pode significar a sua vida. Além da iluminação presa ao capacete, é comum dispor de uma lanterna de mergulho na cintura ou pendurada no pescoço, completamente estanque, com luz intensa e concentrada para iluminação de grandes distâncias e como alternativa à fonte principal. Na mochila, é comum encontrar mais uma ou duas lanternas e estoque de pilhas para 50% além do tempo de permanência prevista na caverna. Sempre que utilizar uma lanterna de mão ate-a ao seu corpo com um cordim forte e com um nó que não abra acidentalmente. Deixar cair, quebrar ou perder a sua lanterna pode ser muito inconveniente e arriscado, além de poluir a caverna.
Caso você julgue melhor utilizar o carbureto, tome cuidado especial para evitar que ele se molhe, isolando-o em embalagem completamente a prova d’água, que suporte submersão.
Não utilize lampiões volumosos e pesados que não possam ser transportados em uma mochila pequena. A possibilidade de caírem e se quebrarem é grande. Os mais indicados são os lampiões compactos que utilizam cartuchos de gás descartáveis. Mas, lembre-se de sempre trazer os cartuchos vazios de volta para serem descartados em local adequado.
Caso você não tenha experiência em cavernas, entre em contato com grupos espeleológicos, centros excursionistas, empresas de ecoturismo, guias ou condutores de visitantes da região, que apresentem experiência comprovada.

Cuide das cavernas e do ambiente que as rodeia

Espeleotemas

Costumamos chamar de espeleotemas os fenômenos geológicos típicos que se formam nas cavernas. As estalagmites e estalactites são os mais conhecidos e evidentes, mas há muitos outros, desde as mais delicadas como canudos delgados e formações que se assemelham a flores, sujeitos a se quebrarem ao mais leve toque, até grandes deposições com centenas de metros quadrados como escorrimentos.

Mantenha-se nos caminhos pré-determinados ou naqueles mais pisoteados

Ao sair destes caminhos, você pode quebrar muitas formações delicadas. Olhe bem onde põe os pés e evite pisar em espeleotemas localizados no chão da caverna, contornando-os. Se for obrigado a caminhar sobre formações cristalinas, derramamentos de cor branca, ou qualquer formação delicada, tire as botas e ande de meias ou descalço evitando pisar nas partes mais delgadas e frágeis. O ideal é sempre ter um par de meias extras e limpas em sua mochila para poder pisar nessas superfícies.
Não toque nos espeleotemas. Muitos podem quebrar com o mais leve toque. Mesmo os mais robustos ficam sujos e desinteressantes, em contato com as mãos. A existência de gotas de água em estalactites e outras formações indicam que ainda estão em formação, mesmo que a gota pareça estar lá há muito tempo. Esse é um processo lento que pode durar centenas, ou até milhares de anos. Por isso, não toque nem interfira nesse gotejamento porque você poderá alterar definitivamente esse raro processo natural. Isso também vale para o local onde o gotejamento atinge o chão, ou as estalagmites.
Evite aproximar a chama do carbureto de qualquer espeleotema, do teto ou das paredes para evitar enegrecê-los com fuligem. Em locais onde ocorram espeleotemas muito brancos ou delicados, apague a iluminação de carbureto e use a elétrica para evitar o enegrecimento.
Caso seja inevitável usar algum espeleotema como apoio ou ponto de ancoragem, limpe as mãos e proteja-o da melhor forma possível, evitando atritar as fitas e cordas contra a superfície, sempre utilizando fitas limpas.

Permanência prolongada em cavernas

Em cavernas distantes ou muito longas, os trabalhos de pesquisa e levantamentos exigem que passemos muitos dias no seu interior. Prefira acampar a certa distância da boca da caverna. Caso não haja outro local disponível, lembre-se que acampar na boca ou no interior de uma caverna exige cuidados maiores que acampar em ambientes que possam absorver melhor os impactos. Para maiores detalhes de como acampar com mínimo impacto consulte a matéria atividades ao ar livre.
Sempre que estabelecer a boca da caverna como base lembre-se que todos os dejetos e resíduos devem ser mantidos à distância ou trazidos de volta. Para satisfazer suas necessidades fisiológicas afaste-se ao menos 60 metros da boca da caverna e de corpos de água. Evite também os locais protegidos da chuva por abrigos e tetos.
Os utensílios de cozinha também devem ser lavados no exterior da caverna. Tenha maior cuidado se estiver próximo a um sumidouro (rio que entra em uma caverna) para evitar que qualquer detrito ou dejeto seja carregado para dentro da caverna. O bom planejamento das refeições evita cozinhar mais comida que o necessário, não produzindo restos.
Se for imprescindível cozinhar no interior da caverna escolha salões amplos e bem ventilados para evitar que vapores e gases possam interferir no ambiente. Se utilizar os utensílios de cozinha apenas uma vez, guarde-os para serem lavados em local adequado após sair da caverna. Se for preciso limpá-los dentro da caverna, prefira fazê-lo apenas com o auxílio de papel absorvente que deverá ser retirado da caverna juntamente com os demais resíduos.

Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos

Escolha o local de acampamento de modo que não haja necessidade de remover a vegetação, rochas ou causar qualquer mudança. Verifique também se não está perturbando a fauna mantendo-se bem afastado de ninhos e tocas. Veja mais detalhes em atividades ao ar livre.
Acampamentos na zona em que não chega mais luz (zona afótica) devem ser evitados, porém podem ser necessários em expedições exploratórias, de pesquisa ou de levantamentos. O local escolhido deve ser um salão amplo e bem ventilado. Nunca acampe em salões pequenos e sem ventilação porque, além do risco de vida, a chance de provocar impactos negativos é muito maior.
Não estenda seu saco de dormir sobre espeleotemas ou em locais onde ocorra gotejamento. Não escave, não mude nada. Faça o máximo para deixar o local do jeito que você encontrou.

Traga seu lixo de volta Se você pode levar uma embalagem cheia para uma caverna, pode trazê-la de volta vazia.

Não há banheiros nas cavernas, cuide de seus dejetos

Dejetos humanos deixados em uma caverna levarão anos para se decompor, causarão mau cheiro, é fonte potencial de contaminação, além de desequilibrar o delicado ecossistema. Se você sentir necessidade de ir ao banheiro, tenha a mão uma garrafa descartável para armazenar sua urina e sacos plásticos para armazenar suas fezes. Não esqueça também de recolher o papel higiênico e os absorventes utilizados.
Para estadias mais longas é recomendável depositar as fezes em um ou dois sacos de papel, juntar um pouco de cal (pode ser da carbureteira) e acondicionar o pacote em um tubo de PVC de 4 polegadas de diâmetro (aproximadamente 10 cm), com tampa em ambas as extremidades, conhecido por shit tube. Você também pode optar por qualquer outro recipiente, desde que seja estanque. Tudo deve ser levado para fora da caverna e o conteúdo do tubo de PVC pode ser descartado em um banheiro comum. Prefira fazer isso em locais onde haja tratamento adequado de esgotos, para evitar que seus dejetos sejam atirados diretamente nos rios ou em local que possa poluir o ambiente. Calcule a quantidade necessária de recipientes levando em conta o tamanho do grupo e o tempo que permanecerão na caverna. Embora seja prática pouco convencional, as mulheres podem utilizar um funil para facilitar o ato de urinar em uma garrafa. Para saber um pouco mais sobre o tratamento de dejetos em permanências prolongadas em áreas naturais, siga as sugestões do item atividades ao ar livre.

Restos de carbureto e pilhas

Retire todo o resíduo de carbureto que produzir (a cal), pois quando deixado no interior da caverna, além do impacto visual que produz, ele se solidifica, dificultando sua remoção. Há especulações que devido ao seu PH alto, pode alterar o desenvolvimento normal de espeleotemas, de alguns animais que aí vivem e da própria caverna.
Como a cal é corrosiva, deve ser tratada com cuidado, acondicionando-a em embalagem estanque e resistente que impeça vazamentos ou penetração de água. A cal pode causar queimaduras severas em contato prolongado com a pele.
As pilhas usadas também devem ser removidas da caverna e preferencialmente destinadas à reciclagem ou depositadas em locais que as recolham e dêem destino adequado. As pilhas comuns e alcalinas possuem compostos químicos e metais estranhos à caverna. As pilhas recarregáveis nunca devem ser jogadas no ambiente, nem mesmo no lixo comum. Existe legislação específica que obriga o fabricante a recebê-las de volta e destiná-las a um fim seguro. Estas baterias possuem metais pesados perigosos à saúde animal e humana. Guarde-as bem, não as deixe molhadas nem exponha ao fogo.

Restos de comida

No ambiente subterrâneo, os restos de comida eventualmente esquecidos levam muito mais tempo para se decompor e podem interferir de modo danoso com os hábitos alimentares e os ciclos vitais da fauna e dos microorganismos. Tome extremo cuidado para não abandonar restos na caverna, até mesmo migalhas. Deixe para lavar panelas e utensílios de cozinha após sair da caverna e cuide para que os restos de comida também não acabem no ambiente externo.
Deixe a caverna como se ninguém houvesse passado por ali. Colabore para que os próximos visitantes também tenham essa sensação recolhendo o lixo que eventualmente encontrar, mesmo que não seja você que o tenha deixado.

Deixe cada coisa em seu lugar. Não construa qualquer tipo de estrutura.

Resista à tentação de levar “lembranças” para casa

Não retire nada da caverna. Mesmo os espeleotemas quebrados ou caídos não devem ser removidos para seguirem sua evolução natural. Deixe a caverna como encontrou.
Muitas cavernas guardam vestígios como pinturas rupestres, utensílios e restos de habitantes pré-históricos. Nunca risque as pinturas e evite até mesmo tocá-las para que não se deteriorem. Caso ache pontas de flechas, pedaços de utensílios ou até mesmo ossos, não os retire do lugar. Fotografe e anote onde os achou para poder informar na volta. Também evite pisar muito perto de sua descoberta e caso tenha acidentalmente movido algo, ponha de volta na exata posição em que estava. Fotografe e anote a peça que foi movimentada e se você não souber recolocá-la na posição original não tenha medo de relatar, pois é uma informação importante para os pesquisadores. Ao retornar de sua viagem, verifique se o local não é um sítio arqueológico já conhecido e informe sua descoberta aos responsáveis pela área, à SBE ou aos pesquisadores nas universidades.
O mesmo procedimento deve ser adotado com ossadas de animais. Somente especialistas podem avaliar se são descobertas paleontológicas ou restos de animais recentes. Mesmo sendo recentes, podem ter valor para pesquisas sobre a fauna local.

Evite acender fogueiras

Evite acender tochas e fogueiras. Fogueira é uma intromissão inaceitável no ambiente da caverna, seja em sua boca, seja em seu interior. A quantidade de fuligem produzida é muito grande, marcando as rochas e espeleotemas. Os gases e fumaça produzidos podem causar forte perturbação no equilíbrio ambiental da caverna e na sua fauna.
As tochas são o meio menos indicado para iluminar cavernas, por produzirem muito mais fuligem do que a iluminação de acetileno e pelo grande risco de marcar e enegrecer os espeleotemas pelo contato com o fogo e a fumaça, além do risco de derramamento de combustível e de acidentes. As tochas acumulam também a desvantagem de durar muito menos que outros meios de iluminação

Respeite os animais e as plantas e seja cortês com outros visitantes e com a população local. Caminhe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a quietude das cavernas e das matas ao redor. Se for necessário estabelecer um acampamento, faça-o em locais discretos e fora do caminho principal. Mantenha silêncio no acampamento e respeite o descanso de outros grupos que eventualmente encontrar. Lembre-se que a atividade de pesquisa e levantamentos em cavernas pode ser muito exaustiva e uma equipe envolvida nessas atividades pode estar descansando em horários pouco habituais.
Ao encontrar os moradores da área, trate-os com cortesia e respeito. Respeite e aprecie os rituais, crenças e tradições que utilizam as cavernas como locais de devoção.
Relate qualquer irregularidade ao administrador ou responsável pela área; não surtindo efeito, procure as organizações ambientalistas e a imprensa.

O Morro de São Paulo: Bonito/MS – Muito mais que seu próprio nome

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar dicas

Bonito/MS – Muito mais que seu próprio nome

A cidade localiza-se no alto da Serra da Bodoquena, a 280 km de Campo Grande, capital do estado Mato Grosso do Sul. Hoje uma espécie de capital nacional do ecoturismo.Em Bonito, os rios são como aquários repletos de peixes. E você não apenas contempla a paisagem, mas interage com ela o tempo todo. A região conta ainda com um conjunto tão impressionante de cachoeiras e cavernas de calcário que, para a maioria dos visitantes, o mais coerente seria uma denominação entre o lindo e o maravilhoso.

LAZER
Um dos destinos preferidos por quem quer se embrenhar na natureza, Bonito tem uma das maiores atrações do país: a flutuação, um mergulho livre em que a pessoa é levada pela correnteza do rio, acompanhando seu desenho, sem fazer esforço. Uma alta concentração de calcário garante a visibilidade nas águas do rio Sucuri, do Aquário Natural, do Parque Ecológico Rio Formoso e do Abismo Ahumas. Outra atração imperdível é a gruta do Lago Azul. Para chegar até o lago é preciso encarar a escadaria rústica de 294 degraus. Complete a imersão na natureza visitando as cachoeiras Boca da Onça, do Parque das Cachoeiras, da Estância Mimosa, do rio do Peixe e da Fazenda Ceita-Corê.
Na cidade vizinha Jardim, a 51 km de Bonito, a flutuação no rio da Prata também é uma atração.
Não deixe de fazer o mergulho autônomo na lagoa Misteriosa e, no final da tarde, observar a bonita revoada de aves no Buraco das Araras.

CLIMA
A primavera e o verão são quentes e úmidos, com chuvas esparsas que enchem os leitos dos rios. Durante o outono e inverno chove uma vez ou outra, mas o céu está sempre azul e as noites são estreladas e geladas. O clima é tropical com temperatura média de 22°.

GASTRONOMIA
Uma das maiores atrações gastronômicas da região é o pacu assado recheado com farofa, caldo de piranha, moqueca de jacaré, os sanduíches naturais também são bem comentados entre aqueles que vão praticar rapel no Abismo de Anhumas.
Em Bonito não poderia ser diferente a mistura de sabores, afinal sua colonização teve participação de todos estes povos, culturas e, principalmente, paladares. Nos restaurantes da cidade inúmeras são as opões: peixes de água doce e uma marcante valorização de frutas e carnes da região que pode ser observada tanto nos pratos principais como até nas sobremesas.
A boa mesa conta com estabelecimentos que variam entre restaurantes típicos, churrascarias, comida a kilo e a “La carte”, pizzarias, e lanchonetes.

ONDE HOSPEDARQuem está sem carro deve levar em conta que as vans para as atrações mais distantes partem do centro – hospedar-se na Rua Pilad Rebuá e arredores pode facilitar as coisas. Os hotéis da zona rural, em compensação, têm mais espaço de lazer. MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR

Entre agosto e outubro, pois quase não chove o que facilita as caminhadas e as flutuações nos rios, além disso, os preços são de baixa temporada. No verão, se deixar para última hora, pode não encontrar vaga.

O QUE NÃO PODE FALTAR NA MALA
Além de muita disposição, são indispensáveis:
Boné ou chapéu de palha, cantil, roupa de malha, máquina fotográfica, máscara e snorkel, mochila, roupa de neoprene (fundamental para atravessar as águas frias e manter o corpo flutuando nos rios), tênis, repelente, protetor solar, capa de chuva, agasalho de inverno.

RESERVA DE PASSEIOS
O número de pessoas por passeio/dia é limitado – tudo em nome da preservação do local. É proibida a entrada de pessoas sem os guias das agências em quase todos os passeios, com exceção do balneário municipal e da ilha do padre. A maioria das atrações está em propriedades particulares por isso faça suas reservas junto a sua agência em Bonito, antes de ir pra não perder viagem.

TEMPO PARA OS PASSEIOS
Se você gosta de se programar com antecedência, pode reservar para todos os passeios, com exceção daqueles mencionados o dia todo, de um período: ou toda manhã ou toda à tarde. Dificilmente você vai conseguir fazer mais de um passeio por período, principalmente porque tudo é distante e você acaba ficando mais do que o descrito.

COMO CHEGAR

DE CARRO
O acesso para quem vem de Campo Grande, capital do Estado, até Bonito são 330 km, seguindo pela BR 262 até Anastácio, a partir daí, o ideal é tomar a BR 419 até Guia Lopes da Laguna e depois uma estrada de 56 km até Bonito.

Outro acesso ainda para quem vem por Campo Grande, pode ser num percurso de 270 km, é pela BR 060 passando por Sidrolândia, Nioaque, Guia Lopes da Laguna e Bonito.

Vindo de São Paulo via Presidente Prudente, entrando no Estado de Mato Grosso do Sul, a primeira cidade do Estado é Bataguassu, seguir até o trevo de Nova Alvorada, em direção a Rio Brilhante, Maracajú, Guia Lopes da Laguna e Bonito.

DE AVIÃO

Vôos regulares
Trip – http://www.voetrip.com.br/- A empresa aumentou os vôos nacionais com destino a Bonito. Além da linha inaugurada em abril deste ano, saindo da Capital, estarão disponíveis linhas de São José do Rio Preto (SP) e do Rio de Janeiro (RJ). Para o vôo que sai da Capital para Bonito e tem duração de 35 minutos a tarifa é de R$ 184,42, incluindo a taxa de embarque. A viagem é realizada as quintas e domingos.

Vôos fretados
TAM – http://www.tam.com.br/

Há também a possibilidade de chegar de avião pequeno.

DE ÔNIBUS
Há também uma linha direta de São Paulo até Jardim as terças e sextas-feiras e aos domingos às 19h com a duração de 15 horas de viagem. Chegando a Jardim tem ônibus da Viação Cruzeiro de Sul até Bonito. Preço da passagem R$ 25,00.

VAN
Atualmente uma cooperativa é responsável pela linha, Campo Grande/Bonito – saída próxima a rodoviária.
Bonito / Campo Grande – saída agendada do local do passageiro.
Telefone do responsável: (67) 9217-2075.

DISTÃNCIAS EM RELAÇÃO A OUTRAS CIDADES

Belo Horizonte – 1787 km
Brasília – 1464 km
Cuiabá – 974 km
Porto Alegre – 1754 km
Rio de Janeiro – 1599 km
Salvador – 2898 km
São Paulo – 1170 km
Foz do Iguaçu – 960 km

PRINCIPAIS ATRAÇÕES

ABISMO ANHUMAS – A maior de todas as aventuras locais, uma verdadeira viagem ao centro da terra.

O mergulho é realizado em um lago com diâmetro aproximado de 120 por 90 metros, a profundidade máxima do lago é de 80 metros. Acesso ao lago via rapel de 72 metros dentro de uma caverna. (Leia neste blog sobre Cavernas e Esportes Radicais).
A beleza do mergulho são as formações chamadas de cones que crescem dentro d’água, neste lago encontra-se o maior cone de caverna alagada do mundo com 19,5 metros de altura.
A vida dentro de uma caverna é muito limitada devido ao eco-sistema próprio, na água os peixes encontrados são pequenos lambaris.
Na véspera do passeio é realizado um pequeno treinamento na cidade para o rapel com início às 18h.

É necessária credencial mínima de Open Water (BÁSICO).
Distância da cidade: 23 km
Temperatura da água: 18 GRAUS
Tempo de mergulho: 27 A 30 MINUTOS
Visibilidade: + DE 30 METROS
Profundidade máxima do mergulho: 18 METROS

MERGULHO COM CILINDRO NO RECANTO ECOLÓGICO RIO DA PRATA

Antes do mergulho o guia/instrutor dará informações satisfatórias sobre a atividade e procedimento do mergulho, em seguida você terá um período de adaptação com equipamento e ambiente. (Leia neste blog sobre Mergulho e Cavernas).Diferente do mar, mergulhar em água doce é uma boa experiência, não tem o enjôo do barco, não precisa lavar os equipamentos depois do mergulho.
Em poucos lugares do mundo é possível mergulhar em rios com águas cristalinas em meio a cardumes de peixes como: dourados, piraputangas, curimbatás, piaus, pacus, peixes canivete, cascudos, lambaris e com sorte até ver pintado e cacharas que têm hábitos noturnos ou até mesmo sucuri e jacaré.

Tempo de mergulho: Média de 40 minutos.
Profundidade: até 7 metros.
Visibilidade: de 10 a 25 metros.
Temperatura: 20 a 25 graus.
Percurso: 600 metros aproximadamente descendo o rio.

LAGOA MISTERIOSAUma lagoa de água azul que impressiona e encanta os visitantes.

O diâmetro do lago é de aproximadamente 40 por 80 metros, o acesso até o lago é realizado por uma pequena trilha e uma escadaria de 70 metros aproximadamente.Além da ótima visibilidade a Lagoa guarda um mistério que é a profundidade ainda desconhecida, foi explorada até 220 metros sem que o fundo fosse avistado.

Os mergulhos são realizados dentro dos limites de cada nível de certificação, podendo ser realizado mergulhos do nível básico ao técnico. ( Leia mais sobre Mergulho neste blog).
Pessoas sem certificação de mergulho podem realizar o passeio de flutuação (snorkel).
Devido ao seu ecossistema a vida aquática são pequenos peixes (lambaris) e muçuns (uma espécie de enguia), mas diferente do mar, a mata que protege a lagoa pode dar as boas vindas ou fechar o mergulho com chave de ouro com a presença de amimais e pássaros da região, o que faz do mergulho uma experiência inesquecível!

Distância da cidade de Bonito: 53 km.
Temperatura da água: 24 a 26 graus.
Visibilidade: + de 40 metros.
Profundidade: + de 220 metros.
Tempo de mergulho: Calculado dentro do planejamento de cada perfil.
Corrente: Ausente.

MERGULHO RIO FORMOSO

O mergulho inicia-se subindo o rio passando entre troncos de árvores caídos chegando a uma cachoeira onde o visual é bem diferente do mar, embaixo da cachoeira a água é calma assim pode se visualizar milhões de bolhas que se formam pela correnteza da água na cachoeira.
Após a visita a cachoeira é só relaxar o corpo e se deixar levar a favor da correnteza até o ponto de partida.

Profundidade máxima: 5 a 6 metros
Visibilidade: 6 a 20 metros.
Temperatura: 18 a 25 graus.
Tempo de mergulho: média de 50 minutos.

GRUTA DO MIMOSO

A variedade de formações no teto e nas paredes, tais como estalactites, cortinas etc., fazem do mergulho uma viagem fantástica que culmina com a visão do Salão dos Cones, um salão imenso com formações calcárias de quase 8 m de altura. A água é cristalina e o visual impressionante.

Dentro do circuito turístico é possível fazer uma penetração horizontal de quase 70 m no interior da caverna. A profundidade máxima atingida neste mergulho fica em torno de 18 m. Credencial mínima Overhead Diver (básico de caverna). (Leia mais sobre Cavernas neste blog).
Atenção: Para adentrar ao Salão dos Cones e demais áreas fora do circuito turístico, é preciso treinamento em cavernas de nível Intro to Cave ou equivalente.

Profundidade máxima: entre 38 e 40 metros, o nível do lago na boca da caverna pode variar com as chuvas alterando as profundidades em alguns metros.Temperatura: 21 a 23 graus.

GRUTA DO LAGO AZUL

OUTROS ATRATIVOS TURÍSTICOS

FLUTUAÇÕES

Parque Ecológico Rio Formoso

O parque oferece trilha pela mata ciliar em meio a uma flora exuberante e descida pelo rio Formoso.
Barra do Sucuri
Em contato direto com a natureza em seu mais belo estado de preservação e equilíbrio ambiental, pode levá-lo a emoções realmente indescritíveis, aproveite.
Rio Sucuri

Ao chegar ao deque do rio, uma adaptação aos equipamentos é realizada. Em seguida inicia-se a flutuação por cerca de 1.800m rio abaixo. Quando necessário há um barco de apoio acompanhando o grupo, de onde, inclusive, se pode fazer todo o trajeto.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

Duração passeio: 3 horas
Distância do centro da cidade: 18 km

O que levar: roupas leves.

TARIFÁRIO: Valores por pessoa
Adulto: Alta temporada: R$ 107,00
Baixa temporada: R$ 82,00
Criança (06 a 12 anos)
Alta temporada: R$ 89,00
Baixa temporada: R$ 71,00

INCLUI: Trilha Flutuação
Acessórios: Roupa neoprene, snorkel, colete salva-vidas
Acompanhamento de guia credenciado
OPCIONAIS:
Almoço: R$ 18,00
Nascente: R$ 28,00
Cavalgada: R$ 32,00
Bike Tour: R$ 32,00
Não inclui transporte

Recanto Ecológico Rio da Prata
Mergulhos inesquecíveis em um dos rios mais cristalinos do mundo!

Aquário Natural
A diversidade da fauna e flora aquáticas é de fazer com que qualquer pessoa sinta-se num imenso aquário, como de fosse um de seus habitantes.

BALNEÁRIOS

Balneário Municipal Rio Formoso
Onde uma grande variedade de peixes acompanha seu lazer.

Balneário do Gordo
Localizado às margens do Rio Formoso. Oferece a tranqüilidade e a harmonia que apenas a natureza pode permitir, com seus sons e cores.

Balneário do Sol
Às margens do Rio Formoso, um lugar mágico.

Balneário Tarumã
Complexo ecológico com uma linda piscina natural, além de trilha ilustrativa que leva a uma belíssima cachoeira.

Praia da Figueira
A praia mais badalada de Bonito.

GRUTAS

Grutas de São Miguel
Um dos melhores programas em Bonito, situada na Reserva Natural Parque Ecológico Vale Anhumas.

CACHOEIRAS

Ilha do Padre
Inúmeras cachoeiras e piscinas naturais no meio do Rio Formoso.

Estância Mimosa
Uma deliciosa e inesquecível aventura de ecoturismo – respeito ao meio ambiente, interação com a natureza e cultura regional.

Cachoeiras do Rio do Peixe

Um dos melhores cenários da natureza em Bonito.

Fazenda Ceita Corê
Beleza e cor, trilhas e grutas, cachoeiras e bichos, tudo em um só lugar.

Parque das Cachoeiras

Uma trilha que passa por 6 belas cachoeiras onde você pode fotografar e se refrescar em um delicioso banho.
AVENTURA
Passeio de Bote no Rio Formoso
A descida é uma aventura à Indiana Jones
Bóia Cross
Uma emocionante aventura nas cachoeiras do Rio Formosinho, com mais de 7 corredeiras para deslizar. (Leia mais em Esportes Radicais neste blog).
Cicloturismo Boca da Onça
Aos que gostam de pedalar, a Boca da Onça oferece um roteiro repleto de aventuras. São 40 km de trilhas, dentro da fazenda, divididas em cinco graus de dificuldade…

Rapel Boca da Onça
Um rapel de 90 metros no Cânion do Rio Salobra. Quando termina a descida, uma pequena trilha leva a´te uma piscina natural, formada pela queda da cachoeira Boca da Onça, a maior do estado.

Arvorismo Cabanas
Percurso de 300 metros de extensão com altura variando de 4,0 a 15,0 metros do solo. Ao todo são 20 estações diferentes com duas tirolesas, sendo a última uma tirolesa aquática no Rio Formomo.

Circuito Arvorismo
Consiste em um percurso de 350 metros sempre na copa das árvores, com presença de obstáculos.

Trilha de Bike – Lobo Guará
Trata-se de um passeio monitarado que utiliza como meio de transporte bikes importadas de alta qualidade…
Discovery Dive (batismo)
Excelente para quem não tem treinamento e quer experimentar a sensação de mergulhar com equipamento “scuba”. Sempre acompanhado pelo Instrutor, é possível mergulhar por aproximadamente 30 minutos após ter recebido toda a orientação de segurança.

CONTEMPLAÇÃO

Buraco das Araras

Trilha ao redor de uma dolina com 124 metros de profundidade e 500 metros de diâmetro.

CULTURAL

Projeto Jibóia

Visitação turística e educação ambiental com a comunidade local. Trabalho de desmistificação das serpentes.
ECOTURISMO

Cachoeiras do Aquidaban
Uma das mais altas da região, onde se avista a Serra da Bodoquena, cuja maior parte é uma reserva indígena.

Parque Ecológico Baía Bonita (Aquário Natural)
Snorkeling em águas que estão entre as mais transparentes do mundo.

PARQUE NACIONAL DA SERRA DA BODOQUENA

Criado em setembro de 2000, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena foi a primeira e, até o momento, a única unidade de conservação de proteção integral federal implantada no estado de Mato Grosso do Sul. A criação do Parque visou a proteger a maior área contínua de “mata atlântica” no estado, a qual se localiza sobre um terreno com características geológicas especiais, o que atende aos objetivos de preservação e estudo da biodiversidade, bem como à recreação, apenas para citar os mais comuns. No momento, o Parque encontra-se em implantação e por isso, ainda não foi aberto ao público.
A abertura à visitação só ocorrerá após a realização do plano de manejo, que consiste em uma série de estudos e discussões destinados a definir os principais aspectos do funcionamento do parque. A pesquisa nas áreas já regularizadas é possível mediante aprovação do IBAMA (vide instrução normativa 109/97). Maiores informações podem ser obtidas junto ao escritório do Parque Nacional da Serra da Bodoquena em Bonito.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Informações Turísticas: (67)3255-1850.
  • Fuso horário: 1 hora menos em relação ao horário de Brasília.
  • Agências bancárias na cidade: Bradesco e Banco do Brasil.
  • A permanência mínima ideal é de quatro dias, para que possa ser realizado um passeio de cada tipo.
  • Para a prática de rapel e mergulho autônomo, os preços são maiores. Nestes valores não estão incluídos o transporte até o passeio.
  • Para a realização dos mergulhos autônomos é obrigatório ter curso de mergulho. (Leia sobre atividades ao ar livre neste blog).
  • Qualquer reserva para os passeios deverá ser efetuada numa agência de turismo local. A agência se responsabilizará pelas reservas, contratação do guia de turismo que irá acompanhá-lo e emitirá uma autorização para realização do seu passeio.
  • Quem viaja para Bonito nos meses de janeiro, julho, dezembro e nos feriados de Carnaval e 12 de outubro deve agendar os passeios pelo menos um mês antes. No caso do rapel no Abismo Anhumas, onde só 16 pessoas descem por dia, as reservas precisam ser feitas com uma antecedência ainda maior, de cerca de três meses.
  • Acampamento – Existem duas áreas de acampamento: O Balneário Municipal e a Ilha do Padre. (Leia sobre atividades ao ar livre neste blog).
  • Os passeios são seguros em sua maioria inclusive para crianças, menos para crianças de colo. Você vai ter os passeios bastante limitados nesse caso.
  • Não deixe de aproveitar a culinária local, que é farta e muito gostosa.
  • Os passeios custam entre R$ 5,00 e R$ 50,00. Os passeios de flutuação custam, em média, R$ 35,00. O rappel no abismo Anhumas é o passeio mais caro, pois exige equipamento especial e guias especializados. A descida do Abismo e o mergulho livre no lago custam R$ 120,00; o mergulho autônomo dentro do lago custa R$ 195,00.
  • Bonito é a região da perigosa aranha armadeira. Se você vir alguma, comunique o guia e se afaste do local. Atenção também com as sucuris. Evite beber água dos rios locais, que por serem ricas em magnésio e calcário, podem causar desarranjos intestinais.
  • Todas as estradas que dão acesso aos passeios são de terra.
  • Telefone da Rodoviária de Campo Grande: (67) 3382-9170; Rodoviária Jardim: (67) 3251-1327; Rodoviária Bonito: (67) 3255-1606.
  • E boa viagem!

O Morro de São Paulo – Manaus

Postado Por: Praia do Encanto  :  Categoria: Vai Viajar Conheça o Brasil, Vai Viajar dicas


É a capital do estado do Amazonas. Com 2,2 milhões de habitantes, a cidade mistura na medida certa autenticidade com uma boa dose de exotismo, o que a transforma em uma das capitais mais interessantes do Brasil. A referência da cidade é o Rio Negro, o maior dos sete mil afluentes do Rio Amazonas (o maior rio do mundo em volume d’água e extensão). É no Negro que ficam o porto e as avenidas com calçadões largos e bem-feitos de Manaus, no maior estilo Copacabana (RJ). É dele também que partem os principais passeios rumo à floresta, tanto de barcos quanto de hidroaviões.

Entre julho e dezembro, principalmente, dá até para pegar praia por lá. Aliás, belas praias, já que o nível do rio diminui consideravelmente nesse período – conhecido como verão na Amazônia – e as faixas de areia que permeiam o Negro se estendem por muitos metros. No primeiro semestre do ano, por sua vez, é “inverno” na região. Não faz frio, mas chove muito e os rios sobem até cobrir completamente as praias manauaras.

Quase 70% dos turistas que viajam para a selva brasileira vêm de fora do País.
A partir de Manaus, é possí­vel fazer uma viagem pela selva com boa dose de conforto (ou até mesmo luxo para quem deseja), cercada de belas paisagens e com enriquecimento cultural.
Quando se pensa em Manaus, logo vem à mente copas de árvores a perder de vista cortada por rios imensos. Por isso, talvez, a cidade surpreende tanto quem a visita pela primeira vez.

CULTURA

Pelo menos dois passeios históricos na selva precisam ser feitos por qualquer turista: ir ao Museu do Seringal e visitar uma tribo indígena.
O Museu do Seringal é uma atração incrustada em meio à Floresta Amazônica. O museu retrata como era um seringal no começo do século 20.
Chega-se de barco ao Museu, em passeios organizados por agências de turismo. O roteiro pode incluir visita a algumas aldeias indígenas da Amazônia. À uma hora de barco de Manaus, na maravilhosa Praia de Tupé, há uma maloca onde vivem 55 índios das tribos dessano, tucano e tuíuca.

BOI DE PARINTINS

A cultura amazônica é simplesmente deliciosa. Índios, botos que engravidam mulheres, curupira… Tudo vem de lá. Mas nada é mais envolvente do que o boi-bumbá, manifestação folclórica mais popular da floresta. Os grandes destaques da dança, que se realizam ao som de tambores, repiques e surdos, são a cunhã-poranga, que representa a índia mais bela, e o homem que se fantasia de boi.

O auge da expressão cultural se dá todos os anos no último fim de semana de junho, em Parintins (AM), que fica a quase uma hora de avião de Manaus (420 km). A festa, que mais parece um carnaval fora de época, é realizada em uma arena e dura cerca de seis horas por noite. O evento marca a disputa entre os bois Caprichoso (azul) e Garantido (vermelho).

QUANDO VISITAR

A cidade tem duas estações distintas. A seca (verão) vai de junho a novembro, com sol intenso e temperatura elevada, em torno dos 38 graus – em setembro, os termômetros chegam fácil aos 40. Já a chuvosa (inverno) ocorre entre dezembro e maio, período em que a temperatura mostra-se mais amena, com chuvas freqüentes.
A melhor época para curtir igapós, igarapés, cachoeiras e praias fluviais é no mês de agosto. Apesar do calor, a seca ainda está no início e há bastante água nos rios e cachoeiras. Em Ponta Negra, a faixa de areia só aparece entre agosto e janeiro. Durante todo o ano são comuns as pancadas de chuva de pouca duração.

COMO CHEGAR A MANAUS

De avião – Há vôos diários partindo das principais capitais do país.

De carro – A Transamazônica está em condições precárias, sendo aconselhável ir de carro até Belém e lá continuar a viagem em uma embarcação. Há balsas para fazer a travessia dos automóveis.

De barco – Barcos e navios partem do porto de Belém. A viagem dura entre três dias e uma semana, dependendo da embarcação escolhida.

A noite de Manaus é uma das mais variadas e divertidas do Brasil. As grandes concentrações se dão na Ponta Negra, que fica na orla do Rio Negro; na Avenida do Turismo, repleta de restaurantes e casas de eventos e no Eldorado, região da Praça do Caranguejo, onde há bares, shoppings e clubes.
GASTRONOMIA

A cozinha amazonense tem como base peixes de água doce, como tambaqui, tucunaré e pirarucu. A costela de tambaqui é o prato mais apreciado, já que o sabor se assemelha ao da carne de porco. O maior peixe de rio doce do mundo tem gosto forte, mas não dá para sair de Manaus sem experimentá-lo. Para beber, há muitos sucos naturais, como os de guaraná, graviola e cupuaçu.
HOSPEDAGEM


Os hotéis de selva próximos a Manaus oferecem passeios de um dia. O tour inclui traslado, almoço e atividades, como trilha na mata e passeio de canoa.

ROTEIROS

Ninguém resiste a dar uma paradinha diante do Teatro Amazonas. Se a obra impressiona hoje com aquela cor ocre, bem próxima à original, imagine em 1896. Era descomunal para a época e, por isso, demorou 15 anos para ser construída. Quase todas as composições vieram da Europa de navio, em partes.
Se a idéia é assistir a um espetáculo, reserve o fim de semana. Há apresentações periódicas, como as da Orquestra Filarmônica do Amazonas e as da Amazonas Jazz Band. Todos os anos, em abril, há o Festival Internacional de Ópera. Logo depois, em julho, é a vez do Festival de Jazz.

A partir do Teatro Amazonas, é possível visitar as principais atrações do centro de Manaus. Ao descer algumas quadras da Avenida Eduardo Ribeiro, chega-se à Zona Franca, o famoso centro de comércio de eletroeletrônicos com preços, teoricamente, mais em conta do que no resto do País. Comprar na Zona Franca de Manaus, entretanto, deixou de ser barbada a partir de 1990.

Dentro desse cenário, está o Mercado Municipal. Depois dos mercados, é hora de dar um pulo no movimentado porto manauara. A região serve como uma espécie de shopping para a população local. É interessante para ver os inúmeros navios fluviais que atracam por lá. Do porto, é possível avistar também o imponente prédio da Alfândega, de 1906, uma das primeiras construções pré-fabricadas do mundo.
Outros pontos que merecem ser visitados no centro de Manaus são o Palácio da Justiça, a Igreja Matriz e o Palácio Rio Negro, que já foi sede do governo. Há ainda a antiga estação de bondes e a Igreja de São Sebastião, cuja torre única simboliza a peça que a história pregou com Manaus. A segunda torre da obra nunca foi transportada da Europa para o Brasil porque, durante a construção da igreja, a cidade entrou em declínio econômico. Hoje, a edificação é mais uma das jóias do centro de Manaus – e que merecia ser “lapidada” como tal.
ENCONTRO DAS ÁGUAS

Na Amazônia, as estradas são os rios, e os barcos, os ônibus. As viagens não são medidas em quilômetros, mas em horas, ou dias, de barco. Por isso, todos os passeios rumo à selva partem do Rio Negro, seja do porto ou de algum hotel.
O roteiro mais desejado é o Encontro das Águas. É possível chegar até o ponto tanto de barco quanto de hidroavião. Partindo do Rio Negro, o barco demora quase uma hora para chegar ao ponto de união dos rios, enquanto o hidroavião leva apenas alguns minutos.
Embora seja bem mais caro, o passeio de hidroavião compensa. Ver a Amazônia do alto é como observar pela primeira vez a neve, o oceano ou um deserto. É marcante. Do alto, dá para enxergar as copas a perder de vista cortada pelos afluentes do Amazonas, botos saltitantes e vitórias-régias em locais não acessíveis por barco.

Também dá para ver a cidade, o distrito industrial e as praias de água doce. Tudo isso antes do que realmente interessa: o encontro das águas escuras do Rio Negro com as barrentas do Solimões, nome do Rio Amazonas antes de chegar a Manaus.
Outro programa procurado por quem vai a Manaus é passar um dia no Lago Salvador. O próprio passeio de hidroavião que segue rumo ao Encontro das Águas pode terminar lá, caso o turista peça. Vale à pena, já que a região permite contato direto, seguro e estruturado com a floresta.

ANAVILHANAS, o maior arquipélago do mundo

Localizado no rio Negro, o arquipélago das Anavilhanas é formado por cerca de 400 ilhas dispostas em forma de corrente abrigando complexos e delicados ecossistemas da Amazônia. A região é protegida pela legislação federal que criou a Estação Ecológica de Anavilhanas com 350 mil hectares. No período das cheias do rio Negro, entre novembro e abril, metade das ilhas fica submersa enquanto os animais se refugiam nas partes mais altas. Quando inicia a vazante das águas as ilhas revelam praias e canais que entrecortam toda a região como uma malha distribuída ao longo de aproximadamente 90 quilômetros.

CRUZEIRO PELO RIO AMAZONAS

Passeios de canoa levam aos igarapés

Os cruzeiros pelo rio Amazonas duram entre três e sete dias, dependendo da embarcação. Os preços também variam, de acordo com as acomodações e atividades oferecidas, como a pesca, passeio de canoa, observação de aves e animais e trekking.

Cruzeiro em embarcação especial,

E embarcação de luxo.

ATENÇÃO

Tome vacina contra febre amarela pelo menos dez dias antes de viajar. Vale, ainda, tomar comprimidos de complexo B caso vá fazer passeios na selva, funciona como repelente de mosquitos. Perto do Rio Negro, não há tantos insetos, tamanha a acidez da água (por isso, sua cor é tão escura). A vacinação é gratuita e pode ser feita em postos de saúde. Dengue e malária também são comuns na região. Para se proteger, use sempre repelente. Ao caminhar na mata e na beira dos rios, prefira as blusas de mangas compridas e as calças.
IMPORTANTE

Distâncias: Brasília – 3591 km/Boa Vista – 824 km/Belém – 5434 km.
Informações turísticas Manaustur Tel: (92) 3233-1517.
Centro de Atendimento ao Turista: Rua Tapajós, 180 – Centro – Tel: 3622-0767.
Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Av. Santos Dumont, nº 1.3250 – Tarumã – Tel: 3652-1120/3652-1212.
Rodoviária: Rua Recife, s/n Tel: 3642-5805.
Porto de Manaus – R. Marquês de Santa Cruz, 25 – Centro Tel: 2123-4350 / 4351.
Porto de Belém – Informações sobre barcos de transporte de passageiros – Tel: (91) 3272-3343.
Informações sobre balsas de transporte de automóveis – Tel: (91) 3222-5604.
Banco Bradesco, Itaú, Unibanco, HSBC, Real, Caixa Econômica Federal.
Fuso horário – uma hora a menos em relação a Brasília.
Parintins – Ilha do rio Amazonas, sede das agremiações folclóricas dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso. Distante de Manaus (1h15 de avião ou 26h de barco) /Santarém (1h20 de avião ou 20h de barco) /Belém (60h de barco).
Circulando – A melhor maneira de circular por Manaus é de táxi. O trânsito no Centro é bastante complicado e a sinalização não é muito eficiente. Para quem tem pouco tempo na capital, a dica é fazer um passeio no Amazon Bus. O tour dura três horas e passa pelos principais pontos turísticos. O circuito é acompanhado por guias e os ônibus partem do Centro de Atendimento ao Turista (ao lado do Teatro Amazonas) de segunda a sábado, às 9h e às 14h. Tel: (92) 3234-5071.

Alerta: os hotéis de selva têm um número de diárias mínimo de duas a quatro noites e, em geral, o preço é publicado em dólar.

OUTRAS OPÇÕES DE LAZER

Jardim Botânico – no interior dele habitam numerosas espécies de animais e plantas, muitos em perigo de extinção e protegidos por lei;
Zoológico do CIGS: no bairro de São Jorge. É mantido e administrado pelo Exército Brasileiro. Você pode ver diversos tipos de animais da selva como: onças, jaguatiricas, macacos, cobras, veados e outros mais;
Parque dos Bilhares: ao lado do Shopping Millennium Center e próximo ao Manaus Plaza Shopping e do Amazonas Shopping, no bairro Chapada. (O parque possui ampla infra-estrutura com cafés, bares, lanchonetes, sorveterias, playground, quadras poli esportivas, estacionamento, biblioteca e internet de graça);
Parque Lagoa do Japiim: no bairro Japiim;
Parque Senador Jéferson Peres: no Centro (possui orquidário, quadras, playground, etc). Fica próximo à ponte Benjamin Constant ou ponte da Rua 7 de Setembro (construída em 1895 pelos ingleses – é um dos cartões-postais da cidade);
Parque do Mindu: no bairro Parque Dez de Novembro;
Visite os Shoppings da cidade;
No Centro você pode ver os palacetes da Belle Epoque (época áurea da borracha), são casarões que pertenceram aos Barões da Borracha (alemães, ingleses, portugueses, etc);
Bosque da Ciência: no bairro Coroado, possui tanques com peixes-boi, ariranhas, poraquês, tracajás, tartarugas, diversos tipos de aves, abelhas, répteis (jacarés); a casa da ciência com besouros, borboletas, alguns animais empalhados, a maior folha do mundo, etc; trilhas suspensas; orquidário e bromeliário – um bom contato com a natureza!
Curta as praias fluviais: da Ponta Negra (que é um parque cultural, de esporte e lazer); praia Dourada; do Tupé; da Lua; do Escondidinho; Grande; Cascatinha e outras que são de rio ou água doce;
Balneário do Meriti: na estrada de acesso ao município de Manacapuru, indo pela ponte que liga a cidade de Manaus a esse município;
Cachoeiras de águas geladas e forte correnteza, em Presidente Figueiredo (cidadezinha rústica) a 110 km de Manaus. O acesso à maioria das cachoeiras é pago e a taxa varia de 2 a 5 reais. Você vai pela BR-174 contemplando corredeiras, igarapés, córregos, voçorocas e a bela floresta. Foram catalogadas 47 cachoeiras, mas você pode conhecer algumas das mais próximas como: Suframa, Iracema, Santuário, Pedra Furada, as outras são distantes; a caverna de Maruaga e o Parque Urubuí bem no centro do município. Logo perto, fica o município de Balbina, onde está situada uma Hidrelétrica com um Museu Arqueológico.

OUTRAS SUGESTÕES

O que trazer?
Roupas leves e confortáveis, como bermudas e camisetas, calças de verão, tênis ou calçados para caminhadas, sandálias, roupas de banho, óculos de sol, capa de chuva leve e chapéu.

Como observar a Floresta?
Os binóculos são úteis para avistar pássaros e a vegetação densa. É desaconselhado qualquer tipo de faca ou canivete, pois não é permitido agredir a fauna e flora da Floresta. Óculos escuros são indispensáveis para observar o alto com maior conforto.

É seguro viajar com crianças?
Sim, mas os pais ou responsáveis devem sempre ficar por perto e alertar sobre “NÃO MEXER COM OS ANIMAIS, MESMO COM OS MAIS SIMPÁTICOS E QUE PARECEM INOFENSIVOS”.
Lembrar que o mundo animal reage de forma diferente quando se encontra em apuros.
Caso veja ou encontre algum animal em situação difícil, não interfira sobre ele. Chame seu guia e somente ele poderá fazer algo para reverter esse quadro.

Como se prevenir contra doenças?
É sempre indicado o uso de protetor solar e repelente de insetos. As vacinas de febre amarela e tétano são indicados para todos que viajam pelo Brasil. São válidas por 10 anos e devem ser tomadas no máximo em até 10 dias antes da viagem. Caso utilize medicamentos de uso continuo, traga-os, pois pode não encontrá-los nas farmácias locais. Por precaução, um antialérgico é recomendado para os alérgicos a picadas de insetos.

O que e onde comer?
Em Manaus, o turista pode escolher entre bons restaurantes de culinária regional, brasileira e internacional. No interior, procure sempre as dicas de nossos agentes ou escolha locais com bastante movimento. Para evitar problemas, beba água mineral e muito líquido. Sucos podem ser consumidos, desde que as instalações lhe pareçam adequadas quanto à higiene e na manutenção das frutas.

E boa viagem